Sem desculpar-se, Iasi reclama de ódio e chama de metáfora a sua defesa de fuzilamento

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Nas redes sociais, costuma-se brincar que, em qualquer enrascada argumentativa, o fraco argumentador optará por um dos dois caminhos: “foi hacker” ou “era brinks”. No “foi hacker”, o encurralado debatedor tenta explicar que não era ele, mas alguém muito astuto que falou por ele, invadiu sua conta, quebrou suas senhas, e a polícia já fora acionada. No “era brinks”, a cara de pau é um pouco maior. Porque o debatedor não estava falando sério, ele apenas ironizava, era uma brincadeira, era alguém muito culto versando com técnica incompreendida pelo menos estudados. Como esperado, foi com este caminho que Mauro Iasi se saiu após defender, em palestra, o fuzilamento de conservadores.

Já havíamos alertado aqui que ele jogaria a culpa nas liberdades poéticas do poema que declamava. E agora ele surgiu dizendo que tudo não passou de uma metáfora, que o poema era irônico, que seres inteligentes como ele captaram, mas ele faria o esforço de explicar tudo para nós mortais. Claro, encaixou bastante name-dropping para dar um verniz intelectual à sandice que defende e possivelmente ensina a jovens que costumam se render a esse tipo de retórica.

Curiosamente, não tomou por metáfora os xingamentos que recebeu em retribuição ao absurdo que lhe rendeu aplausos no – agora sabemos – Congresso da CSP-Conlutas. Pelo contrário, chamou de ódio de classe e findou o texto pregando o fim do diálogo com o que agora chama de “extrema direita” – Não eram conservadores? Ou qualquer conservador, para ele, é extrema direita?

Enquanto isso, a petição que exige a exoneração dele do cargo de professor da UFRJ já conta com mais de 15 mil assinaturas.

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Petição exige exoneração de Mauro Iasi por defesa do fuzilamento de conservadores

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Mauro Iasi, além de graduado em história, doutor em sociologia e professor adjunto da ESS da UFRJ, foi candidato à presidência do Brasil em 2014 pelo PCB. Ficou em penúltimo lugar, o que faz parecerem inócuos os absurdos que defende. Mas alguns brasileiros preocupados com o fato de ele participar da formação educacional da juventude carioca acharam por bem exigir a sua exoneração com um abaixo-assinado. O motivo seria a defesa do fuzilamento do que ele diz ser a direita e os conservadores, mesmo que dentro de uma metáfora ou citação a poema. Para ver o vídeo que o incrimina ou entender o teor da petição, clique aqui.

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Esquerdista que concorreu à presidência do Brasil defende fuzilamento dos adversários

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Muitos dirão que se trata de uma figura insignificante (o que não deixa de ser, já que ficou em penúltimo lugar na corrida presidencial brasileira no ano passado). Outros tentarão usar a desculpa de que ele citava um “poema”. Mas a verdade é que, se fosse qualquer mísero personagem do “outro lado” com discurso tão repugnante, a imprensa já teria levantado a ficha criminal do meliante ao ponto de ele não mais ter condições de frequentar espaços público.

Disse Mauro Iasi, candidato em 2014 à presidência pelo Partido Comunista Brasileiro:

“Nós estamos dispostos a oferecer a você o seguinte: um bom paredão, onde vamos colocá-lo na frente de uma espingarda com uma boa bala, e vamos oferecer, depois de uma boa pá, uma boa cova. Com a direita e o conservadorismo, nenhum diálogo.”

Ao final da fala, o público que o ouvia o aplaudiu. Para conferir com seus próprios olhos esse absurdo, clique no player abaixo: