Após ignorar os míseros 20 na rua por Lula, imprensa agora fala em “manifestação vazia”

Claro que aconteceria isso, e já tratamos do tema algumas vezes (podem conferir aqui e aqui). Para a grande imprensa, o atributo “número de manifestantes” só é dado destacável quando as manifestações não são propostas pela esquerda. Quando são os esquerdistas na rua, tal item deixa as manchete e, quando muito, vai para os parágrafos finais.

Foi o que houve, por exemplo, quando Lula foi ouvido na justiça, na condição de réu. Foram fechadas ruas em Brasília, diante da expectativa de uma multidão aparecer. Mas só foram 20 pessoas – e esse fiasco não ganhou destaque algum, sendo mencionado por poucos veículos e sempre de maneira discreta.

Porém, com os atos de ontem, uma vez organizados por entidades e grupos contrários à esquerda, voltaram a tratar como ponto essencial a quantidade de pessoas. E claro que depreciando, na base do “foram vazias”, “ficaram abaixo” e assim por diante.

Há dois problemas aí. O principal é que, diante das manifestações esquerdistas havidas no mesmo período, foi – como sempre – um sucesso retumbante. Vale sempre destacar as MÍSERAS VINTE PESSOAS que foram apoiar Lula em seu depoimento. Mas não é só isso.

Por óbvio, após ANOS de ruas abarrotadas, com pessoas aos milhões, e depois disso todo um processo de impeachment e agora um ambiente de recuperação da crise, é claro que não há a mesma motivação coletiva e geral para ir às ruas. Não teria como ninguém – nem de um lado, tanto menos de outro – colocar milhões em protestos nos dias de hoje.

Mas isso tudo pouco importa. Passam a ideia de que foi um fiasco, dando destaque a um dado simplesmente ignorado quando as manifestações são de esquerda. Aí fica feio.

ps 1 – o próprio MBL, um dos organizadores, reconheceu a diminuição do número de pessoas e fez uma ótima análise quanto a isso.

ps 2 – o Vem Pra Rua postou algumas fotos e comentou o ato em sua página oficial – a imagem deste post veio de lá.

Fernando Holiday acerta em pedir que a PF investigue suas contas

Recentemente, o vereador paulistano Fernando Holiday (DEM), famoso por fazer parte da liderança do MBL, foi acusado de fazer “caixa dois” em sua campanha. Motivo: algumas pessoas teriam entregue panfletos e isso não constaria da prestação de contas.

Sim, algo irrisório. Mas, independentemente disso, até porque o alarde foi presumivelmente desproporcional (não faltou gente que trata a Lava Jato inteira como bobagem fingindo indignação com tal panfletagem), ele acerta ao pedir a investigação – que agora está a cargo da PF.

Confiram o vídeo veiculado em seu perfil oficial, voltamos em seguida:

Deveria ser o padrão. Não importa o valor ou o tamanho do caso.

Reforma previdenciária: a resposta do MBL ao vídeo de Wagner Moura e do MTST

Previdência social é um assunto por demais sério em todo o mundo. Até mesmo os especialistas possuem suas divergências a respeito da solução mais efetiva. Mas, no Brasil, a oposição preferiu jogar o tema na boca de um ator (Wagner Moura) e de um grupo militante que vive a protagonizar protestos violentos (MTST).

Mesmo assim o Movimento Brasil Livre achou por bem publicar uma resposta, também em vídeo. Apresentado por Kim Kataguiri, o MBL rebate a desinformação propagada pela produção esquerdista com nada menos do que fatos.

O Implicante convida você, leitor, a participar deste debate.

Para conferir o resultado, basta acionar o player acima.

Enquanto a esquerda fica com mimimi de “ninguém bate panela”, o outro lado convoca protesto

O novo mimimi esquerdista não se cansa de xingar o outro lado de “paneleiro”. Normal. Eles nunca conseguiram muito mais do que ofensas que só incomodam a eles mesmos. Já foi “reacionário”, “golpista” e “coxinha”, por exemplo. Aqui, do outro lado, onde de fato há indignação contra os desmandos de Brasília, as mangas foram arregaçadas.

Movimento Brasil Livre e Vem Pra Rua novamente encabeçam o convite. Eles estão por trás dos atos que derrubaram Dilma Rousseff. E agora partem para cobrar um mínimo de decência do governo Temer.

Cada grupo com sua pauta de reivindicações. Em comum, a defesa da Lava Jato e o ataque ao foro privilegiado. Mas há defesas de reformas necessárias ao país, e gritos contra ideias estapafúrdias, como qualquer tipo de anistia a criminosos.

Será dia 26 de março de 2017. A programação de eventos ainda há de ser confirmada. Mas o Implicante espera que você vá e contribua com seu cartaz.

Ruas do país lotadas nos protestos em defesa da Lava Jato; veja fotos de várias cidades

Muitos, mesmo apoiando os protestos de hoje, acreditavam que seria algo mais esvaziado. Havia uma série de fatores, mas esses prognósticos estavam redondamente enganados. Ainda bem!

Numa mobilização que só faz paralelo àquela dos milhões e milhões, em março, o povo agora tomou as ruas neste 04/12 para reagir contra as recentes ação do Congresso Nacional, que visam enfraquecer a Operação Lava Jato. Todos em paz, sem quebra-quebra, protestando de forma civilizada.

Na alça de mira, Renan Calheiros, simbolizando todo o Senado Federal – o que deixa os demais parlamentares, e também o governo, em alerta.

Mas, enfim, vamos às fotos. Elas comprovam o estrondoso êxito das manifestações de hoje, colocando o 04/12 na história:

São Paulo/SP

 

Rio de Janeiro/RJ

 

Brasilia/DF

 

Belo Horizonte/MG

 

Porto Alegre/RS

 

Curitiba/PR

 

Salvador/BA

 

Goiânia/GO

 

Vitoria – Vila Velha/ES

 

Londrina/PR

 

Campinas/SP

 

Jundiaí/SP

 

Indaiatuba/SP

 

Jacareí/SP

 

São José do Rio Preto/SP

 

Como é humanamente impossível buscar as fotos de TODAS as cidades, pedimos encarecidamente que você comente com a sua em nossos posts nas redes. É preciso mostrar cada vez mais a força dessas manifestações!

E agora certamente os parlamentares e o governo pensarão com mais cuidado sobre as medidas que prejudicariam a Lava Jato.

Os ataques racistas da esquerda contra Fernando Holiday, eleito vereador em São Paulo

A esquerda desenvolveu recentemente uma grande máxima, denominada “respeito ao local de fala”, segundo a qual somente a pessoa que integre determinado grupo oprimido teria direito de falar sobre as causas desse grupo. E isso, como em qualquer postulado canhoto, é visto como um dogma. Nem mesmo pode ser discutido.

Ok, ok. Mas são justamente eles que atropelam o conceito que criaram – sempre, claro, quando o suposto oprimido não faça parte da ideologia esquerdista.

É o que ocorre agora com Fernando Holiday. Recém-eleito vereador por São Paulo e um dos principais líderes do MBL, Holiday postou a seguinte imagem com algumas de suas diretrizes:

Os brancos de esquerda, é claro, partiram para o ataque. E “é claro” porque a coisa é contumaz. Quem não se lembra, por exemplo, dos ataques sofridos por Joaquim Barbosa? Guardadas as proporções, é o que ocorre agora com Fernando Holiday.

Quando um negro não concorda com a solução proposta pelos brancos de esquerda para combater o racismo, esse negro deixa de ser considerado como tal pela turma canhota e ele passa a ser hostilizado. O insulto racial mais comum é “capitão do mato”, mas há outros tantos – e não vamos aqui dar links ou audiência a esse tipo de descalabro, até porque a questão é importante demais para ser fulanizada.

Holiday, não que precisasse, ainda explicou seus pontos em um segundo post. A quem quiser, aqui está.

No mais, é por essas e outras que a esquerda cada vez mais perde simpatizantes. Abusam do “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa” na hora de passar por cima das regras que eles mesmos criam. E ainda usam o expediente para tratar da cor da pele de um adversário.

Deplorável.

Vídeo: membro do MBL é espancado por esquerdistas que ocupavam escola em Curitiba

Mamãe Falei. Screenshot: Twitter.

O Mamãe Falei é um canal no YouTube/Facebook que resgata na web um formato já bastante trabalhado na TV brasileira e argentina pelo CQC. Com um repórter em campo, tenta arrancar risadas tendo a política como plano de fundo. Os vídeos do projeto são hilários e já foram reverberados aqui no Implicante em algumas ocasiões.

O repórter sempre se apresenta como Artur. Ele é integrante do Movimento Brasil Livre e, juntamente com outro representante do grupo, visitou uma das escolas “ocupadas” pela extrema esquerda em Curitiba. Queria, com aquela iniciativa, testar se de fato aquilo tudo tinha algum significado ou não passava de propaganda esquerdista atrapalhando os estudos dos adolescentes brasileiros.

O que aconteceu? Ele foi espancado e chegou a desmaiar quando sofreu um “mata-leão”. O seu equipamento foi destruído pelos militantes. E pior: numa delegacia de mulheres, as jovens que participavam do ato tentaram fazer uma falsa comunicação de estupro – uma prática abjeta que precisa ser combatida.

Os dois vídeos abaixo foram publicados pelo MBL e mostram a truculência do grupo:

Estes agressores lutam contra a PEC 241 alegando defender a educação brasileira. Não acredite neles.

“Caso Pedro D’Eyrot” (Bonde do Rolê) mostra que a esquerda cultural está perdida (e velha)

A notícia, em si, não chega a ser uma “notícia”. Não para o grande público, tanto menos para alguém abaixo dos 30 anos. Mas ainda assim atingiu em cheio a rapaziada hoje mais velha, já ostentando (ou tentando esconder) cabelos brancos, que acompanhava as novidades musicais nos idos de 2002/2004.

Em suma: descobriram que Pedro Ferreira, um dos fundadores do MBL, é na verdade Pedro D’Eyrot, também fundador do Bonde do Rolê, banda um tanto alternativa que surgiu há mais de uma década. Vale registrar que a entrevista é bem respeitosa, o problema foram as reações.

O espanto, claro, veio dos que então eram jovens (não, não são mais, basta consultar a certidão de nascimento). Para eles, é simplesmente IMPENSÁVEL que um artista de tal grupo seja anti-esquerda. Eles não admitem isso, não aceitam, não toleram. Não entra em suas cabeças, simples assim.

Uma das razões é o fato de terem se fechado cada vez mais, e mais e mais, sempre em si próprios, numa bolha de pensamentos políticos muito similares. Para essa parte da esquerda, especialmente essa mais “cultural”, com a rapaziada na faixa dos 30 e poucos, é impossível alguém ser “de direita” e ao mesmo tempo fazer música, fazer piada, ter vida sexual, não fazer parte de um estereótipo-espantalho que eles estabeleceram como modelo da pessoa anti-esquerda.

Perderam o bonde dos fatos, estão velhos, foram superados. E esse caso serve para que se deem conta disso de forma inequívoca.

Sim, claro que a “nova direita” tem de tudo. Independentemente do gênero, predileção ou produção cultural, atuação na sociedade, pendores sexuais/fetichísticos e assim por diante. A diferença é que a velha esquerda – que se pretende eternamente jovem – segue rotulando. E segue cada vez mais perdida.

Por não ser de esquerda, a imprensa ignora o racismo contra Holiday nas redes sociais

O racismo na esquerda se apresenta de uma forma muito nítida: ela não admite que, por exemplo, negros não estejam politicamente alinhados com ela. É o caso de Fernando Holiday, que foi o 13º vereador mais votado de São Paulo após muito criticar o esquerdismo.

Militante do Movimento Brasil Livre, o jovem é um ferrenho defensor do liberalismo tão atacado pelo PT e suas linhas auxiliares. E o discurso do partido finda amplamente ofendido, uma vez que o vereador é negro, homossexual assumido e originário da periferia, três minorias que o petismo alega defender, mas, na prática, não é bem assim.

Não faltam nas redes sociais exemplos de críticas racistas ao militante. E a coisa se ampliou após a eleição do garoto. Mas a imprensa não tem feito o costumeiro barulho pelo simples fato de ele não ser esquerdista. No caso mais recorrente, xingam Holiday de “capitão do mato”. Contudo, a mera certeza de que o liberal deveria manter-se preso a um cabresto ideológico já deveria ser motivo suficiente para indignação.

screen-shot-2016-10-05-at-10-35-07 screen-shot-2016-10-05-at-10-34-53 screen-shot-2016-10-05-at-10-34-37

screen-shot-2016-10-05-at-10-50-43

Esse tipo de coisa é inaceitável. Que Holiday busque as autoridades competentes. E que a imprensa faça seu trabalho como deve ser feito.

Candidato do PSOL que censurou o MBL teve apenas 18% dos votos dados a Fernando Holiday

Apesar de trazer o termo “liberdade” no nome, o PSOL nunca escondeu a sua vocação censora, do contrário, jamais apoiaria o socialismo venezuelano. E partiu da sigla uma das iniciativas mais obscuras da campanha de São Paulo: o candidato a vereador Todd Tomorrow foi à Justiça pedir para que o MBL tirasse de seu site e redes sociais o apoio a Fernando Holiday, que concorria pelo DEM.

E a Justiça, como costuma fazer, ignorando a porção de grupos organizados que fazem campanha por candidatos esquerdistas, deu ganho de causa ao PSOL.

Como bom respeitador da lei, o MBL cumpriu a ordem.  Contudo, finalizada a apuração, Fernando Holiday  se elegeu com 48.055 voto. E o que aconteceu com Todd Tomorrow? Recebeu apenas 8.640 e ficou de fora.

O Implicante achou justo.