Dilma Rousseff estará com 4 assessores nos EUA e México, e é você quem paga seus salários

Ex-presidentes costumam ter tratamentos diferenciados, especialmente quando se trata de questões referentes à Segurança Nacional. É mais do que óbvio, sem dúvida alguma, que precisam ser protegidos, sobretudo por força até de segredos de estado.

Mas, no Brasil, a coisa vai para outro lado. Ficam as regalias, mesmo.

E isso vale até para a ex-presidente Dilma Rousseff, afastada por meio de impeachment, com aquela manobra de manter direitos políticos e que tais. Desse modo, quatro assessores a acompanharão em viagem pelos EUA e também México, às custas do contribuinte.

Sim, você está pagando seus salários.

No mais, ainda não há informação de quem pagará as passagens. Como a ex-presidente participará de eventos como convidada, é possível que as organizações respectivas arquem com isso. Aguardemos.

México: reclama do muro de Donald Trump, mas deportou quase 50 refugiados cubanos

O México não quis conversa: encontrou 49 cubanos em situação irregular dentro de suas fronteiras, jogou-os dentro de um avião e mandou-os de volta a Cuba. A situação já seria por demais irônica, uma vez que o governo mexicano reclama da política migratória de Donald Trump, que pretende fazer o mesmo com os 11 milhões de imigrantes ilegais que consomem recursos públicos nos Estados Unidos (estima-se que a metade deles seja de mexicanos). Mas a situação é ainda mais complicada na América Central.

Porque Cuba ainda é uma ditadura. Deportar cubanos à ilha socialista é devolver refugiados a uma tirania da qual fugiam. Lá, serão perseguidos políticos. E não será possível confiar nas informações a respeito da situação deles, uma vez que a imprensa é censurada.

Enfim… Ainda que em menor número, o gesto mexicano é muito mais repugnante. Mas a imprensa não desenhará bigodes de Hitler na face do presidente do México.

Após primeiro mês da gestão Trump, imigração ILEGAL caiu 40% na fronteira com o México

Em fevereiro de 2016, o assustador número de 31.578 imigrantes – mexicanos ou não – tentaram ilegalmente entrar nos Estados Unidos, mas foram barrados na fronteira sul do país. Um ano depois, já sob os cuidado da administração de Donald Trump, esse número foi de “apenas” 18.762 pessoas, uma queda de 36%. Se comparado com janeiro de 2017, a queda foi ainda maior: 39%. E olha que, com o fim do inverno, o fluxo migratório em fevereiro costuma ser maior.

É o melhor índice em pelo menos cinco anos. E, sim, já é fruto da nova política imigratória, que só quer aceitar em território americano aqueles que estejam em acordo com a lei – o que deveria ser o básico, né?

Como diziam Bill Clinton e Barack Obama, e a imprensa fez questão de esquecer, os Estados Unidos são uma nação de imigrantes, mas de imigrante LEGAIS. Estes serão sempre bem-vindos.

Há chance de o México pagar o muro de Donald Trump sem nem perceber

Sim, Donald Trump vai construir o muro, ou ao menos tentar. E continua prometendo que os custos da obra sairão do México. Como? Segue um mistério, uma vez que o presidente mexicano nega que gastará qualquer centavo nisso. Contudo, há chance de que o projeto se pague sem que os vizinhos ao sul dos Estados Unidos percebam.

Porque, usando dados da Fair, o presidente americano diz que a imigração ilegal custa US$ 113 bilhões por ano ao contribuinte. “Fact checkers” – ou como são conhecidos os jornalistas que alegam dominar a matemática, mesmo que esse domínio curiosamente só seja usado para desmentir informações que desagradem a esquerda – dizem que o número apresentado por Trump é falso. Que não dá para saber de fato quanto custa a imigração ilegal. Que há um “think tank” conservador calculando o prejuízo em US$ 85 bilhões por ano, mas mesmo este resultado seria questionável.

Tudo bem. Digamos que o dado usado por Trump de fato esteja errado. Muito errado. Com margem de erro acima dos 80%. E o custo da imigração ilegal não supere, por exemplo, os US$ 4 bilhões por ano, ou US$ 16 bilhões durante o mandato do atual presidente.

Já seria economia suficiente para custear a construção do muro, calculado pelo Congresso americano em 15 bilhões de dólares.

Mas este é o cenário em que as projeções erram feio. No que acertam, o muro se paga com apenas 50 dias de imigração ilegal. Caso Trump cumpra a promessa de erradicá-la, o projeto retornaria o investimento em questão de meses.

E onde entra o México nisso? Ora… Mexicanos são praticamente metade dos imigrantes ilegais dos Estados Unidos. Logo, seriam os beneficiários direto de metade deste prejuízo. Uma vez deportados, os custos naturalmente seriam transferidos para o governo latino, que precisaria custear-lhes saúde, educação, segurança e basicamente qualquer seguridade social. Enfim… Tudo leva a crer que seria apenas uma questão de tempo até que o muro fosse quitado pelo lado sul.

Mas essa é, claro, apenas uma das possibilidades. Trump adere tanto ao inesperado que não seria estranho um boleto com o valor total literalmente ser remetido para a Cidade do México.

Ironicamente, há no México quem defenda construção de muros contra outros imigrantes latinos

Em meados de 2016, o jornal El Mañana defendeu que o México, a exemplo do que prometia Donald Trump aos americanos, levantasse um muro contra imigrantes ilegais. Mas ao sul do país, evitando a entrada de hondurenhos, salvadorenhos e guatemaltecas. O texto chegou até a ser reverberado no Daily Mail e no Sun.

O problema: apesar de praticamente metade dos imigrantes ilegais dos Estados Unidos invadirem o país pela fronteira sul, muitos deles não são mexicanos, mas originados de outras regiões da América Latina. Contudo, ao serem deportados, são mandados para o México. E isso, claro, estaria causando problemas locais.

Sim, imigração ilegal é coisa séria. Até mesmo ao sul dos Estados Unidos.

Os críticos de Donald Trump ignoraram o México e só pesquisaram por migração para o Canadá

Se não está claro o gráfico estampado mais abaixo, o Implicante explica. Ele mostra como se comportaram as buscas no Google em 8 de novembro de 2016 no Estados Unidos. No caso, para duas pesquisas bem específicas: “move to canada” e “move to mexico”.

E o que se percebe? Que, à medida em que a apuração da eleição americana crescia e mostrava a tendência de vitória a Donald Trump, mais e mais americanos pesquisaram no Google por uma eventual mudança para o Canadá. Contudo, o México, que mantém fronteira com o Estados Unidos ao sul, e foi objeto da polêmica do “muro”, foi praticamente ignorado.

Ou seja… Mesmo com tantas críticas a uma suposta xenofobia do candidato republicano, os eleitores democratas parecem também rejeitar o vizinho ao sul.