Em 4 anos, aumentou em 361 vezes o total de venezuelanos que pedem refúgio ao Brasil

Entre 2010 e 2012, o Brasil recebeu um total de 5 pedidos de refúgio por parte de cidadãos venezuelanos. Esse número, contudo, enfrentaria uma assustadora curva de crescimento a partir de 2013. Naquele ano, nada menos do que 54 refugiados acharam que o país poderia acolhê-los e solicitaram o socorro. Em 2014, já seriam 208. Doze meses depois, 825. Este ano ainda nem acabou e o recorde já foi quebrado com folga: 1.805.

O que aconteceu em 2013 para as solicitações do tipo dispararem? Nicolás Maduro tornou-se presidente e deixou de disfarçar qualquer arroubo autoritário do bolivarianismo. Nesse intervalo, o total de venezuelanos que pedem socorro ao Brasil cresceu 361 vezes.

É melhor o governo Temer dar a devida atenção ao problema enquanto ele ainda parece ter solução.

A “novilíngua” da imprensa brasileira segue firme: imigrantes ilegais viram “indocumentados”

Durante o fim de semana, um helicóptero da Polícia Militar do Rio de Janeiro foi abatido por traficantes da Cidade de Deus. Desde os primeiros minutos, as redes sociais tinham vídeos e áudios corroborando o fato. Claro, tudo precisava ser confirmado pela autoridades, mas nada disso impediria o jornalismo de encaixar um ou outro “suposto” na manchete. Contudo, no geral, o noticiário optou por afirmar que a aeronave simplesmente caiu, matando os quatro ocupantes.

A coisa não parou por aí. A segunda-feira amanheceu com o G1 falando em “brasileiros indocumentados“. O que é um brasileiro indocumentado? É o imigrante ilegal, os mesmos imigrantes ilegais – frise-se – que devem ser combatidos com veemência pelo governo Donald Trump seguindo a lógica defendida há anos por ninguém menos do que Bill Clinton: os Estados Unidos são uma nação de imigrantes, mas também uma nação de leis. Se o imigrante não está em acordo com a lei, ele não merece os Estados Unidos.

Na obra literária “1984”, George Orwell apresenta o que chamou de “novilíngua”, o hábito de modificar os termos utilizados com propósitos políticos. Para amenizar o estrago contra aquilo que se defende ou piorá-lo contra aquilo que se ataca. No Brasil, alguns partidos chamam isso de “narrativa”.

É assustador como a imprensa brasileira faz uso da “novilíngua” em desacordo com a lei. Seja em benefício de imigrantes ilegais, seja para ocultar a culpa do tráfico de drogas.