Temer, do PMDB, indica nome do PMDB à pasta da Justiça e isso revolta deputado do… PMDB!

De fato, o PMDB não é fácil de se entender. Muito menos de explicar. Trata-se do partido de Michael Temer. Que, com uma vaga aberta no Ministério da Justiça, entregou o cargo a Osmar Serraglio, da mesma sigla.

A indicação está dividindo opiniões. Alguns lembram que ele teve uma atuação exemplar na CPI que descambou no mensalão, outros lembram da proximidade dele com Eduardo Cunha, hoje detido pela Lava Jato.

Mas ninguém revoltou-se mais do que Fábio Ramalho, vice-presidente da Câmara dos deputados. Que prometeu romper com o governo e atuar como opositor.

Qual o partido dele? O PMDB, o partido do presidente.

Especialistas em sistema carcerário da gestão Dilma pedem demissão do Ministério da Justiça

O ministro da justiça, Alexandre de Moraes, se vê tendo que lidar com um pedido inusitado de demissão coletiva: o presidente e mais seis membros do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária decidiram renunciar aos seus cargos.

De acordo com o JOTA, Moraes recebeu uma carta dos especialistas listando 13 motivos que levaram os profissionais à renunciarem ao seus cargos. Dentre reclamações, está a de que não concordam com as medidas que estão sendo tomadas pela pasta para lidar com a crise no sistema penal.

Apesar de deixarem claro que a demissão não se trata de preferências políticos-partidárias, os especialistas explicam que “Defender mais armas, a propósito, conduz sim à velha política criminal leiga, ineficaz e marcada por ares populistas e simplificadores da dimensão dos profundos problemas estruturais de nosso País”.

Será que eles esperam combater os degolamentos nas penitenciárias com aulas de capoeira?

Ministério da Justiça faz confusão e breca acordo de cooperação com a Suíça na Lava-Jato

31.05.2016 - Presidente interino Michel Temer durante encontro com o Ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, e Secretários de Segurança Pública nos Estados. Foto: Beto Barata /PR

Inacreditável.

Após o empenho do procurador Geral da República, Rodrigo Janot, em obter uma força-tarefa entre a Suíça e o Brasil, em março de 2016, para levantar provas e principalmente quebrar sigilos bancários dos investigados no maior esquema de corrupção da história do país, o nosso Ministério da Justiça consegue bagunçar o acordo e não levar o projeto pra frente.

É isso mesmo.

Segundo emails obtidos pelo Estadão, Janot conseguiu com o procurador-geral suíço, Michael Lauber, um acordo que quebraria uma tradição da Suíça: a flexibilidade do extremo sigilo bancários dos que decidem aplicar seu dinheiro nos bancos daquele país.

Em novembro de 2016, o governo suíço recebe um email com a informação que eles “esperassem porque não havia um consenso interno sobre a operação entre os dois países”. Estupefatos com a capacidade de enrolação do Brasil em um caso tão sério, os suíços procuraram Janot e pediram explicação.

Quando  Janot foi apurar o caso com o ministro da justiça, Alexandre Moraes, este disse que desconhecia o email enviado aos suíços, mas prometeu tentar resolver.

De fato, Moraes “tentou”, enviando aos suíços um email cheio de exigências… Os suíços interpretaram como intromissão aos assuntos do país e não gostaram.

Estão envolvidos nessa negociação: Alexandre Moraes, o presidente Michel Temer e o Ministro José Serra.

E, por enquanto, a cooperação entre os dois países tá nessa: parada.

Para ex-ministro da JUSTIÇA de Dilma: “Corrupção, do ponto de vista econômico, é tolerável”

Eugênio Aragão. Screenshot: YouTube.

Eugênio Aragão foi o último ministro da Justiça de Dilma Rousseff. Em outras palavras, foi o último homem que Dilma Rousseff colocou no topo da cadeia de comando da PF, a mesma Polícia Federal que auxilia o Ministério Público Federal em centenas de operações – como a Lava Jato, por exemplo.

Eugênio Aragão deu entrevista para a Carta Capital. Exceto pela Folha de S.Paulo, que nunca explicitou o viés esquerdista apontado por seus críticos, é a maior publicação de esquerda no Brasil. Nesta entrevista, o ex-ministro faz uma defesa para lá de questionável sobre a… Corrupção!

Eugênio Aragão acha que ela pode ser condenável no nível “Saddam Hussein”, quando “não se importa comida no meu país sem passar um dinheirinho para a minha família“. Mas, do “ponto de vista econômico“, serve como “graxa na engrenagem da máquina“:

A corrupção que, na verdade, serve como uma graxa na engrenagem da máquina, essa, do ponto de vista econômico, é tolerável.”

O Petrolão depenou a maior estatal do país, gerando desemprego e recessão. Eugênio Aragão acredita qye isso não torna necessária a atuação da Lava Jato. Ao criticar os membros Ministério Público, afirmou:

Simplesmente botaram na cabeça uma ideia falso-moralista de que o País tem de ser limpo. Corrupção existe em todas as partes do mundo. Não é um problema moral, é sobretudo um problema estrutural simples.”

Eugênio Aragão foi o último ministro que o PT colocou no Ministério da Justiça.