A prova de que o narcotráfico não tem qualquer interesse na legalização

Narcotráfico

Marcinho VP é tido como a principal liderança do Comando Vermelho. Em outubro de 2017, numa entrevista ao UOL, disse que “o tráfico de drogas não acaba porque financia campanhas políticas no Brasil“. Foi além e comentou que os braços do crime organizado estão entranhados no legislativo, executivo e judiciário. E ainda na liderança de gigantescas corporações, inclusive de multinacionais que terceirizam o serviço sujo – aquele que envolve sangue – ao traficante.

Em outras palavras, entregou que o narcotráfico tem forte poder político para criar leis, executá-las e até mesmo julgá-las.

Há um ponto em que VP concorda com Nem, traficante que, cinco meses depois, concedeu entrevista ao El País: “Se você quer acabar com o tráfico você precisa legalizar as drogas. Quer tirar todo o poder do traficante? É só legalizar.” Logo na manchete, o jornal destacou: “Não me arrependo de ter sido traficante. O que você faria no meu lugar?

O discurso de ambos parece moldado pelo esquerdismo. Assume que cometeram crimes porque a sociedade não havia permitido que comercializassem drogas legalmente.

Ora… O próprio VP reconhecera a força política do narcotráfico. Logo, tem este as devidas condições para trabalhar ao menos a legalização da maconha no Brasil. Para tanto, basta acionar os políticos financiados por eles para que pautas caminhem neste sentido. No entanto, elas caminham apenas para dificultar a vida dos investigadores, e facilitar a dos investigados.

De onde se conclui: o tráfico de drogas não possui qualquer interesse na legalidade. Por ela, recolhe-se impostos e presta-se contas à sociedade. Fora dela, tudo é feito nas sombras com prejuízo exclusivo à base da pirâmide, ou seja, aos pobres que tantas vezes são coagidos a entrarem para o crime.

O olho do esquerdismo brilha ao ouvir o discurso do narcotráfico. Ambos dividem o inimigo comum. E, cada vez mais, o norte moral.

Isso é doentio. Este caminho não leva a nada saudável. E o país já sente os sintomas desta doença há tempos.

Se o Brasil quiser acabar com a violência, precisa construir mais presídios

Presídio

A imprensa vive a insistir que, com mais de 700 mil presos, o Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo. Não chega a ser mentira, mas a afirmação pode ser encarada como um argumento falacioso, uma vez que explora dados absolutos da quinta nação com mais habitantes no planeta. Por isso, em fevereiro de 2018, o ministro do Desenvolvimento Social destacou que, proporcionalmente, o país está “somente” na 36ª posição.

Contudo, abordando apenas o tema mais drástico, com a taxa de homicídio em 26,74 para cada grupo de 100 mil habitantes, o Brasil ocupa a 14ª posição como nação mais letal. Na América do Sul, perde só para a Venezuela, o terceiro pior índice conhecido. No que se conclui, e ao contrário do que pregam na mídia, que a população carcerária brasileira precisaria ser ainda maior

Nessa batalha, o principal obstáculo é político. Qualquer um que se aventure a resolver o problema precisará enfrentar todo um assassinato de reputação promovido por formadores de opinião, muitos deles direta ou indiretamente financiados pelo mesmo crime organizado responsável por realidade tão sangrenta na América Latina.

É preciso, portanto, neutralizar as armas adversárias. Começando pela superlotação nos presídios. No Rio de Janeiro, por exemplo, mesmo com tantos criminosos ainda nas ruas, o sistema prisional já opera 96% acima da capacidade. Com a intervenção federal promovida pelo governo Temer, este número só tende a piorar. E o desgaste político será enorme ao ponto de colocar em risco medida tão drástica.

Por isso, se a ideia for mesmo focar esforços no combate à violência, é bom que o brasileiro esteja disposto a redirecionar os impostos colhidos à ampliação do sistema carcerário. E o investimento precisa ser pesado, algo semelhante ao que se gastou na construção de estádios para a Copa do Mundo – não à toa, muito se aventa a hipótese de transformar algumas arenas em presídios.

Do contrário, sempre se fingindo de humanitária, a Justiça não se furtará de soltar aquilo que o policial prendeu.

Condenado, Paulo Maluf envelheceu anos num intervalo de 71 dias

10/10/2017- Brasília – Deputado Paulo Maluf na CCJ da Câmara dos Deputados.

Em 10 de outubro de 2017, Paulo Maluf esteve na Câmara de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Ao olhar para a lente de Wilson Dias, da Agência Brasil, sorriu e levantou o polegar confirmando que tudo estava bem. Nem parecia ter os 86 anos de vida que completara um mês antes.

Em 20 de dezembro de 2017, apenas dois meses e dez dias depois, o deputado federal foi fotografado entre caretas, apoiado por uma bengala e sustentando-se com as forças de dois auxiliares. Entregava-se à polícia para cumprir pena em regime fechado. Parecia próximo de completar um século de vida.

É curioso como Maluf envelheceu em apenas 71 dias.

Protestos contra o uso de algemas em Cabral explicam por que Lula quis ser algemado pela Lava Jato

11.04.2007 - Rio de Janeiro - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, na Estação Cantagalo do metrô.

No momento da redação deste texto, Sérgio Cabral já acumula 87 anos de condenação em três processos. Mas nada disso impediu a imprensa de – mais uma vez a serviço do petismo – reclamar das algemas utilizadas pela Lava Jato na transferência do carioca para Curitiba. Desde então, ataques à operação voltaram a ser desferidos por todos os formadores de opinião que acham um horror a Justiça prender criminosos.

Os protestos, contudo, ajudam a esclarecer uma passagem noticiada dois anos antes. Conforme registrado em O Estadão, quando do cumprimento da condução coercitiva solicitada pela mesma Lava Jato, Lula bateu o pé e disse que só sairia algemado do próprio apartamento. Mas Sérgio Moro deixara claro no despacho que o ex-presidente não poderia usar algemas, nem ser submetido a filmagens, como à que flagrou o ex-governador do Rio de Janeiro.

O próprio Moro pediu à PF esclarecimentos sobre o uso dos artifícios com Cabral. Eles são permitidos em situações bem específicas, sempre atentas à segurança dos envolvidos no procedimento. E costumam levar em conta a periculosidade do presidiário.

É curioso como Paulo Maluf envelheceu pouco antes de ser preso

Em 10 de outubro de 2017, Paulo Maluf esteve na Câmara de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Ao olhar para a lente de Wilson Dias, da Agência Brasil, sorriu e levantou o polegar confirmando que tudo estava bem. Nem parecia ter os 86 anos de vida que completara um mês antes.

Em 20 de dezembro de 2017, apenas dois meses e dez dias depois, o deputado federal foi fotografado entre caretas, apoiado por uma bengala e sustentando-se com as forças de dois auxiliares. Entregava-se à polícia para cumprir pena em regime fechado. Parecia próximo de completar um século de vida.

Na página oficial do parlamentar, não havia um único clique recente que lembre ao longe a imagem compartilhada pelo jornalista Fausto Macedo mais acima.

É curioso como Maluf envelheceu anos em apenas poucos dias.

Tomada pelo PCdoB, a Ancine pressionou atores a denunciarem “golpe”

26/09/2016- Rio de Janeiro- RJ, Brasil- Ex-presidente Lula, durante comício com Jandira Feghali, em Bangu, zona oeste da cidade.

O PT já tinha saído da Presidência da República, mas incontáveis espaços públicos seguiam atuando sob a influência do partido, se não com os soldados, também com as linhas auxiliares. Em meados de 2016, o jornalista Cláudio Humberto confirmou que o PCdoB, a mais antiga linha auxiliar do partido, continuava comandando a Agência Nacional de Cinema. E mais: a ANCINE teria pressionado os artistas brasileiros a protestarem na Europa contra o que a esquerda vinha chamando de golpe – o mesmo processo de impeachment que os esquerdistas pediram contra Fernando Collor de Mello, Itamar Franco e FHC.

O Antagonista completou a informação: Manoel Rangel, do comitê central do PCdoB, presidia a Ancine havia 11 anos. E a comissária Rosana Alcântara era ligada à deputada federal Jandira Feghali, aquela mesma que arrancava risadas na comissão do impeachment quando defendia a honestidade de Dilma Rousseff.

A Ancine custa aos cofres públicos valores que superam o bilhão de reais por ano. O Brasil não deveria reservar qualquer centavo a gastos com cultura antes de resolver seus problemas mais básicos. Ainda mais se o órgão é utilizado para pregar mentiras até mesmo além das fronteiras do país.

Lula, que teve R$ 9 milhões bloqueados pela Justiça, disse que não encontraram dinheiro na conta dele

Em julho, por decisão de Sérgio Moro, o Banco Central bloqueou R$ 606.727 que estavam em quatro contas bancárias utilizadas por Lula. Mas era só o começo. Dias depois, o bloqueio superou os R$ 9 milhões. Pois atingiu dois planos de previdência privada do ex-presidente, um deles no valor de R$ 7,2 milhões.

Pois bem… Aparentemente, essa pequena fortuna não significa nada para Lula. Pois, em outubro, o petista disse em Minas Gerais que não foi encontrado dinheiro na conta dele. E o perfil oficial do Twitter registrou a fala:

Segundo a própria defesa, o casal Lula da Silva declarou patrimônio de R$ 11,7 milhões. É uma quantia bem razoável para não ser considerada pelo condenado pela Lava Jato.

A dura crítica de Vera Magalhães a uma mentira descarada espalhada pela grande imprensa

Máquina de escrever

Aécio Neves não fez por merecer que ninguém o defenda. Mas isso não autoriza à imprensa espalhar mentiras impunemente. Vera Magalhães, que vem se convertendo num raro caso de jornalista que acerta muito mais do que erra, não poupou verbos para repudiar uma fotografia publicada pelo Correio Braziliense e replicada em vários outros jornais de porte igual ou superior.

Sem ressalvas para com a postura do tucano, Magalhães destacou as capas de jornais como O Globo e Folha de S.Paulo, que publicaram uma foto de um medroso senador escondido por trás de uma persiana. Mas a foto não era de Aécio, e sim de um dos assessores. Pior: os autores já tinham sido alertados do erro quando decidiram vendê-la para o resto do país.

O resto, a própria Vera explica no vídeo abaixo:

Eu acho que isso diz muito sobre a imprensa, isso cobre de vergonha a imprensa.

Como bem destacou a jornalista, a imprensa deve desculpas – e das sinceras – aos próprios leitores.

Ministério confirmou que gestões Lula e Dilma gastavam mais com empresas do que com o povo

Brasília – Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de posse dos novos ministros da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva; da Justiça, Eugênio Aragão; da Secretaria de Aviação Civil, Mauro Lopes e do Chefe de Gabinete Pessoal da Presidenta da República, Jaques Wagner

Em 2010, o governo Lula gastou R$ 23 bilhões com “subsídios implícitos”. Trata-se de uma modalidade que não necessita de autorização do Congresso, o que a blinda do controle das metas fiscais. Com Dilma Rousseff, a saída passou a ser cada vez mais explorada. Em 2016, quando a faixa presidencial cairia no colo de Michel Temer, a fatura fechou-se em R$ 78 bilhões, um valor 239% superior. A prática ajudou a pipocar a dívida bruta de 52% para 73%. E a conta foi arcada pela população, com juros básicos cada vez mais altos.

O Ministério da Fazenda confirmou que, durante a passagem do PT pela Presidência da República, os subsídios embutidos em operações de crédito e financeiras aproximaram-se do trilhão de reais, com R$ 420 bilhões focados no setor produtivo. Ou R$ 48 bilhões a mais que os R$ 372 bilhões destinados a programas sociais do Governo Federal, como o Minha Casa, Minha Vida, o Luz Para Todos e o FIES.

Em outras palavras, os governos Lula e Dilma Rousseff gastaram mais com empresários do que com a população mais carente do país.

É perceptível que a farra com tais subsídios se intensificou em 2011, primeiro ano do governo Dilma. A prática era pejorativamente tratada como “Bolsa Empresário”. Lula pode até tentar se livrar do tema lavando as mãos e terceirizando a culpa à sucessora. Mas vem sendo investigado, entre outras coisas, pelo lobby que teria feito justo neste período e em favor de tantos bilionários.

Até o momento da redação deste texto, conta já com uma condenação. Que tem tudo para ser apenas a ponta do iceberg.

Estado de Direito: líder da “Lava Jato italiana” faz leitura distinta da gritada no Brasil

Antonio Di Pietro a Savona giovedì 5 maggio 2011

Os “Direitos Humanos” estão para criminosos pobres como o “Estado Democrático de Direito” está para os criminosos ricos: por mais que tenham significados bem distintos, são sacados pelos defensores como um obstáculo ao trabalho dos investigadores. Com a Lava Jato a todo vapor, o segundo praticamente virou bordão na boca dos políticos mais corruptos, e dos jornalistas mais coniventes. Mas, em entrevista à BBC, Antonio Di Pietro apresentou um uso bem distinto do conceito.

Famoso por liderar a Mãos Limpas, equivalente italiana da barulhenta operação brasileira, entende que o Estado Democrático de Direito deve principalmente servir para encarcerar as autoridades mais graúdas:

Se você partir do princípio de que figuras poderosas não devem ser investigadas ou possivelmente condenadas porque mais tarde essas condenações podem ser derrubadas, isso significa que não estaremos mais em um Estado de Direito, em um país democrático e em uma sociedade civilizada.”

O ex-promotor ainda observou que a Lava Jato sofre o mesmo ataque que enfraqueceu a Mãos Limpas, uma ofensiva que colocou em dúvida a reputação dos investigadores. Para desenhar o que está em jogo, Di Pietro se permitiu uma analogia, e um recado à opinião pública brasileira:

Existe uma tentativa deliberada de fazer a opinião pública acreditar que a culpa pelo que aconteceu não é de quem usou sua função pública para conseguir benefícios pessoais ilegalmente, mas de quem descobriu as ilegalidades cometidas.

Seria como dizer que, se o médico descobre que o paciente tem câncer, ele é culpado, enquanto a culpa deveria recair sobre o tumor que afeta a saúde do paciente – neste caso, o paciente é o país e seus cidadãos. (…)

Tenho um recado para o povo brasileiro: continuem apoiando a Lava Jato e não se distraiam com as inúmeras tentativas de desacreditar a operação.”

Recado dado.