Condenado, Paulo Maluf envelheceu anos num intervalo de 71 dias

Em 10 de outubro de 2017, Paulo Maluf esteve na Câmara de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Ao olhar para a lente de Wilson Dias, da Agência Brasil, sorriu e levantou o polegar confirmando que tudo estava bem. Nem parecia ter os 86 anos de vida que completara um mês antes.

Em 20 de dezembro de 2017, apenas dois meses e dez dias depois, o deputado federal foi fotografado entre caretas, apoiado por uma bengala e sustentando-se com as forças de dois auxiliares. Entregava-se à polícia para cumprir pena em regime fechado. Parecia próximo de completar um século de vida.

É curioso como Maluf envelheceu em apenas 71 dias.

Protestos contra o uso de algemas em Cabral explicam por que Lula quis ser algemado pela Lava Jato

No momento da redação deste texto, Sérgio Cabral já acumula 87 anos de condenação em três processos. Mas nada disso impediu a imprensa de – mais uma vez a serviço do petismo – reclamar das algemas utilizadas pela Lava Jato na transferência do carioca para Curitiba. Desde então, ataques à operação voltaram a ser desferidos por todos os formadores de opinião que acham um horror a Justiça prender criminosos.

Os protestos, contudo, ajudam a esclarecer uma passagem noticiada dois anos antes. Conforme registrado em O Estadão, quando do cumprimento da condução coercitiva solicitada pela mesma Lava Jato, Lula bateu o pé e disse que só sairia algemado do próprio apartamento. Mas Sérgio Moro deixara claro no despacho que o ex-presidente não poderia usar algemas, nem ser submetido a filmagens, como à que flagrou o ex-governador do Rio de Janeiro.

O próprio Moro pediu à PF esclarecimentos sobre o uso dos artifícios com Cabral. Eles são permitidos em situações bem específicas, sempre atentas à segurança dos envolvidos no procedimento. E costumam levar em conta a periculosidade do presidiário.

É curioso como Paulo Maluf envelheceu pouco antes de ser preso

Em 10 de outubro de 2017, Paulo Maluf esteve na Câmara de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Ao olhar para a lente de Wilson Dias, da Agência Brasil, sorriu e levantou o polegar confirmando que tudo estava bem. Nem parecia ter os 86 anos de vida que completara um mês antes.

Em 20 de dezembro de 2017, apenas dois meses e dez dias depois, o deputado federal foi fotografado entre caretas, apoiado por uma bengala e sustentando-se com as forças de dois auxiliares. Entregava-se à polícia para cumprir pena em regime fechado. Parecia próximo de completar um século de vida.

Na página oficial do parlamentar, não havia um único clique recente que lembre ao longe a imagem compartilhada pelo jornalista Fausto Macedo mais acima.

É curioso como Maluf envelheceu anos em apenas poucos dias.

Tomada pelo PCdoB, a Ancine pressionou atores a denunciarem “golpe”

O PT já tinha saído da Presidência da República, mas incontáveis espaços públicos seguiam atuando sob a influência do partido, se não com os soldados, também com as linhas auxiliares. Em meados de 2016, o jornalista Cláudio Humberto confirmou que o PCdoB, a mais antiga linha auxiliar do partido, continuava comandando a Agência Nacional de Cinema. E mais: a ANCINE teria pressionado os artistas brasileiros a protestarem na Europa contra o que a esquerda vinha chamando de golpe – o mesmo processo de impeachment que os esquerdistas pediram contra Fernando Collor de Mello, Itamar Franco e FHC.

O Antagonista completou a informação: Manoel Rangel, do comitê central do PCdoB, presidia a Ancine havia 11 anos. E a comissária Rosana Alcântara era ligada à deputada federal Jandira Feghali, aquela mesma que arrancava risadas na comissão do impeachment quando defendia a honestidade de Dilma Rousseff.

A Ancine custa aos cofres públicos valores que superam o bilhão de reais por ano. O Brasil não deveria reservar qualquer centavo a gastos com cultura antes de resolver seus problemas mais básicos. Ainda mais se o órgão é utilizado para pregar mentiras até mesmo além das fronteiras do país.

Lula, que teve R$ 9 milhões bloqueados pela Justiça, disse que não encontraram dinheiro na conta dele

Em julho, por decisão de Sérgio Moro, o Banco Central bloqueou R$ 606.727 que estavam em quatro contas bancárias utilizadas por Lula. Mas era só o começo. Dias depois, o bloqueio superou os R$ 9 milhões. Pois atingiu dois planos de previdência privada do ex-presidente, um deles no valor de R$ 7,2 milhões.

Pois bem… Aparentemente, essa pequena fortuna não significa nada para Lula. Pois, em outubro, o petista disse em Minas Gerais que não foi encontrado dinheiro na conta dele. E o perfil oficial do Twitter registrou a fala:

Segundo a própria defesa, o casal Lula da Silva declarou patrimônio de R$ 11,7 milhões. É uma quantia bem razoável para não ser considerada pelo condenado pela Lava Jato.

A dura crítica de Vera Magalhães a uma mentira descarada espalhada pela grande imprensa

Aécio Neves não fez por merecer que ninguém o defenda. Mas isso não autoriza à imprensa espalhar mentiras impunemente. Vera Magalhães, que vem se convertendo num raro caso de jornalista que acerta muito mais do que erra, não poupou verbos para repudiar uma fotografia publicada pelo Correio Braziliense e replicada em vários outros jornais de porte igual ou superior.

Sem ressalvas para com a postura do tucano, Magalhães destacou as capas de jornais como O Globo e Folha de S.Paulo, que publicaram uma foto de um medroso senador escondido por trás de uma persiana. Mas a foto não era de Aécio, e sim de um dos assessores. Pior: os autores já tinham sido alertados do erro quando decidiram vendê-la para o resto do país.

O resto, a própria Vera explica no vídeo abaixo:

Eu acho que isso diz muito sobre a imprensa, isso cobre de vergonha a imprensa.

Como bem destacou a jornalista, a imprensa deve desculpas – e das sinceras – aos próprios leitores.

Ministério confirmou que gestões Lula e Dilma gastavam mais com empresas do que com o povo

Em 2010, o governo Lula gastou R$ 23 bilhões com “subsídios implícitos”. Trata-se de uma modalidade que não necessita de autorização do Congresso, o que a blinda do controle das metas fiscais. Com Dilma Rousseff, a saída passou a ser cada vez mais explorada. Em 2016, quando a faixa presidencial cairia no colo de Michel Temer, a fatura fechou-se em R$ 78 bilhões, um valor 239% superior. A prática ajudou a pipocar a dívida bruta de 52% para 73%. E a conta foi arcada pela população, com juros básicos cada vez mais altos.

O Ministério da Fazenda confirmou que, durante a passagem do PT pela Presidência da República, os subsídios embutidos em operações de crédito e financeiras aproximaram-se do trilhão de reais, com R$ 420 bilhões focados no setor produtivo. Ou R$ 48 bilhões a mais que os R$ 372 bilhões destinados a programas sociais do Governo Federal, como o Minha Casa, Minha Vida, o Luz Para Todos e o FIES.

Em outras palavras, os governos Lula e Dilma Rousseff gastaram mais com empresários do que com a população mais carente do país.

É perceptível que a farra com tais subsídios se intensificou em 2011, primeiro ano do governo Dilma. A prática era pejorativamente tratada como “Bolsa Empresário”. Lula pode até tentar se livrar do tema lavando as mãos e terceirizando a culpa à sucessora. Mas vem sendo investigado, entre outras coisas, pelo lobby que teria feito justo neste período e em favor de tantos bilionários.

Até o momento da redação deste texto, conta já com uma condenação. Que tem tudo para ser apenas a ponta do iceberg.

Estado de Direito: líder da “Lava Jato italiana” faz leitura distinta da gritada no Brasil

Os “Direitos Humanos” estão para criminosos pobres como o “Estado Democrático de Direito” está para os criminosos ricos: por mais que tenham significados bem distintos, são sacados pelos defensores como um obstáculo ao trabalho dos investigadores. Com a Lava Jato a todo vapor, o segundo praticamente virou bordão na boca dos políticos mais corruptos, e dos jornalistas mais coniventes. Mas, em entrevista à BBC, Antonio Di Pietro apresentou um uso bem distinto do conceito.

Famoso por liderar a Mãos Limpas, equivalente italiana da barulhenta operação brasileira, entende que o Estado Democrático de Direito deve principalmente servir para encarcerar as autoridades mais graúdas:

Se você partir do princípio de que figuras poderosas não devem ser investigadas ou possivelmente condenadas porque mais tarde essas condenações podem ser derrubadas, isso significa que não estaremos mais em um Estado de Direito, em um país democrático e em uma sociedade civilizada.”

O ex-promotor ainda observou que a Lava Jato sofre o mesmo ataque que enfraqueceu a Mãos Limpas, uma ofensiva que colocou em dúvida a reputação dos investigadores. Para desenhar o que está em jogo, Di Pietro se permitiu uma analogia, e um recado à opinião pública brasileira:

Existe uma tentativa deliberada de fazer a opinião pública acreditar que a culpa pelo que aconteceu não é de quem usou sua função pública para conseguir benefícios pessoais ilegalmente, mas de quem descobriu as ilegalidades cometidas.

Seria como dizer que, se o médico descobre que o paciente tem câncer, ele é culpado, enquanto a culpa deveria recair sobre o tumor que afeta a saúde do paciente – neste caso, o paciente é o país e seus cidadãos. (…)

Tenho um recado para o povo brasileiro: continuem apoiando a Lava Jato e não se distraiam com as inúmeras tentativas de desacreditar a operação.”

Recado dado.

Datafolha: “vitória” de Sergio Moro sobre Lula é balde de água fria na narrativa petista

Em primeiro lugar, é preciso deixar sempre muito claro que os cenários de Segundo Turno, estimulados em pesquisa feita hoje, são bem pouco aplicáveis à realidade dos fatos. Dão um norte, quando muito mas não passam disso. Afinal, é preciso considerar a rejeição que, no âmbito da realidade (e não da simulação), tende a influir de forma pesada nos indecisos que, por óbvio, são sempre em número maior nas fases pré-eleitorais.

Ainda assim, feitas as ressalvas, temos o seguinte: o Datafolha colocou Sergio Moro e Lula num dos cenários do segundo turno. Resultado: Moro 44% e Lula 42%. As rejeições: Lula 46% e Moro 22%.

O “norte” aí, portanto, é o fato de que insistir na narrativa de tratar o juiz da Lava Jato como ‘adversário’ é mau negócio. Ele tem menos da metade da rejeição e mesmo numa estimativa de confronto eleitoral teria mais apoio.

Mas o esquerdismo não é afeito à matemática na mesma proporção em que se prende ao culto pessoal de líderes. Aí não tem como.

Cotas em concursos: decreto de Haddad (PT), não de Doria, prevê “análise de cor da pele”

Convenhamos, a seguinte manchete, em pleno ano de 2017, é pra lá de assustadora sob qualquer ponto de vista:

“Concurso da prefeitura de SP verifica cor da pele de cotistas aprovados”

Um absurdo, sem dúvida. E, como o prefeito é João Doria, odiado pela esquerda, desnecessário dizer que a militância online já tinha iniciado aquilo de sempre. Porém, trecho da mesma reportagem, da Folha de SP:

“Ao todo, 138 candidatos acabaram desclassificados na análise de aparência. A gestão João Doria (PSDB) informou que seguiu definição de decreto de 21 de dezembro de 2016, editado pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT). A equipe de Doria promete rever o decreto. Um comunicado deve ser publicado no “Diário Oficial” do município nesta semana com prazo de recurso para quem se sentiu injustiçado. A lei municipal de cotas em concursos fala apenas em autodeclaração, a exemplo da legislação que reserva vagas nas universidade federais. O decreto de Haddad, porém, incluiu este novo rito. Ele segue o que prevê, inclusive, um decreto federal pelo presidente Michel Temer (PMDB) para concursos federais” (grifamos).

Outro trecho:

“Segundo informações da equipe do ex-prefeito Haddad, a criação da comissão de veracidade da autodeclaração foi resultado de um ano de discussões com membros do Ministério Público e do movimento negro –que denunciam volume elevado de fraudes. Havia preocupação de não desmoralizar o instituto das cotas. Para a secretária municipal de Direitos Humanos, Eloisa Arruda, a existência da comissão cria situações como essas. ‘Em uma população miscigenada, como a brasileira, temos grandes dificuldades de identificação’” (grifamos)

Pois é.

Um problema recorrente das cotas raciais, para além do debate de que, por si, seriam um fator para aumento do racismo, é a alta incidência de fraudes. Desse modo, em alguns casos, a autodeclaração não basta e instalam “tribunais de cor da pele” para julgar quem de fato mereceria o benefício.

Sim, em 2017.