Denúncia contra Temer implodirá tese de perseguição a Lula, caso seja condenado por Moro

Esta semana se inicia com dois fatos pra lá de iminentes: a provável denúncia contra Michel Temer, a ser apresentada pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e a sentença do processo de Lula, na Lava Jato, a ser proferida por Sergio Moro.

Parte da estratégia, neste segundo caso, é dizer que há “perseguição” contra o PT, contra Lula etc. Isso já vem sendo feito, sem grande sucesso quanto ao público em geral, mas o mantra segue em uníssono entre a militância.

O problema é fazer vingar essa história – que, repita-se, já não faz grande sucesso de público – depois que Michel Temer for denunciado. Como convencerão o povo de que um partido e seu líder seriam perseguidos quando seu maior e mais notório adversário também será alvo de processo?

A conta, que já não fecha, ficará ainda mais estranha.

Tão importante quanto o voto é a reação do eleitor quando o político se envolve em escândalo

É simplesmente impossível ser brasileiro, ter votado em pelo menos duas eleições, e não ter votado em alguém que depois pisou feio na bola. É um fado da vida, um dado da realidade do nosso país, de modo que o grande fator acaba sendo a forma de reagir a escândalos.

Nesse sentido, e citando o diálogo mencionado ontem entre Guga Noblat e Ana Paula “do vôlei”, é curioso que a esquerda faça troças com quem votou em Aécio, ou o defendeu nas eleições contra Dilma Rousseff.

Primeiro que muitos dos que fazem isso votaram justamente no PT, cujo líder máximo é réu em nada menos que cinco processos. A própria Dilma, sobre quem tentou-se criar aura sacrossanta, também foi citada em diversas delações.

A diferença crucial, portanto, é como reagir a tudo isso.

Quem defende cegamente os esquerdistas envolvidos em escândalos não pode nem AMEAÇAR tirar sarro dos que votaram em Aécio, ou o defenderam durante a eleição, mas agora se vêem arrependidos.

E, convenhamos, isso é uma obviedade que nem deveria ser escrita, mas os tempos exigem.

Tiro no pé: a burrice esquerdista ajudou no sucesso do filme sobre Olavo de Carvalho

“O Jardim das Aflições”, do cineasta pernambucano Josias Teófilo (à direita na foto), que retrata o filósofo Olavo de Carvalho, é uma obra com méritos bastantes para todo e qualquer sucesso. Porém, como se sabe, não é o que tende a acontecer com quem desafie o esquerdismo.

Exceto, claro, quando a estratégia canhota é calcada em sua própria burrice existencial e essencial. E foi o que houve.

Pouco antes da estreia do documentário, cineastas esquerdistas promoveram um “boicote” e, com isso, o filme passou a ganhar a atenção também daqueles menos envolvidos com a política. Um marketing espontâneo que certamente repercutiu na bilheteria. Depois disso, a revista Época tratou do tema, também citando outros casos, e assim mais propaganda positiva apareceu na grande imprensa (que, sabemos, não é exatamente “direitista” em seus cadernos culturais).

Eis que Danilo Gentili, líder de audiência em seu horário, entrevistou não apenas o cineasta, mas também Olavo de Carvalho (vejam a seguir; voltamos depois):

Daí pra frente, sucesso. E todo esse processo é registrado no artigo de João Brizzi, publicado na revista Piauí

CLARO que o filme continuaria sendo uma ótima obra, independentemente do “boicote”. Mas é também óbvio que, com a medida estapafúrdia (e, vamos sempre lembrar, autoritária), a esquerda deu visibilidade ao documentário, ajudando a impulsionar seu sucesso. É o que acontece com quem vive numa microbolha que julga refletir as ideias do resto do mundo.

Quanto ao mais, que “O Jardim das Aflições” abra caminho para mais e mais obras.

psleiam a resenha feita por nosso colunista Thiago Pacheco.

Como na Cracolândia, a esquerda adotou postura patética também no caso das escolas de samba

Quando a PM de São Paulo promoveu ação na Cracolândia contra o tráfico de drogas, acompanhada de ação emergencial da Prefeitura, a esquerda tomou uma postura inacreditável: ficou em favor…. DA CRACOLÂNDIA. Se não fosse fato notório, todos pensariam que se tratasse de piada.

Na verdade, o esquerdismo é em si uma anedota.

E agora, mais uma vez, a rapaziada canhota adotou postura patética em questão de obviedade flagrante. Trata-se da corte em 50% da verba destinada ao desfile das escolas de samba no Rio de Janeiro, por conta da crise e para que sobre dinheiro para creches e escolas.

Qualquer pessoa entenderia a necessidade da medida, exceto talvez os diretamente envolvidos nos desfiles que, gostemos ou não, também precisarão passar cortes que atingem todas as áreas. Eis que a esquerda, sobretudo online, resolve CONDENAR também isso.

Por quê? Por pura arrogância e picuinha, aquela coisa de SEMPRE ir contra qualquer ação de um adversário político, mesmo que seja algo obviamente correto. Mas e se for o combate ao crack? Também são contra. E se for cortar verba de escola de samba para haver dinheiro para creches e escolas? Idem.

Na sanha de sempre “marcar posição”, o esquerdismo simplesmente não se dá conta de que afunda cada vez mais. Bem patético, mas no fim positivo. Quanto mais ficar claro o método da esquerda, mais e mais o povo se afastará dessa ideologia.

Ajude a combater mais um boato mentiroso espalhado contra o juiz Sergio Moro, da Lava Jato

Há alguns anos, e sem sucesso, a máquina de reputações da esquerda concentra forças contra o juiz Sergio Moro. A última deles é o “Caso Banestado”, escândalo envolvendo o referido banco do Paraná em remessas de dólares para o exterior.

Primeiro, a boataria mentirosa, depois voltamos com os fatos:

Pois bem, não é nada disso. Sergio Moro condenou QUATORZE envolvidos no caso. Sua atuação foi considerada “excessiva”, curiosamente, pelo mesmo Gilmar Mendes, do STF, que hoje é crítico da primeira instância da Lava Jato. Anos depois, o STJ anulou a condenação de sete dos quatorze sentenciados por Moro.

Foi isso que houve, bastaria checar as fontes reais.

Ah, mas e o Alberto Yousseff? O doleiro fechou acordo de delação premiada, que permitiu a condenação daqueles quatorze réus. Depois de novamente se envolver em práticas delituosas, o acordo foi revogado e e ele recebeu condenação TAMBÉM no caso Banestado, em 2014.

Desse modo, para conseguir atenuar a própria situação, ele precisou REALMENTE fazer uma delação bem caprichada, para que a justiça conseguisse alcançar pessoas até então “inalcançáveis” – e é esse o espírito do instituto da delação.

Foi o que houve e, graças ao procedimento, a Lava Jato chegou aonde está.

É preciso, portanto – e mais do que nunca -, combater as boatarias da esquerda. Eles não estão nada felizes com isso de pessoas “inalcalçáveis” terem sido alcançadas.

Ironia petista: difundir uma entrevista que acusa Temer, mas também acusa o próprio partido

Falamos ontem sobre a entrevista de Joesley Batista à revista Época. Na capa, uma manchete terrível contra Michel Temer, de modo que a militância de esquerda, especialmente a petista, não deixou barato e tratou de disseminar. Uma chance de ouro para atacar o presidente “golpista” e, por que não?, atenuar as acusações contra a própria legenda.

Ok.

Mas, no conteúdo, também há ataques pesados ao partido que amam. Aí a coisa fica um tanto complicada.

Ou ele fala a verdade, e todos são corruptos, ou ele está mentindo, e aí ninguém o é. Porque, convenhamos, acreditar que APENAS UMA PARTE seria verdadeira é algo bisonho mesmo para militantes mais cegos. Neste caso, aliás, algo pior, pois a JBS cresceu exponencialmente nos anos que antecederam o governo de Temer.

A parte boa, para eles, é que um militante não liga para detalhes como fatos e lógica, valendo sempre a narrativa e suas versões. E a parte boa, para nós, é que o povo de verdade já não cai mais nas narrativas e nem nas versões.

Lula ganha fácil? Não é bem assim: forças anti-petistas têm mais votos nos maiores estados

Para uma parcela da direita, Lula é uma espécie de bicho-papão narrativo e então tudo deve ser perdoado/abonado porque, em caso contrário, ele vai voltar. Pior que isso: qualquer ataque a cagadas de Michel Temer, mesmo aquelas indefensáveis, serviriam para eleger Lula.

Bobagem, claro.

A taxa de rejeição do petista é altíssima e Michel Temer não é uma força dicotômica; ao contrário, durante anos e anos foi um grande aliado. Mas, para além disso, é preciso observar o comportamento do eleitorado nas pesquisas mais recentes.

Na de levantamentos nacionais recentes e amplos, a opção é colher dados de pesquisas locais. Isso porque boa parte delas, como se sabe, indagam acerca da campanha presidencial. E assim é possível montar alguns quadros, ainda que sem valor científico objetivo.

Tomemos de exemplo os seis maiores colégios eleitorais. Em números aproximados, segue tabela dos estados e respectivos eleitores (dados do TSE):

SP – 32 milhões
MG – 15 milhões
RJ – 12 milhões
BA – 10 milhões
RS – 8 milhões
PR – 7 milhões

Desses todos, apenas o RJ não tem pesquisa recente sobre a eleição presidencial de 2018. De todo modo, vejamos os outros, conforme levantamentos do instituto Paraná Pesquisas.

Em SP, os dados seriam os seguintes: Dória, 26,3%; Lula, 12,2%; Bolsonaro, 12,2%; Marina, 11,6%; Joaquim Barbosa, 7,1%; e Michel Temer, 4,1%. Em MG, segundo maior colégio, os números são: Lula, 23,2%; Aécio, 18,4%; Bolsonaro, 16%; e Marina, 11%; Joaquim Barbosa, 8,1%; Ciro Gomes, 2,9%; e Michel Temer, 2,3%. Na Bahia: Lula, 42,7%; Bolsonaro, 12,8%; Ciro Gomes, 8,4%; Marina Silva, 7,9%; Joaquim Barbosa, 6,4%; e João Doria 5,1%. No RS: Lula, 19,8%; Bolsonaro, 17,5%; João Doria, 14,1%; Marina Silva, 10,9%; Joaquim Barbosa, 5,9%; e Ciro Gomes, 5,6%. E no Paraná: Álvaro Dias, 31,7%; Lula, 16,2%; Bolsonaro, 13,1%; João Doria, 9,4%; Marina Silva, 9,4%; Ciro Gomes, 4,0%; e Michel Temer, 3,5%.

Reiterando que não é um cálculo científico, dá para ter alguma segurança em afirmar que votos em Bolsonaro, no PSDB e em Michel Temer são anti-Lula e anti-PT. É uma faixa de eleitorado que muito dificilmente mudaria para escolher o petista. Mesmo Marina Silva e Joaquim Barbosa representam parte dos eleitores que se desiludiram com o PT, mas na conta conservadora a seguir preferimos não incluí-los.

Desse modo, APENAS com as intenções de voto em Bolsonaro, PSDB e Michel Temer, diante dos optariam por Lula, temos os seguintes gráficos:

SP

MG

BA

RS

PR

(nota: no caso do PR, para manter a natureza conservadora da estimativa chutada, não incluímos o eleitorado de Álvaro Dias, embora seja francamente anti-PT)

E esse comparativo é importante porque a eleição NÃO SERÁ RESOLVIDA NO PRIMEIRO TURNO. É um fato, até uma obviedade. Desse modo, e por óbvio, o segundo turno muito provavelmente será na base do PT e do anti-PT, mesmo.

Portanto

Não existe esse negócio de que a eleição “está ganha”. Trata-se de um oba-oba da militância, obviamente para animar o moral da tropa, e também uma narrativa de parte da direita para botar medo em quem seja contra o PT. E, para não parecer uma pajelança numérica, vale citar a pesquisa do DataPoder360, do portal Poder360, feita com 2.058 brasileiros de 217 municípios, com margem de erro de 3 pontos para mais ou para menos.

Eis os dados:

Lula: 25%
Bolsonaro: 14%
João Doria: 13%
Marina Silva: 9%
Ciro Gomes: 5%
Branco/Nulo: 26%

Mais do que a superioridade dos votos anti-petistas sobre aqueles em Lula, é importante observar a quantidade alta de brancos/nulos, considerando sobretudo o fato de que justamente Lula seja um nome conhecidíssimo, para o qual esses votos já teriam ido, se fosse o caso. Para tanto, vejamos também as rejeições:

Pois é. Lula beira os 60%.

Em suma, esse “medinho” da candidatura petista à Presidência chega a ser até patético. Não caiamos nas narrativas – seja a da militância de esquerda, seja a do “bicho papão” que seria beneficiado por qualquer crítica ao governo.

Vídeo: ex-guerrilheira confessa o real objetivo da esquerda durante o regime militar

Ao lidar com a história, é preciso ter olhar crítico para TODOS os lados, sempre. Não faz sentido, por exemplo, repudiar o período militar do Brasil das décadas de 60/70/80 e ao mesmo apoiar a ditadura de Getúlio Vargas. A esquerda faz isso. Além, claro, de apoiar ditaduras como a cubana e a venezuelana.

Mas sigamos.

Os movimentos de guerrilha urbana, por óbvio, não pretendiam depor o regime para implantar uma democracia. Isso é balela. A ideia sempre foi a de promover uma revolução em que se instituísse uma ditadura, como ocorreu em alguns países.

Nada melhor, portanto, do que a opinião de alguém que estava lá. Confiram:

Pois é. Trata-se de Vera Sílvia Magalhães e o vídeo na íntegra poder visto aqui.

Explicamos as duas razões óbvias pelas quais esse disparate de Lula não faz o menor sentido

Eis que Lula resolve falar o seguinte (já voltamos com a análise das obviedades):

Pois é. Vamos lá.

Obviedade 1 – é mentira

A frase é simplesmente falsa, não condiz com a verdade. Ponto. Sempre houve crianças pedindo esmolas durante esse tempo todo e qualquer morador de cidade grande ou média sabe disso, pois nunca as deixou de ver ao parar num semáforo. Inacreditável que ele diga algo do tipo sem nem ficar vermelho.

Obviedade 2 – de quem é a “culpa”?

Vamos supor que a frase tenha sido um exagero retórico, uma “força de expressão” ou algo assim. Nesse sentido, a intenção seria falar do aumento da miséria ou coisa do tipo. Pois bem: de novo, está errado. E maliciosamente errado. Isso porque a economia não se resolve em um ou dois anos, bem ao contrário. Assim, GRANDE parte da desgraceira que se vê hoje não é reflexo de medidas econômicas saneadoras (que, por sinal, já mostram resultados positivos), mas sim dos ANOS E ANOS DE POLÍTICAS DESTRUIDORAS. O que se vê agora, portanto, é o pagamento daquela conta – quadro que, repita-se, está no caminho da melhora, mas obviamente ainda leva tempo (sobretudo pela grandeza do estrago).

Simples assim.

Obviamente, o ataque a Míriam Leitão não se compara aos casos de políticos hostilizados

A comparação é algo tão flagrantemente patético e tão intelectualmente raso (ou desonesto), que chega a parecer brincadeira – ou picuinha, mas há os que pelo visto soltam esse disparate como algo sério. Então, apostando em certa dose de boa-fé e alguma inocência, cabe explicar.

Em síntese: não são casos iguais, obviamente. Nem perto de parecidos. Mas sigamos.

É preciso deixar claro que qualquer agressão ou ato violento deve ser repudiado. Isso é fato. Mas há distância abissal entre o cidadão comum que xinga um político poderoso e o militante partidário que xinga jornalista. De um lado, o povo exercendo seu último e desesperado recurso, ainda que passível de críticas. De outro, o exército de um partido político constrangendo quem atua na livre imprensa, justamente por atuar na livre imprensa.

O triste, no fim das contas, é precisar desenhar isso.

Mas é positivo constatar que a esquerda, nessa hora, não se incomoda em deixar clara a profunda desonestidade intelectual, ao usar situações tão díspares a fim de tentar atenuar ou até anular o erro dos militantes partidários.