Datafolha: “vitória” de Sergio Moro sobre Lula é balde de água fria na narrativa petista

Em primeiro lugar, é preciso deixar sempre muito claro que os cenários de Segundo Turno, estimulados em pesquisa feita hoje, são bem pouco aplicáveis à realidade dos fatos. Dão um norte, quando muito mas não passam disso. Afinal, é preciso considerar a rejeição que, no âmbito da realidade (e não da simulação), tende a influir de forma pesada nos indecisos que, por óbvio, são sempre em número maior nas fases pré-eleitorais.

Ainda assim, feitas as ressalvas, temos o seguinte: o Datafolha colocou Sergio Moro e Lula num dos cenários do segundo turno. Resultado: Moro 44% e Lula 42%. As rejeições: Lula 46% e Moro 22%.

O “norte” aí, portanto, é o fato de que insistir na narrativa de tratar o juiz da Lava Jato como ‘adversário’ é mau negócio. Ele tem menos da metade da rejeição e mesmo numa estimativa de confronto eleitoral teria mais apoio.

Mas o esquerdismo não é afeito à matemática na mesma proporção em que se prende ao culto pessoal de líderes. Aí não tem como.

Cotas em concursos: decreto de Haddad (PT), não de Doria, prevê “análise de cor da pele”

Convenhamos, a seguinte manchete, em pleno ano de 2017, é pra lá de assustadora sob qualquer ponto de vista:

“Concurso da prefeitura de SP verifica cor da pele de cotistas aprovados”

Um absurdo, sem dúvida. E, como o prefeito é João Doria, odiado pela esquerda, desnecessário dizer que a militância online já tinha iniciado aquilo de sempre. Porém, trecho da mesma reportagem, da Folha de SP:

“Ao todo, 138 candidatos acabaram desclassificados na análise de aparência. A gestão João Doria (PSDB) informou que seguiu definição de decreto de 21 de dezembro de 2016, editado pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT). A equipe de Doria promete rever o decreto. Um comunicado deve ser publicado no “Diário Oficial” do município nesta semana com prazo de recurso para quem se sentiu injustiçado. A lei municipal de cotas em concursos fala apenas em autodeclaração, a exemplo da legislação que reserva vagas nas universidade federais. O decreto de Haddad, porém, incluiu este novo rito. Ele segue o que prevê, inclusive, um decreto federal pelo presidente Michel Temer (PMDB) para concursos federais” (grifamos).

Outro trecho:

“Segundo informações da equipe do ex-prefeito Haddad, a criação da comissão de veracidade da autodeclaração foi resultado de um ano de discussões com membros do Ministério Público e do movimento negro –que denunciam volume elevado de fraudes. Havia preocupação de não desmoralizar o instituto das cotas. Para a secretária municipal de Direitos Humanos, Eloisa Arruda, a existência da comissão cria situações como essas. ‘Em uma população miscigenada, como a brasileira, temos grandes dificuldades de identificação’” (grifamos)

Pois é.

Um problema recorrente das cotas raciais, para além do debate de que, por si, seriam um fator para aumento do racismo, é a alta incidência de fraudes. Desse modo, em alguns casos, a autodeclaração não basta e instalam “tribunais de cor da pele” para julgar quem de fato mereceria o benefício.

Sim, em 2017.

Denúncia contra Temer implodirá tese de perseguição a Lula, caso seja condenado por Moro

Esta semana se inicia com dois fatos pra lá de iminentes: a provável denúncia contra Michel Temer, a ser apresentada pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e a sentença do processo de Lula, na Lava Jato, a ser proferida por Sergio Moro.

Parte da estratégia, neste segundo caso, é dizer que há “perseguição” contra o PT, contra Lula etc. Isso já vem sendo feito, sem grande sucesso quanto ao público em geral, mas o mantra segue em uníssono entre a militância.

O problema é fazer vingar essa história – que, repita-se, já não faz grande sucesso de público – depois que Michel Temer for denunciado. Como convencerão o povo de que um partido e seu líder seriam perseguidos quando seu maior e mais notório adversário também será alvo de processo?

A conta, que já não fecha, ficará ainda mais estranha.

Tão importante quanto o voto é a reação do eleitor quando o político se envolve em escândalo

É simplesmente impossível ser brasileiro, ter votado em pelo menos duas eleições, e não ter votado em alguém que depois pisou feio na bola. É um fado da vida, um dado da realidade do nosso país, de modo que o grande fator acaba sendo a forma de reagir a escândalos.

Nesse sentido, e citando o diálogo mencionado ontem entre Guga Noblat e Ana Paula “do vôlei”, é curioso que a esquerda faça troças com quem votou em Aécio, ou o defendeu nas eleições contra Dilma Rousseff.

Primeiro que muitos dos que fazem isso votaram justamente no PT, cujo líder máximo é réu em nada menos que cinco processos. A própria Dilma, sobre quem tentou-se criar aura sacrossanta, também foi citada em diversas delações.

A diferença crucial, portanto, é como reagir a tudo isso.

Quem defende cegamente os esquerdistas envolvidos em escândalos não pode nem AMEAÇAR tirar sarro dos que votaram em Aécio, ou o defenderam durante a eleição, mas agora se vêem arrependidos.

E, convenhamos, isso é uma obviedade que nem deveria ser escrita, mas os tempos exigem.

Tiro no pé: a burrice esquerdista ajudou no sucesso do filme sobre Olavo de Carvalho

“O Jardim das Aflições”, do cineasta pernambucano Josias Teófilo (à direita na foto), que retrata o filósofo Olavo de Carvalho, é uma obra com méritos bastantes para todo e qualquer sucesso. Porém, como se sabe, não é o que tende a acontecer com quem desafie o esquerdismo.

Exceto, claro, quando a estratégia canhota é calcada em sua própria burrice existencial e essencial. E foi o que houve.

Pouco antes da estreia do documentário, cineastas esquerdistas promoveram um “boicote” e, com isso, o filme passou a ganhar a atenção também daqueles menos envolvidos com a política. Um marketing espontâneo que certamente repercutiu na bilheteria. Depois disso, a revista Época tratou do tema, também citando outros casos, e assim mais propaganda positiva apareceu na grande imprensa (que, sabemos, não é exatamente “direitista” em seus cadernos culturais).

Eis que Danilo Gentili, líder de audiência em seu horário, entrevistou não apenas o cineasta, mas também Olavo de Carvalho (vejam a seguir; voltamos depois):

Daí pra frente, sucesso. E todo esse processo é registrado no artigo de João Brizzi, publicado na revista Piauí

CLARO que o filme continuaria sendo uma ótima obra, independentemente do “boicote”. Mas é também óbvio que, com a medida estapafúrdia (e, vamos sempre lembrar, autoritária), a esquerda deu visibilidade ao documentário, ajudando a impulsionar seu sucesso. É o que acontece com quem vive numa microbolha que julga refletir as ideias do resto do mundo.

Quanto ao mais, que “O Jardim das Aflições” abra caminho para mais e mais obras.

psleiam a resenha feita por nosso colunista Thiago Pacheco.

Como na Cracolândia, a esquerda adotou postura patética também no caso das escolas de samba

Quando a PM de São Paulo promoveu ação na Cracolândia contra o tráfico de drogas, acompanhada de ação emergencial da Prefeitura, a esquerda tomou uma postura inacreditável: ficou em favor…. DA CRACOLÂNDIA. Se não fosse fato notório, todos pensariam que se tratasse de piada.

Na verdade, o esquerdismo é em si uma anedota.

E agora, mais uma vez, a rapaziada canhota adotou postura patética em questão de obviedade flagrante. Trata-se da corte em 50% da verba destinada ao desfile das escolas de samba no Rio de Janeiro, por conta da crise e para que sobre dinheiro para creches e escolas.

Qualquer pessoa entenderia a necessidade da medida, exceto talvez os diretamente envolvidos nos desfiles que, gostemos ou não, também precisarão passar cortes que atingem todas as áreas. Eis que a esquerda, sobretudo online, resolve CONDENAR também isso.

Por quê? Por pura arrogância e picuinha, aquela coisa de SEMPRE ir contra qualquer ação de um adversário político, mesmo que seja algo obviamente correto. Mas e se for o combate ao crack? Também são contra. E se for cortar verba de escola de samba para haver dinheiro para creches e escolas? Idem.

Na sanha de sempre “marcar posição”, o esquerdismo simplesmente não se dá conta de que afunda cada vez mais. Bem patético, mas no fim positivo. Quanto mais ficar claro o método da esquerda, mais e mais o povo se afastará dessa ideologia.

Ajude a combater mais um boato mentiroso espalhado contra o juiz Sergio Moro, da Lava Jato

Há alguns anos, e sem sucesso, a máquina de reputações da esquerda concentra forças contra o juiz Sergio Moro. A última deles é o “Caso Banestado”, escândalo envolvendo o referido banco do Paraná em remessas de dólares para o exterior.

Primeiro, a boataria mentirosa, depois voltamos com os fatos:

Pois bem, não é nada disso. Sergio Moro condenou QUATORZE envolvidos no caso. Sua atuação foi considerada “excessiva”, curiosamente, pelo mesmo Gilmar Mendes, do STF, que hoje é crítico da primeira instância da Lava Jato. Anos depois, o STJ anulou a condenação de sete dos quatorze sentenciados por Moro.

Foi isso que houve, bastaria checar as fontes reais.

Ah, mas e o Alberto Yousseff? O doleiro fechou acordo de delação premiada, que permitiu a condenação daqueles quatorze réus. Depois de novamente se envolver em práticas delituosas, o acordo foi revogado e e ele recebeu condenação TAMBÉM no caso Banestado, em 2014.

Desse modo, para conseguir atenuar a própria situação, ele precisou REALMENTE fazer uma delação bem caprichada, para que a justiça conseguisse alcançar pessoas até então “inalcançáveis” – e é esse o espírito do instituto da delação.

Foi o que houve e, graças ao procedimento, a Lava Jato chegou aonde está.

É preciso, portanto – e mais do que nunca -, combater as boatarias da esquerda. Eles não estão nada felizes com isso de pessoas “inalcalçáveis” terem sido alcançadas.

Ironia petista: difundir uma entrevista que acusa Temer, mas também acusa o próprio partido

Falamos ontem sobre a entrevista de Joesley Batista à revista Época. Na capa, uma manchete terrível contra Michel Temer, de modo que a militância de esquerda, especialmente a petista, não deixou barato e tratou de disseminar. Uma chance de ouro para atacar o presidente “golpista” e, por que não?, atenuar as acusações contra a própria legenda.

Ok.

Mas, no conteúdo, também há ataques pesados ao partido que amam. Aí a coisa fica um tanto complicada.

Ou ele fala a verdade, e todos são corruptos, ou ele está mentindo, e aí ninguém o é. Porque, convenhamos, acreditar que APENAS UMA PARTE seria verdadeira é algo bisonho mesmo para militantes mais cegos. Neste caso, aliás, algo pior, pois a JBS cresceu exponencialmente nos anos que antecederam o governo de Temer.

A parte boa, para eles, é que um militante não liga para detalhes como fatos e lógica, valendo sempre a narrativa e suas versões. E a parte boa, para nós, é que o povo de verdade já não cai mais nas narrativas e nem nas versões.

Lula ganha fácil? Não é bem assim: forças anti-petistas têm mais votos nos maiores estados

Para uma parcela da direita, Lula é uma espécie de bicho-papão narrativo e então tudo deve ser perdoado/abonado porque, em caso contrário, ele vai voltar. Pior que isso: qualquer ataque a cagadas de Michel Temer, mesmo aquelas indefensáveis, serviriam para eleger Lula.

Bobagem, claro.

A taxa de rejeição do petista é altíssima e Michel Temer não é uma força dicotômica; ao contrário, durante anos e anos foi um grande aliado. Mas, para além disso, é preciso observar o comportamento do eleitorado nas pesquisas mais recentes.

Na de levantamentos nacionais recentes e amplos, a opção é colher dados de pesquisas locais. Isso porque boa parte delas, como se sabe, indagam acerca da campanha presidencial. E assim é possível montar alguns quadros, ainda que sem valor científico objetivo.

Tomemos de exemplo os seis maiores colégios eleitorais. Em números aproximados, segue tabela dos estados e respectivos eleitores (dados do TSE):

SP – 32 milhões
MG – 15 milhões
RJ – 12 milhões
BA – 10 milhões
RS – 8 milhões
PR – 7 milhões

Desses todos, apenas o RJ não tem pesquisa recente sobre a eleição presidencial de 2018. De todo modo, vejamos os outros, conforme levantamentos do instituto Paraná Pesquisas.

Em SP, os dados seriam os seguintes: Dória, 26,3%; Lula, 12,2%; Bolsonaro, 12,2%; Marina, 11,6%; Joaquim Barbosa, 7,1%; e Michel Temer, 4,1%. Em MG, segundo maior colégio, os números são: Lula, 23,2%; Aécio, 18,4%; Bolsonaro, 16%; e Marina, 11%; Joaquim Barbosa, 8,1%; Ciro Gomes, 2,9%; e Michel Temer, 2,3%. Na Bahia: Lula, 42,7%; Bolsonaro, 12,8%; Ciro Gomes, 8,4%; Marina Silva, 7,9%; Joaquim Barbosa, 6,4%; e João Doria 5,1%. No RS: Lula, 19,8%; Bolsonaro, 17,5%; João Doria, 14,1%; Marina Silva, 10,9%; Joaquim Barbosa, 5,9%; e Ciro Gomes, 5,6%. E no Paraná: Álvaro Dias, 31,7%; Lula, 16,2%; Bolsonaro, 13,1%; João Doria, 9,4%; Marina Silva, 9,4%; Ciro Gomes, 4,0%; e Michel Temer, 3,5%.

Reiterando que não é um cálculo científico, dá para ter alguma segurança em afirmar que votos em Bolsonaro, no PSDB e em Michel Temer são anti-Lula e anti-PT. É uma faixa de eleitorado que muito dificilmente mudaria para escolher o petista. Mesmo Marina Silva e Joaquim Barbosa representam parte dos eleitores que se desiludiram com o PT, mas na conta conservadora a seguir preferimos não incluí-los.

Desse modo, APENAS com as intenções de voto em Bolsonaro, PSDB e Michel Temer, diante dos optariam por Lula, temos os seguintes gráficos:

SP

MG

BA

RS

PR

(nota: no caso do PR, para manter a natureza conservadora da estimativa chutada, não incluímos o eleitorado de Álvaro Dias, embora seja francamente anti-PT)

E esse comparativo é importante porque a eleição NÃO SERÁ RESOLVIDA NO PRIMEIRO TURNO. É um fato, até uma obviedade. Desse modo, e por óbvio, o segundo turno muito provavelmente será na base do PT e do anti-PT, mesmo.

Portanto

Não existe esse negócio de que a eleição “está ganha”. Trata-se de um oba-oba da militância, obviamente para animar o moral da tropa, e também uma narrativa de parte da direita para botar medo em quem seja contra o PT. E, para não parecer uma pajelança numérica, vale citar a pesquisa do DataPoder360, do portal Poder360, feita com 2.058 brasileiros de 217 municípios, com margem de erro de 3 pontos para mais ou para menos.

Eis os dados:

Lula: 25%
Bolsonaro: 14%
João Doria: 13%
Marina Silva: 9%
Ciro Gomes: 5%
Branco/Nulo: 26%

Mais do que a superioridade dos votos anti-petistas sobre aqueles em Lula, é importante observar a quantidade alta de brancos/nulos, considerando sobretudo o fato de que justamente Lula seja um nome conhecidíssimo, para o qual esses votos já teriam ido, se fosse o caso. Para tanto, vejamos também as rejeições:

Pois é. Lula beira os 60%.

Em suma, esse “medinho” da candidatura petista à Presidência chega a ser até patético. Não caiamos nas narrativas – seja a da militância de esquerda, seja a do “bicho papão” que seria beneficiado por qualquer crítica ao governo.

Vídeo: ex-guerrilheira confessa o real objetivo da esquerda durante o regime militar

Ao lidar com a história, é preciso ter olhar crítico para TODOS os lados, sempre. Não faz sentido, por exemplo, repudiar o período militar do Brasil das décadas de 60/70/80 e ao mesmo apoiar a ditadura de Getúlio Vargas. A esquerda faz isso. Além, claro, de apoiar ditaduras como a cubana e a venezuelana.

Mas sigamos.

Os movimentos de guerrilha urbana, por óbvio, não pretendiam depor o regime para implantar uma democracia. Isso é balela. A ideia sempre foi a de promover uma revolução em que se instituísse uma ditadura, como ocorreu em alguns países.

Nada melhor, portanto, do que a opinião de alguém que estava lá. Confiram:

Pois é. Trata-se de Vera Sílvia Magalhães e o vídeo na íntegra poder visto aqui.