Os venezuelanos não fugiram de uma crise, fugiram de uma tirania

18/03/2016 - Raúl Castro recebe o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O UOL chama de “crise venezuelana“. É a expressão também sacada pelo Globo quando não vai de “crise humanitária“. O G1 atribui a fuga à fome. A Folha, por sua vez, escolheu “êxodo venezuelano“.

São expressões covardes que minimizam o que de fato ocorre: a população de uma nação bolivariana foge da tirania nascida de mais um experimento socialista. Que, como todo experimento socialista, e conforme tanto alertaram os críticos diante de uma gritante leniência da imprensa, terminaria em colapso.

Uma tragédia que despontava no horizonte dos temores dos milhões que foram às ruas exigir o impeachment de Dilma Rousseff. Pois esta comandava um governo aliado do ditador que condena o futuro e o presente do vizinho ao norte. E pertence a um partido – ou mesmo a um grupo ideológico – que não só usou dinheiro do povo brasileiro para financiar tamanho absurdo, como segue apoiando tal iniciativa até a redação deste texto.

Crise? Isso não é crise. Pois o termo passa a sensação de mal súbito que logo há de ser contornado. Mas este é um problema reclamado há mais de década. No caso específico dos refugiados em Roraima, é possível observar anomalias ainda no governo Dilma.

Mas, se a imprensa não se dá a proteger nem os seus, por que haveria de defender o interesse da opinião pública?

O Mercosul confirmou: o socialismo pariu mais uma ditadura, a da Venezuela

21/07/2017- Mendoza – Argentina- Sessão Plenária dos senhores Presidentes dos Estados membros do Mercosul, estados associados, México e convidados especiais

E o recado veio pela voz de um brasileiro, no caso, Michel Temer, que assume a presidência do bloco econômico pelo próximo semestre. O encontro da cúpula ocorreu na Argentina. Ao substituir Mauricio Macri no comando do Mercosul, o presidente do Brasil deixou claro que a Venezuela já não é mais uma democracia. Ou seja: mesmo em sua versão “século XXI”, o socialismo pariu mais uma ditadura, para máximo azar dos venezuelanos.

“Essa é a postura do Mercosul em seu conjunto. Nossos chanceleres reconheceram formalmente a ruptura da ordem democrática na Venezuela. (…) Somos profundamente sensíveis à deterioração do quadro político-institucional, às carências sociais que, nesse país amigo, ganham contornos de crise humanitária. (…) Nossa mensagem é clara: conquistamos a democracia, em nossa região, com grande sacrifício, e não nos calaremos, não nos omitiremos frente a eventuais retrocessos.

Com isso, o processo para que a Venezuela deixe o bloco deve seguir o rumo. Atualmente, ela já se encontra suspensa. Tanto que Nicolás Maduro não participou deste encontro.

Não foi por falta de alerta. Desde antes da entrada dos bolivarianos mais ao norte, os críticos apontavam o processo de corrosão da democracia venezuelana em curso desde os mandatos de Hugo Chávez. Mas a lição, ao que tudo indica, não foi aprendida por aqueles que abriram caminho para os ditadores. Na semana em que o centésimo manifestante morreu protestando contra Maduro, o PT achou por bem reforçar o apoio ao regime.

A Venezuela tornou-se uma ditadura com ajuda – por vezes financeira – da esquerda brasileira

06.12.2015 - Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Ejemplo para definir el significado de Ineptocracia. Foto: Hugoshi

Algumas coisas precisam ficar muito claras para a opinião pública. Antes de mais nada, a Venezuela já é uma ditadura há muito tempo, mas agora chegou a um nível tão baixo que mesmo a imprensa, um setor altamente tomado por esquerdistas, aceita essa denominação.

Nicolás Maduro, o ditador que está destruindo o país, chegou ao comando como vice de Hugo Chávez, reeleito em 2012, mas morto no ano seguinte. E o petismo tem imensa participação nessa vitória, não só pelo apoio moral que dava à investida bolivariana no vizinho mais ao norte. O marketeiro da campanha vitoriosa era do PT. E João Santana foi pago por esquema investigado pela Lava Jato envolvendo a Odebrecht.

Mas não parou por aí: recursos do BNDES foram usados para impulsionar a empreiteira por lá.  E Marcelo Odebrecht já confessou ter sido o “otário” por se vir obrigado a investir em projetos nos quais não acreditava. O excedente – resultado do superfaturamento das obras em questão – era usado para viabilizar pagamentos no exterior. Tudo isso foi confessado em depoimento recente ao TSE.

Em outras palavras, a esquerda brasileira ajudou a construir uma ditadura na América do Sul. E, até o momento da redação deste texto, está fingindo que o problema não é com ela.

A OEA disse que a Venezuela sofreu um golpe de Estado e foi convertida de vez em ditadura

O maior jornal da Espanha se chama El País. E o diário foi muito claro nesse 30 de março de 2017 a destacar em editorial que Nicolás Maduro deu um golpe de Estado na Venezuela. Com isso, o país concluiu uma transição da democracia para a ditadura, algo que aconteceu basicamente com todas as nações que ousaram experimentar o socialismo.

O editorial abre com um parágrafo muito claro:

“O cancelamento dos poderes da Assembleia Nacional venezuelana, a transferência destes para a Suprema Corte – controlada pelo chavismo – e a aprovação de poderes extraordinários em matéria penal, militar, assuntos económicos, sociais, políticos e civis por Nicolás Maduro, representam um golpe institucional de extrema gravidade, sem paralelo desde o início da crise institucional na Venezuela.”

Mas não era só a opinião de um jornal. Luís Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), concordou que de fato ocorreu um golpe de Estado e defendeu a convocação de uma reunião urgente da entidade.

Aqui no Implicante, a Venezuela já é tratada por ditadura há tempos. Mas nada disso deixa a notícia menos grave. Contudo, com nomes de peso endossando a visão, espera-se que finalmente tomem alguma atitude.

Video: estudante diz a Maduro, em programa ao vivo, que alunos desmaiam de fome na Venezuela

Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, passou por um aperto recentemente. Em um de seus programas em geral carregados de elogios, uma estudante tomou a palavra e o que disse não foi exatamente louvável.

Segundo a jovem, estudantes chegam a desmaiar de fome dentro da escola. O vídeo pode ser conferido a seguir:

https://www.youtube.com/watch?v=Rfxz_pyZOzs

Pois é. Isso é o socialismo. Isso é o resultado de um regime opressor, que tolhe liberdades e mata pessoas. Eis um retrato real do que ocorre naquele país, do quanto o povo venezuelano sofre diante do socialismo.

E é esse o modelo ideal para a esquerda.

Venezuela é o país mais corrupto da América Latina e um dos 10 mais corruptos do mundo

Brasília, 28.07.2010 - O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, fala à imprensa após se reúnir com o presidente Lula. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O socialismo é um entrave para democracia e uma maravilha para corrupção.

A prova disso é um relatório divulgado pela ONG Transparência Internacional que mostra a Venezuela como um dos 10 países mais corruptos do mundo e o mais corrupto da América Latina.

Já o Brasil caiu três posições nesse ranking devido às operações da Lava Jato.

A informações são do site oficial da ONG e da Revista Veja.

Governo Dilma pressionava ditadura da Venezuela para pagar dívida bilionária com a Odebrecht

Em meio ao grande escândalo da Operação Lava Jato, que coloca grandes empreiteiras no olho do furacão, e sendo a Odebrecht a maior e mais influente entre elas, a informação agora divulgada merece atenção em dobro.

O governo federal, durante a gestão de Dilma Rousseff, pressionou a Venezuela para que pagasse uma dívida bilionária contraída com a referida construtora. Isso porque a ditadura venezuelana estava dando o glorioso CALOTE na empreiteira.

As informações não vêm de delação premiada ou algo do tipo, mas sim do próprio governo, especificamente do Itamaraty.

É papel de um governo atuar em favor das empresas de seu país? Pode ser que sim, falando num sentido mais genérico, para que o mercado nacional sempre cresça. Mas cobrar dívidas específicas, sobretudo diante dos fatos agora revelados e, mais ainda, um calote dado por “governo amigo”? A coisa fica esquisita.

Mais uma “esquisitice” para a coleção. Que tudo seja apurado.

Ditador da Venezuela fecha fronteira com Brasil até 2017; e Trump deve estar rindo agora

Em tempos de chilique da parte mais canhota da grande mídia, com aquelas bobagens de “fake news” e “pós-verdade”, chega a ter ironia deliciosa essa notícia sobre Nicolás Maduro, o ditador da Venezuela, que fechou a fronteira com o Brasil até 2017. O motivo, claro, é evitar a fuga de venezuelanos, já que ninguém em sã consciência tem vontade de entrar em um país socialistas (e todos sempre querem sair, mesmo das formas mais improvisadas).

A parte divertida fica por conta de tudo que disseram sobre Donald Trump. Levaram a sério e transmitiram como fato concreto aquela piada de construir um muro (já existe, aliás) que ainda por cima seria pago pelo México. Agora, quem resolve fechar fronteiras é o ditador socialista.

Mas dele essa parte da imprensa não fala mal. Depois ficam com papo de “fake news” e “pós-verdade” enquanto os veículos alternativos crescem a olhos vistos ao mesmo tempo em que a mídia tradiconal afunda.

Mais um feito negativo de Nicolás Maduro: consegue ser mais rejeitado do que Dilma Rousseff

Outrora celebrado pela esquerda sul-americana em decorrência de uma alegada popularidade, o bolivarianismo está sendo rejeitado por praticamente 9 em cada 10 venezuelanos. Um levantamento feito pela Hercon Consultores descobriu que 87% da população desaprovam Nicolás Maduro, o projeto de ditador que arruinou o país com o malfadado socialismo do século XXI.

Mais: 83% não possuem qualquer perspectiva de melhora.

A Venezuela foi tomada pela hiperinflação e pelo desabastecimento, duas pragas que o Brasil chegou a experimentar décadas atrás quando colocou em práticas medidas bizarras como o congelamento de preços do governo Sarney.

Por rejeição bem menor, na casa dos 70%, Dilma Rousseff caiu.

Documentos mostram como Lula ajudou os homens que destruíram a Venezuela

30.09.2005 - Hugo Chávez e Lula. Foto: Agência Brasil.

Ter acabado com a economia brasileira já seria péssimo para o currículo da esquerda neste século. Mas o estrago na Venezuela foi muito maior. O país vive uma tragédia humanitária com direito a refugiados em fuga para o Brasil.

Documentos obtidos pela Veja mostram como Lula teve participação ativa na reeleição de Hugo Chávez, o presidente que legou o ditador Nicolás Maduro aos venezuelanos. Meses após a eleição de Dilma, o petista atuou junto ao embaixador venezuelano para encaixar João Santana, marketeiro do PT, na campanha que conseguiria mais um mandato para o chavismo.

Já há notícias de que OAS e Odebrecht arcaram clandestinamente com as despesas de campanha dos chavistas. Se um ponto estiver ligado ao outro, e Lula já é réu por lobby feito em benefício da segunda em Angola, a coisa só vai se complicar ainda mais para o lado dele.

As cenas dos próximos capítulos prometem.