Enquanto a Venezuela passa fome, Lula grava vídeo em apoio ao ditador Nicolás Maduro

Segundo o FMI, nenhum país viverá um 2016 mais turbulento do que a Venezuela. No noticiário, semanalmente surgem manchetes sobre a desgraça vivida pelos vizinhos mais ao norte. Enquanto a população passa fome, animais morrem por falta de comida em zoológicos ou mesmo abandonados por seus donos. Quanto ao ditador Nicolás Maduro, vive de minar ainda mais qualquer resquício de democracia, assinando decretos que, na prática, legalizam o trabalho escravo e tornam o país cada vez mais refém de uma tirania.

Nada disso impediu Lula de publicar um vídeo em sua própria página no Facebook dando apoio ao ditador venezuelano, que agora preside o Movimento dos Países Não Alinhados, uma invenção da esquerda para dominar ainda mais os países subdesenvolvidos, independente de se os distanciam assim das nações mais bem sucedidas – ou mesmo dos preceitos democráticas.

Mensagem para encontro dos Países Não Alinhados

Veja a mensagem de Lula para o encontro do Movimento dos Países Não Alinhados, que acontece na Venezuela. O bloco é composto por 120 países da América Latina, Caribe, África, Ásia e Europa Oriental.
#equipelula

PS: Sabe os BRICS? O Lula não só sabe como foi um dos criadores do grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Publicado por Lula em Sábado, 17 de setembro de 2016

Para conferir as palavras do ex-presidente, basta acionar o player acima.

Venezuela chama de “imorais” declarações de Serra, mas elas obviamente foram corretas

06.12.2015 - Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Ejemplo para definir el significado de Ineptocracia. Foto: Hugoshi

A política externa brasileira foi uma áreas em que as boas mudanças apareceram mais rapidamente. Acabou aquela coisa de louvar ditaduras socialistas e teve início, enfim, uma fase de verdadeira grandeza. Claro que isso incomodou a militância, acostumada ao antigo estado das coisas.

E também incomodou os ditadores socialistas.

É o caso de Nicolás Maduro, que agora resolveu “repudiar” declarações do chanceler José Serra sobre seu país. Chamou-as de “imorais” e “descaradas”. Será mesmo?

Ele disse o seguinte:

“Estamos muito preocupados com a multiplicação recente de detenções arbitrárias na Venezuela, como a do jornalista chileno Braulio Jatar, ocorridas à revelia do devido processo legal e em claro desrespeito a liberdades e garantias fundamentais. Esse é um desdobramento que dificulta ainda mais o diálogo entre governo e oposição, indispensável para a superação da dramática crise política, econômica, social e humanitária que afeta a Venezuela” (grifos nossos)

Em suma, foi uma declaração até MUITO AMENA perto de tudo que poderia ser dito. Mas, representando um país, o Ministro das Relações Exteriores não pode sair do protocolo. Foi um posicionamento CORRETO, relatando os graves fatos que ocorrem na Venezuela, colocando o Brasil ao lado da democracia.

Quanto ao mais, se um ditador reclama de sua declaração acerca de seu governo autoritário, é porque essa declaração foi correta. Ruim seria receber um elogio do déspota.

Foi-se esse tempo. Ainda bem.

Governo da Venezuela usa MST para reprimir manifestação… no Brasil!

Brasília, 28.07.2010 - O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, fala à imprensa após se reúnir com o presidente Lula. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Já há muito tempo, fala-se que podemos “virar uma Venezuela”. De fato, os rumos de nossa economia – e da política – levavam a destino parecido. O ditador de lá, aliás, anda fulo com nosso novo governo (por razões bem prosaicas, digamos).

A profecia, porém, cumpriu-se de forma inusitada e revoltante. Isso porque o Cônsul-Geral da Venezuela no Rio de Janeiro, Edgar Alberto Gonzáles Marín, convocou o MST, a União da Juventude Socialista (ligada ao PC do B), militantes do PT, as Brigadas Populares e algumas outras entidades para reprimir uma manifestação contrária à ditadura de Nicolás Maduro.

E com direito a bandeiras, megafone e ameaças de agressão que não foram consumadas por interferência da polícia.

Inadmissível que isso aconteça no país. Não viramos nem viraremos uma Venezuela! É preciso que se investigue a fundo esse episódio e o referido Cônsul-Geral deve ser expulso. Senão por isso, que já seria motivo bastante, também pela ruptura mocoronga daquele regime com o atual governo do Brasil.

No mais, reiteramos nosso apoio ao povo venezuelano que luta contra o regime socialista.

Maduro é contra o impeachment de Dilma porque ele próprio pode dançar na Venezuela

A situação de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, não é das melhores. Numa única semana, ele viu o afastamento definitivo de um governo aliado (leia-se: financiador de seu regime) e agora pode ele próprio cair.

E em condições parecidas: milhões de pessoas nas ruas com as cores do país, situação insustentável, economia em ruínas etc. Todos conhecemos esse filme (cujo roteiro, é verdade, acontece de forma mais dramática na Venezuela).

Pode-se dizer, de cara, que ele foi contra o impeachment de Dilma Rousseff porque sua fonte “secaria” em caráter definitivo. Mas talvez o principal foi mesmo o efeito dominó: seu povo acreditará, enfim, que é possível tirar do poder um governo despótico.

Nosso desejo, claro, é o de que isso aconteça. Todo apoio ao povo venezuelano!

Para fingir que está tudo bem, a Venezuela agora proíbe a formação de filas no comércio

A lógica socialista é cretina de um jeito que, sempre que o “experimento” falha, e ele sempre falha, a culpa é jogada em tramas políticas por parte de seus críticos. No Brasil, há um vídeo clássico de Aloizio Mercadante culpando empresários pelo desabastecimento nascido do Plano Cruzado defendido por ele.

Mas a Venezuela, claro, elevou isso a patamares da Cortina de Ferro. E rapidamente se espalharam pelo mundo fotos e mais fotos de filas gigantescas com a população aguardando a chegada de produtos no comércio.

O que faz Nicolás Maduro agora? Simplesmente proíbe a fila. Com a desculpa de que são formadas com motivações políticas.

Não é a política, é a fome!

Seria patético se não fosse trágico.

Rebatendo os “cinco mitos” sobre a Venezuela publicados pela BBC

Venezuela - Cinco Mitos - Foto Meredith Kohut New York Times
Venezuelanos diante do racionamento de água. Foto: Meredith Kohut / New York Times

Na semana passada, muita gente compartilhou um texto da BBC que questionava as mazelas venezuelanas. Mais que isso: chamava-as de “mitos” e, por meio de explicações breves, contestava a veracidade de tudo.

Sabe-se por que razão, o conglomerado de empresas de comunicação deixou a tarefa a cargo de seu correspondente na África. Talvez o distanciamento tenha colaborado para que o texto saísse um pouco da realidade, enfim…

A seguir, todos os cinco ponto são rebatidos. Primeiro, em vermelho, o que eles alegaram; em seguida, o que de fato ocorre. E pedimos a vocês que compartilhem com TODOS que divulgaram o outro texto.

1 – Na Venezuela há Fome

Em algumas regiões da Venezuela se passa fome, mas não a maioria da população. 90% dos venezuelanos disse em 2015 ao levantamento Encovi que está comendo menos e com menor qualidade. De fato, a crise alimentar se aprofundou em 2016; se veem mais filas e são relatados mais casos de subnutrição, com mais pessoas que comem duas ou menos vezes por dia. Mas a situação não se enquadra no que o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas define como uma escassez generalizada de alimentos: que pelo menos 20% das famílias sofram escassez severa (…) E por mais caros que sejam, os venezuelanos têm frutas e verduras disponíveis em cada esquina. De acordo com a Fundación Bengoa, especialista nesta área, a desnutrição está entre 20% e 25%.

Parece até piada. Há uma diferença entre “há fome” e “todos passam fome e vão morrer amanhã mesmo”. A premissa do título, exatamente como elaborada pelo jornalista, é CONFIRMADA em seu texto. Se a desnutrição está entre 20 e 25% e há relatos de subnutrição, fim de papo, há sim fome. Não adianta recorrer a um índice elaborado pela ONU, tentar uma saída técnico-retórica, e depois confessar que o grau de desnutrição pode chegar a um quarto do povo. Na verdade, nove em cada dez venezuelanos simplesmente não tem dinheiro para comida.

2 – Venezuela é igual a Cuba

Em geral, três elementos permitem argumentar que “a Venezuela se cubanizou”, como alguns dizem: as filas para comprar produtos racionados, a dualidade da economia e da militarização do governo (onde a inteligência e o governo cubano têm influência). Mas essa comparação só pode ser feita até aí (…) A Venezuela é um país capitalista onde o setor privado tem certa atividade, apesar das restrições e expropriações do Estado – que adquire cada vez mais controle sobre a economia. Em Cuba, o setor privado é mínimo (…) Além disso, a Venezuela é um país produtor de petróleo, com enormes reservas, e não é uma ilha, dois elementos decisivos de sua condição, que por mais trágica que se torne, gerará situações que não podem acontecer em Cuba: por exemplo, o contrabando na fronteira.

É mole? Uma disputa para saber qual regime socialista é pior. Sim, não é preciso ir longe, Cuba ganha essa parada. Lá é bem pior. E vale agradecer pelo esclarecimento de que a Venezuela não seria uma ilha, algo totalmente cabível nesse tipo de comparação. Meu trecho favorito, porém, é o “setor privado tem certa atividade, apesar das restrições e expropriaçõe”. Maravilha.

3 – A Venezuela é uma ditadura

É um debate acadêmico que leva alguns anos: se na Venezuela há uma “ditadura moderna” ou um “regime híbrido”. Mas são poucos os especialistas, no país e no exterior, que falam de uma ditadura tradicional. Primeiro, eles dizem, porque há oposição, por mais que não tenha acesso a recursos que o partido governista tem – e apesar das prisões e restrições a que representantes seus tenham sido sujeitados. E há eleições, embora tenham removido alguns poderes da Assembleia Nacional – eleita com votos – quando ela passou a ser controlada pela oposição. Em segundo lugar, a imprensa independente na Venezuela, apesar dos problemas – falta de papel, pressão do governo e com muitos de seus jornalistas em julgamento ou na prisão…

Pois é, não está fácil. Como alguns heroicos venezuelanos consegue RESISTIR, então não poderia ser mesmo uma ditadura, não é? Aí entram os “apesares”, que envolvem falta de recursos, remoção de poderes, prisões etc. Mas, vejam só, há “eleições”. Até em Cuba e na Coreia do Norte há “eleições”, ué! Democracia é quando a disputa eleitoral acontece com igualdade de condições e ampla liberdade participativa. O contrário é ditadura, independentemente do grau de repressão (que, diga-se, é elevado na Venezuela).

4 – Todo mundo odeia Maduro

Muitos fora do país perguntam como é possível que Maduro ainda esteja no poder. De acordo com várias pesquisas, ele tem entre 20% e 30% de apoio. Há venezuelanos que se consideram chavistas, que dizem apoiar Maduro nas pesquisas, mas que, quando falam à imprensa, soltam uma série de insultos contra o presidente (…) Em todo o caso, o apoio de 30% é mais do que tem os presidentes de Chile e Colômbia. Alguns dizem que o chavismo é doente terminal, mas Chavez continua a registrar 60% de aprovação, por isso, é difícil pensar no fim do chavismo, por mais aguda que seja crise.

A premissa, por si, é inócua. Claro que não seria TODO MUNDO a odiar maduro. Todo regime autoritário busca algum tipo de respaldo e só em seu declínio que a desaprovação vai às maiorias. É histórico. Mas não deixa de ser curioso começar falando de Maduro, dissociando-o de Chávez, para depois falar apenas em chavismo.

5 – Você não pode sair de casa

A criminalidade desenfreada e o medo levou alguns a preferirem assistir a um filme em casa do que ir a um bar à noite. Mas ainda há muitos, não só em Caracas, mas em todo o país, que vão a discotecas, bares e restaurantes. Paradoxalmente, no lugar onde há mais assassinatos, nos bairros populares, a noite é tão ativa como em qualquer cidade, mas nas áreas de classe média e alta as ruas ficam desertas após as 21h (…) Apesar disso, os centros das cidades e vilarejos são durante o dia são tão ou mais agitados do que em qualquer outro lugar na América Latina.

Outro espantalho. Claro que ninguém imagina a Venezuela como um país-fantasma, daqueles com bolinha de feno correndo por avenida abandonada com carros enferrujados. E pessoas podem muito bem ir às ruas, desde que não seja para fazer oposição ao governo, porque daí levam bala. E desde que não seja para comprar comida, simplesmente porque não tem. E também porque não eles não teriam mesmo dinheiro para comprar. Fora isso, dentro das condições admissíveis pelo contexto, dá sim para passear pela calçada. Mas é bom tomar cuidado.

***

Enfim, é isso. Basta um pouco de lógica e bom-senso. Provavelmente, o texto não teve má-fé em sua feitura, mas foi repassado como uma “verdade” já que saiu na BBC. E as coisas, sabemos, não são bem assim. De todo modo, sugerimos para uma próxima vez que eles convoquem um venezuelano para falar do próprio país.

A menos que tenham evitado isso por saber que ele pode ser morto pelo governo. Aquele governo que “não é uma ditadura”.

Diante da crise, venezuelanos passam a catar frutas em árvores para sua alimentação regular

Venezuela - Frutas - Manga

A cada nova notícia estarrecedora da Venezuela, é um alento considerar que finalmente nosso país se afastou da ditadura bolivariana, que tanto mal tem causado àquele povo. Durante muitos anos, nossos governantes foram mais que meros cúmplices, mas sim apoiadores daquilo tudo.

E a tragédia da vez é o fato de que os venezuelanos agora incluem “frutas catadas” em sua alimentação regular, diante da escassez de alimentos resultante da profunda crise econômica provocada pelos ditadores socialistas Hugo Chávez e Nicolas Maduro.

Falta pouco – infelizmente bem pouco – para que além da coleta o povo também regrida à caça.

O socialismo, no geral vendido nas universidades como “progressista”, é na verdade um retrocesso à barbárie mais extrema, ao primitivismo mais deprimente.

As “mangas roubadas” fazendo parte da alimentação regular do povo venezuelano não representam uma situação lúdico-bucólica, mas sim o puro retrato do desespero. As pessoas daquele país são vítimas disso tudo.

E estávamos indo para o mesmo caminho.

Novos (e bons) tempos: Serra se reunirá com principal opositor de Maduro

Henrique Capriles

No geral, a imprensa se dedica mais à ruptura econômica promovida pelo novo governo, mas é certo que também merece aplauso o rumo adotado pela política internacional.

O Itamaraty, agora sob José Serra, iniciou a nova gestão rebatendo duro – e de forma merecida – os governos que “não reconheceram” o governo de Michel Temer. Ah, sim… Por coincidência, são governos de esquerda beneficiados por obras financiadas durante as gestões petistas.

Outro passo importante é fazer do Mercosul um bloco COMERCIAL, que é sua vocação originária, deixando de tratar o grupo de países como um trampolim ideológico do bolivarianismo.

Nesse sentido, agora o Brasil dá um novo (e ótimo) sinal: aproxima-se da oposição venezuelana, que enfrenta a ditadura chavista agora sob comando de Maduro. José Serra se reunirá com Henrique Capriles.

Que continue assim!

O que tem em comum os países que “não reconhecem” Temer? Obras financiadas em gestões petistas

Nicolas Maduro

Nada de novo sob o sol, não é mesmo? Alguns poucos países resolveram “não reconhecer” o governo de Michel Temer, demonstrando apoio a Dilma Rousseff. Sim, eles são do grupo chamado “bolivariano” (nome dado ao socialismo latino, uma versão tropical do totalitarismo de sempre). Mas há obviamente razões menos imateriais.

Todos eles – sim, todos – receberam obras que tiveram financiamento ou participação financeira de órgãos ligados ao governo federal. Geralmente o BNDES, mas há também participação da Eletrobras e nem se fale da Petrobras. No caso das obras, a metodologia usada não era do empréstimo ao país, mas sim às construtoras que construíam por lá – e ganha um doce quem adivinhar em qual Operação da PF essas mesmas construtoras estão enroladas…

Cuba, por exemplo, ganhou o Porto de Mariel – valendo também sempre destacar os bilhões que a ditadura embolsa com o programa “Mais Médicos”, com o qual escraviza profissionais e fica com a maior parte da grana que deveria ir para eles. Outro “bom” exemplo é a Bolivia, que tomou de assalto uma refinaria da Petrobras (e Lula não falou nada – ao contrário, noticia-se que ele DEU AVAL a isso).

E assim vão os demais: Venezuela, Equador, El Salvador etc. O “não reconhecimento” de Temer acontece entre países que apresentam esse CURIOSO padrão: tiveram obras financiadas pelo governo brasileiro nas gestões de Lula e Dilma. Viram que agora acabou isso e estão desesperados.

Pela lista, aliás, dá para ver que a gestão Temer está no caminho certo. É preciso buscar acordos comerciais que DE FATO beneficiem o setor produtivo de nosso país, deixando de lado as parcerias bolivarianas só beneficiam “poucos e bons”.

No mais, reiteramos nossos parabéns ao Ministério das Relações Exteriores pelas notas duras contra tais tiranetes. E que os povos desses países, certamente as maiores vítimas dos opressores que ali mandam, consigam retirá-los do poder o quanto antes. Toda nossa solidariedade aos que vivem sob esse jugo.

Venezuela: funcionários públicos só trabalharão às segundas e terças-feiras

O socialismo não é apenas um regime assassino (em alguns casos, genocida), mas também uma catástrofe econômica. Por conta do racionamento de energia, a Venezuela está tomando medidas drásticas cada vez mais absurdas.

A partir de agora, por exemplo, funcionários públicos apenas trabalharão dois dias por semana: segundas e terças-feiras. Às quartas e quintas, estão dispensados. E a sexta-feira? Bom, pra quem não sabe, o dia virou feriado faz tempo (pelas mesmas razões).

Em suma, o país está colapsando sob aplausos daquela militância que diz odiar ditaduras, mas defende regimes ditatoriais quando o líder usa camisa ou bandeira vermelha.