Pelo desenvolvimento genético, qualquer aborto até a 6ª semana atinge apenas fetos femininos

Homens possuem cromossomos X e Y, enquanto mulheres possuem um par de cromossomos X. Disso você já sabe. Mas o professor Paulo Jubilut explica neste texto do Biologia Total que, durante as seis primeiras semanas do desenvolvimento do feto, todos os indivíduos possuem um par de cromossomos X. Ou seja… São todos mulheres.

O fenômeno explica, por exemplo, o porquê de homens terem mamilos, uma vez que são formados antes da ativação do gene SRY, que rende aos bebês características masculinas.

A informação acrescenta um dado curioso a toda a discussão sobre o aborto: se realizado até a sexta semana, atingirá exclusivamente fetos femininos.

Se isso soa apenas um detalhe técnico em meio a uma discussão política, serve ao menos para lembrar aos participantes do debate que em jogo não está uma disputa entre homens e mulheres, mas entre filhos e pais que os rejeitam ainda na fase embrionária.

Após 12 anos de PT, metade da população mais pobre do Brasil ainda concentra-se no Nordeste

Carlos Góes já apareceu aqui no Implicante como presidente do Conselho Executivo do Instituto Mercado Popular, um dos projetos liberais mais ativos no Brasil. Com base em dados da PNAD, ou seja, do IBGE, ele traçou uma mapa da renda do brasileiro por região. E descobriu que metade dos 5% mais pobres do país encontra-se no Nordeste.

Na outra ponta, a região é representa um quarto dos 5% mais ricos. Além de entregar a desigualdade da coisa toda, o gráfico desmente muito do que o petismo gritou na última década. Na dúvida, basta lembrar que os números fazem referência ao último ano do primeiro mandato de Dilma.

Se de fato houve uma melhora nas condições financeiras do nordestino, e até isso é questionável, ela não foi suficiente para tirar a região da situação dramática que ainda vive.

Há ainda muito trabalho a ser feito.

Doria descobriu uma forma simples de economizar R$ 1,5 milhão: não imprimir o diário oficial

João Doria assumiu prefeitura de São Paulo com o desafio de otimizar o uso de recursos públicos. Mas, por uma estratégia política, evitou aumentar as passagens de ônibus, ou corria o risco de enfrentar protestos semelhantes aos que Fernando Haddad encarou em 2013. Isso, claro, deixou tudo muito mais difícil.

A solução era ser criativo no corte de gastos. E o atual prefeito descobriu uma forma simples de economizar R$ 1,5 milhão: simplesmente parar de imprimir o Diário Oficial da cidade – a publicação continuará acessível online.

De quebra, Doria ainda ganhou uns pontos para o meio ambiente, interrompendo um consumo desnecessário de papel.

O Implicante apenas se pergunta como demoraram tanto para fazer isso no Brasil.

Após um ano, Sérgio Moro ainda precisa repetir o óbvio sobre prisões preventivas

Neste 23 de fevereiro, a Lava Jato chegou à sua 38ª fase, batizada Blackout. Na íntegra da decisão de Sérgio Moro, um trecho faz uma defesa enfática das prisões preventivas, objeto de críticas de tantas autoridades revoltadas com a operação. E lá está escrito:

Excepcional não é a prisão cautelar, mas o grau de deterioração da coisa pública revelada pelos processos na Operação Lavajato, com prejuízos já assumidos de cerca de seis bilhões de reais somente pela Petrobrás e a possibilidade, segundo investigações em curso no Supremo Tribunal Federal, de que os desvios tenham sido utilizados para pagamento de propina a dezenas de parlamentares, comprometendo a própria qualidade de nossa democracia.”

Quem acompanha com cuidado o desenrolar da operação deve ter reconhecido a passagem. Ela já constava da íntegra da decisão da Jacaré, 23ª fase da operação, que veio à tona noutro 23 de fevereiro, o de 2016, há exato um ano.

Um ano se passou, e Sérgio Moro ainda precisa repetir o óbvio. Sinal de que Brasília demora a entender o recado.

A desastrosa política energética de Dilma Rousseff em quatro manchetes

Dilma Rousseff foi vendida ao Brasil por Lula como uma “gerentona”. O que ela tinha que garantia isso? Uma passagem pelo Ministério de Minas e Energia. Era de se esperar, portanto, que ao menos a gestão energética do país durante o seu mandato fosse exemplar, certo? Mas não foi bem assim.

As quatro manchetes abaixo resumem o irresponsável desconto que ela ofereceu ainda em 2013, e que findaria rendendo um prejuízo bilionário. Quem pagará por isso? Você.

Relembre-as.

Janeiro de 2013

Agosto de 2015

Fevereiro de 2017

Na oposição, a esquerda vem fazendo um trabalho bem pior que o da oposição anterior

Sim, oposição é importante. Ou melhor: importantíssimo. É a força que oferece freios às sandices governamentais. Durante todo os governos petistas, analistas aqui e ali repetiam que Lula e Dilma não tinham oposição, mas, por assim dizer, uma “oposicinha”, uma força que não impediu o petismo de jogar fora um década do desenvolvimento do Brasil.

Com a volta da esquerda à oposição, esperava-se de volta aquele motor que tratorou o governo Collor e impediu que FHC fizesse um sucessor. Mas não é o que se observa.

Vejam, por exemplo, o caso de Alexandre de Moares. É odiado pelos petistas desde que atuava junto ao governo Alckmin, em São Paulo. Era de se esperar um trabalho cansativo da oposição para que a indicação dele fosse rejeitada, certo? Pois bem. Conforme nota-se pelo placar da votação, o nome indicado por Temer passou com facilidade maior que a de Edson Fachin e Teori Zavascki, indicados por Dilma.

A esquerda precisa se tocar hoje a oposição é ela, arregaçar as mangas e cumprir com o seu papel.

Contra “indústria da multa”, guarda civil de Doria não utiliza mais “radares pistola”

Quando Fernando Haddad administrou São Paulo, teve um grave problema de caixa ao ser forçado pelos protestos de 2013 a manter inalterado o preço das passagens de ônibus. Muitas viram ali o motivo de ele ter intensificado o que foi criticado como “indústria da multa”, ampliando dos milhões aos bilhões a arrecadação com infrações de trânsito.

Dentre as propostas de campanha, Doria prometeu mudar isso. Uma das formas tem sido dando uma nova orientação à guarda civil metropolitana, que já não mais utiliza “radares pistolas”, aquele que é utilizado pelos próprios fiscais de trânsito.

Duas verdades: o trânsito de São Paulo pode melhorar muito; o custo de vida em São Paulo segue muito alto. A medida ao menos alivia o segundo caso.

Vídeo: Lorenzoni observa que o desarmamento começou logo quando o PT chegou ao poder

Há uma semana, Onyx Lorenzoni usou a tribuna da Câmara para falar sobre o desarmamento promovido pelo PT enquanto esteve no poder. Em sua fala, o deputado federal observa que toda a movimentação começou logo no primeiro ano do mandato de Lula. E nem a derrota no referendo de 2005 faria o petismo desistir da missão de desarmar a população.

Os melhores momentos do pronunciamento do deputado podem ser conferidos neste vídeo:

https://twitter.com/GABRIELPlNHEIRO/status/831660300382388225

Corre na Câmara um projeto para revogar o Estatuto do Desarmamento. O Implicante já escreveu sobre ele aqui.

Imprensa pega no pé de Doria, que estaria sem cinto de segurança, mas o Twitter não perdoa

O vídeo já havia sido publicado aqui no Implicante, mas havia um jornal de São Paulo muito mais sagaz. Quando os usuários das redes sociais menos esperavam, surgiu a denúncia: Doria aparece sem cinto de segurança ao gravar um vídeo dentro de carro.

Será que é verdade? Trata-se dos 13 segundos abaixo, gravado às 5h15 da madrugada, quando Doria partiu para o trabalho com seu motorista:

No Twitter, com muita ironia, os usuários reagiram ao trabalho jornalístico:

https://twitter.com/AgenteRusso/status/834073951055773696

Houve, claro, muito mais respostas, mas impublicáveis.

O que o Implicante acha? Que cinto de segurança é muito importante e você deve usar até no banco de trás.

O Senado está há 123 anos sem barrar uma única indicação ao STF

Houve um tempo que o Senado se empenhava seriamente nas sabatinas para ministros do STF. Ao ponto de, no intervalo de apenas 3 anos, cinco indicações para a Suprema Corte serem rejeitadas pelo parlamento. Feliz ou infelizmente,  foram as últimas. Desde então, qualquer nome sugerido pelo Presidente da República era sabatinado já na certeza de que passaria.

E faz quanto tempo isso? Muito, muito tempo. Mais de 120 anos. Ocorreu no governo de Floriano Peixoto, o segundo presidente do país.

Na ocasião, foram barrados os seguintes nomes:

  • Barata Ribeiro
  • Innocêncio Galvão de Queiroz
  • Ewerton Quadros
  • Antônio Sève Navarro
  • Demosthenes da Silveira Lobo

Salvo acontecimento inusitado, as chances de esse ser o destino de Alexandre de Moraes, indicado pelo governo Temer, são mínimas.