Caso seja preso, Eike Batista irá pra cela comum. Empresário não teria curso superior

Eike Batista, que tem prisão decretada pela justiça como resultado das investigações da Operação Calicute da Policia Federal, caso seja preso, pode ir ficar em uma cela comum no Complexo Penitenciário de Bangu, Rio de Janeiro.

Segundo informações de O Antagonista, o mega empresário não teria curso superior.

Isso quer dizer que Eike pode ficar misturado com com todo tipo de facínora em um dos lugares mais quentes do Rio de Janeiro.

Tá fácil?

Faturamento de escritório da esposa de Sérgio Cabral cresceu 457% enquanto ele governou o RJ

Em 2007, o Ancelmo Advogados recebeu R$ 2.642.530,30 em receita bruta. Oito anos depois, o mesmo escritório de advocacia faturaria R$ 14.725.978,35, um crescimento de assustador de 457%.

O escritório carioca pertence a Adriana Ancelmo.

Quem é Adriana Ancelmo? A esposa de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro preso pela operação Calicute. O período em questão diz respeito justamente aos anos em que ele governou o estado.

Sim, há concessionárias de serviços públicos na lista de clientes do escritório.

Em vídeo, Dilma defende o voto em Sérgio Cabral, de quem ela alega nunca ter sido aliada

Sérgio Cabral foi preso pela operação Calicute apenas algumas horas após Anthony Garotinho ser também detido pela operação Chequinho. Mas o encarceramento de dois ex-governadores do Rio de Janeiro em dois dias seguidos talvez não tenha surpreendido tanto quanto a declaração de Dilma Rousseff, quando tentou desmentir a imprensa e alegou jamais ter sido aliada do primeiro.

Talvez algum recorde de desfaçatez tenha sido quebrado. Pois não faltam exemplos de como essa aliança existia. O Implicante já trouxe imagens, declarações, e agora traz o vídeo acima. Nele, Dilma defende o voto em Cabral para um segundo mandato à frente do Rio de Janeiro. E foi por crimes cometidos nesta gestão que o ex-governador foi pego.

Imagem já histórica mostra Sérgio Cabral com o uniforme da penitenciária

As imagens que ilustram esta postagem não foram feitas por nenhum fotógrafo famoso, nem possuem a qualidade devida. Mas o valor histórico desde já é reconhecido. Nelas, surge Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro preso pela operação Calicute sob a acusação de participar de esquema que desviara ao R$ 224 milhões dos cofres públicos.

Há dois anos e meio, este homem geria um estado com 16 milhões de habitantes e um PIB que superava o meio trilhão de reais. Agora, ele está de barba por fazer, cabelo cortado por policiais e o uniforme da Secretaria de Administração Penitenciária.

Hoje, o café da manhã dele foi o mesmo dos outros detentos: um pão com manteiga e café com leite.

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O Brasil está mudando. Que Brasília perceba isso.

Prisão de Sérgio Cabral evidencia: a Justiça precisa passar a Copa de 2014 a limpo

Sérgio Cabral foi preso por integrar uma quadrilha que, durante sua gestão, desviou milhões de obras de engenharia no Rio de Janeiro. Em valores iniciais, estima-se que os envolvidos tenham levantado R$ 224 milhões em propina. Entre as obras atingidas, estaria o Maracanã, reformado para a Copa de 2014.

Não é a primeira vez que o evento surge no noticiário policial. Hoje, já se sabe que a Arena Corinthians foi um “presente” de Lula para o time do coração dele. Em Natal, a Arena das Dunas também está sob suspeita.

A Copa de 2014 foi toda prometida às cegas. Ainda na candidatura a sede, falava-se em custos que não passariam dos R$ 6 bilhões. Mas o crescimento do PIB em 2010 animou o governo Lula, e de repente já trabalhavam com orçamentos acima dos R$ 20 bilhões. Durante o evento, o prejuízo somou R$ 33 bilhões. Mas, com o cancelamento de algumas obras de infraestrutura, a conta foi fechada em R$ 27,1 bilhões.

Ao menos um quarto dos estádios levantados ou reformados para o evento já apresentaram graves esquemas de corrupção. E os outros nove? Escondem algo? A Justiça precisa passar isso a limpo.

Lula, antes de Cabral ser preso: “Votar no Sérgio Cabral é quase que uma obrigação moral”

Dilma Rousseff teve a coragem de negar que algum dia tenha sido aliada de Sérgio Cabral, e isso foi facilmente desmentido pelo próprio Twitter da presidente cassada. Lula não fez o mesmo, mas seria uma missão ainda mais complicada. Na internet, sobram vídeos de apoio ao ex-governador do Rio de Janeiro preso pela operação Calicute sob a acusação de desviar milhões de reais de projetos encabeçados por empreiteiras.

Numa das falas mais contundentes, Lula defende Cabral como um voto de obrigação moral e ética. É mole?

Votar no Sérgio Cabral é quase que uma obrigação moral, ética, política, é um compromisso de honra pra quem quer garantir um futuro melhor para os nossos filhos, para os nossos netos, para aqueles que a gente ama. Porque esse homem já provou que é um homem de bem, que é um homem que gosta do Rio, e que é um homem que tem competência para fazer as coisas que outros não fizeram. Por isso, meu companheiro Sérgio, se eu não tivesse que votar em São Paulo, eu iria transferir o meu título para votar em você pra governador do Rio de Janeiro.”

Já diria o técnico da seleção brasileira: “Fala muito!”

Seis tweets de Dilma que desmentem a própria Dilma quando diz que Cabral “jamais foi aliado”

Imaginando que a internet não tem memória, após a prisão do antigo aliado, a assessoria de Dilma Rousseff soltou uma nota que, com todas as letras, diz: “Sérgio Cabral Filho jamais foi aliado da ex-presidenta da República“. Bom. Basta uma visita ao próprio perfil da presidente cassada no Twitter para desmentir a nota.

O Implicante selecionou seis tweets que mostram o trabalho em parceria. Sim, é verdade que todos são de 2010. Mas, em 2014, o candidato a governador do Rio de Janeiro já era Pezão. E, após os protestos de 2013, Cabral ficou bem queimado com a opinião pública, preferindo sumir dos holofotes. Os aliados, claro, também optavam por não surgir ao lado. Hoje, como resta evidente, chegam até mesmo a negar qualquer aliança.

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É mole? O Facebook de Anthony Garotinho alega que o crime de Sérgio Cabral foi muito pior

Se já parecia surreal a prisão de dois ex-governadores do Rio de Janeiro no intervalo de horas, a realidade parece estar disposta a mostrar que pode ir ainda mais longe. Porque Anthony Garotinho foi preso ontem na operação Chequinho. Mas nada impediu o perfil oficial dele de usar o Facebook – que o Implicante torce para estar sendo alimentado pela equipe do secretário de governo de Campos de Goytacazes – para contar vantagem em cima da detenção de Sérgio Cabral, encarcerado hoje pela operação Calicute.

A chamada diz:

“Cabral é preso por corrupção de R$ 224 milhões, bem diferente de Garotinho, acusado por dar Cheque Cidadão aos mais humildes.”

É claro que “Cheque Cidadão aos mais humildes” é uma narrativa para combater a acusação do Ministério Público, que viu compra de votos no uso indiscriminado no uso do Cheque Cidadão. Mas não mudemos de assunto…

Mesmo na situação em que se encontra, um grupo político está tentando tirar vantagem da desgraça do outro.

O Brasil definitivamente não é para amadores.

Garotinho disse que levaria chocolate para Cabral na prisão: ambos estão presos

A indiscrição foi relembrada por na coluna de Lauro Jardim, no Globo. Há poucos meses, Anthony Garotinho fazia graça com o noticiário negativo que atingia Sérgio Cabral, assim como ele, ex-governador do Rio de Janeiro. Provavelmente fazendo um trocadilho, falou que levaria um “bom bom Garoto” para o desafeto na prisão:

“Quando o Sérgio Cabral for preso, eu vou visitá-lo na cadeia. E vou levar um bombom Garoto.”

Ironia do destino, ambos foram presos num intervalo de horas. Anthony Garotinho, pela operação Chequinho. Sérgio Cabral, pela operação Calicute.

O que não impede de a promessa ser cumprida, claro.

O Rio de Janeiro viu um terço dos seus ex-governadores vivos ser preso em questão de horas

Nesses 31 anos de democracia, o Rio de Janeiro elegeu apenas 7 governadores distintos. Leonel Brizola e Marcelo Allencar já faleceram. Os outros cinco encontram-se vivos: Sérgio Cabral, Rosinha Garotinho, Anthony Garotinho, Moreira Franco e Luiz Fernando Pezão. Mas vem reduzindo drasticamente o número de ex-governadores soltos.

Ontem, Anthony Garotinho foi preso pela operação Chequinho sob a acusação de compra de votos por intermédio de um programa assistencial inspirado no Bolsa Família. Hoje, Sérgio Cabral foi detido pela operação Calicute. A acusação: teria liderado grupo que desviou R$ 224 milhões de contratos de várias empreiteiras.

A vida dos outros dois ex-governadores segue também complicada. Rosinha Garotinho teve o mandato de prefeita cassado em Campos dos Goytacazes. E Moreira Franco já foi citado algumas vezes no noticiário ligado à mesma Lava Jato que prendeu Cabral.

Nilo Batista e Benedita da Silva parecem ter uma vida mais simples. Mas chegaram ao poder no Rio de Janeiro como vice-governadores.

O eleitor fluminense precisa escolher melhor os seus gestores.