A chacina terrorista de Orlando não foi mera “homofobia” nem “culpa das armas”

Pulse - Orlando - Terrorismo - Foto Jessica Kourkounis Getty Images

É preciso antes de tudo deixar muito bem estabelecido: o teórico esquerdista não é um idiota. Nunca. Tudo é sempre muito bem pensado e arquitetado para dar andamento às narrativas, ao reforço do ideário e assim por diante. Por mais que a militância seja composta quase que totalmente por inocentes úteis (e bem imbecis), deve-se deixar sempre claro que quem formula as teorias (e as estratégias) é gente muito preparada.

Assim, sigamos.

Não causa espanto que os esquerdistas tenham tentado usar a chacina da boate Pulse, em Orlando (EUA), para bater bumbo em suas bandeiras sem qualquer respeito à verdade dos fatos (e, portanto, às vítimas). Tentaram até mesmo culpar a “direita cristã”, até que foram sumariamente atropelados pelas revelações sobre o caso.

Daí, descobre-se que o terrorista, que frequentava a  boate havia tempos, agiu sob influência do islamismo radical e abruptamente acaba o discurso esquerdista de que seria preciso uma mudança de cultura. A influência “cultural” passa a inexistir, o cara seria somente um doido varrido que interpreta errado as coisas.

Quando supunham que fosse um cristão, a culpa era do cristianismo, da direita, do capitalismo etc. Mas agora que se sabe um pouco mais das influências do terrorista, a culpa não é mais cultural. Ele que seria terrível na exegese de textos sagrados, apenas isso.

Chega a ser estapafúrdio o “é preciso mudar essa cultura” sempre desaparecer de forma imediata justamente quando se descobre que a cultura a influenciar um crime foi aquela que DE FATO apedreja mulheres, aprisiona (ou mesmo mata) gays etc.

A esquerda passa um pano porque essa turma é aliada histórica por conta dos “inimigos comuns” (EUA, Israel, capitalismo etc.).

E, como em 99% dos atentados do tipo, esse também ocorreu numa “gun free zone”, cujo conceito nunca é explicado a contento pela imprensa do Brasil. Aí, fica aquele pessoal aparentemente bem intencionado (mas visivelmente ignorante quanto ao contexto) falando que a coisa aconteceu num lugar em que era permitido usar armas.

Não, não era. Nem os seguranças poderiam usá-las, de modo que o terrorista fechou as portas da boate e ficou HORAS atirando e matando dezenas de pessoas, sem ninguém para reagir. Ele sabia disso. E contava com isso para perpetrar tal chacina.

Enfim, não foi simples “homofobia”, mas sim a adoção de uma doutrina cultural que propõe a aniquilação de todos os valores ocidentais considerados “modernos”, não só orientações sexuais, mas sim todas as liberdades, incluída nelas a autonomia feminina.

Se a esquerda fosse MESMO contra homofóbicos e misóginos, seria a primeira a fazer oposição ao islamismo radical. Mas, não. É justamente a primeira a defender esses grupos e aplaudir seus atos.

Essa não foi a primeira e não será a última vez que eles se aproveitam de tragédias para martelar bandeiras ideológicas, pouco ligando no fim das contas para as vítimas. E nosso papel, tão cansativo quanto necessário, é expor esse truque sujo sempre que aparece.

ps – se você acha que tudo isso está muito distante do Brasil, é melhor rever suas convicções.