Ator muçulmano ganhador do Oscar pertence a comunidade perseguida pelos próprios muçulmanos

O estardalhaço ideológico no Oscar foi tão grande, mas tão grande, que o próprio ator a ganhar a estatueta por seu trabalho, Mahershala Ali, deu declaração no sentido de preferir não acreditar que houvesse contaminação na escolha.

Certamente, não houve, porque se trata de um ator de fato excepcional, e em atuação excelente. Ele mereceu, fim de papo. Daí, é claro, a esquerda pegou carona em seu êxito para bater o bumbo da ideologia, tentando fazer dessa vitória uma espécie de “derrota” para Donald Trump – ou algo do tipo.

Como sempre, porém, isso foi feito pelo tradicional método esquerdista da trapaça e da ocultação de fatos. Vamos lá.

Sim, Mahershala Ali é negro e muçulmano. Ele nasceu nos EUA, em uma família cristã da Califórnia, mas mudou o sobrenome na conversão (antes, era Gilmore).

Agora vem a parte que todos escondem: ele adotou a corrente Ahmadi, que é PERSEGUIDA por outros muçulmanos, sobretudo no Paquistão. Sim, isso mesmo, quem persegue o grupo a que pertence o ator premiado não são os ocidentais das America, mas sim os próprios muçulmanos. Caso se convertesse em um país islâmico, ele provavelmente sofreria todo tipo de discriminação; por sorte, fez isso nos EUA, onde está a salvo.

E não se trata de preconceito apenas presente em segregações simbólicas, mas em efetiva perseguição, com episódios violentos ao longo dos anos.

Para se ter ideia do tamanho da coisa, uma diplomata do Paquistão chegou a falar em favor do prêmio dado a Ali, alfinetando os EUA, mas depois precisou apagar seu post. Motivo: o grupo de Mahershala é perseguido justamente em seu próprio país.

A esquerda esconde isso por uma única razão: tal “detalhe” simplesmente IMPLODE a narrativa. A ideia, como sabemos, é dizer que Donald Trump é um homem mau, e que os EUA, sob seu governo, serão uma ditadura. Então preferem não lembrar que o ator usado como símbolo (sem nem sua própria autorização, vale repetir) na verdade pertence a um grupo perseguido por muçulmanos ao longo do mundo.

Sim, ao longo do mundo. Há episódios violentos contra os Ahmadi até mesmo na Escócia.

De novo, por fim, os fatos surgem para estragar as narrativas. Então a grande imprensa e o esquerdismo fazem aquilo que sabem fazer: escondem tudo. Depois, reclamam de “pós-verdade”…

A histeria da esquerda americana conseguiu reduzir a credibilidade do Oscar

Em 2016, com a ausência de atores negros concorrendo nas quatro categorias de atuação, a militância deitou e rolou alegando que a “academia”, uma associação que conta com mais de 5 mil membros, boa parte deles negros, seria racista. Um ano depois, o evento veio recheado do que a esquerda americana chama de “diversidade”. E vários “não-brancos” foram não só indicados, mas também premiados.

Ao Hollywood Reporter, o vencedor do prêmio de melhor ator coadjuvante disse torcer para ter sido indicado não por ser negro, mas por ter feito um bom trabalho. O pior é que a suspeita levantada por Mahershala Ali é a mesma de muitos que assistiram a Moonlight, vencedor de melhor filme. Porque a participação de Ali é de fato boa, mas curta, apenas no primeiro terço do trabalho. Não seria algo inédito na categoria, que já agraciou interpretações com menos de 8 minutos em tela. Mas o contexto conta contra.

Com isso, o esquerdismo conseguiu prejudicar mais uma marca. Pois o Oscar, que já significou a vitória dos melhores trabalhos de Hollywood, está cada vez mais com cara de um projeto que apenas busca fazer uma compensação social que não cabe ao cinema fazer.

Quanto às minorias americanas, continuam enfrentando os mesmos problemas, com ou sem Oscar.

Em 2010, comissão do governo Lula indicou ao Oscar o filme sobre o próprio presidente

Muitos jornalistas alinhados com a esquerda reclamaram da indicação atual para concorrer ao Oscar. Preferiram um filme menos politizado (Pequenos Segredos) em vez daquele identificado com a resistência a Temer (Aquarius). Por óbvio, e já em essência, esse tipo de crítica não faz sentido.

Aliás, é razoável dizer que a excessiva politização faz com que o cinema brasileiro seja bem ruim perto de muitos outros (a começar, por exemplo, do argentino). Mas sigamos.

Na “era Lula”, a politização do cinema não era brincadeira. Uma produção de Padilha (Tropa de Elite, Narcos) teria sido censurada por Zé Dirceu. Mas esse não seria o episódio mais emblemático.

Em 2010, uma comissão formada sob o governo Lula indicou nada menos que “LULA, O FILHO DO BRASIL” para representar o país no Oscar. Isso mesmo. Um filme em homenagem ao governante, coisa que até algumas ditaduras mais “modernizadas” evitam. E o filme foi um fracasso.

Sim, os que agora reclamam da indicação de “Pequenos Segredos” não falaram nada. Alguém surpreso?