Anhembi, Pacaembu, Interlagos: João Dória fala sobre as privatizações de São Paulo

16.05.2013 - João Doria Júnior. Foto: Tina Bini.

Ao contrário do mito divulgado pela esquerda, com repercussão na grande mídia e muito blablabla de “especialistas”, o povo NÃO É CONTRA as privatizações. Ao contrário (e por óbvio), as pessoas preferem que o estado se concentre em atividades essenciais, não em setores paralelos e acessórios.

Nesse sentido, falamos sobre o baile que João Dória deu nas eleições municipais, vencendo-as no primeiro turno em São Paulo, onde nunca ninguém tinha feito isso, e falando abertamente que privatizaria uma série de empresas estatais. O mito esquerdista caiu de forma inequívoca.

Agora, ele publica um longo artigo tratando do tema, especificando quais empresas precisam ser desestatizadas. A seguir, os melhores trechos:

“Por que desestatizar – Pretendo, sim, colocar à venda o complexo do Anhembi e o autódromo de Interlagos. Também pretendo entregar à iniciativa privada, em regime de concessão, o direito de explorar o estádio do Pacaembu pelo período de dez anos a 15 anos. A modelagem dessas ações ainda não foi totalmente concluída e dependerá, é claro, de estudos e discussões. Mas tenho a convicção de que a desestatização será aprovada e gerará vantagens imediatas. A primeira delas será uma economia de R$ 600 milhões em quatro anos. Esse é o valor que a prefeitura gasta ao longo de um mandato para manter, ainda que de forma precária, o estádio, o autódromo, o centro de convenções, o pavilhão de exposições e o sambódromo municipais. E mais: o dinheiro antes destinado a essa finalidade será incorporado ao orçamento municipal e utilizado no investimento ou no custeio de serviços de mobilidade urbana, segurança, recapeamento de ruas e reforma de calçadas. A outra vantagem são os R$ 7 bilhões que deverão ser obtidos com a venda do Anhembi e de Interlagos. Esse valor, centavo por centavo, irá para saúde e educação. Vou insistir nesse ponto a fim de que não restem dúvidas: todo o valor obtido com as privatizações será investido na construção de hospitais, escolas, CEUs e outros centros de serviço. Resultará em benefícios mais diretos e imediatos para a população. A prefeitura ganha duas vezes. A primeira, ao deixar de gastar com a manutenção dos espaços. A segunda, ao vender suas propriedades (…) Agindo dessa maneira, poderemos nos concentrar naqueles que são os papéis reais de uma administração pública moderna e eficiente: cuidar da saúde, da educação e da mobilidade urbana. Acolher a população mais carente e gerar oportunidades. Investir em segurança e em zeladoria. E, acima de tudo, fazer de São Paulo uma cidade mais justa, mais humana e mais feliz.” (grifamos)

A medida é acertada e todos os demais governos deveriam fazer o mesmo.

Não cabe ao estado a gerência de empresa de eventos, estádio de futebol, autódromo e afins. É preciso que a atuação estatal seja focada nas atividades essenciais, economizando-se assim dinheiro público e ainda gerando receitas.