Padilha manteve encontro secreto com Alberto Youssef e André Vargas

vargas-e-padilhaLeiam um trecho da reportagem publicada em “O Globo”:

Em despacho que autorizava buscas e apreensões na 11ª fase da operação Lava-Jato, que nesta sexta-feira levou à prisão sete pessoas – entre elas os ex-deputados André Vargas, Luiz Argolo e Pedro Corrêa -, o juiz Sérgio Moro informou que o Ministério da Saúde omitiu informação sobre um encontro entre o então ministro Alexandre Padilha e o doleiro Alberto Youssef.

A reunião teria acontecido no apartamento funcional de Vargas. Em delação premiada, Youssef afirmou que o encontro serviu para tratar do contrato do ministério com a Labogen, comprada pelo doleiro.

Alexandre Padilha ocupa hoje o cargo de secretário de Relações Governamentais na administração de Fernando Haddad. O prefeito, por sua vez, teve dívidas de sua campanha em 2012 paga por dinheiro do Petrolão, como confessou Alberto Youssef.

Justiça Eleitoral multa Padilha e PT-SP em R$ 50 mil por campanha antecipada

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Reportagem da Folha de S. Paulo:

O desembargador Carlos Eduardo Cauduro Padin, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), determinou multa de R$ 25 mil ao pré-candidato ao governo estadual Alexandre Padilha e de R$ 25 mil ao diretório do PT paulista por propaganda eleitoral antecipada. Cabe recurso ao plenário do TRE.

Cauduro Padin acatou o argumento da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) de que as caravanas conduzidas pelo pré-candidato no interior do Estado, denominadas Horizonte Paulista, configuravam propaganda eleitoral. A data legal para o início das campanhas é 5 de julho.

“Nítido o caráter eleitoral das caravanas e intuito de pré-campanha do representado Padilha que, a pretexto de conhecer os problemas e as peculiaridades de cada região do Estado de São Paulo, na verdade, visa se fazer conhecido no Estado, criticando as ‘falhas’ do governo atual e se mostrando como a pessoa mais qualificada para assumir o cargo de governador do Estado de São Paulo”, afirma o magistrado em sua decisão, proferida nesta segunda-feira (9).

As caravanas de Padilha estavam proibidas desde o dia 29 por decisão liminar (provisória) do presidente do TRE, o juiz Antônio Carlos Mathias Coltro.

A PRE havia pedido multa de R$ 750 mil na representação inicial contra o pré-candidato petista. Cauduro Padin, porém, entendeu que a cobrança deveria se restringir ao máximo legal para a propaganda eleitoral antecipada, que é de R$ 25 mil, para cada um dos representados.

A Horizonte Paulista percorreu 106 municípios desde fevereiro deste ano. Após a decisão liminar de proibição dos eventos, o site e as páginas em redes sociais da caravana foram retirados do ar pela equipe de Padilha.

Em sua defesa, o PT paulista argumentou que as caravanas não eram propaganda eleitoral antecipada, mas “um dos instrumentos do programa de governo participativo”. Para o partido, as críticas ao atual governo serviriam para “posicionar o PT em relação à forma como têm sido administradas em âmbito estadual questões de relevância social”.

(grifos nossos)

Padilha e Maluf: aliança “do tamanho do Corcovado e do Pão de Açúcar”

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Segue trecho de reportagem da Folha:

Descontraído, Padilha sela aliança ‘maior que o Corcovado’ com Maluf – O ex-ministro da Saúde da presidente Dilma Rousseff e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, selou na manhã desta sexta-feira (30) a aliança com o PP de Paulo Maluf, garantindo assim um minuto a mais no horário eleitoral gratuito. O evento foi realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo, zona oeste da cidade.” (grifos nossos)

Seguindo os passos de Haddad, o não por acaso pior prefeito de São Paulo dos últimos duzentos anos, Padilha também fechou aliança oficial com o deputado (e procurado pela Interpol) Paulo Maluf. Como de praxe, teve a foto animada dos respeitáveis senhores.

O doleiro Yousseff não esteve no evento, pois está preso. Também não há notícias, ao menos até agora, de André Vargas ter participado dessa comemoração.

 

 

Maluf anuncia apoio à candidatura de Padilha em SP

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Matéria do portal G1:

O deputado federal Paulo Maluf e o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, participaram de ato na Assembleia Legislativa na manhã desta sexta-feira (30) em que selaram o apoio do PP de Maluf à candidatura do petista ao governo de São Paulo. O PP é considerado um aliado estratégico para aumentar o tempo a que o pré-candidato terá direito de propaganda eleitoral na televisão.

Padilha destacou que conheceu Maluf de perto quando estava à frente do Ministério de Relações Institucionais na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e elogiou o deputado federal pela fidelidade aos projetos do governo. Ele afirmou que a aliança em São Paulo integra o projeto nacional do PT.

O ex-presidente Lula, que participou de encontrou em que Maluf oficializou o apoio à candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo em 2012, desta vez não esteve presente para oficializar o apoio do PP a Padilha.

Seu nome, no entanto, foi lembrado por Maluf, que chamou o ex-presidente de “grande estadista”. Maluf cutucou ainda o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que será adversário de Padilha na disputa pelo governo de São Paulo. O deputado federal e presidente nacional do PP falou sobre a crise hídrica vivida pelo estado e ainda dos problemas da segurança pública.

Cúpula
Participaram do encontro o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e o presidente estadual da sigla, Emídio de Souza. “Aqueles que até a madrugada disputaram o apoio do PP serão os primeiros a questionar a aliança”, disse Emídio. “Se já estava convencido de que o Padilha representa o novo, agora estou mais convencido. A candidatura ganha robustez, energia, que não é pouca coisa”, afirmou o presidente estadual da sigla.

Falcão afirmou que o ex-presidente Lula teve encontro na quinta-feira (29) com lideranças do PP. O partido vai apoiar a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição.

Segundo cálculos de Maluf, com o PP em sua base de aliados, a presidente Dilma terá 14 minutos de propaganda eleitoral na televisão.

(grifos nossos)

Comentário

Durante a semana, Maluf pediu “proteção” do governo Dilma contra a Justiça americana. Agora que garantiu o apoio de seu partido às candidaturas do PT (com direito a elogio pessoal do candidato Padilha), seu desejo pode ser atendido.

Procuradoria pede multa de R$ 750 mil por caravanas de Padilha em São Paulo

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Informação do blog do jornalista Fausto Macedo, no Estadão:

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-SP) entrou nessa quarta-feira, 28, com uma representação eleitoral contra o pré-candidato ao governo de São Paulo Alexandre Padilha e o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), por propaganda eleitoral antecipada.

Na ação,  procurador regional eleitoral de São Paulo André de Carvalho Ramos, pede liminar para proibir a realização de novas caravanas e que o pré-candidato ao governo paulista e o PT paguem multa de  R$ 750 mil. Para o procurador, a caravana “fere a igualdade de oportunidades entre os candidatos que concorrerão às eleições, em escancarada violação à isonomia”.

De acordo com o MPF, a representação contém documentos, gravações de áudio e vídeos de diversas caravanas realizadas pelo petista no Estado de São Paulo. Impedido de fazer campanha oficial antes do início do período eleitoral, Padilha realiza desde fevereiro uma série de viagens pelo Estado para se manter em evidência até julho, quando começa formalmente a disputa eleitoral.

Ainda segundo a Procuradoria da República, na fase da chamada pré-campanha eleitoral, que vai até o início de julho, a lei permite a realização de encontros, seminários ou congressos, em ambientes fechados e pagos pelos partidos, para tratar da organização dos processos eleitorais, discussão de políticas públicas, planos de governo ou alianças partidárias.

Todavia, no entendimento do procurador eleitoral, os eventos “além de serem abertos ao público, em geral, contam com ampla divulgação nas redes sociais e meios de comunicação locais, havendo, inclusive, transmissão em tempo real”, afirma o procurador Carvalho Ramos. Além do mais, foram realizadas 12 caravanas, que percorreram 106 municípios do Estado de São Paulo.

Segundo o PT, o objetivo das caravanas seria colher elementos para dar suporte a um programa de governo consistente, em atividades fechadas e sem cunho eleitoral. Todavia, houve desvirtuamento desses objetivos, pois a caravana vinha sendo utilizada para promover o pré-candidato Alexandre Padilha eleitoralmente, em eventos abertos, que exaltavam sua personalidade.

Para o procurador Carvalho Ramos, a caravana do pré-candidato, chamada “Horizonte Paulista”, promoveu encontros públicos e encontro com pessoas não-filiadas ao PT – grupos de jovens, grupos de mulheres e outras minorias sociais, trabalhadores de diversos setores, empresários – de “carater eminentemente proibido pela norma eleitoral, isso porque os discursos e os temas neles debatidos quase sempre restringem-se a a enaltecer o pré-candidato”. A ação será julgada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo.

(…)

(grifos nossos)

Ministro do STF indicado por Dilma manda soltar os presos da Operação Lava Jato

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Seguem trechos de reportagem do Estadão:

Ministro do STF manda soltar presos da Operação Lava Jato – Entre os beneficiados com a decisão estão o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef – BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta segunda-feira, 19, a decisão de liberar todos os presos da Operação Lava Jato. A soltura foi uma determinação tomada no domingo pelo ministro Teori Zavascki. O ministro também determinou a suspensão de todos os inquéritos e ações penais referentes à operação que correm na Justiça paranaense. Ele decidiu também a remessa imediata dos autos para o Supremo. Mandou ainda que os investigados entreguem em até 24 horas os passaportes, uma medida feita para tentar evitar fugas. Zavascki atendeu a pedido da defesa do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e, além disso, congelou o andamento dos inquéritos e processos que corriam na Justiça Federal do Paraná. Ele ordenou que o caso, por ora, tramite no STF (…) Os advogados do ex-diretor da estatal, que está preso desde o dia 20 de março por suspeita de interferir nas investigações, alegou que o juiz da 13ª Vara Federal do Estado, Sérgio Moro, estava desrespeitando a competência do Supremo, uma vez que havia entre os “alvos” da operação integrantes do Congresso Nacional. O relator pediu informações à Justiça paranaense e constatou que há indícios de envolvimento, pelo menos, do deputado federal André Vargas (sem partido-PR) com os envolvidos na operação. O ministro afirmou, com base em entendimentos anteriores do Supremo, que não cabe ao juiz de primeira instância fazer a avaliação se há indícios de envolvimento de autoridades com foro privilegiado e, aí sim, determinar o envio apenas das apurações contra eles para a Corte. Ele observou que o plenário do STF considera “afrontoso” o ato do juiz que desmembra um inquérito mantendo demais investigações com ele. Sérgio Moro é conhecido do Supremo, uma vez que até pouco tempo atrás atuava como juiz auxiliar de processos criminais do gabinete da ministra Rosa Weber, colega de Teori. O juiz é tido como “linha dura” no STF e auxiliou Rosa, por exemplo, no julgamento do processo do mensalão (…) Na prática, a decisão sobre o futuro da operação Lava Jato ficará nas mãos do plenário do Supremo. Não há prazo para a decisão ser tomada pelo colegiado, que vai apreciar o mérito do recurso apresentado pela defesa do ex-diretor da estatal e que atinge todos os demais envolvidos nas apurações.” (grifos nossos)

Trata-se de um escândalo a fazer o Mensalão parecer troco de pinga. Infelizmente, porém, não será mais investigado pelas instâncias que o faziam. A decisão do ministro indicado por Dilma ao STF no fim das contas alivia a barra de alguns petistas “graúdo” enroscados nas denúncias.

Confiram aqui algumas de nossas publicações sobre o tema. A coisa é BEM grave.

Em vez de remédios, Labogen importava BEBIDAS e JOIAS

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Segue trecho de reportagem do Estadão:

Labogen importava joias e bebidas no lugar de remédios – Faturas tentavam camuflar compra de produtos que nada tinham a ver com as atividades do ‘laboratório lavanderia’ de doleiro preso – De caixas de vinhos e espumantes a coleções de joias italianas, de instrumentos musicais e tecnológicos holandeses a rolos de seda chinesa, o laboratório Labogen Química Fina viveu um aparente período de pujança no comércio exterior depois que seu controle foi assumido, em 2009, pelo grupo do doleiro Alberto Youssef, alvo maior da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Documentação de posse dos investigadores, no entanto, revela que o Labogen foi usado por Youssef para por em prática ousado esquema de fraudes no câmbio paralelo de dólar e euros a partir de importações fictícias de insumos farmacêuticos. As invoices – faturas de operações em outros países que exibem quantidade do bem adquirido, o valor, as condições de quitação, a forma de transporte e prazos de entrega – traziam dados relativos a pagamentos de medicamentos. Mas, na verdade, a importação era de bebidas finas e outros produtos de clientes de Youssef.”

Esse é o mesmo Youseff que garantiu indicar delegado para o DEIC na hipótese de Padilha ser o governador de SP. E, aqui, outras informações sobre o acordo do laboratório com o Ministério da Saúde, com Padilha de testemunha. E, claro, não se deve esquecer a conversa entre Youseff e André Vargas (deputado afastado do PT após denúncias de vínculo com o referido doleiro) acerca da indicação feita por Padilha.

Alguns petistas (sobretudo do DCE da Internet) dão a entender que, com Padilha, haverá mais chuvas. Não dá para dizer que ele consiga fazer chover, mas até que o camarada tem seus dons…

Acordo com Labogen teve Padilha como testemunha

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Matéria do jornal O Globo:

SÃO PAULO – O termo de compromisso da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de citrato de sildenafila com o Labogen — empresa usada pelo doleiro Alberto Youssef para remessas ilegais de dinheiro para o exterior — que reunia o Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM) e a indústria farmacêutica EMS, foi assinado em dezembro passado sem levar em conta alertas de setores técnicos do Ministério da Saúde. O documento foi assinado em 11 de dezembro pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério, Carlos Gadelha, e pelo capitão Almir Diniz de Paula, do LFM. O então ministro da Saúde Alexandre Padilha assinou o documento como testemunha.

No ato da assinatura, estava presente também Leonardo Meirelles, apontado como testa de ferro de Youssef e sócio da Labogen. Ele chegou a ser preso na Operação Lava-Jato e é um dos réus no processo, acusado de crime financeiro e lavagem de dinheiro.

O GLOBO teve acesso aos documentos do projeto de PDP, desfeito após a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF), revelar que o Labogen era uma empresa de fachada. O projeto era por cinco anos, com valor de R$ 134,4 milhões. Na análise, na qual consta um “de acordo” de Gadelha, os técnicos afirmam que o Labogen não possuía os documentos necessários, como o Certificado de Boas Práticas de Fabricação, embora fosse o responsável pelo desenvolvimento e fabricação do insumo. Dizem ainda que a EMS já fabricava as versões 25mg, 50mg e 100mg e tinha tecnologia para transferir ao LFM, e que a demanda apresentada estava superestimada. Isso porque o projeto previa 4,55 milhões de comprimidos de 20 mg por ano, enquanto as compras, de julho de 2012 a junho de 2013, tinham chegado a apenas a 2,161 milhões.

Dois dias antes da assinatura do compromisso, José Miguel do Nascimento Junior, diretor de Assistência Farmacêutica do ministério, enviou e-mail ao diretor responsável pelos projetos de parceria, Eduardo Jorge Oliveira, alertando que a necessidade maior era para o medicamento na versão 50 mg, e não na de 25 mg ou 20 mg, como previsto no projeto: “Favor atentar para o destaque em vermelho: Neste sentido, não deve haver PDP para a apresentação de 25 mg e sim, somente da sildenafila 50 mg”. Ele repassou junto um e-mail da área técnica, que havia sido consultada.

Os PDPs foram criados para incentivar a produção de remédios no Brasil. O projeto do Labogen e seus parceiros era apenas para produzir comprimidos de citrato de sildenafila de 20 mg, indicado para hipertensão arterial pulmonar. No texto repassado por Nascimento Junior, consta que a doença é de baixa prevalência e incidência. Diz ainda que em São Paulo o medicamento é comprado pelo governo estadual por apenas R$ 0,81, e no Rio de Janeiro, por R$ 0,95. Enquanto isso, o valor de aquisição previsto no projeto chegava a R$ 6,53 por comprimido no primeiro ano do acordo, e R$ 5,32 no último. Hoje o SUS paga R$ 5,88 por comprimido, mas 14 estados já compram mais barato. Os maiores preços são de Goiás (R$ 12,70) e Mato Grosso do Sul (R$ 11,66).

Labogen não tinha alvará da prefeitura

Os técnicos do Ministério da Saúde também ressaltaram na nota técnica, que analisou o projeto apresentado pelo LFM, que o citrato de sildenafila não tem mais patente, e que várias empresas já têm registro do princípio ativo na Anvisa. No e-mail repassado a Oliveira, o técnico lembra que o produto deve sofrer uma forte redução de preços em todos os estados, pois estão entrando genéricos no mercado. Mesmo assim, sugere que o preço a ser usado no primeiro ano do acordo para a sildenafila 50 mg, que deveria ser feita pela PDP, fosse de R$ 4,47, o mesmo do Mato Grosso do Sul, que aparece entre os que pagam mais caro pela versão de 20 mg. O preço pago atualmente pelo governo federal, segundo ele, é de R$ 5,32 e, portanto, ao usar o valor do Mato Grosso do Sul haveria um “desconto de 16% sobre o preço atualmente praticado”.

A fábrica do Labogen, em Indaiatuba (SP), foi visitada por técnicos do ministério no dia 20 de setembro. Apenas quatro dias antes, em 16 de setembro, foi enviada diretamente a Gadelha uma carta, e não um contrato, assinada pela EMS e pelo Labogen comunicando que as duas empresas haviam fechado parceria.

De acordo com o laudo da visita, quase todos os documentos ficaram de ser apresentados depois. O ex-frentista Esdra Ferreira, alçado a sócio do laboratório por Youssef, disse em depoimento à Polícia Federal que sua atividade era cuidar das licenças e levá-las a órgãos públicos. Informou que a fábrica do Labogen não tinha alvará da prefeitura de Indaiatuba, alvará dos bombeiros ou licença da Anvisa, mas que havia um “ok” do órgão em relação à planta e ao maquinário.

Contou que ele mesmo comprou pela internet, em cemitérios de equipamentos usados, 60 a 80 máquinas, que foram revestidas de chapas de alumínio para ficarem com cara de novas e que estariam prontas para serem usadas.

As escutas da PF mostram que, no mesmo dia da visita, a conversa entre Youssef e o deputado André Vargas (PT-PR) começou cedo. Pouco depois das 8h, Youssef mandou SMS a Vargas dizendo: “Hoje vou na indústria visita dos técnicos”. Por volta de 17h, mandou outra mensagem: “Terminou a visita fomos bem temos que aguardar relatório”. Vargas responde: “Vamos cobrar. Preciso do retorno sobre a estruturação”.

Leonardo Meirelles, do Labogen, afirmou à PF que os contatos com o Ministério da Saúde eram feitos por Marcus Cézar Ferreira de Moura, que trabalhou por alguns meses no setor de eventos do Ministério da Saúde e recebeu para atuar na campanha eleitoral que elegeu a presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, Moura era atendido por Carlos Gadelha e Eduardo Jorge Oliveira.

Em troca de mensagens interceptadas pela PF, o grupo do doleiro comemorou a assinatura do acordo: “Tava todo mundo lá, tava o ministro, o tal de Jorge, Gadelha, cumprimentamos todo mundo”.

(…)

(grifos nossos)

Haddad é vaiado em ato da CUT

Haddad e Padilha, candidato do PT a "Haddad do Estado de SP"
Haddad e Padilha, candidato do PT a “Haddad do Estado de SP”

Segue trechos reportagem do Estadão

Ato político da CUT é marcado por vaias a Haddad – O prefeito Fernando Haddad foi alvo de vaias por boa parte da plateia do evento promovido pela CUT por conta do Dia do trabalho, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Além das vaias, assim que se iniciou o ato político, algumas pessoas levantaram faixas de protesto cobrando Haddad. “Prefeito Fernando Hadad: atenda a nossas reivindicações!” Ao ter seu nome anunciado, e mesmo sem estar presente no momento, o público vaiou fortemente Haddad. A presença do prefeito era aguardada, constava em sua agenda oficial, porém, ele não compareceu ao palco. O Broadcast apurou, entretanto, que Haddad estava no local, mas preferiu não subir.” (grifos nossos)

Certamente, público golpista, tucano, coxinha etc.

Doleiro Youssef prometeu ajudar em indicação de delegado para o DEIC… se Padilha ganhar a eleição!

anjos existem
anjos existem

A situação de Alexandre Padilha fica ainda mais complicada. Segue trecho de reportagem de Daniel Haidar, publicada agora na Veja:

Doleiro Youssef prometeu cargo no ‘governo Padilha’ – ‘Se o Padilha ganhar o governo, ajudo ele e muito’, disse Youssef a Nelma Kodama, que queria indicar um delegado para o Deic – O doleiro Alberto Youssef prometeu à também doleira Nelma Kodama ajudar a beneficiar um delegado da Polícia Civil caso Alexandre Padilha, pré-candidato petista ao governo de São Paulo, seja eleito em outubro. A promessa foi feita por Youssef no dia 5 de março, em conversa por Blackberry Messenger, e aparece em relatório da Polícia Federal sobre as mensagens interceptadas, com autorização da Justiça, durante a operação Lava-Jato. “Se o Padilha ganhar o governo, ajudo ele e muito”, disse Youssef na mensagem para Nelma, por volta das 13 horas. A conversa começou com uma pergunta da doleira: “Você tem acesso ao delegado-geral do Estado de São Paulo?”. Ela estava interessada em indicar um delegado para trabalhar no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), unidade especializada no combate a organizações criminosas como as chefiadas por Youssef e Nelma. O nome do apadrinhado da doleira não foi mencionado na conversa (…) Em dezembro do ano passado, o Labogen, um laboratório de fachada comandado por Youssef, conseguiu assinar um contrato com o Ministério da Saúde para produzir um medicamento em parceria com a EMS e o Laboratório da Marinha. O negócio permitiria um ganho de 31 milhões de reais. A parceria foi cancelada pela pasta depois que as investigações da operação Lava-Jato mostraram que laranjas do doleiro tiveram contato com diretores do ministério. O Labogen chegou a contratar Marcus Cezar Ferreira de Moura, ex-assessor de Padilha no Ministério da Saúde, para atuar como lobista em Brasília. Em conversa do deputado federal André Vargas (PT-PR) com Youssef, Vargas diz que Moura foi indicado para contratação por Padilha.” (grifo nosso)

E agora, Padilha?