Por que os prédios da Presidência da República estão sem câmeras de segurança desde 2009?

Já faz dez dias que noticiaram esse absurdo: em 2009, durante o governo Lula, as instalações da Presidência da República passaram a ficar sem câmeras de segurança. Antes disso, tanto o Palácio do Planalto quanto o Alvorada, além do Jaburu e do Torto, tinham esse tipo de equipamento.

A coisa fica mais estranha diante do que diz o general Sérgio Etchegoyen, atual ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, para quem isso foi feito de propósito e seria “conveniente”.

Perguntamos, quase sabendo a resposta: com que propósito, afinal?

Pois é. A dúvida que não cala. Ou melhor, segue calada. Há muito a ser feito e reconstruído e, pelo visto, deve haver também muito a ser revelado.

Internet do Planalto foi usada para editar perfis de jornalistas na Wikipédia

Do Globo:

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A rede de internet do Planalto foi usada para alterar perfis de jornalistas na Wikipédia, com o objetivo de criticá-los. Miriam Leitão, colunista do Globo, e Carlos Alberto Sardenberg, da CBN e Rede Globo, foram as vítimas. O IP 200.181.15.10, da Presidência da República, foi usado para fazer mudanças em maio do ano passado. Miriam Leitão teve suas análises classificadas como “desastrosas”, e foi associada ao banqueiro Daniel Dantas: “Míriam Leitão fez a mais corajosa e apaixonada defesa de Daniel Dantas, ex-banqueiro condenado por corrupção entre outros crimes contra o patrimônio público. A forma como Míriam Leitão se envolveu na defesa de Dantas chamou a atenção de Carlos Alberto Sardenberg, seu companheiro na CBN, para quem a jornalista estava diferente naqueles dias. Para Míriam Leitão, apesar do vídeo que flagrava o suborno a um delegado da Polícia Federal, a prisão de Dantas não se justificava, posto que se tratava de coisas do passado”.

Foi hacker? Computadores do Planalto são usados para alterar páginas da Wikipédia

Matéria da Folha de São Paulo:

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Computadores do governo federal foram usados para alterar páginas da Wikipédia, como as de Alexandre Padilha (PT), do Movimento Passe Livre e de José Serra (PSDB-SP). Um levantamento dos IPs mostra que os textos sofreram mudanças tanto para incluir elogios como para excluir críticas. As edições, feitas entre 2008 e 2014, foram desfeitas por outros usuários, pois infringiam regras de uso. O caso mais relevante aconteceu em dezembro de 2013, quando uma conexão de internet da Presidência retirou um trecho sobre suspeitas de corrupção na Funasa, quando Alexandre Padilha era diretor do órgão. Em março de 2010, a página de José Serra na Wikipédia também foi alterada, com críticas incluídas.  O trecho dizia que, “se eleito presidente, [Serra] pretende, como uma de suas metas, acabar com todas as empresas estatais e sucatear todas as empresas públicas”.