Palocci condenado: aceno de acordo em depoimento foi visto por Sergio Moro como “ameaça”

Em abril, depondo em processo da Lava Jato, Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, afirmou o seguinte:

“Fico à sua disposição hoje e em outros momentos, porque todos os nomes e situações que eu optei por não falar aqui, por sensibilidade da informação, estão à sua disposição o dia que o sr. quiser. Se o sr. estiver com a agenda muito ocupada, a pessoa que o sr. determinar, eu imediatamente apresento todos esses fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser certamente do interesse da Lava Jato. (…) Acredito que posso dar um caminho, que talvez vá dar um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil” (grifamos)

A coisa não foi pra frente e, na sentença em que o petista foi condenado, Sergio Moro tratou do episódio da seguinte forma:

“uma ameaça para que terceiros o auxiliem indevidamente para a revogação da preventiva, do que propriamente como uma declaração sincera de que pretendia naquele momento colaborar com a Justiça”

Aguardemos se, de fato, Palocci terá algo a dizer.

Lava Jato: Moro condena Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, a 12 anos de prisão

Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, foi condenado por Sergio Moro a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O caso diz respeito à Odebrecht.

Além da pena de prisão, o petista foi condenado a pagar multa de R$ 808,6 mil.

Ele está preso desde setembro de 2016 e assim continuará mesmo em caso de recurso.

Estadão: para colunista, delação de Palocci acabará com “vitimização” de Lula e do PT

O colunista José Fucs, do jornal O Estado de São Paulo, publicou artigo em que analisa a provável delação de Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff. Seguem trechos:

“A delação de Palocci e o golpe na narrativa de Lula – Se o acordo do petista com o Ministério Público se confirmar, a estratégia de vitimização do ex-presidente e do PT deverá desmoronar de vez – A narrativa de Lula e do PT em relação às delações da Lava Jato está prestes a sofrer um golpe definitivo. Caso se confirme a delação do ex-ministro Antonio Palocci, que já estaria em processo final de negociação com o Ministério Público Federal em Curitiba, será a primeira vez que um tubarão do PT reconhecerá publicamente as falcatruas cometidas por Lula e pelo partido desde o mensalão, que veio à tona em 2005, 12 anos atrás”

A coluna pode ser lista na íntegra aqui.

Lava Jato: Delação de Palocci envolveria mais de 20 empresas em Caixa Dois do PT

A delação de Antonio Palocci, na Operação Lava Jato, tornou-se uma novela. O ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff estaria preparando um acordo, segundo a boataria geral. E agora a colunista Monica Bergamo, da Folha de SP, traz outras informações.

Seguem trechom:

“O ex-ministro Antonio Palocci pode citar mais de 20 empresas no acordo de delação premiada que faz com o Ministério Público Federal (…) Ele mesmo revelou o número a interlocutores com quem conversou recentemente em Curitiba. Palocci calcula que essa foi a quantidade de companhias com quem negociou contribuição em caixa dois para o PT”

Pois é. Mais de 20 empresas.

Lava Jato: para delatar Lula, banqueiros e empresários, Palocci quer prisão domiciliar

A política brasileira é tão tumultuada que alguns temas acabam “esquecidos”, embora sigam importantes. É o caso da delação de Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff. O assunto vai, vem, some, volta e assim por diante.

E agora, segundo informa a Folha de SP, algo concreto foi proposto: ele quer o benefício da prisão domiciliar em troca da delação de Lula, bancos e empresas. O acordo envolveria, além do ex-presidente, também o banco BTG Pactual e o grupo Pão de Açúcar, na época em que Abílio Diniz estava no comando.

Desse modo, resta aguardar.

Lava Jato: acordo da JBS/Friboi acelera a delação de Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma

O assunto andava meio morno, mas a realidade atual é assim mesmo. Porém, segundo informa a jornalista Andréia Sadi, da Globonews, já está adiantada a delação de Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, atualmente preso em Curitiba.

O acordo da JBS acelerou as coisas e Palocci, aliás, tratará do grupo.

Segundo Marcelo Odebrecht, o ex-ministro petista era operador de Lula e, no meio político, sua delação seria vista como problemática ao ex-presidente.

Análise: delação de marqueteiros do PT tende a apressar a de Antonio Palocci

A novela sobre a delação de Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, pode ter final abreviado diante da delação de João Santana e Monica Moura, marqueteiros dos dois ex-presidentes petistas. Em primeiro lugar, simplesmente porque Palocci é citado nominalmente. Mas, para além disso, porque quanto mais demorar, pior será (como já comentamos).

Ele pode, é claro, insistir na estratégia de que não será atingido de forma grave e, assim, conseguirá escapar. É um ponto. O problema é que já tentaram isso e o resultado não foi dos melhores. Sim, exatamente, falamos aqui de Marcelo Odebrecht – cuja delação, feita bem depois da primeira oferta, não teve os mesmos benefícios que constavam da primeira (e infrutífera) tentativa.

Palocci não é bobo e sabe disso. Também sabe que foram divulgados os acordos de João Santana e Monica Moura e, portanto, está ciente da citação de seu nome.

Assim, caso exista mesmo alguma hesitação em delatar, ela agora ganharia naturalmente inclinação positiva. Se de fato ele pensa nisso, ela será apressada. Porque o tempo é um fator fundamental.

Em tempo: também deve ajudar nisso a informação de que o depoimento de Lula, ontem, não foi exatamente um sucesso.

Lava Jato: como previsto, Antonio Palocci está sendo aconselhado a insistir na delação

Na semana passada, falamos sobre a estratégia das delações, principalmente quanto ao histórico da Lava Jato. Síntese: aqueles que adiaram, sob o plano de que teriam alguma chance, acabaram fechando acordos bem piores, como Marcelo Odebrecht.

Agora, a Coluna do Estadão confirma que Antonio Palocci vem sendo aconselhado nesse sentido. E quem o estaria aconselhando? Justamente aqueles que já fizeram delações.

Pois é.

Análise: dado o histórico da Lava Jato, Palocci deveria fechar a delação o quanto antes

A delação de Antonio Palocci, tida como certa, passou a ser desconsiderada. Hoje, porém, a possibilidade voltou à baila. Uma novela, portanto. Mas há um dado aí que não pode ser desconsiderado: o histórico da Lava Jato, especificamente com as delações “adiadas”.

Tomemos o exemplo mais completo, de Marcelo Odebrecht. Ele se recusou, adiou, chegou a afirmar que jamais faria. Até que as coisas avançaram de tal forma que não sobrou opções, porém, com bem menos poder de barganha ao empresário.

Num primeiro momento, Antonio Palocci pode avaliar que o melhor é não falar nada. Mas, caso as coisas avancem também quanto ao seu caso, sobrará pouco a oferecer e também haverá pouca possibilidade de negociação.

Difícil, de todo modo, cravar. Mas o aconselhável seria fazer. E logo.

Lava Jato: Antonio Palocci dispensou advogado, mas ainda estaria disposto a fazer delação

Após a decisão da 2ª Turma do STF de soltar José Dirceu, Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, dispensou seu advogado, então contratado para intermediar a delação premiada. Ato contínuo, e por óbvio, a ideia era a de que tivesse desistido.

Mas parece que não foi bem assim. Segundo informa a Coluna do Estadão, houve desentendimento nos honorários. Algo corriqueiro, portanto.

Se for mesmo verdade, quem até agora estava comemorando talvez não tenha tanto assim a celebrar.

Aguardemos.