O Papa parece mais empenhado em combater o “católico hipócrita” do que o terrorismo islâmico

Em missa realizada nesse 23 de fevereiro, o Papa Francisco dedicou um improviso para criticar os próprios católicos. E deixou no ar que seria melhor ser ateu a ser um “católico hipócrita”, como sintetizou a imprensa brasileira.

Dias atrás, o mesmo Papa já havia sido notícia ao dizer que terrorismo islâmico não existe. E que nenhuma religião é terrorista, numa clara crítica a administração Trump.

Fica a sensação de que o Papa prefere combater o “católico hipócrita” do que o terrorismo islâmico, que existe e vitima aos milhares por ano, com ódio especial reservado aos cristãos que este papa deveria defender.

Ao que tudo indica, o Vaticano será a última nação do planeta a se livrar do bolivarianismo.

Apelando, o Papa Francisco comparou Donald Trump a Adolf Hitler

O repórter questionou o Papa Francisco sobre o que chama de avanço do populismo no mundo. E apresentou Donald Trump como o exemplo mais drástico. A resposta de Jorge Mario Bergoglio, contudo, soou apelativa como a de qualquer militante esquerdista. E comparou o presidente dos Estados Unidos a Adolf Hitler.

“Na minha opinião, o exemplo mais óbvio de populismo na Europa se deu na Alemanha, em 1933. Após Hindenburg, após a crise 1930, a Alemanha estava quebrada, precisando encontrar sua identidade, precisando de uma liderança, alguém capaz de restaurar suas características, e lá havia um jovem rapaz chamado Adolf Hitler que dizia: “Eu posso, eu posso”. E os alemães votaram em Hitler. Hitler não tomou o poder, seu povo o escolheu, e depois ele destruiu o povo dele. Esse é o risco.”

Ele apenas introduzia o assunto ou de fato comparou Trump a Hitler? A continuação da resposta, e a citação ao muro que o republicano quer construir na fronteira com o México, deixa bem claro que era o segundo caso.

“Em tempos de crise, nós carecemos de julgamento, e essa é uma referência constante a mim. Vamos buscar um salvador que traga de volta a nossa identidade e deixe-nos nos defendermos com muros, arame farpado, o que for, de outras pessoas que podem nos roubar a identidade. E isso é uma coisa muito séria.”

O Implicante é uma das publicações mais defensoras do cristianismo. Mas entende o Papa como um ator político correndo todos os riscos que qualquer ator político corre. Até mesmo o de ser coagido. E restam cada vez menos dúvidas de que o atual Papa responde a uma agenda que interessa justo àqueles que querem destruir o cristianismo.

Todo cuidado é pouco.

Papa: quer distância da politicagem do Brasil, mas recebeu o ditador Maduro no Vaticano

O Brasil comemorará agora em 2017 os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira da nação. Como maior país católico, seria mais do que natural a presença do Papa em data tão importante. Mas ele cancelou a vinda. E a desculpa dada é bem ruim de engolir.

Segundo publicou Gerson Camarotti, o Papa Francisco evita “viagens a países que enfrentam um momento político mais delicado para não ser usado por nenhuma das partes envolvidas no debate“. Mas ele não nega visitas a Cuba, nações bolivarianas, ou mesmo receber no Vaticano um ditador como Nicolás Maduro. Isso em 2016, com a Venezuela ruindo de fome por mais um experimento desastroso do socialismo.

Ou Jorge Mario Bergoglio não seria contra que Maduro usasse as palavras do líder católico em benefício próprio?

Na véspera do atentado à feira natalina, o Papa fez uma explícita defesa dos migrantes

A doutrina religiosa defende que o líder da igreja fundada por São Pedro e São Paulo não seja questionado. Mas, por mais que respeite o catolicismo, o Implicante precisa ler os movimentos do Papa Francisco do ponto de vista político. Ademais, a postura de Jorge Mario Bergoglio já vem sendo questionada por ferrenhos defensores do cristianismo, como o filósofo Olavo de Carvalho.

Dito isto, é preciso relembrar que o mais recente atentado terrorista a assustar o mundo mirou uma feira natalina em Berlim. E não foi por acaso: já havia uma orientação do Estado Islâmico para que alvos do tipo fosse explorados com a proximidade do natal.

Você, leitor do Implicante, que tanto vê o Papa Francisco se pronunciar sobre a eleição de Donald Trump, a situação de Cuba ou a crise dos imigrantes, viu alguma resposta dele a estas vítimas?

Pois é… Ela existiu. Mas de fato foi tímida. Um telegrama assinado Cardeal Secretário de Estado, no qual lamentou as mortes, disse-se de luto, pediu a Deus pela cura dos feridos, agradeceu as equipes de socorros e condenou o terrorismo.

No Twitter, a mensagem foi tão genérica que resta até mesmo a dúvida sobre se estava de fato remetendo-se ao atentado:

Na véspera do atentado, contudo, o Papa Francisco foi bem explícito ao defender o acolhimento de refugiados:

Parece pouco. Bem pouco. A guerra que está em curso é por demais grave. E Bergoglio não soa alguém que compreendeu isso.

Papa Francisco: diz que Donald Trump não é cristão, diz que comunistas pensam como cristãos

Escolhido Papa quando Cristina Kirchner ainda fazia da Argentina uma nação bolivariana, Jorge Bergoglio sempre levantou questões a respeito de suas afinidades com os ideais comunistas. Uma breve olhada na sua agenda nestes três anos levavam a crer que, sim, ele tinha algum norte socialista e levou isso ao Vaticano. Agora, o Papa Francisco achou por bem não deixar mais dúvidas a respeito.

Ao responder se gostaria de uma sociedade de inspiração marxista, respondeu com estas palavras:

São os comunistas os que pensam como os cristãos. Cristo falou de uma sociedade onde os pobres, os frágeis e os excluídos sejam os que decidam. Não os demagogos, mas o povo, os pobres, os que têm fé em Deus ou não, mas são eles a quem temos que ajudar a obter a igualdade e a liberdade.”

É curioso esse tipo de posicionamento quando críticas semelhantes são desferidas contra o presidente eleito dos Estados Unidos. O Papa não quis se pronunciar sobre a eleição dele, mas, em fevereiro, disse que Donald Trump não era cristão:

“Uma pessoa que pensa apenas em construir muros, onde quer que seja, e não em construir pontes, não é um cristão.”

A resposta de Trump foi bem ao estilo dele:

Se e quando o Vaticano for atacado pelo Estado Islâmico, o que todo mundo sabe que seria o seu troféu final, prometo a vocês que o Papa desejaria e rezaria para que Donald Trump fosse presidente, porque isso não aconteceria. O Estado Islâmico seria erradicado ao contrário do que está acontecendo agora com nossa conversa, nenhuma ação política”

Será que o Papa Francisco rezou muito por isso?

Governo responsabiliza papa por ficar preso no trânsito

papa-transito

Matéria do portal UOL:

As autoridades responsáveis pela segurança do papa no Brasil divulgaram nota segundo a qual a retenção do carro de Francisco na Avenida Presidente Vargas ocorreu por conta das opções do Vaticano e do próprio Sumo Pontífice. Afora isso, segundo a nota, a avaliação foi positiva, pois não ocorreu qualquer incidente envolvendo o papa ou qualquer um dos fiéis presentes.

Da reunião, realizada no Centro Integrado de Comando e Controle do Rio de Janeiro, participaram a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos/MJ, a Secretaria de Segurança Pública Estadual, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Prefeitura Municipal. Um pouco antes da reunião, o secretário de Transportes do Rio de Janeiro, Carlos Roberto Osório, havia culpado a Polícia Federal pelo incidente. Segundo ele, a PF não consultou a Prefeitura do Rio sobre o trajeto entre o Aeroporto e o centro da cidade”. A nota foi uma resposta às críticas do secretário.

De acordo com as autoridades envolvidas na segurança do papa, a interdição da via não estava prevista, pois tal providência somente será adotada nos trajetos realizados em carro aberto. “A retenção ocorrida na Avenida Presidente Vargas decorreu de uma série de fatores, em especial opções do próprio Vaticano, relativas à visibilidade e ao contato com os peregrinos, manifestadas pelo Papa”, afirmaram as autoridades envolvidos na segurança de Francisco.

Na avaliação dos envolvidos com a segurança do papa, “a velocidade reduzida do comboio e a janela do veículo aberta são fatos que demonstram o perfil do Pontífice e incentivam a aproximação dos fiéis.” A nota prosseguiu: “A informação quanto aos itinerários do papa foram transmitidos em briefing ocorrido na manhã desta segunda-feira, no Centro Integrado de Comando e Controle Regional, com representante da Prefeitura Municipal.”

De acordo com a nota dos envolvidos na segurança, “a Prefeitura do Rio de Janeiro se comprometeu a reforçar sua representação no Centro de Comando e Controle a partir desta terça, 23, para agilizar o fluxo de comunicação que permita uma tomada de decisões mais ágil, para evitar que, novamente, uma informação disponível não chegue ao conhecimento da cúpula da Prefeitura.”

(grifos nossos)

 

Comentário

Alguma dúvida de que iriam “colocar na conta do papa” a responsabilidade pelas falhas de organização do governo?