PT, PMDB, PSDB: veja quais são os partidos mais encrencados na “lista de Fachin”

A “lista de Fachin”, com os políticos citados nas delações dos diretores da Odebrecht com inquéritos autorizados, reúne políticos e partidos os mais diversos. Tem petista, tem peemeedebista, tem tucano, tem comunista, tem socialista etc.

Confiram a seguir quais os partidos com mais gente arrolada:

ps – vale lembrar que alguns nomes não aparecem na “lista de Fachin” simplesmente porque já estão sob inquérito ou processo.

Debate inócuo: igrejas e templos jamais pagarão impostos por uma razão bem simples

De quando em vez, o tema reaparece em forma de “projeto apresentado”, “debate em comissão”, “proposta de especialista”, entre outras formas. Agora, voltou à baila por conta de uma sugestão feita pelo site do Senado. Mas não passa nem passará disso, como já explicamos aqui uma vez. E a razão é simples.

As igrejas têm imunidade tributária garantida pela Constituição de 1988 e o artigo que dá essa garantia não beneficia apenas a elas, mas também outros setores. Vejamos:

“Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (…)

VI – instituir impostos sobre:

a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;
b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.
e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser.” (grifamos)

O mesmo artigo garante imunidade também aos partidos políticos, suas fundações, sindicatos, jornais, livros etc. Para que as igrejas paguem impostos, é preciso uma Emenda Constitucional, que requer adesão de três quintos de cada casa legislativa, em duas votações.

Então, ninguém vai mexer.

Até porque a chance maior é acabarem todos os outros pagando e as igrejas continuarem imunes. Ou alguém duvida dessa chance? De todo modo, deixarão quieto. Como sempre.

O debate segue inócuo.

Odebrecht: delações indicam “compra” de 2/3 do tempo do programa eleitoral de Dilma em 2014

Executivos da Odebrecht confessaram pagamento de propina para que partidos se aliassem à coligação petista em 2014, que elegeu Dilma Rousseff à Presidência da República. Num total de R$ 35 milhões, e ainda segundo os depoimentos, a construtora teria “comprado” as seguintes agremiações: PMDB, PSD, PP, PR, PDT, PC do B e PRB.

Com tais partidos coligados, o programa eleitoral de Dilma ganhou cerca de 9 minutos – sozinho, o PT teria apenas 3. Em suma, portanto: dois terços do horário da coligação foi composto pelos demais partidos, aqueles que os executivos da Odebrecht alegam ter recebido propina.

Mas os números, assim soltos, talvez não dimensionem adequadamente a coisa. Vejamos, primeiro, um gráfico com a proporção de tempo entre o PT e seus aliados:

Agora, a representação desse total quanto aos outros cinco principais concorrentes:

O horário eleitoral tem ao todo 25 minutos. Dilma Rousseff, com os demais partidos aliados, garantiu cerca de 12. Seus principais adversários, somados, não chegaram aos 10 minutos de tempo de programa – e essa proporção, como manda a regra, é também repercutida nas inserções diárias no meio da programação normal das emissoras.

Pois é. Cada um que faça seu juízo sobre esse pleito, se foi justo ou não. Mas a resposta está clara.

ps – por questão de praticidade, e sem prejuízo das proporcionalidades totais, arredondamos os centésimos de segundo nos gráficos.

GUARDEM e COMPARTILHEM: os partidos que decidiram esconder o voto na Anistia do Caixa 2

Nossa classe política sempre foi lamentável e, por que não dizer?, também deplorável. É vergonhosa a atuação dos grandes partidos, e agora com o episódio das “10 medidas” a coisa chegou ao extremo. Estão todos com medo, já que em breve a Odebrecht fará sua delação e sobrará pouca gente. Desse modo, um VERGONHOSO “acordão” garantiu a votação anônima acerca da anistia do Caixa 2.

O que é essa “anistia”? Basicamente, embora fique instituído como crime a realização desse expediente, inseriram não apenas uma GARANTIA de irretroatividade para punir, mas também o benefício da anistia “retroagir positivamente”. A coisa não ficará, portanto, só naquilo de “o que passou, passou, deixa pra lá”. Isso seria até normal numa nova tipificação penal. O “pulo do gato” é outro: com a anistia, as investigações atuais da Lava Jato podem fazer água (e mesmo eventuais condenações dessa prática, tipificadas de outra forma, agora serão canceladas).

Em suma: por mais que AINDA não tivesse a imputação da pena agora estipulada, o Caixa 2 ainda era punível e investigável. Como estarão todos anistiados, não haverá subsídio para que autoridades investiguem e quem foi condenado por tais atos – mesmo com outras imputações – agora pode escapar. Esse é o nível do descaramento (e até da sofisticação) dessa turma.

Para passar, porém, é preciso votar. E quem vai dar a cara ali, falando em favor da anistia? Ninguém. Isso mesmo, ninguém! E isso graças aos partidos que decidiram CONTRA o voto aberto.

Assim, deixamos a imagem a seguir para a posteridade. É o painel da Câmara dos Deputados, hoje. Os partidos com “não” são aqueles CONTRÁRIOS à abertura do voto, ou seja, preferem a votação escondida, secreta. Lembraremos deles em 2018.

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Um absurdo. Lembraremos bem disso.

Mais um partido? Sim, o 35º: Partido da Mulher Brasileira, ou simplesmente PMB

Mas homens também pode fazer parte da sigla, não se preocupem. Contudo, a intenção é aumentar mais a participação das mulheres nas decisões políticas por aqui. Foi uma batalha de 7 anos até reunir as 500 mil assinaturas que permitiram ao PMB a oportunidade de concorrer já nas eleições de 2016. No site da legenda, descrevem-se como um partido progressista, mesmo já existindo o PP, o Partido Progressista, que talvez seja o mais conservador do país. Enfim… Coisas do Brasil.

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O mais novo partido já não é o Novo, é o Rede de Marina Silva

Demorou, mas saiu. E se tornou o 34º partido em ação no Brasil. Por medo do fenômeno Marina, o governo Dilma manobrou em 2013 para evitar que a terceira colocada nas eleições de 2010 conseguisse montar um partido próprio já para a campanha de 2014. O que a presidente não contava era com a morte prematura de Eduardo Campos, abrindo espaço para a família Silva tentar voltar à presidência, dessa vez por fora do PT. O problema é que a acreana findou não tendo forças diante do marketing sujo petista e nem ao segundo turno conseguiu ir. Para 2018, ironicamente Marina segue mineirinha e comendo quieto. O risco é, quando a fumaça baixar, ela soar uma voz sensata em meio a uma gritaria de loucos.

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O Brasil agora possui um partido liberal: o Novo

Será o 33º partido do Brasil. O Novo defende uma interferência menor do estado na vida da população, seja ela uma pessoa jurídica ou uma pessoa física. Em outras palavras, o Novo defende a liberdade do indivíduo mesmo quando ele se encontra sozinho diante dos anseios da sociedade. Se sustentará o ideal por muito tempo? Torçamos para que sim. Trata-se de uma visão de mundo marginalizada pela esquerda brasileira há décadas, mesmo com vários cases de sucesso pelo mundo e na história. Basta lembrar que a nação mais próspera do planeta possui o mesmo norte. Norte este que vem ganhando força no país ao ponto de se organizar como um partido político. Sigamos observando.

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