Delegado diz que, antes de Feliciano, Lélis já havia apontado um inocente por estupro

A comunicação de falsos estupros precisa ser estudada a fundo pelas autoridades porque as suspeitas de que estão sendo usados como arma política são enormes. O caso envolvendo Patrícia Lélis e Marco Feliciano desde o início colocou a cobertura jornalística em alerta diante da possibilidade. Se de fato a jornalista foi estuprada ou não, os investigadores irão esclarecer melhor por Brasília. Em São Paulo, onde apura-se a tentativa de extorsão por parte da alegada vítima, a Polícia Civil pediu a prisão da jornalista.

Ao justificar o pedido, contudo, o delegado Luiz Roberto Hellmeister confirmou uma suspeita que corria as redes sociais, a de que a militante já comunicara no passado um falso estupro:

“Pedi a prisão porque ela destrói as pessoas que estão ao redor dela. Não só agora como no passado, quando apontou um inocente como estuprador em Brasília. Aqui ela quase destruiu a vida do policial. Ela representa risco à sociedade por mentir e causar danos a diversas pessoas.”

A notícia, em si, não inocenta Feliciano, já que o assessor que teria sofrido a extorsão tentava comprar o silêncio de Lélis. Puro medo de o caso fazer barulho (o que findou fazendo)? Ou de fato havia algo a esconder?

Vídeo mostra Feliciano trabalhando no horário em que Patrícia Lélis alega ter sido estuprada

O caso Patrícia Lélis contra Marco Feliciano é um dos mais confusos do noticiário político em muito tempo. Não é aconselhável tomar partido de qualquer lado pois todas as versões soam, em determinado ponto, incoerentes. Mas um vídeo exibido pelo Conexão Repórter, do SBT, fortalece em muito a defesa do deputado federal, que vem sendo acusado de estupro pela jovem.

De acordo com o Boletim de Ocorrência assinado por Patrícia Lélis, a agressão teria ocorrido às 9h da manhã do dia 15 de junho de 2016. Mas, nesse horário, o pastor participava de uma audiência com Ronaldo Nogueira, ministro do Trabalho. Roberto Cabrini conseguiu acesso às imagens das câmeras de segurança do prédio e comprovou que de fato Feliciano estava cumprindo a agenda parlamentar na manhã em que a jovem alega ter sido estuprada.

https://youtu.be/deOzcdpFkas?t=13m29s

Para conferir o vídeo, basta acionar o player acima.

Em vídeo, Patrícia Lélis cobra do assessor de Marco Feliciano o assassinato de um comparsa

O caso Marco Feliciano contra Patrícia Lélis é de longe um dos mais misteriosos em muito tempo. A demora do deputado federal em se pronunciar sobre caso, assim como as várias histórias confusas na qual a vítima teria se metido, exige prudência máxima da apuração da notícia, e é o que a Coluna Esplanada, dona do furo, vinha buscando. Mas um vídeo conseguido pelo Estadão dá a entender que de fato ambas as partes divulgavam versões fantasiosas do ocorrido. E que a jovem militante do PSC chegou até mesmo a encomendar a morte de um “comparsa”.

No vídeo recebido pela polícia, Talma Bauer, assessor de Feliciano, tenta comprar o silêncio de Lélis. E pergunta à jovem se a quantia repassada seria suficiente. Provavelmente achando pouco, a alegada vítima pergunta se ele se refere aos “dez”. É quando, para incredulidade dela, o assessor responde que passou R$ 50 mil a um intermediário de nome Arthur Mangabeira.

Deste momento em diante, Patrícia começa a insistir que iria ligar para o intermediário ameaçando-o, mas é contida não só por Bauer, mas também por Emerson Biazon, assessor de PRB que filmava a conversa. Após muito insistir, a jovem pergunta: “Bauer, por que você não matou ele? Por favor!”

É Biazon quem pede para Lélis deixar a emoção de lado. Bauer insiste para que a garota esqueça tudo e deixe o caso com ele. Lélis então cobra: “Mas você me dá a sua palavra que você vai fazer alguma coisa com ele?” Diante das negativas, ela insiste: “Eu quero que alguma coisa aconteça com ele”.

Bauer finaliza o vídeo dizendo: “Eu não vou matar ele, mas eu vou dar um nó nele, alguma coisa eu faço”.

Já dá para dizer que não há inocentes nessa história.

Se o player acima não funcionar no seu aparelho, você pode conferir o vídeo original no site do Estadão.