Morte de Fidel comprova: ainda são poucos os políticos que entenderam os novos tempos

Durante muitos anos, os formadores de opinião da grande imprensa passaram a ideia de que os políticos deveriam ter sempre opiniões PONDERADAS e NADA CONTUNDENTES em alguns casos. Quais casos? Ora, vejam que coincidência: sempre contra a esquerda. Assim, aconselhavam as velhas raposas da política que o melhor seria ficar em cima do muro, nem lá ou cá, para evitar com isso perder os votos esquerdistas. Porém, e por óbvio, toda essa cautela deveria ser ignorada nas ocasiões em que alguém de direita merecesse reprimenda.

Era um conselho simples: ser de esquerda é “legal” e “pega bem”, atacar a esquerda vai “te queimar” nas rodas mais altas, os colunistas vão falar mal de você e assim por diante. Verdadeira EXTORSÃO IDEOLÓGICA travestida de “conselho”, mas que durante muito tempo foi seguida à risca, sobretudo por medo de acontecer mesmo algo assim.

Nos dias de hoje, porém, já ficou claro que esse tipo de aconselhamento é estapafúrdio, sobretudo porque tais ameaças não fazem mais efeito. O problema é que as “velhas raposas”, salvo exceções, ainda não entenderam que o mundo mudou. Ainda não perceberam que a influência eleitoral da grande mídia diminuiu de forma considerável e, mais ainda, não acordaram para o fato de que o povo não quer mais saber de discursos políticos falsamente conciliadores.

Vejam o caso de Jair Bolsonaro, que diante da morte do ditador Fidel Castro, e em meio a uma enxurrada de comentários “neutros”, relativizadores e até elogiosos, DESCEU A MARRETA. A imprensa esquerdista tentou atacar tal postura, ou mesmo ridicularizar, mas ele só ganhou mais e mais apoio. Vale conferir o vídeo:

Simples, direto, sincero e eficiente. Uma aula de marketing político nas redes. Fala direto ao povo, ao eleitor, e não a jornalistas ou cientistas políticos. Não busca agradar os “formadores de opinião” e vai direto às pessoas.

O exato oposto do que pregam os “especialistas”. Afinal, tais figuras não dão conselhos pensando no que seria melhor ao político, mas sim no que seria melhor para o esquerdismo. Eles são assim: primeiro a ideologia, depois qualquer coisa.

Bolsonaro, como Trump, não cai nessa esparrela e faz do seu jeito. Como é um dos poucos a agir assim, nada de braçadas num mar de hipocrisia, num universo em que as manifestações públicas são elaboradas para não magoar ninguém (especialmente a esquerda) e soam impessoais ao extremo.

É preciso deixar claro o seguinte: o povo não vota em bunda mole e odeia quem vive fazendo média.

Isso vai além da ideologia e dos partidos, é algo ainda mais arraigadamente cravado. Entre um político fazedor de média e outro com opinião, as pessoas SEMPRE vão preferir o que tem opinião. Sobretudo quando opina na mesma toada do pensamento dessas pessoas.

Convenhamos, não é preciso ser gênio para entender isso.

O inacreditável é que, mesmo no ano mais emblemático, naquele em que essa nova realidade se mostrou mais efetiva, ainda assim políticos experientes não tenham compreendido o novo contexto, o novo mundo. Depois, como já avisamos aqui, não venham falar que foram “surpreendidos” em 2018.

Em tempo, e por justiça, é preciso também mencionar alguns ótimos posts (impossível citar todos, mas ainda assim são bem minoritários perto da vasta quantidade de manifestações relativizadoras):

Ronaldo Caiado

Magno Malta

 

Paulo Eduardo Martins

Projeto do PSDB quer acabar com obrigatoriedade do imposto sindical

Apesar de a eleição ter ocorrido em 2014, por ser o quarto suplente, Paulo Eduardo Martins só virou deputado federal em março de 2016. Mas um dos poucos liberais assumidos do parlamento brasileiro já promete mexer em vespeiros mesmo nos primeiros meses de trabalho. E pretende botar o PSDB para trabalhar pelo fim da obrigatoriedade do imposto sindical.

Martins não defende nada diferente do óbvio: o financiamento de qualquer sindicato deveria ser uma opção do trabalhador, não uma obrigação em lei. Principalmente porque as centrais sindicais tantas vezes defendem interesses distintos dos profissionais que são obrigados a recolher a contribuição.

Se a pauta caminhar, e não será nada fácil, a esquerda brasileira basicamente deixará de existir, uma vez que se financia ocupando coletivos que dizem representar as mais variadas categorias. Que a pauta caminhe, então.