Ao aceitar denúncia contra marido de Gleisi, juiz destaca o trecho: “possuía comando da organização criminosa”

O juiz federal Paulo Bueno, responsável pela Operação Custo Brasil, aceitou a denúncia contra Paulo Bernardo (PT/PR), marido da senadora petista Gleisi Hoffmann e ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

No mesmo processo, também são réus os ex-tesoureiros do PT João Vaccari Neto e Paulo Ferreira, além de outras 10 pessoas. E lembrando sempre que, na denúncia ao STF, a Procuradoria-Geral da República afirmou que Bernardo era o “operador” de Gleisi.

Paulo Bernardo - Gleisi Hoffmann - Operação Custo Brasil - Denúncia

E destaca-se o fato de que o magistrado, na aceitação da denúncia, tenha destacado alguns trechos da peça acusatória do Ministério Público. Vale conferir:

Sua participação era tão relevante que, mesmo saindo do Ministério do Planejamento e Gestão, em 2011, continuou a receber vantagens indevidas, para si e para outrem, até 2015 (…) Paulo Bernardo tinha ciência de tudo e agia sempre por intermédio de outros agentes, para não se envolver e não aparecer diretamente. O então ministro era de tudo cientificado e suas decisões eram executadas (…) Paulo Bernardo não apenas facilitou a edição do acordo de cooperação técnica e sua renovação, como também chancelou a escolha da empresa Consist (…) Ele continuou a receber valores para dar apoio político ao esquema e em razão de sua atuação passada. O oferecimento de vantagens indevidas a Paulo Bernardo era renovado mensalmente, mesmo após a morte de Duvanier e da sua saída do Ministério do Planejamento (…) Paulo Bernardo possuía comando da organização criminosa, embora não tivesse, como é natural, contato com todos os seus membros, em especial porque preferia atuar de maneira dissimulada” (grifos nossos)

O que dirão agora os petistas? O que dirá agora Gleisi Hoffmann, sempre tão “combativa” nas sessões da Comissão do Impeachment do Senado?

Pois é.

Operação Abismo identifica propina até para uma escola de samba de Porto Alegre

Operação Abismo - Estado Maior da Restinga - Foto Evandro Oliveira - PMPA

Hoje, foi deflagrada a “Operação Abismo”, 31ª fase da Lava Jato, e para variar mais um tesoureiro do PT foi denunciado. Esse, aliás, já estava até preso – como já falamos aqui. Pois bem, como aqui é a terra da tragicomédia e da piada pronta, encontraram propinas a uma escola de samba de Porto Alegre, a “Estado Maior da Restinga”.

Mas não se trata de puro e simples amor à cultura popular ou ao ritmo do carnaval, mas sim algo mais objetivo: segundo informa o blog de Fausto Macedo (Estadão), a referida escola pedia votos para o petista.

Pois é, não escapa nada. Eles aproveitam qualquer brecha. Qualquer uma.

Paulo Ferreira é o terceiro tesoureiro do PT a receber ordem de prisão. Já pode pedir música no Fantástico?

PT---Tesoureiros---Delubio-Soares---Joao-Vaccari---Paulo-Ferreira

Como dizem os entusiastas dos esportes de alto rendimento, os recordes estão aí para que sejam batidos. Parece que a regra também vale para o encarceramento de tesoureiros, já que o PT se supera acerca disso ao longo dos tempos.

Primeiro, foi Delúbio Soares, condenado pelo Mensalão. Depois, João Vaccari.

E chegou a hora e a vez de Paulo Ferreira, que foi convidado pelas autoridades a passar uma estadia na carceragem na operação “Custo Brasil”, que deriva da Lava Jato.

Já dá para pedir música no Fantástico. Nossa sugestão é aquele grande sucesso do Exportasamba (que alguns acham que seja dos Originais do Samba ou mesmo do Bezerra da Silva).

Não fica um, meu irmão!