Lava Jato: melhor Lula preso agora (podendo ser solto pelo STF) ou só depois do julgamento?

Pois é, o líder máximo do petismo acaba de ser denunciado pelo Ministério Público por corrupção e lavagem de dinheiro. Isso mesmo: CORRUPÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO. Ele, Marisa Leticia, Paulo Okamotto, Léo Pinheiro etc. Caso seja aceita, ele se tornará oficialmente um RÉU na Lava Jato. Já estavam indiciados pela PF e o caso diz respeito ao triplex no Guarujá.

Mas muita gente pergunta: por que não teve prisão preventiva ou temporária? De fato, há elementos que poderiam ensejar tal medida, ao menos considerando o que já aconteceu com outros investigados, denunciados e até mesmo condenados.

Vacilaram? Não, longe disso. Agiram corretamente, sobretudo do ponto de vista estratégico. Senão, vejamos.

A Operação Lava Jato levou à cadeia boa parte dos maiores empresários do país, bem como um número razoável de pessoas influentes na política. A parte mais travada é justamente a do STF, que depende de ritos especiais decorrentes do foro privilegiado. Resumindo: a parte de Sérgio Moro é rápida e suas decisões costumam ser quase todas confirmadas pelos tribunais superiores.

Isso não acontece por acaso. Decorre do ótimo trabalho jurídico, mas também de ótima estratégia. E, sim, Lula é um caso especial. É um caso que EXIGE mais cautela. Não adianta tapar o sol com a peneira, porque isso é um fato.

Não se trata, portanto, de “regalia” a beneficiá-lo, nem hesitação por qualquer temor, mas sim de uma inteligência tática: não adianta uma prisão preventiva agora que possa ser revogada pelo STF em pouquíssimo tempo. Se isso acontece, ele sai como mártir e a Lava Jato fica toda ela comprometida. O sonho dourado de todos os demais indiciados, denunciados, réus e afins. Sonho dourado provavelmente também do próprio Lula.

Daí, cortaram esse barato. Segue a denúncia, aguarde-se a eventual aceitação, proceda-se a todos os ritos. Se houver uma condenação, aí sim, cadeia.

Pode demorar e certamente não agrada à sanha mais imediatista de todos que querem justiça. Não dá para culpar quem queira tudo agora, por óbvio, afinal somos humanos. Mas é preciso ter a cabeça um pouco mais fria nessa hora. Se não, tudo pode desmoronar.

Desembargador nega habeas corpus de presidente do Instituto Lula e defende Lava Jato

Como é sabido, a situação de Lula não é boa. Além de assistir de camarote a queda de sua pupila, ele foi oficialmente denunciado na Operação Lava Jato e, enquanto ocorria o impeachment, o ex-líder de Dilma Rousseff no senado, Delcídio do Amaral, prestava depoimento em Curitiba dizendo que o ex-presidente seria o CHEFE DO PETROLÃO.

Mas é aquilo: desgraça pouca não existe. Ou, em versão menos castiça: “quando chove m.., nunca é garoa”. E a tempestade que assola o sr. Luis Inácio ganha novas trovoadas e consideráveis.

Paulo Okamotto, presidente de seu instituto, pediu “habeas corpus” no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Mas o Desembargador João Paulo Gebran Neto não acatou o pedido. Vale citar alguns trechos de sua decisão.

“Discordâncias centradas na suposta ilegitimidade de uma prova produzida com o auxílio de um dos investigados e na inexistente ‘tendência judicial’ de utilização das prisões preventivas para obtenção de confissões e colaborações, não maculam os acordos até agora firmados (…) Tampouco são pertinentes as teses que associam o novo instituto aos mecanismos de investigação utilizados no período de autoritarismo institucional. Ao contrário disso, o instituto nada traz de autoritário ou medieval. De um lado, a colaboração premiada revela-se moderno instrumento de investigação e apuração de ilícitos, sobretudo do crime organizado. De outro, pela ótica daquele que colabora, pode ser entendido como valoroso meio de defesa” (grifos nossos)

Pior para Lula e Okamotto. Melhor para o país.

Para Lava Jato, presidente do Instituto Lula viabilizou lavagem de R$ 1,2 milhões da OAS

Em relatório enviado ao juiz Sérgio Moro, a Procuradoria da República afirma que Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, viabilizou a lavagem de R$ 1.292.210,40 da construtora OAS em favor de Lula. Trata-se do pagamento de dez guarda-móveis para armazenar objetos da mudança de Lula ao sair do Palácio do Planalto.

Ainda segundo os procuradores, em documento de 89 páginas: “não pairam dúvidas sobre a atuação ilícita de Paulo Tarcido Okamotto”. E mais: “A investigação colheu evidências de que a OAS também repassava vantagens indevidas a Lula por meio de pagamento de contrato de armazenagem de bens pessoais junto à Granero Transportes, com adoção de medidas de ocultação de origem e propriedade dos bens para fins de conferir aparência lícita ao repasse de valores provenientes de infrações penais praticadas no âmbito da Petrobrás”.

E a parte mais grave: “…Construtora OAS celebra contrato de armazenagem com a Granero, no valor mensal de R$ 21.536,84,,em benefício do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Todavia, para ocultar a origem e natureza da vantagem indevida repassada ao representado Lula, a OAS indicou que o contrato tinha por objeto a “armazenagem de materiais de escritório e mobiliário corporativa de propriedade da Construtora OAS Ltda”.

Lula - Paulo OKamotto

Aguardemos as explicações de Lula e seu instituto sobre isso. Apenas fazer discurso inflamado, a esta altura, não adianta.

Gurgel encaminhará denúncias contra Lula ao MPF nos próximos dias

Informação do portal G1:

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta terça-feira (29) que pretende enviar nos próximos dias ao Ministério Público Federal de primeiro grau os trechos do depoimento de Marcos Valério Fernandes de Souza em que o operador do mensalão declara que pagou despesas pessoais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No começo do mês, após informações de que a decisão de remeter o caso já estava tomada, a Procuradoria informou que Gurgel ainda analisava as informações.

Em depoimento dado em setembro, Valério, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como o “operador” do mensalão, disse que Lula autorizou empréstimos dos bancos Rural e BMG para o PT, com o objetivo de viabilizar o esquema, segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”.

Segundo Gurgel, antes de encaminhar as investigações para a primeira instância – fato que pode ocorrer ainda nesta semana segundo ele – será concluída a análise sobre o envolvimento de pessoas com foro privilegiado entre os suspeitos. A existência de um acusado com prerrogativa de foro, como deputados e senadores, poderia manter as apurações na jurisdição da PGR.

(…)

Gurgel já havia afirmado que uma eventual investigação sobre os fatos relacionados a Lula, caso haja indício de irregularidade, seriam encaminhados para a Procuradoria de São Paulo ou do Distrito Federal.

“Quanto especificamente ao presidente Lula, eventual investigação já não compete ao procurador-geral da República já que o ex-presidente já não detém prerrogativa de foro. Então se estiver algo relacionado ao ex-presidente isso será encaminhado à Procuradoria da República de primeiro grau.”

Depoimento à PGR

De acordo com o ‘Estadão”, Valério procurou voluntariamente a Procuradoria Geral após ser condenado pelo STF a 40 anos, 2 meses e 10 dias de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no processo do mensalão. Em troca do novo depoimento e de mais informações sobre o esquema de desvio de dinheiro público para o PT, Valério pretende obter proteção e redução de sua pena.

(…)

No depoimento, segundo o jornal, Marcos Valério disse que esteve com o então presidente Lula no Palácio do Planalto, acompanhado do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, sem precisar a data. Valério afirmou, de acordo com o jornal, que Lula deu “ok” aos empréstimos do Banco Rural para o PT. Valério também disse no depoimento, ainda segundo o “Estado de São Paulo”, que repassou R$ 100 mil para despesas pessoais de Lula, por meio da empresa Caso, de Freud Godoy, então assessor da Presidência da República.

A CPI dos Correios, conhecida como CPI do mensalão, comprovou recebimento de depósito de R$ 98.500 do Marcos Valério para a empresa Caso, segundo a reportagem do jornal. Ao investigar o mensalão, a CPI dos Correios detectou, em 2005, um pagamento feito pela SMPB, na agência de publicidade de Valério, à empresa de Freud. O depósito foi feito, segundo dados do sigilo quebrado pela comissão, em 21 de janeiro de 2003.

A reportagem do jornal afirma ainda que, no depoimento, Marcos Valério disse que o então presidente Lula e o então ministro da Economia, Antônio Palocci, fizeram gestões junto à Portugal Telecom, para que a empresa repassasse R$ 7 milhões ao PT. Tais recursos teriam sido pagos por empresas fornecedoras da companhia, por meio de publicitários que prestavam serviço ao PT. Segundo a reportagem do jornal, as negociações com a Portugal Telecom estariam por trás da viagem feita em 2005 a Portugal por Valério, seu ex-advogado Rogério Tolentino e o ex-secretário do PTB Emerson Palmieri.

(…)

A reportagem relata ainda que Marcos Valério disse ter sido ameaçado de morte por Paulo Okamotto, atual diretor do Instituto Lula e amigo do ex-presidente. “Se abrisse a boca, morreria”, disse o empresário no depoimento à Procuradoria-Geral da República. “Tem gente no PT que acha que a gente devia matar você”, teria dito Okamotto a Valério, em encontro num hotel em Brasília, em data não informada pelo depoente, segundo o jornal.

(grifos nossos)

Leia mais aqui.

Okamotto diz que Lula ficou “chateado” com invasão em sede de instituto

Presidente do Instituto Lula diz que a invasão é “inadequada” e que novas medidas de segurança serão adotadas

233531-970x600-1 (1)Informação do Folha.com:

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, afirmou que o ex-presidente ficou “chateado” com a invasão da sede da instituição, mas disse que os manifestantes têm a solidariedade do petista.

“Ele disse que ficou chateado porque o pessoal invadiu. Ele teve que mudar a sua agenda, mas faz parte. Eles têm a solidariedade do presidente Lula para resolver o problema do assentamento, o que eu não posso concordar é com os métodos que eles estão usando. Eu acho a invasão inadequada“, afirmou.

(…)

“A partir de agora é a relação deles com o governo, o nosso papel é só levar os fatos que ocorreram”, afirmou Okamotto.

Ele também disse que não há decisão por enquanto sobre uma medida para pedir a desocupação da sede do instituto. “Por enquanto eles estão como nossos convidados, mas não podem ser convidados eternos, tem que achar uma solução.”

Ele disse também que, em função da invasão, “algumas rotinas” do instituto terão de ser alteradas para dar mais segurança.

Íntegra aqui.

Paulo Okamotto: ‘Ou você se comporta ou você morre’

Marcos Valério é, de longe, a pessoa que o PT mais odeia em todo o Sistema Solar. Muito mais do que Serra ou FHC – Maluf, Collor e Sarney, então, nem se fala. Valério é o operador financeiro e elo de pagamento do maior esquema de corrupção e atentado à democracia e á separação dos poderes no Brasil desde o golpe militar de 64.

Valério já ameaçou contar algumas coisas que sabe sobre Lula durante o julgamento do mensalão. Na ocasião, blefou: seu truque era tentar escapar da condenação e evitar voltar para a cadeia, onde teria sofrido “experiências traumáticas”, que alguns presos conhecem bem. Ele já afirmou, á boca pequena, que prefere morrer a ser preso novamente.

Dessa vez, Marcos Valério ligou para Roberto Gurgel, Procurador Geral da República, para contar parte do que sabe sobre Lula. Não há mais razão para blefe: as penas já foram dadas e computadas. Valério, hoje, só tem uma razão dupla para falar não para o MPF, mas para o próprio Procurador Geral. Vendo que não foi protegido pelo partido que ajudou a não apenas colocar no poder, mas concentrar o poder no Executivo central, poderia vingar-se e, desesperadamente, conseguir proteção. Tornando a história pública, como qualquer ameaçado sabe, manterá sua vida em maior segurança..

Fato é que ninguém desconhece que Valério sabe de algo sobre Lula, e a bem da verdade também conhecemos o que sabe: Mas, claro, é preciso ter provas (a lei é mais lenta do que a Justiça sempiterna). Dessa feita, Valério não ameaçou, e nem sinalizou que poderia ter informações: elas foram declaradas. E há razão para pedir proteção.

A primeira parte do que Valério revelou atinge diretamente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em reportagem com título absolutamente eufemismático (um verdadeiro zênite na História dos Eufemismos), o Estadão revela: Mensalão pagou despesa pessoal de Lula, diz Valério.

Para o primeiro ataque direto ao presidente de um figuração que há anos (e várias eleições) segura as informações que tem contra o Homem do Carisma™, que garante a continuidade do petismo, é mesmo um título bem levinho. O que segue na reportagem só não arrepia a alma pois, afinal, quem conhece o PT não esperaria coisa muito diferente. Segue o clipping:

Empresário relatou em depoimento à Procuradoria ter feito dois depósitos, em 2003, para a empresa do ex-assessor da Presidência Freud Godoy. Ele afirma ainda que Lula deu “ok” a empréstimos do PT

Mensalão/Exclusivo

O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza disse, em depoimento de 3h30 e 13 páginas, prestado em 24 de setembro à Procuradoria-Geral da República, que o esquema do mensalão ajudou a bancar despesas pessoais de Lula em 2003, quando já ocupava a Presidência. O Estado teve acesso à íntegra do depoimento, dado após o empresário ter sido condenado pelo STF. Segundo ele, os recursos foram depositados na conta da empresa do ex-assessor da Presidência Freud Godoy. Valério afirma ainda que o ex-presidente deu “ok”, em reunião no Planalto com a presença do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, para os empréstimos que serviriam de pagamentos a deputados da base aliada. Dirceu teria dito que Delúbio, quando negociava, falava em seu nome e no de Lula. O advogado de Dirceu repudiou a acusação. Em viagem a Paris, Lula não falou. (Págs. 1 e Nacional A4 a A6)

Marcos Valério
Operador do mensalão 
Dirceu o teria autorizado a pegar R$ 22 milhões para pagar 

PT teria pago R$ 4 mi a defesa de empresário

No mesmo depoimento, Marcos Valério afirma que os R$ 4 milhões pedidos por seus advogados para defendê-lo no processo foram pagos pelo PT. Segundo ele, essa foi a única “contrapartida” por sua participação no mensalão. O julgamento do caso mostra, porém, que o esquema lhe garantiu lucro milionário. (Págs. 1 e A5)

Fiel escudeiro: O ‘faz-tudo’ de Lula

Assessor da Presidência no 1º mandato de Lula, Freud Godoy era identificado por petistas como o “faz-tudo” do ex-presidente e fiel escudeiro desde os anos 1980. Frequentava o gabinete presidencial e foi coordenador de segurança nas campanhas. (Págs. 1 e A4)

‘Ou você se comporta ou você morre’

Diretor do Instituto Lula e amigo do ex- presidente, Paulo Okamotto teria ameaçado Marcos Valério de morte, caso ele “contasse o que sabia”, afirmou o empresário. Segundo Valério, Okamotto o teria procurado por ordem de Lula. “Tem gente no PT que acha que a gente devia matar você”, teria dito Okamotto. A assessoria do diretor informou que ele responderá às acusações “quando souber o teor do documento”. (Págs. 1 e A6)

Repasse para campanha

Valério afirma que repassou R$ 512.337 do esquema para financiar a campanha de Humberto Costa (PT) ao governo de PE, em 2002. O senador nega. (Págs. 1 e A6)

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* Valério contou que depositou quase R$ 100 mil de uma vez na conta da empresa de Freud Godoy pouco tempo depois de Lula ter tomado posse como presidente da República pela primeira vez. O dinheiro era para pagar despesas de Lula, segundo Valério. A CPI dos Correios, ao quebrar o sigilo fiscal de uma das empresas de Valério, descobriu o depósito feito na conta de Freud – R$ 98.500,00 em 21 de março de 2003.

(grifos nossos)

Ainda falta explicar, talvez até mesmo aos jornalistas, o que foi o mensalão. A corrupção e o roubo de dinheiro dos trabalhadores foram a parte do esquema que poderia ser julgada no Tribunal de Pequenas Causas, mesmo com o inédito montante surrupiado (e ainda querem comparar com a corrupção da oposição…).

A idéia, devidamente levada a cabo, foi, sim, acumular o poder nas mãos do Executivo central. Uma oclocracia em que tudo gira ao redor da quantidade de carisma eleitoral de Um Homem.

Aquele que tentou impedir a privatização da Ultrafértil, hoje avaliada pela Vale em R$ 5 bilhões, garantindo comida mais barata para todo um país continental, mas que sonha com um “Nobel da Paz” por sua “luta contra a fome” no mundo com um fracassado Fome Zero (aquele dos tributos em gorjetas em restaurantes).

Aquele que empresta seu carisma para seus cupinchas, que simplesmente “negam” até o que a PF, o MPF ou uma CPI já tenha investigado, e sua “negação” se torna notícia – não pela mentira, mas por amabilidade jornalística em apresentar “o outro lado” depois de uma gravação probatória.

Aquele que fala pelos cotovelos sobre qualquer tema, mas até o momento não proferiu um monossílabo sobre o Rosegate ou o destino dos mensaleiros além do recauchutado “fui traído”.

Aquele cujo braço direito recebe dinheiro do povo para pagar suas contas, e cujo companheiro de sindicância aparentemente pode ameaçar de morte um ex-aliado “traidor”, e, com essa bomba em mãos, seu “instituto” (igualmente alimentado de dinheiro público) ainda precisa conhecer o “teor” do argumento para comentar.

Possivelmente, o Instituto precisará averiguar se Valério usou a ordem correta das palavras que ouvira antes que o Instituto responda a uma imputação de ameaça de morte a mando de Lula vinda de seu diretor.

Estranho que, com tal magnitude dos fatos, ainda estejam mesmo preocupados com as despesas pessoais de Lula na primeira manchete da primeira página do jornal tido como “conservador”. Uma ameaça de morte em uma conversa que pode ter sido arquitetada por Lula é coisa que não causaria impeachment em um Nixon, um Bush, um Reagan ou mesmo um Clinton: causaria uma guerra civil. É coisa que precisa ser investigada como a mais urgente do país.

Antes que Valério pegue a mesma gripe do Celso Daniel, resta saber se a Justiça do país tomará uma coragem ineditíssima: quebrar o sigilo telefônico do Lula pode, Arnaldo?