Um gráfico que desenha o desastre que o governo Dilma foi para a produção industrial

Após quase três anos, a produção industrial brasileira finalmente voltou a crescer. A notícia traz a esperança de que o Brasil caminhe para se livrar da maior recessão de sua história. Mas a esquerda quer jogar a culpa no brasileiro que foi às ruas pedir o impeachment de Dilma Rousseff. O gráfico acima, contudo, mostra que os esquerdismo está apenas tentando quebrar o próprio recorde de cinismo.

A produção industrial brasileira começou a sofrer no final do verão de 2014. O que já é estranho, pois é justo nessa época que, historicamente, inicia-se uma retomada de crescimento que só se conclui no natal seguinte. Mas a coisa foi seguidamente piorando até o verão de 2016. Nesse meio tempo, Dilma Rousseff foi reeleita chamando de “pessimildo” qualquer crítico que denunciasse a real situação vivida pelo país.

A produção só ganhou um fôlego mínimo quando o impeachment começou a se encaminhar. E agora, um ano depois, chega finalmente ao seu primeiro resultado positivo.

Sim, ainda é pouco. Muita água precisa rolar. Mas é um primeiro passo.

Após tanto negar as pedaladas fiscais, Dilma Rousseff alegou que “não sabia” delas

Enquanto lutava contra o impeachment, o governo Dilma cansou de repetir que não havia cometido pedaladas fiscais, que toda a fraude fiscal não passava de uma engenharia econômica, uma contabilidade criativa, para com as finanças públicas, que tudo seria legal.

Mas ela caiu. E vem precisando encarar a justiça para explicar o que aconteceu. Foi questionada sobre o atraso do pagamentos dos bancos públicos, sobre o uso do FGTS no Minha Casa Minha Vida e sobre os atrasos do Plano Safra.

Sabe o que ela respondeu? Que não sabia de nada.

Sim, é uma mudança de discurso. Que lembrou uma velha conversa fiada. Aquela de um certo presidente que dizia saber de nada do Mensalão.

Lula continua mentindo na cara dura, e a imprensa continua deixando pra lá

É um lugar-comum a ideia de que políticos não falam a verdade. Ok, ok. Mas não é admissível que as lorotas passem incólumes, como se contá-las fosse um DIREITO. Aí não dá.

Vejam o que o sr. Lula fez hoje. A seguir, um post de seu perfil oficial, para quem eventualmente duvidar que ele chegou a esse ponto (se é que a esta altura alguém ainda duvidaria):

É mole? Não, a mudança orçamentária NÃO DIZ RESPEITO A PEDALADAS, mas sim a créditos suplementares. Sim, são diferentes, profunda e totalmente diferentes. E a medida a que ele se refere prevê a COMPENSAÇÃO com outros gastos; ou seja, permanece “empatado”, não aumenta nada.

Mais ainda: Dilma Rousseff sofreu impeachment por mexer no orçamento SEM avisar ao Congresso; algo totalmente contrário à proposta enviada recentemente. Para piorar, essa proposta foi preparada PELA PRÓPRIA DILMA! Como ela caiu, sobrou para Temer o resultado.

Esse é Lula. Compromisso zero com a verdade numa única frase. E a imprensa em silêncio. Depois, ainda dizem que a mídia é antipetista.

2 dias depois do impeachment, Congresso aprova lei flexibilizando créditos suplementares

O Brasil é um país complexo e um tanto bisonho. Exatamente DOIS DIAS depois do impeachment de Dilma Rousseff, que por acaso já se deu de maneira um tanto heterodoxa (com a maluquice de fragmentar os julgamentos e “fatiar” eventuais penas), agora mais essa.

Eis que nosso glorioso Congresso Nacional sanciona uma lei flexibilizando justamente os créditos suplementares. Um troço absurdo, para dizer o mínimo, sem contar o ‘timing’ pitoresco. É esse tipo de atitude que engrossa o coro (ilegítimo) dos que falam em “golpe”.

Antes limitados a 10%, agora podem chegar a 20%, mediante cancelamento de outra despesa.

Mas calma! Quem elaborou isso foi a própria Dilma Rousseff, porém só agora foi aprovado. E, não, isso não serviria para absolvê-la, pois trata especificamente do Orçamento de 2016 (ela foi condenada pelo havido no de 2015), mas ainda assim é absurdo que aprovem algo do tipo, especialmente agora. E é claro que isso NÃO ENVOLVE AS PEDALADAS, que consistem em operação de crédito com banco público do próprio governo.

Natural que o novo governo precise de um orçamento menos “engessado”, já que herdou essa bucha toda, mas o momento pede cautela na aprovação de medidas desse tipo, não o exato oposto.

Ronaldo Caiado desmente o Banco do Brasil e prova que Dilma esteve à frente das pedaladas

Ronaldo Caiado

O depoimento foi dado em 1ª de julho de 2015 na ocasião do anúncio de investimentos do Banco do Brasil para o Plano Safra 2015/2016. Na ocasião, discursou Osmar Dias. No trecho rememorado por Ronaldo Caiado no Twitter, o vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil revela a presença de Dilma Rousseff “nas reuniões que definiram pedaladas no Plano Safra“:

“Quem vê os números daqui a pouco pensam que ele caiu de uma árvore. Não. Aqui foram muitas horas de reunião com o Ministério da Fazenda, com o Tarcísio [Godoy], nosso secretário-executivo do Ministério da Fazenda, com o Joaquim Levy, com a participação da presidente Dilma coordenando as reuniões.

Para conferir o vídeo, basta acionar o player abaixo:

A fala é crucial para o processo de impeachment porque recentemente o Banco do Brasil negou que Dilma Rousseff tivesse participado das decisões.

Bom… Vai ter que negar com mais veemência agora.

Calma, petistas! Pedalada não é “crime comum”, mas é sim crime de responsabilidade

Dilma Rousseff - pedaladas - crime comum - crime fiscal

Diz a sabedoria popular (desde já pedimos perdão pela linguagem pouco acadêmica): “para um afogado, cocô é tronco”. Assim, claro que petistas se apegarão a qualquer coisa – exatamente qualquer uma! – que aparecer e dê uma mínima chance de ao menos fingir a hipótese de salvamento.

Foi o que houve hoje com a posição de um Procurador do Ministério Público Federal sobre as pedaladas fiscais de Dilma Rousseff. Ele disse, com razão, que não se trata de “crime comum” (ou seja, aqueles do Código Penal, como furto, roubo, homicídio, tráfico etc.). Isso porque tais ações, de natureza fiscal, são consideradas CRIMES DE RESPONSABILIDADE FISCAL, inseridos na lista constitucional – sim, isso já está comprovado.

E quais são eles? Vale conferir a Constituição Federal:

“Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:

I – a existência da União;
II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV – a segurança interna do País;
V – a probidade na administração;
VI – a lei orçamentária;
VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais.”

Atenção para o inciso VI, que é base do atual processo, mas também para o V, não exatamente ignorado nos procedimentos da turma.

E tem outra: num impeachment, o Presidente da República NÃO É AFASTADO por crime comum, mas sim pelos delitos de natureza fiscal, como as pedaladas. E quem os julga o referido processo é o Senado Federal, como já ocorre.

Desse modo, portanto, nada muda quanto ao afastamento de Dilma. Nada, mesmo.

Recolham aí os rojões e tentem achar outro tronco para fazer de conta que evitarão o afogamento. Outro tronco ou “coisa parecida”.

O que importa da perícia do senado: Dilma atuou para liberar crédito suplementar e pedaladas são sim crime fiscal

Dilma Rousseff - Pedaladas - Pericia - Senado

Amigos, como sempre falamos aqui, a guerra política no Brasil é muitas vezes realizada no campo da comunicação. A chamada “infowar”, presente em todo o mundo.

Desse modo, é natural que QUALQUER fato seja distorcido a ponto de parecer favorável ao lado defendido por determinada militância; com ou sem a ajuda da imprensa, quanto ao viés da notícia.

Comentamos mais cedo sobre a perícia do Senado Federal, que ATESTA a interferência de Dilma em nada menos que TRÊS decretos suplementares (isso já encerraria qualquer discussão), além de analisar o mérito desse procedimento e concluir que se trata de crime fiscal.

Ponto.

Mas, claro, uma observação tecnicamente inócua passou a ser a “boia de salvação” da imprensa. Um dos decretos não pareceu ter interferência direta de Dilma (mas, sim, está comprovado que ela o assinou e que seu conteúdo fere a Lei de Responsabilidade Fiscal). Mas e daí? É uma guerra de informação, passa-se a coisa como se fosse outra.

Faz parte do jogo? Uns podem achar que sim, mas nós cremos que não. O jogo que vale é o da verdade.

A perícia, portanto, CONFIRMA tudo quanto alegado pelos requerimentos de impeachment. Fim de papo.

Perícia exigida pela própria Dilma confirma os crimes cometidos por ela

A chicana era mais uma das manobras da defesa da presidente afastada: exigir que uma perícia fosse feita em cima das provas levantadas pela Tribuna de Contas da União e pela comissão do impeachment. Negada pelos senadores, a revisão seria garantida por Ricardo Lewandowski, presidente do STF que arbitra o julgamento da petista, mesmo tendo sido nomeado pelo PT – no caso, por Lula – logo após o estouro do Mensalão, em 2005.

Mas o novo laudo confirmaria os crimes cometidos por Dilma Rousseff: ela de fato assinou os créditos suplementares sem autorização do Congresso, portanto, ilegais. Isso por si só configura o crime de responsabilidade praticado pela presidente afastada.

A perícia também confirma que as pedaladas (fraudes) fiscais aconteceram, ainda que não tenha conseguido identificar uma ação direta da presidente na operação de crédito. E a imprensa – com o perdão da redundância – esquerdista comemora o detalhe. Ora… Tal operação se concretizava no não repasse dos bilhões que o Tesouro devia aos bancos estatais. Logo, era necessária uma “não-ação”, ou o simples fingimento de que a dívida não existia para se seguir gastando em ano eleitoral – como de fato aconteceu.

De certo, dará mais uma canseira. A esquerda gritará que as pedaladas não ocorreram, que o golpe foi confirmado pela perícia. É justamente essa “narrativa” que os defensores do impeachment devem combater. Os crimes ocorreram. Mesmo a perícia exigida pela defesa de Dilma os confirma.

Pra quem ainda nega: nada menos que 50 auditores do TCU confirmam pedaladas de Dilma em 2015

Dilma Rousseff - Pedaladas - TCU - Foto Dida Sampaio Estadao

A esta altura dos acontecimentos, é até mesmo ridículo negar a existência das pedaladas – mas, também a esta altura, sabemos que eles não têm quaisquer problemas em bancar certas ridiculices. E então insistem que não houve nada disso.

Ok, ok. Mas o que dizer diante de mais essa: CINQUENTA auditores do TCU (Tribunal de Contas da União) confirmam que Dilma Rousseff “pedalou” em 2015! Não foram dois nem três, mas MEIA CENTENA de técnicos a confirmar o ato.

Vão continuar negando? É provável que sim, pois não se importam em fazer esse papel. Mas é o número é emblemático, até para eles.

Caiado prova que Dilma sabia que “pedalar” era crime quando o cometeu

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O petismo ainda tenta se defender gritando por aí que o TCU nunca alertou Dilma Rousseff de que as pedaladas fiscais eram crime fiscal. Mas Ronaldo Caiado está preparado para essa conversa fiada. Segundo Vera Magalhães, o senador anda sempre com um documento mostrando que a Advocacia-Geral da União foi advertida pelo TCU no dia 22 de junho de 2015, mas que a presidente repetiu a manobra ilegal um mês depois.

Nas palavras dele, “a presidente mente ao dizer que o TCU nunca notificou a Advocacia-Geral da União sobre as pedaladas fiscais. Não há desculpa. O alerta foi feito e ignorado. Acabou o chão para eles”.

Tudo isso ficaria ainda mais claro se a oposição na época tivesse abandonado o eufemismo usado pelo próprio governo – “pedalada fiscal” – e chamado o crime por aquilo que ele é: fraude fiscal.