No Rio de Janeiro, sete candidatos ainda possuem chances de segundo turno

07.07.2006 - Senador Marcelo Crivella. Foto: José Cruz/ABr.

O Rio de Janeiro continua indefinido. O DataFolha apresentou mais uma atualização da corrida eleitoral na capital fluminense. Com 29%, Marcelo Crivella (PRB) segue aguardando a definição do adversário. Mas o segundo “pelotão” mostra um empate técnico – dentro da margem de erro – envolvendo seis candidatos.

Numericamente, Pedro Paulo (PMDB) partiria para a final com 11%. Mas Marcelo Freixo (PSOL), com 10%, segue na cola do candidato de Eduardo Paes. Jandira Feghali (PC do B), com 7%, está em queda. Flávio Bolsonaro (PSC) estacionou nos 7%. Osorio (PSDB) continua oscilando com 6%. E até Indio da Costa (PSD), com 5%, estaria empatado com o segundo colocado nutrindo alguma esperança de sobrevida na campanha.

Contudo, a tendência fala mais alto do que qualquer número. E a ascensão de Pedro Paulo, que saltou de 5% para 11% em quatro pesquisas, deve estar assustando qualquer adversário.

Ciro, novo ídolo da esquerda, apoia no Rio candidato que assumiu ter agredido a ex-esposa

Os discursos inflamados de Ciro Gomes contra o governo Temer ou qualquer coisa que se aproxime do peemedebista não têm outro objetivo senão alçar o político cearense a nome mais forte da esquerda em 2018. O pior: parte da esquerda está caindo na conversa dele. Mas o ex-deputado pode ter dado um tiro no pé ao apoiar Pedro Paulo na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro.

O candidato de Eduardo Paes, em novembro do ano passado, após seguidas negativas, assumiu que agrediu a ex-esposa. Nos laudos das perícias, constam socos, chutes e empurrões, além de um dente quebrado. Nada disso impediu Ciro Gomes de conferir-lhe o devido apoio na disputa.

Em 2018, se for mesmo o grande nome da esquerda na disputa presidencial, terá muito o que explicar aos eleitores.

Candidato de Eduardo Paes no Rio de Janeiro empregava a própria mãe quando na Câmara

Quando Eduardo Paes era deputado federal, ainda em 1999, Pedro Paulo, seu candidato a prefeito do Rio de Janeiro, era chefe do gabinete do parlamentar. Na época, Eliana Carvalho Teixeira, mãe de Pedro Paulo, foi empregada do mesmo gabinete. O problema é que a lei proíbe esse tipo de relação familiar no serviço público.

O caso foi resgatado por Fernando Rodrigues, do UOL.

Na época, a turma ainda pertencia ao PSDB. Hoje, candidatam-se pelo PMDB do RJ.

Ao todo, a mãe de Pedro Paulo esteve por sete anos na função, e, em valores atualizados, recebeu quase meio milhão de reais de salários.

Mas Pedro Paulo tem muito mais a explicar aos eleitores.