Faz sentido ser a favor da pena de morte e contra o aborto? Sim, faz. A explicação é simples

A esquerda costuma jogar uma espécie de paradoxo lógico, apontando como gritante contradição o fato de que muitos conservadores são a favor da pena de morte e contra a legalização do aborto. “Vidas humanas são vidas humanas”, é o que dizem.

Até Caetano Veloso expôs o suposto xeque-mate em sua canção “Vamo Comer”, nos seguintes versos “o padre na televisão / diz que é contra a legalização do aborto / e a favor da pena de morte / eu digo: não, que pensamento torto”

Pois vamos à explicação, e ela é simples.

Os conservadores são contra o aborto porque são a favor da vida. Para eles, a vida se inicia na concepção, de modo que abortar consiste em um assassinato, cuja vítima é a mais inocente de todas as inocentes, por ser justamente alguém que não teve nem mesmo a oportunidade de conhecer o mundo.

Mas e o bandido? Pois bem: JUSTAMENTE por defender a vida, a opção da pena capital é empregada naqueles casos em que o indivíduo, estando vivo, mataria ainda mais pessoas. Além, claro, do efeito inibitório, que por sua vez também evita tantas outras mortes.

Estão aí dois parágrafos simples e bem objetivos para quando o esquerdista aparecer com a tal falácia em forma de charada lógica. Só não espere que ele continue a conversa, porque a essa altura provavelmente lançará palavras de ordem e pode até romper a amizade.

Mas vale pela diversão de vê-los nervosos, ao menos.

Retaliação de Dilma pode afetar relações comerciais entre Brasil e Indonésia

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Segundo O Globo, a recusa de Dilma Rousseff em receber as credenciais do embaixador indonésio (que foi uma retaliação à execução do brasileiro Marcos Archer, preso no país por trafico de drogas) pode afetar as relações comerciais entre os países. O governo indonésio está reconsiderando a compra de aviões de combate e lançadores de mísseis brasileiros.

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, disse na terça-feira (24) que as execuções de 11 condenados (entre eles, mais um brasileiro) não serão canceladas ou suspensas, alertando outros países a não interferirem no direito da Indonésia praticar a pena de morte.