Em 2010, comissão do governo Lula indicou ao Oscar o filme sobre o próprio presidente

Muitos jornalistas alinhados com a esquerda reclamaram da indicação atual para concorrer ao Oscar. Preferiram um filme menos politizado (Pequenos Segredos) em vez daquele identificado com a resistência a Temer (Aquarius). Por óbvio, e já em essência, esse tipo de crítica não faz sentido.

Aliás, é razoável dizer que a excessiva politização faz com que o cinema brasileiro seja bem ruim perto de muitos outros (a começar, por exemplo, do argentino). Mas sigamos.

Na “era Lula”, a politização do cinema não era brincadeira. Uma produção de Padilha (Tropa de Elite, Narcos) teria sido censurada por Zé Dirceu. Mas esse não seria o episódio mais emblemático.

Em 2010, uma comissão formada sob o governo Lula indicou nada menos que “LULA, O FILHO DO BRASIL” para representar o país no Oscar. Isso mesmo. Um filme em homenagem ao governante, coisa que até algumas ditaduras mais “modernizadas” evitam. E o filme foi um fracasso.

Sim, os que agora reclamam da indicação de “Pequenos Segredos” não falaram nada. Alguém surpreso?