Haddad: ciclovia cara em bairro rico e os bairros pobres abandonados

Canalização de córrego no Itaim Paulista não saiu do papel. Foto: Eduardo Knap/Folhapress
Canalização de córrego no Itaim Paulista não saiu do papel. Foto: Eduardo Knap/Folhapress

O petista Fernando Haddad não é por acaso o pior prefeito da história de São Paulo. Além de todos os desastres cometidos por essa gestão patética, há também omissões graves – que se contrapõem ao excessivo marketing nos cartões postais dos bairros mais ricos.

Enquanto ostenta como grande trunfo uma ciclovia na Avenida Paulista (um dos endereços mais caros da cidade), abandona as obras da periferia, onde 2 de cada 3 não saem do papel. A seguir, trecho da reportagem de Beatriz Izumino, Felipe Souza e Giba Bergamim Jr, na Folha:

“Levantamento da Folha mostra que, a pouco mais de um ano da eleição municipal, na qual Haddad buscará mais quatro anos de mandato, não saíram do papel duas de cada três obras prometidas pela prefeitura nos extremos da cidade em áreas sociais, de mobilidade e urbanização. Das 751 construções e reformas tabuladas no plano de metas, 479 (64%) nem sequer tiveram início, 131 (17%) estão em andamento e outras 141 (19%) já foram concluídas.”

Para os ricos, ciclovias (lembrando as denúncias de sobrepreço). Para os pobres, obras que não saem do papel.

Quando alguém fingir não saber o porquê de Fernando Haddad ser tão rejeitado por todos, e curiosamente mais defendido pela classe média mais “ideológica”, esse levantamento das obras abandonadas pode servir como explicação emblemática.

Haddad é o Dilmo de São Paulo.