Datafolha: o povo estaria apoiando mais as ideias “esquerdistas”? Não é bem assim…

Segundo se comenta sobre o levantamento do Datafolha divulgado hoje, a esquerda teria recuperado forças junto à opinião pública, mas é claro que as coisas não são bem assim. A própria manchete, aliás, é construída de maneira curiosa:

“Cresce apoio a ideias próximas à esquerda, aponta Datafolha”

Ideias próximas? Como assim? E quais seriam? É aí que tudo vai pro campo da pura e simples subjetividade. Vejamos.

Aponta-se como “de direita” a ideia de que a pobreza deriva da vagabundagem, cravando-se aí uma caricatura, no melhor estilo “espantalho”. Não, a “direita” não pensa assim; por mais que algumas pessoas, de diversas correntes, possam pensar dessa forma.

O mesmo vale para a homossexualidade. Assim, genericamente, não faz o menor sentido. Há setores da direita, é fato, contrários à distribuição de kits em escolas – e a pergunta, se fosse específica quanto a isso, traria mais luz sobre o tema. De mais a mais, basta apontar as regiões/países/grupos que de fato massacram os homossexuais e constatar se é a “direita” que os endossa e/ou relativiza.

Também há exagero ao falar da pena de morte. Um resultado menos genérico viria da escolha entre aumento de pena ou artesanato. E poderiam pormenorizar citando a diminuição da maioridade penal. Nesses dois pontos, esquerda e direita divergem de maneira bem objetiva.

E assim vão algumas outras questões, com ausência sentida para o aborto, embora se fale em religião – e tal item siga fortíssimo junto ao povo.

Enfim

Considerando os temas usados como base pela pesquisa, não é possível constatar que a esquerda tenha ganhado terreno. Por outro lado, a Fundação Perseu Abramo, do PT, fez levantamento bem específico e detalhado na periferia de São Paulo e chegou a resultados muito diferentes. Sim, o povo é conservador e, mesmo na economia, tem guinado à direita.

Confira os resultados da Pesquisa Implicante sobre candidatos “outsiders” em 2018

Na semana passada, perguntamos a nossos leitores em qual votariam, entre candidatos “outsiders” aventados para a disputa do ano que vem. Mais uma vez, e é sempre bom reiterar, trata-se do conceito mais elástico e abrangente da palavra, já que – com razão – vários apontaram que pessoas da lista não eram exatamente “de fora” da política.

Passada a ressalva, os números:

Observações: Este levantamento ficará no ar por uma semana e não tem qualquer caráter científico nem eleitoral ou qualquer coisa do tipo, tanto que inclui integrantes ainda não indicados nem mesmo extra-oficialmente. Sim, como dissemos, alguns nomes já estão na “velha política” e usamos a mais ampla elasticidade do termo “outsider” para fazer uma consulta minimamente razoável com nomes possíveis, tenham também um pouco de paciência quanto a isso :D

(*) – Jair Bolsonaro é do PSC, porém já declarou que concorrerá por outra legenda;
(**) – Joaquim Barbosa é aventado como possível nome do Rede, mesmo partido de Molon, mas não há qualquer filiação oficial nem nada do tipo, então deixamos em branco.

PESQUISA IMPLICANTE: em qual desses candidatos “outsiders” você votaria em 2018?

Falamos há pouco da crise por que passa a “velha política” e o fato de que isso já repercute em números: pesquisa nacional aponta que 50% dos eleitores não votariam no PT e 47% não votariam no PSDB. É mais um ingrediente para a figura do “outsider”, ou seja, alguém dissociado dos quadros tradicionais dos partidos ou mesmo do mundo político.

CLARO que se trata de um conceito amplo e, se fosse para levar ao rigor extremo da coisa, quase ninguém se encaixaria. Assim, juntamos os nomes mais citados como “de fora” do quadro político ou do caciquismo tradicional de determinado partido.

Feitas as ressalvas, aí está:


Se a pesquisa não apareceu acima, tente por aqui.

Observações: Este levantamento ficará no ar por uma semana e não tem qualquer caráter científico nem eleitoral ou qualquer coisa do tipo, tanto que inclui integrantes ainda não indicados nem mesmo extra-oficialmente. Sim, como dissemos, alguns nomes já estão na “velha política” e usamos a mais ampla elasticidade do termo “outsider” para fazer uma consulta minimamente razoável com nomes possíveis, tenham também um pouco de paciência quanto a isso :D

(*) – Jair Bolsonaro é do PSC, porém já declarou que concorrerá por outra legenda;
(**) – Joaquim Barbosa é aventado como possível nome do Rede, mesmo partido de Molon, mas não há qualquer filiação oficial nem nada do tipo, então deixamos em branco.

Crise na velha política: em nova pesquisa nacional, PT é rejeitado por 50% e PSDB por 47%

O DataPoder360, do portal Poder360, realizou pesquisa nacional nos dias 17 e 19 de junho, entrevistando 2.096 pessoas em 27 municípios. Com margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, os resultados não foram dos melhores para a chamada “política tradicional”.

Ao menos, para os partidos que lideraram a corrida eleitoral de 2014.

O PT ‘lidera’ a rejeição, com 50% dos entrevistados dizendo que jamais votariam no partido. O PSDB não fica tão atrás assim, chegando aos 47%. Considerando tais números, fica ainda mais forte a tese do “outsider”, que necessariamente precisará mostrar-se à parte das grandes estruturas.

A eleição de 2018 seguramente será fora de todos os padrões tradicionais.

Eleições 2018: nova pesquisa confirma a preferência por candidato fora da velha política

Em levantamento realizado entre os dias 25 e 29 de maio, ouvindo 2.022 pessoas em 26 estados e mais o Distrito Federal, o Instituto Paraná Pesquisas chegou aos seguintes resultados ao indagar sobre a preferência dos eleitores acerca do perfil de candidato que preferem:

Como se nota, e a diferença é expressiva, confirma-se a tendência de que sairá na frente o candidato não identificado com a “velha política”. Há razões concretas para isso, diante de toda a crise que assola os principais partidos.

Alguns, é claro, insistirão na fórmula de apoiar caciques.

Os de melhor estratégia, contudo, saberão apostar em um “outsider” para aproveitar a tendência. Dois nomes nesse sentido já surgem: João Doria e Jair Bolsonaro. Na esquerda, por enquanto, apensa Lula e Ciro Gomes aparecem com destaque, e ambos são nomes já consolidados no quadro político.

Aguardemos, portanto.

DataPoder360: Bolsonaro e Lula empatam tecnicamente na liderança de pesquisa nacional

O portal Poder360, capitaneado pelo jornalista Fernando Rodrigues, divulgou mais um levantamento nacional realizado por sua divisão de pesquisas, o DataPoder360. E nele, entre outras informações que comentaremos ao longo do dia, há uma que merece destaque: Jair Bolsonaro e Lula estão empatados tecnicamente na primeira colocação, num dos cenários.

A pesquisa, realizada entre 7 e 8/5, com 2.157 pessoas em 243 municípios, tem margem de erro de 3 pontos, para mais ou para menos.

Confira os gráficos (em azul, os números de abril, e em laranja, os de maio):

Lula oscilou de 24 para 25%. Bolsonaro foi de 18 a 21%. Desse modo, considerando a margem de erro aplicada a ambos, Lula poderia ter 22% e Bolsonaro poderia chegar a 24%. É uma situação clássica de empate técnico, quando as margens não apenas encostam, mas fazem interseção.

Pois é.

Presidência 2018: Jair Bolsonaro já empata com Lula entre eleitores do Rio Grande do Sul

Segundo informa O Antagonista, o instituto Paraná Pesquisas realizou levantamento, entre eleitores do Rio Grande do Sul, acerca das intenções de voto para a Presidência da República, em 2018; E os números são os seguintes:

Jair Bolsonaro 19,4%
Lula 19,4%
Marina Silva 10,9%
Geraldo Alckmin: 9,7%

Pela primeira vez, o deputado Jair Bolsonaro aparece em primeiro lugar, ainda que em situação de empate. Vale lembrar que há tradição petista no Rio Grande do Sul, não sendo possível alegar “reacionarismo” do estado, ou coisa assim (como fazem onde o PT não tem muitos votos).

Pesquisa nacional: João Doria é o candidato com mais chances de crescer em 2018

O prefeito de São Paulo está em empate técnico com Jair Bolsonaro, num dos cenários levantados pelo Data360. Mas há outros dados que tornam sua candidatura aquela com chance maior de crescer em 2018. Confiram:

Em primeiro lugar, é estranho que não tenham colocado o Bolsonaro também neste comparativo, tanto mais por estar na segunda colocação e, num dos cenários, bater os 19%. Mas sigamos

João Doria é desconhecido por 53% dos eleitores. Sim, isso não significa que esse percentual todo passará a apoiá-lo, mas definitivamente é uma margem para potencial crescimento, sobretudo considerando que até agora vem sendo apoiado por suas ações. E mais: ele é o único cuja opinião positiva SUPERA a negativas.

Todos os demais, mesmo Marina Silva, não conseguem isso.

Há potencial, portanto. E há ainda muito tempo até 2018.

Presidência 2018: Lula e Aécio Neves são os líderes de rejeição, segundo pesquisa nacional

Falamos há pouco da pesquisa nacional realizada pelo Data360, divisão estatística do portal Poder360, comandado pelo jornalista Fernando Rodrigues. Nela, Lula está com cerca de 25%, Jair Bolsonaro está em segundo, atingindo 19% em alguns cenários, e João Doria é o tucano mais bem posicionado, empatando tecnicamente com Bolsonaro.

Mas há um dado que NUNCA pode ser ignorado; mais ainda, SEMPRE deve ser levado em conta: a rejeição.

E os recordistas nesse pormenor são Lula e Aécio Neves. Para espanto de alguns, aliás, o tucano é mais rejeitado que o petista. Confiram os dados:

Pois é. Classicamente, adota-se o índice de 40% como “teto” para a rejeição. Acima disso, fica inviável. Mais de 50%, tecnicamente impossível. Batendo nos 60%, aí é coisa para milagreiros de altíssimo poder místico.

Rapper MV Bill confirma: periferias do país querem estado eficiente e não assistencialismo

Falamos aqui da nada surpreendente pesquisa realizada pela fundação Perseu Abramo, do PT. Segundo os dados apurados, os moradores da periferia de São Paulo basicamente são de direita. Conservadores, religiosos, defensores da família e da meritocracia. Nada de novo, convenhamos, mas faltava dado para isso.

De todo modo, o alarme soou e a esquerda começou a se mover: foi marcado até mesmo encontro entre fundações petistas e tucanas.

Agora, entrevistado pela Época, o rapper MV Bill confirma tais números. E ele o faz embasado em pesquisa própria, realizada pelo Data Favela em parceria com a Cufa (Central Única das Favelas).

Trechos:

“É com a eficiência que o Estado pode promover. Isso independe se é um Estado grande ou um Estado pequeno. Nas pesquisas feitas pelo Data Favela, em parceria com a Cufa, percebemos isso. As pessoas querem um Estado que funcione. Que traga de volta, em políticas públicas, aquilo que é cobrado de forma brutal, em forma de impostos”

“As políticas públicas, se forem apresentadas com caráter assistencialista, têm uma tendência a rejeição. Os números mostram que, com políticas públicas, como as cotas, famílias de renda historicamente baixa aumentam suas rendas de forma substancial. Mas as cotas não precisam ser perpétuas.”

“O crescimento das igrejas evangélicas é, na minha opinião, visto de uma maneira muito simplificada. Elas falam da prosperidade e das possibilidades, no terreno do discurso. Na prática, existe quase um networking, uma forma de trabalhar quase corporativista. O lojista evangélico sabe que seus irmãos de fé, moradores daquela favela, vão comprar no seu estabelecimento. E ele vai comprar material de quem também é evangélico. Na questão da tolerância, o evangélico atenderia sem nenhum tipo de preconceito pessoas de outra religião, de outra etnia, de opção sexual diferente…”

Pois é. Enquanto isso, políticos adotam teses esquerdistas sob o pretexto de que agradariam os mais pobres. Talvez agora isso comece a mudar.