LULA ELEITO AMANHÃ?!

Um mês antes da votação que confirmaria a saída do Reino Unido, pesquisas mostravam que o voto pela permanência britânica na União Europeia liderava com larga vantagem de 13%. Cinco semanas antes da eleição, Celso Russomanno não só liderava, como ganharia com facilidade no segundo turno. Um dia antes da definição, pesquisas apontavam como 90% as chances de vitória de Hillary Clinton. Tudo isso em 2016.

Hoje, o presidente americano é Donald Trump, o Reino Unido segue dando adeus à União Europeia e João Doria elegeu-se ainda em primeiro turno.

Estados Unidos, Europa e Brasil. Não se trata de um fenômeno local. Os institutos de pesquisa não estão conseguindo antever resultados na véspera, muito menos com meses de antecedência.

Nesse 15 de fevereiro, vide screenshot abaixo, o noticiário foi tomado por um entusiasmo esquerdista mostrando Lula liderando a corrida presidencial em todos os cenários da pesquisa CNT. Mas assim será enquanto a esquerda não trabalhar um nome viável para 2018. Até lá, estão se fiando num candidato já réu em cinco ações penais, que provavelmente não estará em liberdade quando a eleição ocorrer.

Notícias assim só interessam a Lula, pois, caso preso, poderá vender-se como vítima de alguém que não o queria de volta à Presidência da República. Mas, se pesquisa acertasse com tanta antecedência, José Serra teria presidido o Brasil entre 2007 e 2014, afinal, também liderava todos os cenários quase dois anos antes da votação.

A corrida presidencial é uma maratona. E os competidores ainda não viraram a primeira esquina.

Pesquisa mostra que, se antecipassem as eleições presidenciais, Aécio Neves seria favorito

A IstoÉ tinha perdido o hábito de puxar o saco do PT. Mas forçou a barra para fazer parecer que Lula despontara como o candidato mais forte na mais recente pesquisa CNT/MDA sobre a corrida presidencial no Brasil. Apesar de prematuro – ainda faltam dois anos para a eleição –, o levantamento ganha importância porque a esquerda vinha exigindo a antecipação das eleições para presidente. E o risco ainda está no ar, uma vez que o TSE julga a cassação da chapa Dilma/Temer em breve.

A revista não disfarçou a felicidade em ver Lula liderando três cenários de primeiro turno (o terceiro, inclusive, reprisando os mesmos candidatos do primeiro, mas em número menor). E ignorou que só despontava em um dos três cenários de segundo turno – aquele em que enfrentaria Michel Temer.

Pelas simulações testadas, Aécio Neves teria mais chances de se tornar presidente do Brasil se ainda nesse outubro houvesse eleições presidenciais. No cenário mais esperado, haveria um segundo turno com Lula, que seria liderado pelo tucano. Se o PSDB disputar com Geraldo Alckmin, o segundo turno seria realizado com a participação de Marina Silva, e novamente Lula estaria em desvantagem.

Simulações de segundo turno – CNT/MDA

  1. Aécio Neves 37,1% x 33,8% Lula
  2. Aécio Neves 38,2% x 16,4% Michel Temer
  3. Aécio Neves 35,4% x 29,5% Marina Silva
  4. Lula 37,3% x 28,5% Michel Temer
  5. Marina Silva 38,1% x 23,7% Michel Temer
  6. Marina Silva 35,8% x 33,2% Lula

Por que o Datafolha acertou a votação de Fernando Haddad, mas errou a de João Doria em 9%?

Na véspera da eleição que, em primeiro turno, entregou a prefeitura de São Paulo a João Doria Júnior, candidato do PSDB, o Datafolha cravou que Fernando Haddad receberia 16% dos votos dos paulistanos. E acertou, uma vez que a margem de erro era de 2%, e o petista encerrou a votação com 16,7%.

Mas também disse que o tucano seria o preferido de 44% do eleitorado. No entanto, Doria venceria com 53,29%, configurando um equívoco do instituto da ordem de 9,29%. Ainda que a margem de erro seja considerada, o quadro não melhora muito, e o alvo ficou mais de 7% distante.

Trata-se de uma falha grotesca de um instituto que ainda se quer como o mais importante do país. E isso é péssimo para o Brasil.

Também conta contra o fato de o erro só atingir um dos candidatos, e justamente aquele da oposição.

O Datafolha deve explicações à sociedade.

Instituto que previu 2,6 milhões de votos a mais para Dilma teria repassado propina para FDP

Dilma Rousseff foi reeleita em 2014 com 54,5 milhões de votos, ou 51,64% dos votos válidos. Mas, na véspera, o Vox Populi garantiu que a petista seria a escolha de 54% dos eleitores, ou seja, recebendo 2,6 milhões de votos a mais do que o apurado na noite de domingo.

Coincidência ou não, o instituto foi alvo recente da 6ª fase da Operação Acrônimo. Os investigadores focavam-se numa “obra de construção do aeroporto de Catarina, em São Roque, que foi financiada com recursos do BNDES“. E que a propina em questão chegou ao bolso de Fernando Damata Pimentel, candidato petista ao governo mineiro, através do Vox Populi.

Coincidência ou não, trata-se do instituto preferido pela militância petista.

Coincidência, claro. Ou não.

Não é muito, mas avaliação de Temer é quase duas vezes melhor que a de Dilma

Dilma Rousseff, Michel Temer e Lula

Porque o dobro de quase nada não é lá muita coisa. Mas já é um começo. E Michel Temer surge na pesquisa CNT/MDA com uma avaliação quase duas vezes melhor que a de Dilma Rousseff, ainda que os 40% que o desaprovem superem em 6% os que aprovam. A petista deixou o governo 74% de desaprovação, contra apenas 21% de aprovação.

Ainda que pouco encantador, os 34% de aprovação de Temer já é o melhor resultado obtido por um presidente no atual mandato. Dilma, que chegou a cair para 15%, teve o melhor resultado um mês antes de ser afastada, quando o PT foi para a rua defender-lhe e o mandato e a presidente queimou em 5 meses toda a verba publicitária reservada para 2016.

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É importante ressaltar que quase 26% dos entrevistados disse não estar preparado ainda para responder. Mantêm, assim, um pé atrás com a atual gestão e prudentemente aguardam os resultados positivos aparecerem.

Sibá Machado divulga pesquisa contra Temer cujos resultados somam 101%

Não há fonte, não há nome do instituto, não há nada. Apenas a pergunta sem interrogação – “como você avalia as primeiras semanas do governo Michel Temer” – e cinco avaliações, com destaque para os 90% de péssimo ao final. O problema? A soma dos resultados ultrapassa os 100%.

O infográfico, se é que pode ser chamado assim, foi publicado no perfil oficial de Sibá Machado, líder do PT na Câmara até o ano passado.

O detalhe foi observado pelo leitor Deivison Fellipe Camara, que comentou na postagem: “Nunca vi uma pesquisa de 101% de opinião e sem fonte pra validação dos dados! E pensar que você foi o espermatozóide mais esperto da turma!

Para conferir o erro de cálculo, basta clicar na imagem abaixo.

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O PT perdeu dois terços dos seus “seguidores” desde os protestos de junho de 2013

Dilma Rousseff, Michel Temer e Lula

Em abril de 2013, dois meses antes da onda de protestos daquele ano, o Ibope mediu em 36% a (grande) fatia da população que tinha no PT o partido de preferência. Pesquisa divulgada neste fim de semana pelo mesmo instituto identificou que este grupo foi reduzido a 12%. Hoje, o Partido dos Trabalhadores empata tecnicamente com PSDB e PMDB, ambos na preferência de 10% dos brasileiros.

Foto: Valter Campanato/ABr - Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/ABr – Agência Brasil

Mas há um grande diferencial: a rejeição ao petismo. Enquanto PSDB e PMDB são rejeitados por 8% e 6% respectivamente, o PT causa desgosto a 38% da população.

Nas últimas eleições, este fator pesou bem mais. A tática petista para reeleger Dilma passou por trabalhar o aumento de rejeição a Aécio e Marina. Hoje, o petismo prova do próprio veneno.

Ibope mostra PT caindo e tecnicamente empatando na preferência do eleitor com PSDB e PMDB

Foto: Fbaraglia

Desde 1989 o PT não estaria contando com tão pouca simpatia da parte do brasileiro. E, com 12%, empata tecnicamente com os 10% dos eleitores que dizem simpatizar com PSDB e – vejam só – PMDB. O Estadão chama a atenção, no entanto, para o fato de haver mais opiniões desfavoráveis aos tucanos (50%) do que favoráveis (36%) na pesquisa Ibope trazida em primeira mão. Neste quesito, o Partido dos Trabalhadores reina absoluto, causando desgosto a 70% dos entrevistados, contra 23% que ainda se dizem de alguma forma favoráveis ao petismo.

Foto: Fbaraglia
Foto: Fbaraglia

A fina camada que ainda aprova Haddad se concentra em dobro entre os mais ricos

São Paulo, 27.03.2012 - Fernando Haddad na Câmara Municipal de São Paulo. Foto: Henrique Boney

Por mais que a Folha trate com excesso de dedos o assunto, buscando amenizar o estrago que mostrou a mais recente pesquisa Datafolha sobre a aprovação de Haddad, certos números são incontestáveis. O jornal tentou vender que tudo ainda estaria dentro da margem de erro, que a gestão Pitta obteve resultados piores, e deixou o principal escondido ali no último parágrafo: o naco de suporte às medidas irresponsáveis do prefeito se concentra entre os mais ricos de São Paulo.

Foto: Henrique Boney
Fernando Haddad | Foto: Henrique Boney

Não quer dizer que se trata de um grande apoio. Mas vem da turma que vive com renda acima dos 10 salários mínimos: 23%. Na outra ponta, com até dois salários mínimos, apenas 12% aprovam o trabalho de Haddad. Para cada pobre que fica satisfeito com o trabalho do petista da periferia, dois ricos aprovam sua atuação no centro. O que, claro, vai de encontro ao discurso histórico do PT, e à grossa votação recebida pelo petista na periferia.

Pesquisa mostra 9 em cada 10 brasileiros acompanhando a Lava Jato

Foto: EBC

Um detalhe pouco percebido na pesquisa divulgada ontem pela CNT/MDA dizia respeito ao interesse do brasileiro na operação Lava Jato. Nada menos que 87,2% dos entrevistados dizem estar acompanhando os desdobramentos da investigação. Destes, quase 70% acreditam na culpa de Dilma e Lula pelo Petrolão.

Foto: José Cruz/ABr
Foto: José Cruz/ABr

Mesmo diante dos esforços de Dallagnol e Moro, a fé na justiça segue bem pouca. Dois terços do brasileiros acreditam que os culpados irão se safar sem qualquer punição. Torçamos, então, para que quebrem a cara.