Herança dos governos de Lula e Dilma Rousseff: maior perda de PIB dos últimos 120 anos

Sem citar nominalmente os dois presidentes petistas, Lula e Dilma Rousseff, o economista Samuel Pessoa tratou da recente perda do PIB per capita no país (o índice só veio a recuperar-se no primeiro trimestre de 2017). E os números apresentados pelo estudioso impressionam: trata-se da maior perda dos últimos 120 anos, segundo informa a Veja.

Sobre a redução total de 10%, comparado ao PIB de 2013, ele diz mais:

“Tudo indica que se tivéssemos dados, poderíamos retroagir para o período da Regência, que foi extremamente difícil. Ao final de 217, vai ser 10% menor do que em 2013. É o número de um país que passou por uma guerra”

No fim, foi taxativo:

“O governo do PT, a partir da saída do [Antonio] Palocci e da entrada do [Guido] Mantega [no Ministério da Fazenda] trouxe essa política intervencionista, que gerou atraso para o país. A questão não é só de corrupção, mas também de diagnóstico, de ideologia”

As colocações de Pessoa, economista da IBRE/FGV, ocorreram no fórum “A Revolução do Novo – A Transformação do Mundo”, realizado pelas revistas Veja e Exame.

Em tempo, as coisas no mundo eram diferentes há 120 anos. E 1897 não foi um desastre completo, pois, segundo informa a Wikipedia, foi quando nasceu Pixinguinha, William Faulkner, Brahms e Di Cavalcanti – entre outros.

Reação na economia: após oito quedas seguidas, PIB tem alta no 1º trimestre de 2017

Eis uma boa notícia. Nada para soltar rojões definitivos, mas um sinal inequívoco de que a economia, enfim, segue o caminho correto.

Após oito quedas trimestrais consecutivas, o Produto Interno Bruto do Brasil registou alta de 1% em relação ao período anterior. Parece pouco, mas não é. Afinal, registra-se uma tendência.

Para se ter uma ideia, esse é o gráfico do PIB brasileiro de 2013 a 2015:

Pois é. Um “pequeno” aumento, como o agora registrado, sinaliza a ruptura com essa queda.

Mas tudo depende, é claro, das reformas. Em caso contrário, não haverá como a economia recuperar-se de fato.

Boa notícia: economistas do mercado financeiro elevam previsão do PIB para 2017

Antes de tudo, repetimos o mantra: mudanças macroeconômicas demoram, não acontecem de uma hora para a outra e envolvem sacrifícios. Ainda assim, como também sempre lembramos, é sempre bom comemorar as tendências positivas. E esse é um caso.

Economistas do mercado financeiro, segundo noticia a Veja, elevaram projeções do PIB para 2017. O Relatório Focus, divulgado hoje, aumentou de 0,47% para 0,50% o avanço do PIB – há um mês, a estimativa era de 0,40%.

Aos poucos, portanto, as melhoras aparecem. O fundamental agora, sem dúvida alguma, é aprovar as reformas.

FMI amplia para 1,7% o crescimento do Brasil em 2018, mas tudo depende das reformas

O FMI (Fundo Monetário Internacional) elevou a estimativa de crescimento do Brasil para o ano de 2018. Agora, segundo o órgão, seria de 1,7%. Vale registrar que, em 2015, houve queda de 3,8%, seguida de nova descida, em 2016, de 3,6%.

A recuperação, ainda segundo o fundo, segue tímida para 2017, em índice estimado de 0,2%. Desse modo, o avanço para 2018 é significativo. Porém, e sempre há um porém, a entidade faz a ressalva: o país precisa aprovar as reformas.

Sim, o país precisa.

Com larga folga, o Brasil findou 2016 com o pior PIB do G20

O gráfico acima foi preparado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Compara os PIBs dos países que compõem as vinte maiores economias do mundo, sempre confrontando os resultados dos quartos e terceiros trimestres de 2016. Por ele, é possível observar a disputa entre China e India como nações que mais crescem, a incrível recuperação da Austrália, que vinha de um resultado ruim, e a sensação geral de que foi um fim de ano tranquilo, com crescimento variando entre 0,5% e 1,5% na segunda metade.

Mas…

Há uma coisa muito feia acontecendo ali no final, na vigésima posição, no fundão da zona de rebaixamento, com aquela sensação de que já não há chances de manter-se na série A. O nome dessa coisa é Brazil, ou “Brasil” para os íntimos. São duas quedas consideráveis para período tão curto: 0,7% e 0,9%, o que faz do país o pior resultado do G20 – com larga folga.

Sim, ainda é herança maldita do governo Dilma, mas já são números da política econômica de Temer. Está mais do que na hora de este governo apresentar resultados.

A esquerda passou anos culpando “herança maldita” de FHC, mas não vê culpa de Dilma na crise

Desde antes Dilma Rousseff ser cassada, já se previa: o Brasil estava vivendo a pior recessão de sua história. No início de 2016, falava-se até na possibilidade de uma tragédia de proporções venezuelanas. Se a derrocada continuasse, fatalmente aconteceria. Mas o impeachment permitiu ao país ter uma nova equipe econômica. E apenas muito lentamente os números positivos começam a aparecer. Ou seja… Até que isso se reflita no crescimento do PIB, serão necessários mais alguns “trimestres”.

Apenas em maio o atual governo completará um ano, e somente em agosto completará um ano com Michel Temer em definitivo no cargo. Mas, para a esquerda brasileira, esses oito trimestres de quedas, ou seja, dois anos de sufoco, nada teriam a ver com Dilma Rousseff.

É preciso lembrar que o petismo passou anos reclamando do que chamava de “herança maldita” do governo FHC. Chegava a citar a expressão mesmo no segundo mandato de Lula. Agora, contudo, tal fenômeno não estaria ocorrendo e eles nada têm a ver com o caos ainda em vigor no país.

A esquerda aposta que você é ingênuo o suficiente para cair nessa conversa. Não deixe a esquerda ganhar essa aposta.

Após quase três anos de quedas, produção industrial volta a subir em janeiro de 2017

Ainda ontem, falava-se sobre a maior recessão da história do Brasil. E não é mentira ou exagero, trata-se MESMO da maior recessão percebida pelas medições. Um desastre, portanto, e há muito a fazer para sair do buraco em que as gestões passadas nos deixaram.

Porém, e isso também é preciso deixar claro, o quadro do PIB trazido ontem diz respeito a 2016, ou seja, é um diagnóstico retroativo.

Desta feita, a boa notícia do setor industrial é ainda mais interessante. A ver: depois de 34 meses de quedas, houve aumento na produção das indústrias do país. Um bom sinal, portanto, que certamente deriva de novas demandas de consumo e, portanto, aquecimento da economia.

Como sempre dizemos, é preciso cautela, mas também não se pode desconsiderar notícias boas apenas porque são boas.

Torçamos. O país precisa sair do buraco.

Governo Dilma: começou em 2011, devolveu a economia brasileira em 2016 aos patamares de 2010

Dilma Rousseff foi eleita em 2010 sob o argumento de que seria a pessoa mais preparada para manter o crescimento do PIB conquistado no último ano do mandato Lula. O trabalho dela começou em 2011, e seguiria até 2018 se não fosse interrompido em 2016 pela o impeachment que a cassou.

Só agora foi possível conhecer o resultado do PIB dos dois últimos anos. Para o biênio, a queda foi de 7,2%. Só em 2015, foi de 3,8%. Com isso, a economia brasileira voltou aos patamares de… 2010!

Em outras palavras, a gestão Dilma consumiu ao menos 6 anos do desenvolvimento do Brasil. Com a diferença de que, em 2010, o país estava em ascensão.

Ou seja… O estrago será muito maior. Ainda levará bastante tempo até ser descoberto o real valor do prejuízo.

Confirmado: o governo Dilma legou ao Brasil a pior recessão de sua história

Em 1930 e 1931, em decorrência da crise da bolsa de Nova Iorque, o Brasil enfrentou dois anos de profunda recessão, com o PIB caindo respectivamente 2,1% e 3,3%. Até 2016, essa havia sido a maior recessão da história do país. Mas havia uma Dilma Rousseff no meio do caminho.

Porque o governo Dilma já havia registrado em 2015 uma desastrosa queda de 3,8%. E tudo indicava que 2016 seria ainda pior. O impeachment já trouxe algum resultado econômico, mas não o suficiente para apresentar boas notícias. E a queda de 2016 ficou em 3,6%, confirmando esta como a pior recessão da história do Brasil.

A esquerda vai tentar jogar a culpa no brasileiro que pediu o impeachment da ex-presidente. Mas você, leitor do Implicante, não vai deixar. Se o PT continuasse no poder, o brasileiro estaria hoje sendo noticiado de uma tragédia de proporções venezuelanas.

Para história, ficará que Dilma Rousseff legou ao país recessão pior que a da quebra da bolsa em 1929. Qualquer coisa diferente disso será uma mentira política.

Jamais esqueçamos: foi assim que Dilma Rousseff e o PT deixaram o Brasil

Todos sabemos que, nos dias de hoje, muitas vezes os fatos dão vez às versões, as tais “narrativas”. Pouco importa a realidade, vale a ficção. Ao menos é assim que as coisas vinham funcionando no mundo da política, especialmente da comunicação política.

Não é surpresa alguma, portanto, que agora muitos esquerdistas comecem a creditar ao novo governo eventuais índices ruins. Mesmo – vejam só! – que todos estejam melhorando. De novo, pouco importam os fatos, vale a versão.

Desse modo, é importante deixar claro como estava o país sob Dilma Rousseff e o PT. Seguem alguns pontos:

PIB

Amargamos nada menos que a LANTERNA global. Isso mesmo, o fim da fila. Nosso PIB, em medição do final de 2016, teve QUEDA de 2,9%. A economia ENCOLHIA. A previsão para agora é de pequeno crescimento, o que é extremamente positivo quando se considera o fato de que vínhamos de uma ENCOLHA.

Não se conserta todo um país de uma hora para outra, já que a macroeconomia decorre de processos lentos e graduais. Porém, a narrativa deles será para atacar isso, alguém duvida?

DESEMPREGO

Amargamos nada menos que a sétima posição mundial quanto aos piores índices de desemprego, isso em 2016. Assim como a macroeconomia, o processo é lento, pois muitas empresas ainda resistiam, mas pelas tantas acabaram quebrando ou precisando demitir. Funciona como bomba relógio: o “gatilho” é acionado num momento, mas o estrondo ocorre bem depois.

Não por acaso, os analistas já avisavam (em dezembro do ano passado) que 2017 seria talvez pior, antes de ter início o processo de retomada. E a esquerda vai aproveitar para dizer que é culpa do governo atual.

INFLAÇÃO

Fechamos 2015 com uma inflação de 10,67%. A maior desde 2002. Uma façanha e tanto, convenhamos. E, nesse caso, não vai ter mesmo como fazer “narrativas”, já que as previsões são positivas e os resultados já apurados são bem favoráveis.

Mas não duvidem! Darão um jeito de falar mal, ver algum aspecto ruim e, claro, dizer que não têm nada com isso.

DÓLAR

Outro fator vergonhoso para a gestão passada. Quem não se lembra quando a moeda americana passou os R$ 4? Alguns mais malucos (ou mais caras-de-pau) chegaram a falar em conspiração internacional. Pois bem: hoje ele está na casa dos R$ 3.

Alguns dizem ser bobagem, mas é um índice importante – agregado aos demais – para analisar a saúde de nossa economia.

BOLSA

No final de 2015, a Bolsa de Valores caiu 13,31%, e foi o TERCEIRO ANO consecutivo de quedas. Um retrato bem tétrico de nosso mercado. O ano foi encerrado com 43.349,96 pontos. Em fevereiro deste ano, o Ibovespa chegou a 68.532 pontos, em processo de alta.

Sem dúvida, o mercado está melhor. Bem melhor.

ENFIM…

Por mais que tudo seja lento, e é, ainda assim há melhoras nos principais indicadores. E não podemos permitir que “narrativas” atropelem os fatos para fazer de conta que o país estava uma maravilha, porque foi bem oposto disso.

E quem quebrou o Brasil, bem sabemos, tentará voltar. Não podemos esquecer nem deixar que esqueçam.