Dono da Odebrecht diz que Lula e Pimentel atuaram pelo porto de Cuba financiado pelo BNDES

Lula já é investigado por tráfico de influência envolvendo o Porto de Mariel, em Cuba. O caso sob a juristição da 16ª Vara Federal do DF. Ainda assim, novos detalhes foram relatados por Marcelo Odebrecht a Sergio Moro, em depoimento na Lava Jato.

Segundo o dono da empreiteira, Lula e Fernando Pimentel, atualmente governador de Minas Gerais e à época Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, atuaram politicamente para viabilizar a obra.

Qual seria o interesse dos petistas nesse tipo de coisa? O que o Brasil ganharia com algo assim? Quando a obra foi anunciada, muitos “analistas” consideravam uma bobagem falar em qualquer tipo de “conspiração”, que a obra teria esta ou aquela qualidade etc. E agora surge isso tudo.

Lembrando que o porto foi orçado em US$ 957 milhões e só o BNDES entrou com US$ 682 milhões.

Os depoimentos contendo tais relatos foram encaminhados a Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, que por sua vez encaminhou à Procuradoria da República no DF, que cuida do caso específico.

Acredite se quiser: governador petista quer pagar aluguel por imóveis que já são do estado

Em tempos de eficiência na gestão e contenção de gastos, o governador de MG, Fernando Pimentel (PT), resolveu inovar. Mas de uma forma nada positiva; na verdade, de uma forma inacreditável.

A ideia é a seguinte, em resumo: transferir a propriedade dos bens estatais para um fundo, também estatal. O governo passaria então a pagar aluguel a esse fundo e a verba resultante será transferida a um OUTRO fundo, esse sim com as cotas passíveis de serem vendidas.

Busca-se, na operação, levantar dinheiro. A oposição, claro, não apenas considera a ideia estapafúrdia como mencionou o fato de, na prática, ser operação de crédito que acabaria empurrando o problema.

Sejamos todos francos, é um rolo danado. Para sair do sufoco, o estado precisa rever suas contas, antes de tudo. Fazer operações de crédito é a fórmula comprovadamente equivocada; e chegar a isso alugando imóveis estatais chega a ser bisonho.

Confira 38 nomes dos mais de 170 políticos que surgiram na segunda “lista de Janot”

A Globo já dá como certa a citação de pelo menos 170 nomes na segunda “lista de Janot”, dessa vez baseada nas delações da Odebrecht para a operação Lava Jato. São autoridades que têm ou já tiveram em algum momento foro privilegiado.

Deste grupo maior, a emissora já confirmou um total de 38. E, ao que tudo indica, seguirá o mesma rotina de verões passados: a cada nova edição do Jornal Nacional, um novo punhado de autoridades é revelado de forma a deixar o assunto sempre em pauta.

O Implicante resume abaixo os 38 nomes já conhecidos:

DEM

  1. José Carlos Aleluia
  2. Rodrigo Maia

PMDB

  1. Edison Lobão
  2. Eduardo Cunha
  3. Eliseu Padilha
  4. Eunício Oliveira
  5. Geddel Vieira Lima
  6. Lúcio Vieira Lima
  7. Luiz Fernando Pezão
  8. Marta Suplicy
  9. Moreira Franco
  10. Paulo Skaf
  11. Renan Calheiros
  12. Renan Filho
  13. Romero Jucá
  14. Sérgio Cabral

PRB

  1. Marco Pereira

PSB

  1. Lídice da Mata

PSD

  1. Gilberto Kassab

PSDB

  1. Aécio Neves
  2. Aloysio Nunes
  3. Beto Richa
  4. Bruno Araújo
  5. Duarte Nogueira
  6. José Serra

PT

  1. Andres Sanchez
  2. Antonio Palocci
  3. Dilma Rousseff
  4. Edinho Silva
  5. Fernando Pimentel
  6. Guido Mantega
  7. Jorge Viana
  8. Lindbergh Farias
  9. Luiz Inácio Lula da Silva
  10. Marco Maia
  11. Tião Viana

PTB

  1. Paes Landim

Sem partido

  1. Anderson Dornelles

Justiça ordena bloqueio de R$ 10 milhões em bens do governador petista de MG

Falamos recentemente sobre Fernando Pimentel (PT), governador de Minas, que cortou verbas da educação sem que houvesse protesto algum, invasão de escola, gente na rua, enfim, aquilo de sempre. Talvez tenha pesado o fato de ser petista, assim como talvez essa seja a razão de não ganhar tanto destaque a notícia do bloqueio de bens.

Ora, é o GOVERNADOR de um dos maiores estados do país. Além de ex-ministro e figura de destaque em seu partido.

A ordem de bloqueio é do TJ/MG, referente a um contrato de 2004, de quando ele era prefeito de Belo Horizonte. Há outros cinco réus. A justiça determinou que fossem bloqueados R$ 10 milhões.

Sua situação é bem complicada, pois além disso ele também enfrenta problemas com a Operação Acrônimo e sua permanência no cargo até o fim do mandato é ainda incerta.

Enfim, é interessante o silêncio de muitos formadores de opinião sobre o escândalo que assola a cúpula do governo mineiro. Mas não é algo que surpreenda.

Governador mineiro cortou verbas da educação, mas nenhuma escola foi invadida – ele é do PT

O governo mineiro está com um déficit que chega aos R$ 8 bilhões. Para tentar amenizar os estragos, anunciou o corte de um bilhão de reais. A área mais afetada é justamente a educação. Só neste setor, o corte de gastos somou R$ 148 milhões. É muita coisa. Mas…

Mas essa notícia é de uma semana atrás. Já era paras as ruas mineiras estarem tomadas por estudantes revoltados, bem como com o máximo de escolas invadidas, afinal, a educação foi alvo de um gigantesco corte de gastos, certo? Contudo, nada disso aconteceu.

Caso você não saiba, o Implicante esclarece: Fernando Damata Pimentel é do PT. Aparentemente, quando o corte de gastos na educação, é feito por petistas, escolas não são invadidas.

Governador Pimentel pode ser processado sem autorização da Assembleia Legislativa, diz PGR

Recentemente, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu pela necessidade, em caso de processo contra o Governador do Estado, da consulta da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A decisão, é claro, beneficiou Fernando Pimentel (PT), atual titular do governo de MG, enroscado em alguns escândalos, com destaque à Operação Acrônimo.

Pois Rodrigo Janot, Procurador-Geral da República, agora questiona o STF, em documento enviado ao Ministro Sergio Fachin. Segundo o PGR, a Constituição Mineira autoriza o processo sem necessidade de autorização da ALMG.

Foi exatamente isso que nosso colunista Cedê Silva demonstrou, há alguns dias.

Resta agora aguardar a decisão de Fachin.

Precisamos falar sobre Fernando Pimentel

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), ganhou um belo presente do STJ nesta semana. Por 8 votos a 6, a Corte Especial fez a Glória Pires e decidiu que cabe à Assembleia Legislativa acolher (ou não) a denúncia da PGR pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Acrônimo. A denúncia foi oferecida no começo de maio e de lá para cá o STJ adiou algumas vezes a decisão.

É inútil discutir agora se os excelsos ministros leram o artigo 92 da Constituição de Minas:

“Art. 92 – O Governador do Estado será submetido a processo e julgamento perante o Superior Tribunal de Justiça, nos crimes comuns.

§ 1º – O Governador será suspenso de suas funções:

I – nos crimes comuns, se recebida a denúncia ou a queixa pelo Superior Tribunal de Justiça; e
II – nos crimes de responsabilidade, se admitida a acusação e instaurado o processo, pela Assembléia Legislativa.”

(corrupção passiva e lavagem de dinheiro parecem coisas escabrosas, mas salvo melhor juízo ainda são “crimes comuns”. A PGR não denunciou Pimentel por crimes de responsabilidade nem poderia, já que a instauração desse tipo de processo é exclusividade da Assembleia)

Pois então os ministros do STJ entregaram a decisão no colo dos deputados estaduais. Isso é muito interessante, pois dois deputados estaduais disputam a Prefeitura de BH:

– O deputado estadual João Leite (PSDB), vencedor do 1º turno;
– O deputado estadual Paulo Lamac (Rede), ex-petista e atual vice na chapa de Alexandre Kalil (PHS).

Ao tomar essa decisão no começo do 2º turno, o STJ levou a questão diretamente para o debate eleitoral, certo? Antes fosse. Até agora, Leite e Lamac não se pronunciaram sobre o assunto (vou adorar se os candidatos mostrarem que estou errado).

Cabe a nós dar uma ajudinha para que os candidatos a prefeito e vice em uma das cidades mais importantes do Brasil deixem bem claro como pretendem exercer o trabalho para o qual são pagos.

Todos os outros deputados estaduais de Minas estão listados aqui.

Cedê Silva é jornalista. Escreve muito poucas vezes no medium.com/@CedeSilva e pouco muitas vezes no twitter.com/CedeSilva. Escreve no Implicante às sextas-feiras.

Operação Acrônimo: PF investiga desvio a “hamburgueria gourmet” de sobrinho de Pimentel

A Polícia Federal deflagrou hoje a 7ª etapa da “Operação Acrônimo”, que investiga o grupo do governador petista de Minas Gerais, Fernando Pìmentel. A situação do dito cujo, aliás, está bem complicada. Afinal, já foi até mesmo INDICIADO por quatro crimes: lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de influência e falsidade ideológica.

Para além disso, a coisa atingiu sua esposa (e trouxe de volta à baila a figura de Erenice Guerra); e, caso alguém não se lembre, o atual “inferno” do petista começou quando descobriram, ainda na campanha eleitoral, um avião repleto de dinheiro. Daí em diante, só ladeira abaixo.

E agora, como vez por outra acontece, chega-se a detalhes um tanto inusitados. Isso porque, na etapa de hoje, a PF investiga uma “hamburgueria gourmet” (petista é chique, tá pensando o quê?) de seu sobrinho. Trata-se de uma filial do grupo Madero. Segundo a revista Época, Pimentel era sócio da lanchonete de elite.

Nas diligências de hoje, todas autorizadas pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), houve condução coercitiva e também busca e apreensão.

Lembrando, por fim, que Fernando Pimentel foi também ministro de Dilma (além de ser um de seus poucos amigos pessoais), já podemos prever que uma eventual queda, mesmo diante de tudo isso, será tratada como “golpe”. E, claro, das “elites”. Porque pobre, como sabemos, é dono de hamburgueria gourmet chique, não é mesmo?

Delação de Bené atinge Dilma como uma bomba atômica

Dilma Rousseff - Bene - delação - Foto Ueslei Marcelino Reuters

Recentemente, ensaiou-se uma narrativa segundo a qual Dilma Rousseff poderia voltar. Alguns senadores estariam hesitantes, tal e coisa, mas a tese não sobreviveu nem por si. E, agora, cai de vez.

Primeiro, com a revelação de que cada sessão de cabeleireiro da nossa monarca afastada saía a módicos R$ 5 mil (e seria dinheiro desviado da Petrobras).

Agora, a bomba realmente atômica: Bené, empresário ligado a Fernando Pimentel (governador petista de MG), diz em delação premiada que grana da Presidência foi usada para pagar despesas da campanha de Dilma. E mais: havia até mesmo uma espécier de “quitinete caixa-forte”, no qual chegou a guartar R$ 12 milhões.

E cai definitivamente aquela mito patético da pessoa “honrada e ética”, apenas ocasionalmente envolvida com gente ruim, mas que para si não fazia nada de desabonador.

A bomba atômica de Bené atingiu também isso.

Governador petista de MG (e ex-ministro de Dilma) é denunciado por corrupção

Dilma Rousseff - Fernando Pimentel

Fernando Damata Pimentel, governador de Minas Gerais, foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no primeiro mandato de Dilma Rousseff (2011/2014), de quem por sinal é muito amigo.

Nesse período, segundo a Procuradoria-Geral da República, ele recebeu propina da CAOA e foi portanto denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro. O caso deriva da Operação Acrônimo.

Ah, sim: ele não renunciou. FDP continua governando Minas Gerais.

O bom povo mineiro não merece isso.