Com a Operação Lava Jato, o PT teve a maior perda de filiados de toda a sua história

06/07/2017- Brasília- DF, Brasil- Presidente, Gleisi Hoffmann, durante primeira reunião do novo Diretório Nacional do PT. reunião. Presidente Lula.

Os dados da “Pulso Brasil”, do instituto Ipsos, não só desenharam o apoio maciço – por volta de 96% – à continuidade da Lava Jato, antevendo que, em 2018, quem atacar a operação terá dificuldades fora do comum. Ela também serviu de alerta para o estrago que a operação fez naquele que comandou o país por 13 anos seguidos.

Na ocasião, O Globo complementou a informação com um dado em sentido similar: em decorrência da mesma Lava Jato, o PT perdera quase 7.500 filiados, a maior queda de toda a história do partido.

Se servir de consolo aos petistas, outras siglas poderosas, como PMDB e PSDB, ainda que por margem menor, também foram impactadas pelo noticiário.

Tal fato se soma à tese de que a velha política estaria saturada – valendo atrelá-la ao eventual crescimento de legendas novas ou dissociadas dos chamados “grandes partidos”.

Michel Temer avisa aos tucanos: se deixarem o governo, PMDB se aproximará do PT

Em primeiro lugar, a análise faz sentido. De fato, pelas probabilidades todas, uma ruptura PSDB-PMDB muito provavelmente levará estes últimos a reatar com petistas do que os tucanos aliarem-se aos arqui-rivais. Isso porque há todo um histórico recente e também algumas convergências pontuais.

Claro, a declaração de Michel Temer, dada em reuniões com os então aliados, pode ser apenas ameaça, o que chamam de “trucada”.

Resta saber se os tucanos pagarão para ver.

Temer, do PMDB, indica nome do PMDB à pasta da Justiça e isso revolta deputado do… PMDB!

De fato, o PMDB não é fácil de se entender. Muito menos de explicar. Trata-se do partido de Michael Temer. Que, com uma vaga aberta no Ministério da Justiça, entregou o cargo a Osmar Serraglio, da mesma sigla.

A indicação está dividindo opiniões. Alguns lembram que ele teve uma atuação exemplar na CPI que descambou no mensalão, outros lembram da proximidade dele com Eduardo Cunha, hoje detido pela Lava Jato.

Mas ninguém revoltou-se mais do que Fábio Ramalho, vice-presidente da Câmara dos deputados. Que prometeu romper com o governo e atuar como opositor.

Qual o partido dele? O PMDB, o partido do presidente.

Internauta promete defender Michel Temer até o fim do mandato, e ele tem um bom argumento

Fábio Pegrucci não é muito famoso, mas é um dos preferidos aqui do Implicante. Conhecido no Twitter como “O Colecionador”, tem sempre posicionamentos muito certeiros sobre política, e alguns questionáveis sobre futebol (torce para o mesmo time de Lula e Reinaldo Azevedo). Ele surpreendeu os seguidores ao dizer que defenderá Michel Temer até o fim do mandato. Mas ele tem um bom argumento.

O Implicante tomará a liberdade de reproduzir o texto na íntegra.

Michel Temer sempre foi um coadjuvante. Não seria eleito governador ou senador pelo estado de São Paulo, nem mesmo…

Publicado por Fábio Pegrucci em Quinta, 22 de dezembro de 2016

Façam um favor a vocês mesmos e sigam Pegrucci clicando aqui.

Acredite se quiser: Dilma Rousseff agora diz que Sergio Cabral “jamais” foi seu aliado

Sergio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio de Janeiro, foi preso pela Operação Lava Jato em meio a denúncias pesadíssimas de corrupção. Todo mundo sabe disso, a esta altura, é claro. Porém, a novidade vem agora: Dilma Rousseff resolveu negar a realidade dos fatos e diz que ele “jamais” foi um aliado.

Isso mesmo: JAMAIS.

É mole?

Talvez não ajudasse muito relembrar os tantos e tantos momentos em que o ex-governador do Rio de Janeiro foi um valoroso aliado, inclusive participando de carreatas e eventos de campanha. O melhor mesmo é mostrar as imagens, que valem mais do que palavras.

Confiram a galeria:

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Já está bom, né? E ela dizendo que “jamais” foi um aliado.

Para atacar a operação Métis, Renan Calheiros teria contado com apoio do PMDB, PT e PCdoB

Foto: Jane de Araujo

Na semana passada, Renan Calheiros chamou bastante atenção por atacar a operação Métis, mas findar atingindo Cármen Lúcia, presidente do STF. Se, do lado de fora, o presidente do Senado parecia acuado, uma matéria da Época mostra que, nos bastidores, estava ele justamente acuando os outros poderes para se blindar de qualquer investigação. Mais do que isso, não agia só, mas em alinhamento com as vontades de um coletivo que envolveria senadores não só do PMDB, mas também PT e PCdoB.

Os movimentos de Calheiros teriam envolvido uma consulta a dois membros do STF, pressões sobre Michel Temer e Rodrigo Maia, e uma espécie de apoios informal de Jandira Feghali e Daniel Almeida, deputados pelo PCdoB. Como escreve a revista, “Renan estava furioso, e não estava sozinho“.

Dos 5 “presidentes” que o Brasil tinha há um ano, ele é o único a permanecer no cargo (Dilma Rousseff e Eduardo Cunha caíram, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski concluíram seus mandatos). Ou melhor… É o último, pois perderá a Presidência do Senado em fevereiro. E, com ela, grande parte da orça que ainda possui para conseguir se proteger dos 11 inquéritos que o atingem.

O relógio está correndo.

Nesta eleição, São Paulo praticamente varreu o PT do mapa

A imagem acima mostra o que restou de municípios aos cuidados do PT em São Paulo. Retirada do infográfico do Estadão, ela não está com defeito. Porque foram apenas 8 prefeitos eleitos pelo petismo. Em 2012, o partido conquistara 74 prefeituras, incluindo a capital. Trata-se de uma queda de 89% sem nem mesmo levar em consideração a população de cada registro.

A coisa fica ainda mais impressionante ao levar-se em conta que se trata da região onde o Partido dos Trabalhadores nasceu.

Curiosamente, PSDB e PMDB também viram o total de gestores sofrer reduções ainda que levemente. Os peemedebistas caíram de 84 para 82. Os tucanos tinham 171, e agora possuem 166, mas estão com as maiores cidades.

Que “golpe” é esse? Senadores do PT podem apoiar peemedebista para a Presidência da Casa

A esta altura, chega mesmo a ser estapafúrdio o ridículo sem fim de quem ainda hoje fala a sério sobre o “golpe” do Impeachment. Tudo que disseram foi desmentido pelos fatos: a saída de Dilma Rousseff não parou a Lava Jato, não livrou Cunha, nem nada do tipo.

Talvez por isso, já cientes de que não adianta insistir tal narrativa, petistas já admitem apoiar um nome do PMDB para a Presidência do Senado. E, segundo as informações, seria Eunício Oliveira (CE).

Os senadores do PT, para tanto, querem a adoção do critério de proporcionalidade na distribuição de cargos, para que com isso façam parte da Mesa Diretora da Casa.

Assim como não houve “golpe”, também continua não havendo almoço grátis.

Delcídio entregou que a campanha de Dilma recebeu propina de Belo Monte

10.11.2015 - Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em pronunciamento, senador Delcidio do Amaral (PT-MS). Foto: Pedro França/Agência Senado

Belo Monte é uma das obras mais polêmicas da passagem do PT pela Presidência da República, e uma das mais defendidas por Dilma Rousseff. Com o partido fora do comando do executivo, a fiscalização pode finalmente buscar entender o que se passava nos bastidores do projeto da usina.

Delcídio do Amaral já entregou o que sabe. E envolve R$ 142 milhões em propina para o PT e o PMDB. Foi além: na conversa que teve com o TSE, disse que essa grana ajudou a reeleger Dilma.

Na nota publicada no Antagonista, não fica clara a participação de Michel Temer na quantia. O hoje presidente argumentará, na ação que busca a cassação da chapa, que a dupla mantinha contas distintas. E de fato esse é um hábito em coligações partidárias. Mas, ao lado de Marcelo Odebrecht, Delcídio é o segundo que cita dinheiro sujo para ambas as siglas.

Ou a ala peemedebista que abocanhou o montante não era ligada ao vice-presidente?

Em números relativos ou absolutos, o PMDB elegeu mais mulheres do que PT no primeiro turno

02.07.2005 - Urna eletrônica. Foto: José Cruz

Antes de se iniciar a atual eleição, a Justiça Eleitoral fez uma enorme campanha visando a aumentar a participação feminina da política nacional. O TSE liberou algumas estatísticas do primeiro turno e já é possível conferir alguns resultados.

O partido que mais elegeu mulheres foi justamente o partido que mais elegeu prefeitos: o PMDB, com 127 representantes. Em segundo lugar ficou o PSDB, com 78, seguido do PSD, com 73. Nesta leitura, o PT aparece apenas na nona posição, com 28.

Proporcionalmente, a sigla que mais fez prefeitas foi o Partido da Mulher Brasileira, com 66,7% (ou duas de suas três vitórias), seguido de PTN e PTC, com 20% cada. Dos grandes, o melhor desempenho é do PR, com 16,27% (ou 48 vencedoras), em quinto. O PMDB surge apenas na 12ª posição (12,35%), com PT em 15º (11,02%) e PSDB em 21º (9,85%).

O REDE, de Marina Silva, e o PSOL, de parlamentares progressistas como Jean Wyllys e Marcelo Freixo, estão na lista dos quatro partidos que chegaram a fazer prefeito, mas nenhuma prefeita. Neste grupinho da vergonha, o PRTB lidera, com 10 prefeituras, todas geridas por homens.