“Malhação”: confira os dois vídeos em que policiais rebatem a cena dos PMs racistas

Uma cena da novela infanto-juvenil “Malhação”, transmitida pela Rede Globo, causou polêmica e revolta. Isso porque dois policiais, com uniformes e viaturas extremamente similares aos da PM de SP, praticam atos de racismo e discriminação. Vejam a cena, voltamos em seguida:

Claro que pegou bem mal. E as respostas também vieram em vídeo. Primeiro, esta:

Agora, a deste oficial, cujo vídeo circula em vários grupos de mensagem:

Comentário

Não é de hoje que o esquerdismo vê a polícia como inimiga, e as razões para isso são a um só tempo óbvias e lamentáveis. Ocorre que, para fora da bolha ideológica dos universitários socialistas, o resto das pessoas não partilha dessa opinião.

No mais, e também por óbvio, as polícias de todo o país são compostas também por gente do povo. Policiais não são da elite social e econômica, bem ao contrário. Não adianta representá-los como jovens brancos de classe média, porque a realidade é outra. E o povo sabe disso.

Persistir nos ataques à polícia é um dos erros infantis mais bobocas do esquerdismo.

Ator que já defendeu o fim da PM cancelou apresentação com a possibilidade de greve da… PM

Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar“. Gregório Duvivier surge em vídeo repetindo estes versos com a platéia que acompanha um de seus discursos (há uma fala mais completa aqui). O humorista nunca escondeu sua militância esquerdista e mergulhou de cabeça em várias campanhas políticas, ainda que para perder em boa parte delas.

Neste 10 de fevereiro, contudo, é noticiado que o grupo Porta dos Fundos cancelou uma apresentação no Rio de Janeiro por questões de segurança. O Implicante dará aspas ao motivo alegado:

“Algumas pessoas nos procuraram para saber se haveria espetáculo mesmo com a possibilidade de greve da PM no Rio. Diante da situação de insegurança, a produção decidiu cancelar as apresentações dos dias 11 e 12 de fevereiro.”

 

Segundo O Globo, o elenco da peça conta com João Vicente de Castro, Luis Lobianco, Gustavo Miranda, Andres Giraldo e, vejam só, Gregório Duvivier.

Pode acontecer.

Axl Rose, líder do Guns, fez questão de tirar foto com os policiais que o escoltaram

Para a esquerda, a polícia é inimiga. Ponto. E é isso que norteia o comportamento de boa parte da classe artística, quase toda ela dominada pelo esquerdismo em seu estado mais infantil.

Por isso, muitos podem ter ficado espantados com a foto de Axl Rose, líder da banda Guns n’Roses, com soldados da ROCAM que o escoltaram no show realizado em SP.

Segundo publicação da própria Polícia Militar reproduzida abaixo, o cantor fez questão de posara para a foto:

O Implicante aplaude a atitude.

É preciso parar de uma vez por todas com o comportamento mocorongo de ser sempre contra a polícia. Como pessoas, os soldados são trabalhadores que merecem sempre aplauso; como instituição, a polícia pode e deve às vezes ser criticada, mas não permanentemente vista como algo ruim. É o exato oposto disso: trata-se de quem nos protege do crime.

O fim da PM implicaria na demissão de 426 mil pessoas e redução de 64% das forças policiais

A edição mais recente do Anuário Brasileiro de Segurança Pública data de outubro de 2015. Ou seja… Deve ser atualizado em mais algumas semanas. Mas não deve trazer qualquer sensível melhora nos números. No Brasil retratado há um ano, 58.497 seres humanos foram mortos violentamente no ano anterior, inclusos 398 policiais. O efetivo completo contava com 666.479 brasileiros, sendo 64% policiais militares, 18% policiais civis, 15% guardas municipais, 2% policiais federais e 1% policiais rodoviários.

Em outras palavras, os manifestantes que vão às ruas exigir o fim da PM querem a demissão de 424 mil brasileiros, além da redução das forças policiais em dois terços. Tudo isso num país com 12 milhões de desempregados e quase 60 mil assassinatos por ano.

Dá para se levar essa ideia a sério? Simplesmente não dá.

Marcos do Val para Gentili: “Temos que parar de falar que bandido bom é bandido morto”

Marcos do Val é instrutor da S.W.A.T. contra todo e qualquer preconceito que possa existir em relação a um brasileiro nessa função. Nas horas vogas, ele mantém uma página no Facebook que merece ser seguida por todos. Recentemente, protagonizou uma das melhores entrevistas feitas por Danilo Gentili no The Noite. Nela, falou das dificuldades de se trabalhar em outros países, mostrou alguns exercícios e desabafou sobre a rotina policial brasileira. Em dado momento, chamou atenção uma fala dele que merece ser ouvida pela metade do Brasil que concorda que “bandido bom é bandido morto“:

“Uma coisa que é preciso deixar clara com a sociedade, uma coisa que eu trago há muito tempo comigo, que eu vejo pelos Estados Unidos e no Brasil: nós temos que parar de falar que bandido bom é bandido morto. Quando a gente fala isso, a gente está dando carta branca pros maus policiais agirem. E quando os maus policiais acabam agindo, a sociedade que falou ‘bandido bom é bandido morto’ é a mesma que critica a ação violenta da polícia. E quando o bandido sabe que a polícia vai chegar no intuito de matá-lo, eles vão trocar tiro, vai ter bala perdida, é a sociedade quem vai sofrer com isso. Então, bandido bom é um bandido preso e condenado.”

Na conclusão da fala, Marcos do Val lembrou que é preciso a sociedade se concentrar nas melhorias e no cumprimento da lei, de forma a diminuir cada vez mais a sensação de impunidade que toma o Brasil de assalto.

Para conferir a entrevista por completo, basta clicar no player abaixo. O trecho citado começa aos 20 minutos.

 

O sucesso da PM/SP contra os black blocs

Cinegrafista da BAND é atingido por bomba lançada por black blocs no Rio de Janeiro. A escalada de violência desses grupos exigiu mudança na atuação policial.
Cinegrafista da BAND é atingido por bomba lançada por black blocs no Rio de Janeiro. A escalada de violência desses grupos exigiu mudança na atuação policial.

A entrada dos black blocs (cujo nome diz respeito à tática empregada, mas passou a servir como designação do grupo) nas manifestações não causou apenas seu esvaziamento e a fuga de quem protestava de maneira pacífica por mudanças no país; também inseriu ingredientes de extrema violência, culminando com a morte de um cinegrafista no Rio de Janeiro depois da explosão de uma bomba lançada por essa turma violenta.

Até esse dia, boa parte da imprensa aplaudia ou fazia silêncio cúmplice diante da maluquice em que já se transformara toda e qualquer manifestação. Mesmo quando puseram fogo no fusca de um trabalhador inocente, ainda houve quem relativizasse. Foi preciso haver a tragédia fatídica no Rio para que apenas uns poucos ainda insistam no endosso aos black blocs.

Diante desse quadro, que inclui violência generalizada, incêndios, quebradeira e até morte provocada por explosivo carregado por esse grupo violento, a PM de São Paulo tinha à sua frente um desafio complexo por conta de uma manifestação programada para o último sábado. Era, sem exagero, uma tragédia anunciada. E tragédia das grandes.

Porém, ao contrário dos prognósticos e também contrariando os que contavam com alguma catástrofe para uso eleitoral. Nem feridos graves. Nem uma ÚNICA bala de borracha foi disparada – tendo havido redução drástica até mesmo nas bombas de gás lacrimogêneo. Como dizem no Polícia 24h (recomendo a todos que vejam esse programa!), “lograram êxito”.

A PM deteve 230 “manifestantes” (o número seria atualizado para cerca de 280) e foram apreendidos até mesmo coquetéis molotov. Cabe o exercício: e se algum explode perto de um cinegrafista? Pois PRINCIPAMENTE ISSO também foi evitado.

Tudo graças à chamada “tropa ninja” (ou “tropa do braço”), que isolou os black blocs e, com ajuda de agentes à paisana que observavam os movimentos, eles foram levados à delegacia ANTES MESMO DE COMEÇAR O PIOR.

Ao pessoal que torcia pela hecatombe, restou bradar contra o “absurdo” das detenções e, por que não?, EXCESSO DE VIOLÊNCIA da PM (que, como se sabe, não houve). Alguns até tentaram evocar a ditadura (não a da Venezuela ou Cuba, claro), buscando associar as detenções durante o ato às prisões nos anos de chumbo (sério). É má-fé, claro.

No regime militar, pessoas eram presas em casa ou no trabalho, do nada, e assim levadas ao DOPS e afins para “averiguação”. Nada parecido com a detenção de um grupo DURANTE O ATO COLETIVO VIOLENTO para liberação de eventuais inocentes, depois da triagem.

Mas, sim, isso é ruim. Porém, é infelizmente a única forma de realizar uma operação policial quando se trata de MULTIDÃO quebrando tudo e querendo quebrar mais (com o risco de provocar acidentes graves ou mesmo morte em decorrência da explosão de artefatos).

Claro que há um cinismo deplorável aí. Alguns que até anteontem aplaudiam (e divulgavam) tumblr “de humor” acerca dos poucos mortos na Venezuela, agora fingem uma ira sem fim contra o absurdo de… bom, de não ter havido morte? De ter havido o expediente (óbvio!) de detenções DURANTE O ATO, impedindo que o pior acontecesse?

Aliás, como eles sugerem combater isso? E pergunto especialmente aos que não vêem problema nos “poucos” mortos diante da ação da guarda bolivariana. Se defendem aquilo, é natural que não concordem com a ação da PM/SP, que ANULOU os blackblocs sem qualquer ferimento grave ou mesmo um único disparo de bala de borracha.

Em alguns casos, e não raros, a polícia merece duras críticas, sim. Mas não faz o menor sentido deixar de reconhecer uma ação de sucesso quando ela ocorre. E foi isso que houve no último sábado em São Paulo. Além disso, já passou (muito) da hora de haver uma diferenciação expressa entre manifestantes que realizam protestos pacíficos e essa turma violenta.

O quebra-quebra promovido pelos black blocs e o clima de guerra instaurado por conta disso resultaram no afastamento das pessoas que pacificamente pediam por mudanças concretas em nosso país. Quem sabe somar dois e dois, já sabe quem ganha com isso.