Ator que já defendeu o fim da PM cancelou apresentação com a possibilidade de greve da… PM

Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar“. Gregório Duvivier surge em vídeo repetindo estes versos com a platéia que acompanha um de seus discursos (há uma fala mais completa aqui). O humorista nunca escondeu sua militância esquerdista e mergulhou de cabeça em várias campanhas políticas, ainda que para perder em boa parte delas.

Neste 10 de fevereiro, contudo, é noticiado que o grupo Porta dos Fundos cancelou uma apresentação no Rio de Janeiro por questões de segurança. O Implicante dará aspas ao motivo alegado:

“Algumas pessoas nos procuraram para saber se haveria espetáculo mesmo com a possibilidade de greve da PM no Rio. Diante da situação de insegurança, a produção decidiu cancelar as apresentações dos dias 11 e 12 de fevereiro.”

 

Segundo O Globo, o elenco da peça conta com João Vicente de Castro, Luis Lobianco, Gustavo Miranda, Andres Giraldo e, vejam só, Gregório Duvivier.

Pode acontecer.

Em apenas 11 dias, filme da Porta dos Fundos fez mais grana do que o recebido via Rouanet

A Ancine autorizou a Porta dos Fundos a captar R$ 7,5 milhões via Lei Rouanet. Em outras palavras, o grupo foi autorizado a usar recursos públicos via renúncia fiscal por parte de seus anunciantes. Mas os humoristas conseguiram rodar o filme com R$ 5,6 milhões, cabendo ao dinheiro do contribuinte arcar com a maior parte destes custos. Contudo, com apenas 11 dias em cartaz, a produção já conseguiu reaver nas bilheterias 93% de toda a grana que jogou no projeto.

Num dos eventos de lançamento, o grupo fez piada com o fato de Fábio Porchat ter sido citado no noticiário sobre a operação Boca Livre, que descobriu fraudes no uso da lei de incentivo à cultura. E ironizaram ao gritar “Lei Rouanet” enquanto posavam para uma foto.

No IMDB, até a redação desse texto, ao menos 313 internautas avaliaram o filme, numa escala de 0 a 10, com uma nota média de 4,4, o que pode ser considerado baixíssimo.