Caos no Espírito Santo torna ainda mais urgente o debate nacional sobre porte de arma

A Polícia Militar do Espírito Santo está numa espécie de greve velada: como os militares não podem parar, o argumento é que não saem dos quarteis porque há pessoas impedindo a passagem – no caso, são seus próprios familiares.

Com isso, o caos foi instalado e os criminosos estão agindo praticamente sem limites. Foram 51 assassinatos em menos de dois dias.

O episódio torna ainda mais urgente um grande debate nacional sobre o porte de arma por cidadãos. Numa situação como esta, que acompanhamos em tempo real, repleta de vídeos terríveis e assustadores, é inadmissível que não exista a possibilidade de proteger a própria família, na própria casa, estando todos à mercê de ataques.

A proibição do porte de arma de fogo não é baseada em qualquer postulado científico, mas sim no ideário esquerdista – sim, a mesma esquerda que também odeia a polícia e exige o fim da PM, o que dá pista do quanto os canhotos entendem ou se importam com a segurança pública.

Há 60 mil homicídios por ano no Brasil, bem como inúmeros assaltos, invasões de casas e assim por diante. A crença mística dos que condenam o porte é baseada na suposição de que, com mais armas, os tiroteios seriam frequentes. É o exato oposto (e servem de prova os lugares onde o porte é permitido): como há muitas pessoas armadas, os criminosos têm mais cautela e os homicídios e assaltos à mão armada são em número menor.

O debate se faz urgente, e o referendo recente dá sinal do que pensa a maioria da população sobre o tema.

E que o povo do Espírito Santo tenha paz o quanto antes. Nosso apoio e desejo de força a todos os capixabas!

Por isso o eleitor quis mudança: em Ohio, ataque terrorista semelhante ocorreu 9 meses antes

Um carro iniciou um brutal atropelamento dentro da Universidade Estadual de Ohio. Na sequência, um homem desceu do veículo armado de faca e começou a ferir pessoas até que foi abatido pela polícia. O nome do suspeito: Abdul Razak Ali Artan, de 18 anos, um islamita que chegou aos Estados Unidos na condição de refugiado da Somália.

Tudo isso aconteceu em 28 de novembro de 2016. Nove meses antes, também em Ohio, um homem armado com uma machadinha invadiu um restaurante e começou a atacar pessoas que se preparavam para jantar. Após ferir quatro vítimas, foi morto pelas forças policiais. O nome do suspeito: Mohamed Barry, de 30 anos de idade, também originário da Somália.

Sim, casos praticamente idênticos, na mesma região, ambos com armas brancas, envolvendo personagens semelhantes com indignação semelhante. E nada de muito eficiente foi feito para evitar o segundo ataque.

Depois a esquerda não entende o desejo de mudança no eleitor americano.

Trump poderá nomear 4 membros da Suprema Corte. Estão em jogo: armas, aborto etc.

Há várias formas de explicar um fato passado, e quanto a isso o risco é de cair na coisa do “engenheiro de obra pronta”. Afinal, é mais fácil tentar compreender o que já aconteceu do que fazer uma estimativa do desconhecido.

Mas, nesse caso, não se trata de nada desconhecido.

O próximo Presidente dos Estados Unidos poderá nomear quatro membros da Suprema Corte. E esse próximo presidente será Donald Trump. Mas isso interfere em algo? Sim, em tudo.

Claro que os poderes de um Chefe de Estado, sobretudo o dos EUA, são grandes. Mas mesmo as ações pontuais mais severas não são tão marcantes quanto as decisões de uma corte suprema. Cabe ao órgão máximo do judiciário interpretar a constituição, decidir o que vale, como vale e assim por diante.

Encerradas as prévias, os eleitores norte-americanos precisaram escolher entre Hillary e Trump não apenas quanto às personalidades de cada um, quanto ao apoio da mídia ou coisas do tipo, mas também em características mais profundas, como aborto, porte de armas e assim por diante.

E o eleitorado dos EUA é muito mais vocacionado a levar esse tipo de coisa a sério e as nomeações para a corte máxima são levadas a sério. Tão a sério, aliás, que o Senado ainda não aprovou um nome indicado por Obama para substituir o legendário (e conservador) Antonin Scalia.

Sim, o nome precisa ser aprovado pelo senado. Também sim, tal casa legislativa é composta por maioria republicana, justamente o partido de Trump. Não é preciso somar dois e dois para entender a importância disso tudo.

No mais, fica a lição: devemos SIM saber como pensam nossos candidatos à Presidência da República acerca desses temas. Porque cá, como lá, a coisa também funciona pelo sistema de indicação.

2018 será interessante.

A Uber puniu o PM que em legítima defesa matou os bandidos que tentaram assaltá-lo

A crise chegou para todos e o brasileiro vai se virando como pode. Aqui no Implicante, toda forma honesta de renda extra é estimulada, e o serviço oferecida pela Uber foi um dos mais defendidos como uma boa alternativa. No entanto, a postura assumida pela empresa recentemente é extremamente questionável.

Porque um policial militar achou por bem aproveitar suas horas vagas para completar a renda oferecendo carona pelo Uber. Ao cumprir uma rota solicitada na Zona Leste de São Paulo, foi surpreendido com uma arma na nuca. Sim, os três passageiros tentavam assaltá-lo. Contudo, o PM reagiu e, em legítima defesa, matou os três assaltantes.

O que fez a Uber? Puniu o motorista excluindo-o do serviço. Na nota publicada na imprensa, saiu o seguinte destaque:

“Durante uma viagem solicitada por meio do aplicativo, a Uber proíbe o porte de armas de fogo de qualquer natureza a bordo do veículo, tanto para motoristas parceiros quanto para usuários. Qualquer pessoa que viole esta proibição perderá o acesso à plataforma da Uber.”

O Implicante torce para que a marca também lembre de punir os passageiros que solicitaram a viagem e puseram uma arma na nuca do motorista.