Mais um amigo de Lula complicado com a Justiça, desta vez em Portugal

Sérgio Moro condenou José Carlos Bumlai a 9 anos e 10 meses de prisão. Motivo: gestão fraudulenta e corrupção passiva. A condenação nasceu da ajuda do amigo de Lula na obtenção e quitação fraudulenta do empréstimo no Banco Schahin de R$ 12 milhões. Esses valores foram teriam sido usados para comprar o silêncio de Roman Maria Pinto, empresário que chantageava Lula e José Dirceu com o que sabia sobre a morte de Celso Daniel.

Mas Bumlai está longe de ser o único amigo de Lula encrencado com o Ministério Público. Do outro lado do Atlântico, o ex-primeiro-ministro José Sócrates, do Partido Socialista, é acusado de corrupção, fraude fiscal e lavagem de dinheiro no caso envolvendo a venda da Portugal Telecom à espanhola Telefonica.

Conforme apurado por Cláudio Humberto, do Diário do Poder, “para o MP, o ‘alinhamento político’ foi decisivo para facilitar a venda da posição da Portugal Telecom na Vivo à Telefónica e sua entrada na Oi“.

Se alguém achava que o noticiário político esfriaria após o impeachment, se enganou.

Lá ele não indicou ninguém ao STF: pessoas próximas a Lula são investigadas em Portugal

Lula | Foto: Valter Campanato/ABr

O colunismo político informou no fim de semana que Lula estaria agindo para se blindar contra três grandes investigações que chegam à sua família e amigos: Lava Jato, Zelotes e Acrônimo. Pois o ex-presidente precisará se virar em cinco, já que duas investigações em Portugal miram pessoas próximas ao petista.

Lula | Foto: Valter Campanato/ABr
Lula | Foto: Valter Campanato/ABr

O enredo na Europa lembra bastante o que já acontecia no Brasil: pagamentos suspeitos garantiriam uma autorização do governo brasileiro e agências reguladoras, com a participação de construtoras brasileiras, que teriam quitado dívidas de R$ 1,2 bilhão junto à Portugal Telecom em negócio com a Oi. Escreveu o jornal português Público, sobre as suspeitas investigadas:

“Pagamentos de várias dezenas de milhões de euros ao universo restrito do ex-presidente da República Lula da Silva, bem como a ex-governantes e gestores brasileiros e portugueses.”

A imprensa portuguesa cita a Andrade Gutierrez como uma das construtoras sob suspeita, assim como Luís Oliveira Silva, sócio e irmão de José Dirceu, e dono da casa onde documentos sobre a Portugal Telecom teriam sido encontrados.

Mas o diferencial é que, na Europa, a blindagem de Lula é bem menos eficiente – o PT não indicou a maior parte dos ministros Suprema Corte portuguesa.