Odebrecht diz ter comprado o apoio da maioria dos partidos pró-reeleição de Dilma Rousseff

Quando Dilma Rousseff concorreu à reeleição, oito partidos se somaram ao PT para garantir à coligação um total de 11 minutos e 24 segundos no horário eleitoral. A saber: PMDB, PSD, PP, PR, PDT, PRB, PROS e PCdoB. Mas o apoio da maioria desse grupo custo caro aos cofres da… Odebrecht!

Um ex-diretor da empreiteira confirmou que o apoio do PDT custou R$ 4 milhões. E outras quatro siglas, segundo a Veja, teriam recebido a soma de R$ 35 milhões.

Em depoimento ao TSE, o trio Cláudio Melo Filho, Alexandrino Alencar e Hilberto Silva confirmaram que a Odebrecht comprou com 7 milhões de reais o apoio de cinco partidos, entre eles o PCdoB e o PRB. Tudo em dinheiro vivo.

A denúncia é gravíssima. Em casos semelhante, resultou em cassação. E isso pode atingir mortalmente o governo Temer, eleito pela mesma coligação.

Após vice-liderança em pesquisa, PR e PRB disputam Jair Bolsonaro para 2018

Um dos pontos levantados por alguns analistas políticos é o fato de que, para ter uma candidatura viável nas próximas eleições presidenciais, Jair Bolsonaro precisaria de um partido com alguma estrutura – e capacidade de articulação com outras legendas. A ponderação, por óbvio, é procedente.

A boa colocação nas últimas pesquisas fez com que o processo se adiantasse e há pelo menos duas legendas querendo a filiação do deputado: PR e PRB.

O PR surge da união do PL com o PRONA (sim, aquele do Enéas). O PRB é conhecido como “Partido da Universal”, considerando os vínculos da legenda com a igreja de Edir Macedo. Ambos são de estrutura média, com relativo tempo de TV e capacidade para agregar outras legendas.

Bolsonaro, por sua vez, adotou uma postura cautelosa. Optou pela espera do desenrolar da Lava Jato para fazer sua escolha. Até lá, caso continue bem posicionado nas pesquisas, é possível que as ofertas aumentem. Até mesmo de coligações e afins.

Enfim, já parece haver um desenho de como será o pleito daqui a um ano e meio.

Ibope mostra que Marcelo Crivella caminha para ter o dobro dos votos de Marcelo Freixo

07.07.2006 - Senador Marcelo Crivella. Foto: José Cruz/ABr.

O eleitor carioca, por força de suas próprias escolhas, precisa escolher no segundo turno entre Marcelo Crivella e Marcelo Freixo. A beleza do Rio de Janeiro merecia opções bem melhores para gerir a cidade. A malandragem, tão vendida em verso e prosa pelas ruas da capital, já deve estar começando a rever seus conceitos. Contudo, o Ibope mostra que, dos candidatos, o menos à esquerda deve prevalecer.

Crivella, que traz no currículo uma passagem como ministro da Pesca de Dilma Rousseff, aparece com 67% dos votos válidos. Freixo, que adora repetir por aí que o impeachment que cassou a petista foi um golpe de Estado, tem apenas a metade: 33%.

Ainda há tempo para virar? Há. Mas Freixo precisaria rever conceitos pregados pela própria militância por toda uma vida. Não seria fácil mudar de opinião. Muito menos soar convincente.

Por 37 a 9, bancada do PP na Câmara aprova posição favorável ao impeachment

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Informa a repórter Andrea Sadi, da Globonews, que o PP (Partido Progressista), outrora um dos eventuais novos fiadores do governo no legislativo, acaba de aprovar agora mesmo a posição FAVORÁVEL AO IMPEACHMENT.

E a votação foi grande demais para um partido que seria o grande aliado: 37 a 9.

Soma-se a isso a posição idêntica tomada hoje pelo PRB e temos que a coisa está realmente tétrica para os lados do governo de Dilma Rousseff.

Ou seja: a coisa está realmente boa para o Brasil.

Abaixo, o tuíte de Andrea Sadi:

 

Deputados do PRB decidem votar TODOS em favor do impeachment

Edir Macedo - Dilmar Rousseff - PRB

Apesar de ter sido o primeiro a abandonar a base, vale lembrar que o PRB nunca efetivamente saiu da asa do Planalto. Foi, voltou, ameaçou ir, voltou de novo etc. O partido, é sempre bom lembrar, é considerado a legenda da Igreja Universal na política.

E a IURD era até ontem uma grande aliada.

Por isso que cai como uma bomba (ok, entre tantas outras) no governo este anúncio. Não se trata de liberar o voto, mas sim a decisão de que TODOS VOTARÃO PELO IMPEACHMENT.

Pelo visto, não sobrará muita gente.