Apertando o cinto: Dória vai pagar R$ 2 mil para Rei Momo. Gestão anterior pagou R$ 20 mil

A futura corte do Carnaval Paulistano vai receber da Prefeitura 90% a menos na premiação financeira este ano.

Enquanto na gestão anterior o Rei Momo e a Rainha do Carnaval receberam R$ 20 mil cada, o prefeito João Dória decidiu diminuir o cache do toda a corte do carnaval e o motivo, segundo a Folha, é um só:

Corte devido à atual situação econômica do país.

Imagem: Divulgação/SPTuris/2015

 

Tentando conquistar voto para Haddad, Lula chama metade dos paulistanos de “gente atrasada”

De acordo com o DataFolha, uma parcela de 30% dos eleitores promete voto a João Doria Júnior, candidato do PSDB. Celso Russomanno, que concorre pelo PRB, ainda receberia os de outros 22% e ambos disputariam o segundo turno. Se o levantamento do instituto estiver correto, a dupla é a preferida de metade dos paulistanos.

O que Lula acha de todo esse pessoal? Que eles são “gente atrasada”.

Vejam o ex-presidente falou em comício de Fernando Haddad:

“Queria pedir ao bresser Pereira que perguntasse ao FHC, sei que você é ainda amigo dele, […] se é possível que São Paulo tenha tanta gente atrasada para votar no Doria e no Russomanno?

Recentemente, Lula foi ao Nordeste declarar apoio aos seus candidatos. Mas alguma coisa errada ele fez, pois, depois disto, petistas afundaram nas pesquisas em Recife e Fortaleza.

Se o truque para conseguir voto para Haddad é xingar o paulistano de atrasado, não será estranho um efeito parecido em São Paulo.

Em São Paulo, João Doria é o único a liderar todas as simulações de segundo turno

A boa notícia para o PSDB não se dá apenas no primeiro turno. De acordo com o mesmo DataFolha, João Doria Júnior deve partir para o segundo com larga vantagem sobre qualquer possível candidato. Em todas as simulações testadas, o tucano lidera. E apenas com Celso Russomanno há um empate técnico quase no limite da margem de erro de 3%.

Contra o candidato do PRB, Doria venceria por 42% a 37%. Contra Marta Suplicy, do PMDB, a vitória viria por 45% a 36%. Contra Fernando Haddad, do PT, ou Luiza Erundina, do PSOL, tanto faz, o resultado seria esmagador: 53% a 26%.

O segundo páreo mais duro seria justamente Russomanno, que surge à frente de Haddad, Erundina e Marta, ainda que empatado tecnicamente com a última.

Marta só teria forças para vencer Haddad ou Erundina. Quando estes dois últimos se enfrentam, rola um empate técnico com pequena vantagem para a candidata do PSOL.

Virada em São Paulo: João Doria lidera, Marta Suplicy cai, Russomanno e Haddad não reagem

O Datafolha trouxe uma atualização da corrida eleitoral em São Paulo apenas 5 dias depois. Nesse intervalo, João Doria Júnior assumiu a liderança isolada da disputa com 30%, crescendo 1% por dia. Ao que tudo indica, o tucano enfrentará Celso Russomanno, do PRB, no segundo turno, já que o deputado federal parou de cair e estacionou nos 22%. Marta Suplicy, do PMDB, despencou 5% e agora possui apenas 15%.

O prefeito Fernando Haddad, do PT, apenas oscilou dentro da margem de erro, indo de 10% para 11%. Fenômeno parecido ocorreu com Major Olimpio, do SD, que caiu para 1%. Luiza Erundina estagnou nos 5%.

Caso as tendências se confirmem, todo os prefeitos que o PT já elegeu em São Paulo ficarão de fora do segundo turno.

A esperança da campanha de Haddad é que os eleitores se confundam e votem nele por engano

Fernando Haddad está indo bem mal em São Paulo. Quão mal? Corre o risco de sair da urna com o pior desempenho do PT na história. Tanto que, uma semana antes da votação, já cogitam um apoio a Marta Suplicy no segundo turno. Contudo, há uma última esperança. Mas ela é patética.

Conforme revelado pelo Painel da Folha – um veículo onde as táticas do PT costumam ser publicadas de forma transparente –, a torcida é para que os eleitores da periferia da cidade votem no petista por engano, pois digitariam o 13 e não perceberiam que a foto no monitor não é a de Marta, ex-petista bem mais em conta com os mais humildes.

Ao poucos, o PT vira uma piada do Sensacionalista.

Pela primeira vez na história, Fernando Haddad parece concordar com o Implicante

Em 12 de agosto, o Implicante observou que a profusão de candidatos de esquerda na disputa pelas duas maiores prefeituras do país era péssima para a esquerda. Em São Paulo, além do prefeito Fernando Haddad, competem pela vaga duas ex-prefeitas pelo PT: Marta Suplicy e Luiza Erundina. No Rio de Janeiro, há três esquerdistas no páreo: Jandira Feghali, Marcelo Freixo e Alessandro Molon.

Por que isso seria péssimo? Porque divide o voto esquerdista, que já não é o mesmo de outrora. E dificulta a ida de qualquer um deles para um eventual segundo.

Faltando 10 dias para a votação, ao menos Fernando Haddad se tocou disso. E falou à Folha que a competição com Erundina e Marta prejudica seu desempenho na eleição.

O Implicante não só concorda, como acrescenta: ainda bem.

Após a ditadura, São Paulo jamais elegeu um mesmo prefeito duas vezes

Poucas cidades foram administradas por tantos gestores distintos como São Paulo nos últimos 30 anos. Ao todo, nove políticos assumiram a prefeitura neste período. E mesmo o perfil deles é bem variado. Há ex-presidente (Jânio Quadros), descendente de libaneses (Paulo Maluf), duas mulheres, sendo uma delas nordestina (Luiza Erundina e Marta Suplicy), um negro (Celso Pitta), um acadêmico (Fernando Haddad), um magistrado (Régis de Oliveira), um “solteiro sem filhos” (Gilberto Kassab) e até um careca social democrata perseguido em duas ditaduras (José Serra).

De toda esta lista, apenas Kassab conseguiu se reeleger, mas não chegou a vencer duas eleições para prefeito, uma vez que chegou ao cargo como vice de Serra.

O resultado é reflexo da pluralidade dos povos que habitam a cidade. Das mais variadas origens, a depender da época, um consegue se fazer ouvir melhor do que o o outro, e encaixa seu representante na gestão municipal. Ao mesmo tempo, denota o alto grau de exigência do eleitor: ou o prefeito governa para todos, ou não volta a governar.

Está bem claro ser este o caso de Fernando Haddad, que centrou sua política nos anseios de uma elite acadêmica do caro centro da capital, e agora surge distante até mesmo do segundo turno.

Resta a Erundina e Marta quebrarem a tradição. Ou a Russomano e Doria confirmarem-na.

Pela primeira vez, João Doria/PSDB aparece à frente na disputa pela prefeitura de São Paulo

O DataFolha confirmou uma mudança brusca na corrida eleitoral para prefeito de São Paulo. Por causa da margem de erro em 3%, os três primeiros colocados estão tecnicamente empatados. Mas, pela primeira vez, Celso Russomanno (PRB), com 22%, não aparece à frente, deixando a dianteira para João Doria Júnior (PSDB), com 25%. Completando o pódio, vem Marta Suplicy (PMDB), com 20%.

Fernando Haddad (PT) aparece apenas na quarta posição, com 10%, seguidos de Luiza Erundina (PSOL), com 5%. Major Olimpio (SD) segue com apenas 2%.

Dos principais candidatos, só João Doria Júnior cresceu, e muito: 9%. Russomanno desabou 4%. Haddad (1%), Erundina (-2%) e Marta (-1%) variaram dentro da margem de erro.

Se os candidatos continuarem o movimento que se observa, é possível afirmar que as chances de segundo turno são bem maiores para Doria e Marta. Mas a última semana de campanha costuma reservar surpresas.

Mais um desmentindo a Folha: Doria NÃO gasta com propaganda mais do que concorrentes somados

Dias atrás, a Folha publicou que João Doria Júnior estava gastando com propaganda mais do que a soma de todos os seus adversários. O tucano considerou isso uma manipulação grosseira dos números e conseguiu com o próprio jornal um espaço para publicar um desmentido: ele não gastou em propaganda mais do que campanhas somadas dos concorrentes.

De acordo com a equipe do candidato, a reportagem da Folha foi contatada já nos primeiros minutos em que a informação foi ao ar, ainda assim o jornal deixou a desinformação correr. O argumento de Dória é simples: a reportagem usou dados desatualizados do TSE, e tratou as estimativas tucanas como valores finalizados.

Conforme publicado na própria réplica:

Mais correto seria a matéria ter comparado os valores arrecadados e gastos pelas campanhas, respectivamente, João Doria R$ 4,3 milhões, Haddad R$ 3,8 milhões, Russomanno R$ 3,7 milhões e Marta R$ 3,6 milhões, que demonstra que os gastos efetivamente realizados pelos candidatos são equivalentes, como consta na atualização do site do TSE.”

Por essa lógica, o candidato do PSDB não atinge nem 40% dos valores gastos por seus adversários.

Antes, a Lava Jato já tinha emitido nota desmentindo a capa da Folha do último domingo.

Na periferia de São Paulo, o PT perdeu 9 de cada 10 eleitores que tinha em 2008

Quando faltava apenas três semanas para o primeiro turno de 2008, Marta Suplicy surgia nas pesquisas como a candidata preferida de 46% dos mais pobres de São Paulo. Quatro anos depois, Fernando Haddad tinha apenas 16%. Agora, em 2016, menos ainda: 6%.

Em oito anos, o PT viu seu eleitorado reduzir em 87% junto às camadas mais humildes da população. Ou seja: o petismo perdeu 9 de cada 10 votos que tinha na periferia da maior cidade do país. E isso porque a sigla adorava propagar a si mesma como a única defensora possível dos mais humildes – coisa que nunca foi.

A continuar assim, as urnas mostrarão o que acontece quando uma gestão pública prioriza as vontades da elite acadêmica da capital.