Segundo a PF, prejuízo da corrupção na Petrobras foi de R$ 19 bilhões

Nada de 3. Foram 20%…

Esqueçam aquela conversa de “três purça”. A coisa é ainda pior. Vejam trecho de reportagem de Fausto Macedo, no Estadão:

“A Polícia Federal reuniu elementos para apontar que o prejuízo gerado para a Petrobrás pelo esquema de cartel, fraudes em licitações, desvios e corrupção alvos da Operação Lava Jato pode chegar a 20% do valor dos contratos. O porcentual é muito superior aos 3% referentes às propinas confessadas por delatores. Segundo a PF, o rombo no caixa da estatal petrolífera já chega a R$ 19 bilhões. O delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paulo, um dos coordenadores da equipe da Lava Jato, afirmou que essa coleta de elementos “pode levar um prejuízo à Petrobrás em seus contratos da ordem de 15% a 20%”.” (grifos nossos)

Dezenove bilhões de reais. Um valor tão absurdamente alto que chega a ser difícil fazer qualquer comparação.

Quando algum governista disser que é preciso “MAIS ESCOLAS, MENOS PRESÍDIOS”, devemos lembrá-lo que, com esse valor, daria para construir escolas daqui até a Lua e, no caminho de volta, construir também presídios, hospitais etc.

Governo desconsidera prejuízo de R$ 92,3 milhões e livra Graça Foster

 dilma-e-graça-foster
Deu em O Globo, que fala em “blindagem” à presidente da Petrobras:
“Pasadena: CGU acatou defesa de Petrobras e desconsiderou prejuízo de R$ 92,3 mi para livrar Graça Foster – Blindagem à presidente da estatal ocorreu ainda na gestão do ministro Jorge Hage. A Controladoria Geral da União (CGU) incorporou um argumento da Petrobras, desconsiderou por completo a existência de prejuízo de R$ 92,3 milhões no descumprimento de uma sentença arbitral e, com isso, isentou a presidente da estatal, Graça Foster, de qualquer responsabilidade nas irregularidades por trás da compra da refinaria de Pasadena, no Texas.”
Importante lembrar que a CGU não tem vínculo com o Poder Judiciário, de modo que essa decisão não tem valor jurídico de absolvição. É apenas o parecer de um órgão do próprio governo, especificamente subordinado à presidente Dilma – que, por sinal, indica seu titular.