Checamos: obviamente, João Doria NÃO é contra a prisão de Lula, em caso de condenação

Ontem, nas redes, circulou o boato de que João Doria seria contra a prisão de Lula. Alguns da esquerda o fizeram, mas a surpresa foi verificar que também do outro lado a coisa aconteceu. O Implicante mantém o compromisso de jamais endossar ondas de ataque ao lado direito, ainda que respeite e entenda de forma plena algumas divergências.

Nesse caso, e sem tomar partido, é preciso ao menos esclarecer. E não foi assim. Seguem as palavras de Doria:

“Que dispute a eleição e na sequência pague por aquilo que a Justiça determinar, porque ele será derrotado; institucionalmente, para o país, seria bom que a grande derrota de Luiz Inácio Lula da Silva fosse na eleição, porque aí sepultamos por completo essa vitimização” (grifamos)

Está claro, portanto. O trecho grifado não dá margem a qualquer dúvida.

Por que a polêmica, então? Porque ele falou como naqueles casos do futebol, o famoso “vamos ganhar na bola”, dizendo – com razão – que “seria bom”, e sem dúvida seria mesmo simbolicamente forte, uma derrota também nas urnas, enterrando qualquer narrativa mítica.

Convenhamos, foi apenas isso que ele disse. Segue o jogo.

Liberdade de goleiro Bruno não deixa dúvidas: nossas leis penais precisam de mudança urgente

Entre tantas ideias estapafúrdias, a esquerda milita contra as penas mais duras. Segundo o esoterismo canhoto, a hipótese de ficar preso muitos e muitos anos não faz com que as pessoas cometam menos crimes. Claro que não há qualquer prova nesse sentido, é tudo crendice ideológica.

Desta feita, TODO nosso sistema penal é elaborado com um pouco desse ranço. Cumpre-se um tempo X no regime fechado, ganha-se o benefício do semiaberto e assim por diante. Mesmo a prisão depois do julgamento em segunda instância recebe críticas severas dos militantes judiciários.

Pois deu no que deu. E às vezes é preciso um caso de comoção nacional para que todos percebam como funciona nosso sistema.

Neste caso, o goleiro foi condenado, mas em primeira instância, de modo que estava preso ainda na “preventiva”. E por seis anos. E então o ministro Marco Aurélio, do STF, concedeu liberdade a ele. Mesmo condenado.

Culpa do juiz? Culpa do Supremo? Nada disso. As leis são assim e casos similares acontecem o tempo todo.

Fundamental, portanto, que a legislação seja revista, agora sem crendices ideológicas.

Precisava ter raspado a cabeça dele? Sim, precisava – e a explicação é simples e vergonhosa

Na penitenciária, onde cumpriria sua pena de prisão provisória, Eike Batista teve os cabelos raspados. Alguns suscitaram que não foi bem assim, mas apenas foi-lhe retirada a peruca, numa mistura de maldade e certa dose de ceticismo. Mas as coisas são um pouco menos elaboradas: raspa-se o cabelo do preso porque há infestação de piolhos na penitenciária.

Explicação simples. E muito vergonhosa, porque é inacreditável, nos dias de hoje, que o estado não consiga dar jeito nas condições sanitárias periclitantes dos presídios – se bem que mesmo zonas residenciais urbanas têm córregos a céu aberto, deixando claro que o Brasil ainda é um país deplorável nesse tipo de coisa.

Desse modo, e vergonhosamente, é NECESSÁRIO raspar a cabeça de todos numa penitenciária.

Vale lembrar, afinal, que a pediculose – doença provocada pelos piolhos -, em casos extremos, pode provocar até mesmo a anemia, além do aumento de risco de contágio de outras doenças, considerando os ferimentos provocados pelas coceiras na cabeça.

Com prisão de Cunha, Sergio Moro e Lava Jato matam duas “narrativas” petistas de uma vez

E o Cunha? É o que sempre perguntavam. Alguns ainda perguntam. Foi suspenso, foi cassado e agora teve ORDEM DE PRISÃO EXPEDIDA POR SÉRGIO MORO, NA OPERAÇÃO LAVA JATO. A mesma Lava Jato que eles diziam ser responsável pelo impeachment e que ACABARIA depois da saída de Dilma Rousseff

Segundo a militância petista, a operação seria tão-somente um mecanismo golpista de verniz institucional. Imagine a cara deles agora com Moro mandando prender Cunha…

Assim, um já clássico diálogo da “narrativa” passará a ter desfecho patético a eles:

– Tá, mas e o Cunha? A Lava Jato parou depois do impeachment, né?

– Sérgio Moro, da Lava Jato, acaba de mandar prender Cunha.

– …

De uma vez, duas teses furadas vão pro espaço. Jajá eles inventam outras, são bons nisso (e só tem mesmo isso a recorrer, no fim das contas). Mas estaremos atentos para desmentir todas elas, uma a uma.

O choro, ao contrário de Dirceu, Palocci e agora também Eduardo Cunha, continua livre.

“Vigília” contra prisão de Lula prejudicou muito o petista, por dois motivos; entenda

A atual guerra de comunicação instalada no país faz com que narrativas sejam disputadas, versões sejam impostas e assim vilões sejam tratados como heróis, e vice-versa. Quem não se lembra, por exemplo, do pessoal aplaudindo José Dirceu quando ele foi condenado há quatro anos? Depois da segunda condenação, já no outro escândalo, diminuíram a carga.

Fenômeno similar acontece com Lula. O líder máximo do petismo é réu em três processos, ao menos até agora, mas ainda assim é tratado como herói por parte da militância do PT (devemos concordar que não são todos, mas alguns poucos ainda restam firmes nesse propósito).

Daí, do nada, começa o boato de que ele será preso. E isso faz com que seja sugerida uma “vigília” na porta de sua casa. Para alguns isso pode soar como boa coisa, mas foi um tremendo tiro no pé. Pior ainda: TIRO DUPLO. Explicamos agora as duas razões disso.

1 – Todos se acostumam com a ideia

Alguns anos atrás, a mera ideia de Lula ser INVESTIGADO já vinha com refutações tratando como um absurdo. Era simplesmente IMPENSÁVEL que ele fosse objeto de suspeita. E então vieram os depoimentos, os inquéritos, as denúncias, e ao longo desse tempo todo simplesmente o povo se acostumou aos fatos.

Réu em três processos, cada qual com um juiz diferente e investigadores próprios, o líder petista deixou de ter aquela imagem de outrora. Mesmo assim, é sempre um mau negócio reforçar a ideia de que ele pode ser preso.

E a “vigília” fez exatamente isso. Na prática, ao fim e ao abo, tornou pública e evidente uma ideia que até então era aventada de forma quase velada. Prestaram assim um tremendo desserviço tático a quem acreditavam defender.

2 – O vexame da fraqueza escancarada

Bom, pelo menos reuniram milhares de pessoas, né? Não, nada disso. Foram menos de cem pessoas, uns poucos gatos pingados, e isso já incluindo dirigentes do partido.

O vexame foi tamanho que o próprio criador do evento apareceu só depois que acabou.

Resta escancarada, portanto, a fraqueza da militância. Fica evidente e exposta a decadência da popularidade de Lula mesmo entre os seus. Também por isso a “vigília” foi um péssimo negócio para o petista.

Conclusão

Provavelmente, Lula não deu as caras, nem na janela!, porque sabe disso. Ele é um político experiente e tem total noção de que essa “vigília” o prejudicou demais. Ou então, vai saber, nem mesmo lá ele estava. E essa hipótese tornaria o ato ainda mais estapafúrdio.

Enfim, já estão agora todos acostumados com a ideia de que ele pode ser preso e, bom, já ficou claro que a militância não seria capaz de conter nem uma bicicleta de rodinha, tanto menos meia dúzia de viaturas da polícia.

Já era.

O cerco se fecha mais: Lava Jato prende Guido Mantega, ministro da Fazenda de Lula e Dilma

Lula assumiu a Presidência da República em 2003 e chamou Antonio Palocci para o Ministério da Fazenda. Três anos depois, com o escândalo da “República de Ribeirão Preto”, ele caiu e foi para seu lugar o economista Guido Mantega, permanecendo no cargo até 2015. Foi ele quem “tocou” (vamos dizer assim) a economia brasileira durante todo esse tempo, incluindo todo o primeiro mandato de Dilma Rousseff.

E agora, por meio da Operação Lava Jato, está preso.

Trata-se da fase “Arquivo X”, cujo nome faz referência à letra que aparece nas empresas de Eike Batista; neste caso, mais especificamente, a OSX. Ao todo, foram 33 mandados de busca e apreensão, 8 de prisão temporária e outros 8 de condução coercitiva.

Ainda não há muitos detalhes, mas sabe-se que a prisão de Mantega decorre de eventual atuação, em favor do PT, na arrecadação de valores junto a empresas contratadas pela Petrobras.

Segundo o próprio Eike Batista, o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma foi quem pediu uma dinheirama ao Partido dos Trabalhadores, cerca de R$ 5 milhões de reais.

E o cerco se fecha.

Roberto Jefferson, preso por 7 anos, fala de Lula: “já passei por isso, é bem ruim”

Pode-se atribuir a Roberto Jefferson um aparcela de responsabilidade no que ocorre hoje na política brasileira. Em toda essa meada, há um fio que, bem puxado, liga alguns pontos. Acompanhem.

Foi graças a ele, por meio de uma confissão-denúncia, que se descobriu a mutreta do Mensalão. Desse modo, petistas – e ele próprio – foram condenados e presos. Em meio a essa primeira devastação, aprovou-se a Lei de Delação Premiada, Dilma Rousseff até bateu bumbo sobre isso na campanha, embora depois se dissesse contra os delatores.

Roberto Jefferson - Lula - José Dirceu
Roberto Jefferson, Lula e Zé Dirceu: no início do governo petista, eram aliados, depois deu no que deu… Ainda bem.

E o que temos? Por conta dessa nova lei, foi possível levar adiante a Operação Lava-Jato, e tantas outras que agora já surgem pelo país.

Agora, é a vez de Jefferson dar conselhos a Lula. Palavras do ex-deputado:

Não é fácil o que ele vai passar, não. Eu já passei por isso e sei bem. É ruim (…) Ele tem meu respeito como ser humano. Não é uma satisfação, não desejo isso para ninguém. (…) Não quero julgar ninguém, desejo a ele força para que possa enfrentar isso de cabeça erguida

O Implicante também não quer julgar ninguém. Isso fica a cargo de Sérgio Moro e outros bravos juízes. Mas daí a dizer que não seja uma satisfação, estaríamos sendo um tanto hipócritas.

Vizinhos de Gleisi aplaudem a PF, que fez busca e apreensão no apartamento da senadora

Gleisi Hoffmann - Paulo Bernardo - Lava Jato - Prisao

Hoje, o marido de Gleiso Hoffmann foi preso e a Polícia Federal realizou busca e apreensão em sua casa (onde mora com Paulo Bernardo, ex-ministro de Lula e Dilma e atualmente presidiário). Quando a Polícia Federal foi para lá, porém, o pessoal da área bateu palma efusivamente.

Se pela TV Senado já é difícil aturar Gleisi Hoffmann, imagine ter de conviver na mesma rua ou mesmo prédio. Desse modo, é compreensível que seus vizinhos tenham reagido dessa forma, aos aplausos à PF.

Na verdade, piadas à parte, é um reflexo de como TODO o povo reage, dando apoio total às autoridades. E o episódio serve também para deixar claro a total e completa perda de apoio popular pelo PT.

Nossos aplausos à Polícia Federal. E também aos vizinhos de Gleisi e Paulo Bernardo.

No “Dia dos Direitos Humanos”, Cuba prende manifestantes de oposição à ditadura

Não deixa de ser coerente por parte da ditadura socialista cubana, já que sempre desprezaram os direitos humanos, mas ainda assim é de certa forma espantoso. Cuba é uma ditadura feroz, que proporcionalmente (considerando o número de pessoas que viviam e vivem na ilha) matou e mata mais que muito regime considerado genocida. Agora, mais essa: em pleno “Dia dos Direitos Humanos” prende opositores, já que o regime ditatorial não permite oposição política.

E é isso que a esquerda brasileira quer para nosso país. Dizem ser “contra” ditadura e até fingem dar chilique quando alguém propõe algo do tipo. Mas, sim, eles gostam de ditadura – desde que seja alguma de bandeirinha vermelha e parceira do “partido do coração”.

Dilma Rousseff - Fidel Castro

Taí o que acontece.

Agora vai? Novas prisões na FIFA miram futebol sulamericano

Recentemente, EUA e Suíça empreenderam esforço conjunto para combater a corrupção no futebol mundial, realizando prisões de membros da FIFA. Até mesmo a Copa de 2014 entrou na mira do FBI.

E, agora, uma nova operação tem como alvo prioritário o futebol da América do Sul. As prisões foram realizadas nesta quinta-feira, em Zurique (sede da FIFA). Foram presos, entre outros, o atual presidente da Conmebol, Juan Napout – nada menos que o TERCEIRO presidente da confederação detido em um semestre (sim, em apenas 6 meses).

Também foi preso o presidente da CONCAFAF, o hondurenho Alfredo Hawit. E ambos são vice-presidentes da FIFA. A previsão é de mais de dez presos ao redor do mundo nessa operação.

CONMEBOL

Falta agora virem ao Brasil.