Em resposta a William Waack, Dilma Rousseff disse que ela própria, Lula e o PT seriam “coisa de preto”

Family of Brazilian president Dilma Rousseff (left to right): Igor (brother), Dilma Jane Silva (mother), Dilma Rousseff (as a child), Zana Lúcia (sister), and Pedro Rousseff (originally Pétar Rusév; her Bulgarian father).

Com 280 caracteres, Dilma Rousseff se sentiu mais livre no Twitter para tirar proveito da crise vivida por William Waack, que na semana anterior surgia em vídeo fazendo piada racista quando da eleição de Donald Trump. Contudo, e como era hábito quando ainda presidia o Brasil, a presidente cassada deu mais uma de suas declarações confusas. Pior: num tom que foi entendido por vários leitores como também racismo.

A petista assim se pronunciou:

“Sabe o que eu acho que é o novo? Esse foi um pensamento que tive depois do caso do William Waack. Você sabe o que é coisa de preto? O PT é coisa de preto. O Lula é coisa de preto. Nós somos coisa de preto. Eu sou uma coisa de preto.

Dilma é filha de um búlgaro com uma brasileira. Talvez por isso o comentário tenha causado tanta indignação – além de piada sobre a cor da tarja do tipo de medicação que teria rendido comentário tão nonsense.

Também no Twitter, Fernando Holiday deu uma resposta no tom característico de um membro do MBL. O vereador por São Paulo disse que “nem Lula, nem Dilma e nem o PT são ‘coisa de preto’. Preto não é bandido para estar associado a vocês. Diga não ao racismo!“. No que foi também bastante compartilhado.

Até o momento da redação deste texto, a militância que tanto se dedica à causa não fez o devido barulho contra eventuais “apropriações culturais” da parte da ex-presidente.

A histeria da esquerda americana conseguiu reduzir a credibilidade do Oscar

Em 2016, com a ausência de atores negros concorrendo nas quatro categorias de atuação, a militância deitou e rolou alegando que a “academia”, uma associação que conta com mais de 5 mil membros, boa parte deles negros, seria racista. Um ano depois, o evento veio recheado do que a esquerda americana chama de “diversidade”. E vários “não-brancos” foram não só indicados, mas também premiados.

Ao Hollywood Reporter, o vencedor do prêmio de melhor ator coadjuvante disse torcer para ter sido indicado não por ser negro, mas por ter feito um bom trabalho. O pior é que a suspeita levantada por Mahershala Ali é a mesma de muitos que assistiram a Moonlight, vencedor de melhor filme. Porque a participação de Ali é de fato boa, mas curta, apenas no primeiro terço do trabalho. Não seria algo inédito na categoria, que já agraciou interpretações com menos de 8 minutos em tela. Mas o contexto conta contra.

Com isso, o esquerdismo conseguiu prejudicar mais uma marca. Pois o Oscar, que já significou a vitória dos melhores trabalhos de Hollywood, está cada vez mais com cara de um projeto que apenas busca fazer uma compensação social que não cabe ao cinema fazer.

Quanto às minorias americanas, continuam enfrentando os mesmos problemas, com ou sem Oscar.

Grammy foi ofuscado por cantora negra vestindo projeto de gay imigrante apoiador de Trump

O Grammy é uma premiação tão esquerdista que vários integrantes do partido Democrata já foram agraciados com o prêmio, entre eles Jimmy Carter, Bill Clinton, Al Gore, Hillary Clinton e Barack Obama (duas vezes). Para a edição 2017, eram aguardados ainda mais atos políticos, uma vez que a classe artística americana está revoltada com a vitória de Donald Trump. Mas uma cantora desconhecida roubou a cena.

Trata-se de Joy Villa, uma cantora californiana de 25 anos cuja carreira começou há 15 anos. Ela apareceu no evento usando um vestido desenhado por Andre Soriano. Num primeiro momento, uma capa branca cobria toda a “obra”. Quando os cliques começaram, a artista revelou o que havia por baixo. E foi possível notar uma roupa com as cores dos Estados Unidos, e os dizeres: “Make America Great Again“, com o nome TRUMP na base da saia.

Villa já lançou oito álbuns e um livro de poemas. Mas é possível descrever a cena usando apenas rótulos que a esquerda adora explorar em seu discurso político: era uma mulher negra usando o trabalho de um gay imigrante filipino apoiador de Trump.

Um detalhe é sempre importante destacar: Soriano é um imigrante LEGAL. E é esse o ponto de toda a política imigratória do atual presidente americano.

É preciso mudar o discurso: racismo é racismo com ou sem “componente histórico”

A Netflix canadense anunciou nos últimos dias o lançamento de uma série chama “Dear White People” que vem sendo altamente negativada no próprio canal no YouTube. Há algumas semanas, o Brasil via o lançamento de um aplicativo anunciado como um “Tinder para negros”. No final de 2016, regado a muito sarcasmo, a MTV americana lançou uma campanha que ironizava vários argumentos utilizados pelos “brancos americanos”.

É um fenômeno muito mais recorrente do que se imagina. Uma breve busca no Twitter retorna uma lista com 22 perfis usando a expressão “fuck white people” no nome ou na descrição. E os tweets com o xingamento são incontáveis. Mas estes usuários não serão derrubados por praticarem racismo, ou “racismo reverso”, pois a militância sempre se salva argumentando que, se não houver um “componente histórico”, não há do que se reclamar.

Na prática, este discurso defende que o racismo só seja detectado após décadas ou séculos de abusos. O que, obviamente, não faz o menor sentido. Quando se leva em consideração que racismo mata, por vezes aos milhões, por vezes em pouquíssimo tempo – vide o Holocausto –, torna-se urgente o combate ao argumento.

Racismo é racismo com ou sem “componente histórico”. É lógico que a prática ter se iniciado séculos antes torna tudo muito mais dramático e inaceitável, mas ao humanidade não pode se dar ao luxo ignorar um problema tão grave já na sua origem. Até porque não há melhor momento para combatê-lo senão quando ainda minúsculo.

Essas pessoas que gritam “fuck white people” aos quatro ventos precisam ser severamente repreendidas. Antes que seja tarde demais.

E lançaram um “Tinder” só para negros…

A ideia original era se chamar Afrotinder, mas mudaram o nome para Afrodengo. Sim, o objetivo é lançar um aplicativo de relacionamentos que apenas aceitaria a participação de negros. Mas, por enquanto, não passa de um fórum virtual. A matéria do Aratu Online fala que a iniciativa nasceu na Bahia, que já conta com 11 mil participantes, mas o vídeo de apresentação cita uma história originada no Rio de Janeiro.

https://www.youtube.com/watch?v=y9sZ3EoGTn8

É uma iniciativa bem questionável, pois abre brecha para que outros aplicativos do gênero limitem o acesso a integrantes de determinadas raças. E as consequências disso seriam terríveis.

Os pais da ideia explicam no Aratu Online que não se trata de “racismo inverso” pois só haveria racismo quando um componente histórico serve de base para o preconceito. E é claro que não é por aí. O racismo é a discriminação de povos por suas características raciais. E piora ainda mais quando esse fator já foi largamente explorado no passado.

Conselheiro do Conar dá bronca em reclamões que enxergaram racismo em pacote de batata

O conselheiro do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), Antonio Jesus Cosenza, perdeu a paciência ao se deparar com uma série de denúncias que vinham sendo feitas ao órgão desde 2016 em relação à embalagem da batata Ruffles sabor feijoada.

O pessoal que gosta de lutar por um mundo mais justo, mas que ao mesmo tempo não tá muito empenhado em se informar antes de fazer uma acusação séria, procurou o Conar para denunciar que a imagem de um homem negro na embalagem da batata seria racismo. Os reclamantes chamavam a atenção ainda para o fato da cor de fundo do saco de batatas ser escuro.

O que os nossos justiceiros não entenderam foi o seguinte: o homem que estampa a embalagem da Ruffles Feijoada, Reginaldo Moraes, resolveu participar de uma promoção “Faça-me um sabor” da marca na qual os consumidores poderiam criar um novo sabor que seria lançado no mercado caso fossem selecionados. Reginaldo criou, portanto, a Ruffles Feijoada e cadastrou a ideia no site promocional. Tempos depois ficou sabendo que foi escolhido, que sua foto sairia na embalagem e que ele participaria de todos os processos do criação do produto. Portanto, ao contrário do que se imaginaram os reclamantes, não há uma associação proposital e mal intencionada da PepsiCo – dona da Ruflles – entre “feijoada e negros”.

Aliás, é sempre bom lembrar que pesquisadores já derrubaram o mito de que a feijoada foi inventada por escravos. O tradicional prato brasileiro é uma adaptação do cassoulet francês, muito comum na Europa e trazido pelos portugueses ao Brasil. O prato recebeu a adaptação do uso do feijão preto por este ser mais abundante no Brasil.

Ao apreciar o caso, o conselheiro Antonio Jesus Coenza sabiamente atestou que “Está na hora de deixarmos os exageros de lado e praticarmos o bom senso na avaliação do comportamento que envolver preconceito”.

Obrigado pelo bom senso, Antonio, ficamos agradecidos.

 

Mesmo sendo idosa, branca e rica, Dilma diz só haver “velhos brancos ricos” no governo Temer

01.01.2011 - Foto oficial da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer com os ministros empossados. Foto: Agência Brasil.

O Financial Times elencou Dilma Rousseff como uma das “Mulheres do Ano” agora em 2016. E a esquerda, claro, festejou, ignorando que na véspera desmerecera premiação semelhante que fez de Donald Trump a pessoa do ano. Afinal, prêmios do tipo não são necessariamente uma honraria, mas uma constatação de que a pessoa chamou atenção da imprensa naquele período.

Mas o problema maior esteve na crítica feita ao governo Temer. Reclamou a presidente cassada que a atual gestão é formada por “velhos brancos ricos“. Para isso, claro, ignorou que ela própria é idosa, branca e rica.

Contudo, ela não deixou de falar uma verdade. Como se observa na foto acima, o governo federal de fato é formado por idosos, brancos e ricos. Com um diferencial bem perceptível: a foto acima não é do governo Temer, é do governo Dilma.

Até quando a esquerda vai explorar em benefício próprio e impunemente as dificuldades vividas por minorias? É uma vergonha!

Os ataques racistas da esquerda contra Fernando Holiday, eleito vereador em São Paulo

A esquerda desenvolveu recentemente uma grande máxima, denominada “respeito ao local de fala”, segundo a qual somente a pessoa que integre determinado grupo oprimido teria direito de falar sobre as causas desse grupo. E isso, como em qualquer postulado canhoto, é visto como um dogma. Nem mesmo pode ser discutido.

Ok, ok. Mas são justamente eles que atropelam o conceito que criaram – sempre, claro, quando o suposto oprimido não faça parte da ideologia esquerdista.

É o que ocorre agora com Fernando Holiday. Recém-eleito vereador por São Paulo e um dos principais líderes do MBL, Holiday postou a seguinte imagem com algumas de suas diretrizes:

Os brancos de esquerda, é claro, partiram para o ataque. E “é claro” porque a coisa é contumaz. Quem não se lembra, por exemplo, dos ataques sofridos por Joaquim Barbosa? Guardadas as proporções, é o que ocorre agora com Fernando Holiday.

Quando um negro não concorda com a solução proposta pelos brancos de esquerda para combater o racismo, esse negro deixa de ser considerado como tal pela turma canhota e ele passa a ser hostilizado. O insulto racial mais comum é “capitão do mato”, mas há outros tantos – e não vamos aqui dar links ou audiência a esse tipo de descalabro, até porque a questão é importante demais para ser fulanizada.

Holiday, não que precisasse, ainda explicou seus pontos em um segundo post. A quem quiser, aqui está.

No mais, é por essas e outras que a esquerda cada vez mais perde simpatizantes. Abusam do “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa” na hora de passar por cima das regras que eles mesmos criam. E ainda usam o expediente para tratar da cor da pele de um adversário.

Deplorável.

Por não ser de esquerda, a imprensa ignora o racismo contra Holiday nas redes sociais

O racismo na esquerda se apresenta de uma forma muito nítida: ela não admite que, por exemplo, negros não estejam politicamente alinhados com ela. É o caso de Fernando Holiday, que foi o 13º vereador mais votado de São Paulo após muito criticar o esquerdismo.

Militante do Movimento Brasil Livre, o jovem é um ferrenho defensor do liberalismo tão atacado pelo PT e suas linhas auxiliares. E o discurso do partido finda amplamente ofendido, uma vez que o vereador é negro, homossexual assumido e originário da periferia, três minorias que o petismo alega defender, mas, na prática, não é bem assim.

Não faltam nas redes sociais exemplos de críticas racistas ao militante. E a coisa se ampliou após a eleição do garoto. Mas a imprensa não tem feito o costumeiro barulho pelo simples fato de ele não ser esquerdista. No caso mais recorrente, xingam Holiday de “capitão do mato”. Contudo, a mera certeza de que o liberal deveria manter-se preso a um cabresto ideológico já deveria ser motivo suficiente para indignação.

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Esse tipo de coisa é inaceitável. Que Holiday busque as autoridades competentes. E que a imprensa faça seu trabalho como deve ser feito.

Discriminação por nacionalidade/religião dá cadeia; é preciso investigar o antissemitismo na Olimpíada

Os Jogos Olímpicos estão de fato maravilhosos e, salvo alguns episódios excepcionais, o espetáculo merece muitos aplausos. O problema consiste na gravidade dessas exceções. Nesta semana, noticiamos aqui os três suspeitas graves da prática de antissemitismo na Olimpíada do Rio de Janeiro.

No primeiro, a delegação do Líbano simplesmente se recusou a dividir o ônibus com a de Israel. No segundo, um judoca islâmico egípcio não aceitou cumprimentar o oponente judeu (com transmissão ao vivo pela TV!). E há ainda o relato de uma saudita, também judoca, que teria simulado contusão para não enfrentar uma lutadora israelense.

Houve mesmo a prática de antissemitismo? Só mesmo o devido processo legal dará a resposta, e o primeiro passo seria o procedimento de apuração e investigação. Porque, em caso positivo (e os indícios são bem fortes), é possível haver até mesmo pena de prisão.

Atletas olímpicos não têm imunidade diplomática e, por óbvio, estão subordinados às leis brasileiras. A Rio 2016 não garante aos esportistas a possibilidade de praticar crimes sem quaisquer consequências. Desse modo, vejamos o que diz o ordenamento jurídico.

A Lei 7.716/89, que trata dos crimes de discriminação e preconceito, estabelece o seguinte (valendo mencionar a redação dada pela Lei 9.459/97, que também acrescentou a “procedência nacional”):

Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional (…)

Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.

Isso é o racismo propriamente dito, quando a ação se configura ofensiva a todo um grupo de pessoas, não apenas a um indivíduo. Porém, e por óbvio, nosso sistema normativo também considera crime esta segunda hipótese.

A já citada norma de 1997, com acréscimos da Lei 10.741/03, incluiu o parágrafo terceiro no seguinte artigo do Código Penal:

Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa (…)

§ 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência:

Pena – reclusão de um a três anos e multa.”

Ou seja: está tudo aí. Discriminação por conta de “procedência nacional”, “raça”, “religião”, “origem”, “etnia” etc. Foi contra todos os judeus? Contra todos os israelenses? Especificamente contra aquele esportista (ou aqueles, já que houve o caso também da delegação)?

A lei condena todas essas hipóteses.

Assim, é preciso que isso seja apurado. Reitere-se: não dá para, taxativamente, estabelecer que a conduta uma daquelas previstas nas lei citadas, mas também não dá para simplesmente não investigar nada. Valendo lembrar que o crime de racismo é inafiançável e imprescritível.

Mas provavelmente não contaremos com o apoio dos militantes de sempre, pois eles misteriosamente desaparecem em quase todos os casos de antissemitismo desse mesmo tipo. Alguns, para piorar, tentam explanar “justificativas” abordando circunstâncias geopolíticas (devidamente distorcidas), mas também jamais aceitando a hipótese de um atleta francês (por exemplo) não cumprimentar um muçulmano.

Enfim, nossas leis condenam tanto o racismo quanto a injúria racial e atletas olímpicos não estão imunes a elas. Tais atos suspeitos, portanto, devem ser investigados. Simples assim.

Fernando Gouveia é co-fundador do Implicante, onde publica suas colunas às segundas-feiras. É advogado, pós-graduado em Direito Empresarial e atua em comunicação online há 15 anos. Músico amador e escritor mais amador ainda, é autor do livro de microcontos “O Autor”.