Governo Dilma: começou em 2011, devolveu a economia brasileira em 2016 aos patamares de 2010

Dilma Rousseff foi eleita em 2010 sob o argumento de que seria a pessoa mais preparada para manter o crescimento do PIB conquistado no último ano do mandato Lula. O trabalho dela começou em 2011, e seguiria até 2018 se não fosse interrompido em 2016 pela o impeachment que a cassou.

Só agora foi possível conhecer o resultado do PIB dos dois últimos anos. Para o biênio, a queda foi de 7,2%. Só em 2015, foi de 3,8%. Com isso, a economia brasileira voltou aos patamares de… 2010!

Em outras palavras, a gestão Dilma consumiu ao menos 6 anos do desenvolvimento do Brasil. Com a diferença de que, em 2010, o país estava em ascensão.

Ou seja… O estrago será muito maior. Ainda levará bastante tempo até ser descoberto o real valor do prejuízo.

Após 12 anos de PT, metade da população mais pobre do Brasil ainda concentra-se no Nordeste

Carlos Góes já apareceu aqui no Implicante como presidente do Conselho Executivo do Instituto Mercado Popular, um dos projetos liberais mais ativos no Brasil. Com base em dados da PNAD, ou seja, do IBGE, ele traçou uma mapa da renda do brasileiro por região. E descobriu que metade dos 5% mais pobres do país encontra-se no Nordeste.

Na outra ponta, a região é representa um quarto dos 5% mais ricos. Além de entregar a desigualdade da coisa toda, o gráfico desmente muito do que o petismo gritou na última década. Na dúvida, basta lembrar que os números fazem referência ao último ano do primeiro mandato de Dilma.

Se de fato houve uma melhora nas condições financeiras do nordestino, e até isso é questionável, ela não foi suficiente para tirar a região da situação dramática que ainda vive.

Há ainda muito trabalho a ser feito.

Desde janeiro de 2013 o governo federal não tinha um janeiro com contas tão positivas

O governo Temer tem muitos problemas, faz por merecer uma eterna vigilância da opinião pública, mas sua equipe econômica vem cumprindo a missão legada a ela após o impeachment de Dilma Rousseff – ainda que com algum atraso.

Janeiro de 2017 concluiu-se com o melhor superavit primário desde janeiro de 2013. O saldo positivo nas contas públicas foi de R$ 18,9 bilhões, um aumento de 21,4% em relação ao ano anterior (já descontada a inflação).

Sim, é de se aplaudir e de comemorar. Principalmente para você que foi às ruas pedir o impeachment do petismo.

Mas é preciso manter-se atento aos movimentos do núcleo político do governo. Esse ainda não faz por merecer qualquer comemoração.

Desde que o brasileiro reelegeu Dilma, o desemprego só cresceu

Historicamente, os gráficos de desemprego no Brasil viviam uma rotina curiosa: com pico no verão, caíam trimestre a trimestre até a chegada do natal, com a economia aquecida gerando uma porção de vagas temporárias.

Essa realidade, contudo, mudou desde que Dilma Rousseff assumiu o segundo mandato. O desemprego estava em 6,5% no 4º trimestre de 2014. E, de degrau em degrau, chegou a 12% no natal de 2016.

  • 2014 – 4º trimestre: 6,5%
  • 2015 – 1º trimestre: 7,9%
  • 2015 – 2º trimestre: 8,3%
  • 2015 – 3º trimestre: 8,9%
  • 2015 – 4º trimestre: 9%
  • 2016 – 1º trimestre: 10,9%
  • 2016 – 2º trimestre: 11,3%
  • 2016 – 3º trimestre: 11,8%
  • 2016 – 4º trimestre: 12%

Já há números em suficiência para afirmar que o impeachment de Dilma Rousseff permitiu, com uma nova equipe econômica, reverter o desastre econômico legado pelo PT. Com isso, espera-se que o mercado reaja, produzindo novas vagas de emprego.

Em outras palavras, deve demorar mais um pouco. Mas esse jogo também vai virar.

Efeito “tchau, querida”: real vem sendo a moeda que mais se valoriza perante o dólar

Dólar. Foto: tOrange-pt.com

Um dos efeitos da política desastrosas de Dilma Rousseff foi a supervalorização do dólar perante o real. Oficialmente, passou dos R$ 4,00, mas, em dado momento, o brasileiro que pretendia viajar ao exterior só encontrava a moeda americana em valores já próximos dos R$ 5,00.

Há um ano, quando o impeachment da petista finalmente dava as caras no horizonte, a coisa começou a mudar de figura. E o real passou se valorizar. Ou seja… A cotação do dólar caiu nas casas de câmbio brasileiras.

Considerando as principais moedas do planeta, o real ganhou 22,28% de valor entre fevereiro de 2016 e fevereiro de 2017. Nenhuma outra moeda ganhou tanto valor no período.

Sim, é mais uma vitória dos que pediram o impeachment de Dilma Rousseff.

A desastrosa política energética de Dilma Rousseff em quatro manchetes

Dilma Rousseff foi vendida ao Brasil por Lula como uma “gerentona”. O que ela tinha que garantia isso? Uma passagem pelo Ministério de Minas e Energia. Era de se esperar, portanto, que ao menos a gestão energética do país durante o seu mandato fosse exemplar, certo? Mas não foi bem assim.

As quatro manchetes abaixo resumem o irresponsável desconto que ela ofereceu ainda em 2013, e que findaria rendendo um prejuízo bilionário. Quem pagará por isso? Você.

Relembre-as.

Janeiro de 2013

Agosto de 2015

Fevereiro de 2017

Inflação de fevereiro de 2017 caminha para ser metade da de um ano antes

Notas de 50 reais. Foto: Pixabay.

Quando, em janeiro do ano passado, a inflação para o período de 12 meses fechou o mês em 10,7%, o Brasil viu uma realidade desconhecia desde 2002, quando o IPCA acumulou 12,53%.

Treze meses se passaram, Dilma Rousseff foi cassada, Michel Temer assumiu, a nova equipe econômica trabalhou com apoio da base do governo (algo que não acontecia com o PT), e o resultado? Fevereiro caminha para acumular em um ano apenas 4,8% de inflação, menos da metade dos 10,35% de fevereiro de 2016.

Sim, é uma ótima notícia. Principalmente ao se considerar que o centro da meta inflacionária ainda é 4,5%. O Brasil está quase lá.

Em São Paulo, emprego na indústria cresceu pela primeira vez em quase dois anos

Em qualquer recessão, três grandes problemas costumam atormentar a população: inflação, desemprego e desabastecimento. Este último a Venezuela conhece melhor do que ninguém. Quanto aos dois primeiros, trata-se de uma realidade legada ao Brasil pelo governo Dilma Rousseff.

A boa notícia é que a equipe econômica do governo Temer, ainda que com algum atraso, aos poucos consegue entregar algum resultado. Em São Paulo, onde o emprego na indústria vinha desde abril de 2015 sem resultados positivos, finalmente conseguiu terminar com um saldo positivo de emprego.

Segundo Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, essa recessão já estaria no passado. Falta esses bons resultados chegarem ao povo brasileiro. Mas tudo leva a crer que agora é apenas uma questão de tempo.

O socialismo só precisou de 12 anos para destruir a Venezuela

“Socialismo do Século XXI” é um termo cunhado em 1996 por Heinz Dieterich, um sociólogo alemão, mas se tornaria slogan do bolivarianismo em 2005, quando Hugo Chávez o defenderia no Fórum Social Mundial. Para tanto, o presidente venezuelano precisou ignorar todos os trágicos experimentos que arruinaram um terço do mundo no século anterior.

O gráfico acima, publicado na Economist, desenha bem o estrago feito pelo socialismo na Venezuela. Em azul, o PIB do país; em vermelho, a inflação. Uma primeira queda brusca já se observa justo em 2005, mas era difícil reclamar de um Produto Interno Bruto que crescia na casa dos 10%. Contudo, nenhum alerta foi acionado, mesmo na recessão visível em 2009 e 2010, afinal, tudo era culpa da crise americana. Todavia, salvo essa anomalia, a curva parece bem desenhado. E, doze anos depois, o que era um crescimento acima dos 15% virou uma ruína de igual proporção, com o adendo da hiperinflação, próxima dos 800%.

Não foi por falta de aviso. Desde início, críticos apontavam o destino nebuloso que se avizinhava na Venezuela. Entusiastas, contudo, rechaçavam. E hoje calam-se. Vergonhosamente.

 

A herança mais maldita de Dilma Rousseff: PIB de 2016 foi desastroso como o do Plano Collor

Cédulas de reais. Foto: Pixabay.

O país só conhecerá o resultado consolidado do PIB para o ano de 2016 no próximo março. Mas o Banco Central já liberou uma prévia. E ela é horrorosa: -4,34%, ou seja, ainda pior que o de 2015, quando observou-se uma queda de -3,847%. Para efeito de comparação, em 1990, no primeiro ano do Plano Collor, com confisco de poupança e hiperinflação, o Produto Interno Bruto encolheu -4,35%.

É importante observar, contudo, que os últimos trimestres já apresentavam uma queda menos acentuada, o que pode ser lido como um sinal de que a economia se prepara para iniciar uma curva de crescimento. Mais ainda: que a troca da gestão do país, que se livrou de Dilma Rousseff em maio, foi benéfica.

Certamente 2017 será um ano melhor. Fica a dúvida, todavia, de quão melhor. O Implicante espera que essa temporada feche com algum resultado positivo, ainda que mínimo.