Xingam de “direita sertaneja”, acham ruim quando o cantor sertanejo promete votar na direita

12.06.2014 - Gusttavo Lima, nome artístico de Nivaldo Batista Lima (Presidente Olegário, 3 de setembro de 1989), é um cantor, compositor e instrumentista brasileiro de música sertaneja, durante participação na FIFA Fan Fest, em Taguatinga, DF.

Em 16 de agosto de 2015, Ariel Palacios surgiu no Twitter com uma mensagem que depois seria transformada pelo próprio correspondente numa espécie de oração: “São Sigmund Freud, dê-nos energia para enfrentar os neurastênicos da esquerda-caviar e da direita-sertaneja na web…

Naquele dia, o Brasil vivia a quarta grande manifestação pelo impeachment de Dilma Rousseff, ou a mais importante, uma vez que comprovou que o movimento não era “fogo de palha”, como alegavam os governistas de então. Cinco meses depois, quando a expressão ganhou a adesão de outros membros do jornalismo da Rede Globo, o Implicante achou por bem chamar a atenção: aquilo era repugnante. Porque usava o termo “sertanejo”, relacionado à população mais humilde do interior, de forma pejorativa.

Mas a crítica não incomodou Palacios, que até a redação deste texto já fez uso da expressão outras 286 vezes em seu perfil no Twitter.

Corta para 2018. Gusttavo Lima não escondeu a simpatia que nutre para com Jair Bolsonaro. Por ser um dos maiores expoentes da música sertaneja, virou notícia. Mais do que isso, virou alvo de uma matéria abjeta do Fantástico, que o associou à criminalidade combatida no Brasil, assim como a um massacre ocorrido nos Estados Unidos dias antes:

“O vídeo no estande de tiro foi gravado no estado da Flórida, onde o cantor passeava com a família. O mesmo estado onde, no dia 14/2, um aluno entrou em uma escola armado com um fuzil AR-15 e matou 17 pessoas.

A manifestação de Gusttavo Lima aconteceu também em um momento em que o Brasil passa por uma grave crise de Segurança Pública, a ponto de o Rio de Janeiro ter sofrido uma Intervenção Federal, comandada pelo Exército. Daí ter provocado tanta polêmica.”

É importante ressaltar a incoerência: o mesmo jornalismo que usa de forma pejorativa a palavra “sertanejo” demonstra insatisfação quando um dos maiores representantes do segmento vem a público manifestar-se politicamente em desalinho com o tal jornalismo.

Parece ilógico. Mas um jornalismo militante só persegue uma lógica: aquela que garante mais poder ao grupo que o representa.

Campanha da Globo soa “recibo passado” aos protestos das redes sociais

Campanha institucional da Rede Globo

É difícil imaginar que a Globo lançaria uma campanha de última hora, mas o próprio jornalismo vem entendendo assim. Afinal, seria coincidência demais um texto com passagens como “uns gostam da gente, uns dizem que não” ir ao ar apenas 15 dias após as redes sociais explodirem em protestos contra a emissora – ou apenas 7 dias depois de a principal adversária veicular uma elogiada matéria questionando se os artistas dessa apoiavam pedófilos.

Conforme destacou Maurício Stycer no UOL, o texto chega a soar irônico em algumas passagens e infla números – para chegar ao público de 100 milhões, precisou somar a audiência online – como quem presta contas com a sociedade. Em outras palavras, fica a sensação de que a emissora “passou recibo” ou “acusou o golpe”.

Coincidência ou não, enquanto este texto é redigido, o Encontro com Fátima Bernardes, tão acostumado em pautar-se por uma agenda esquerdista, promete na edição do dia contar a história de casais que estão juntos há mais de meio século.

Estaria era do “lacre” iniciando um declínio?

Na prática, o apresentador do Bom Dia Brasil ofendeu 27 milhões dos mais pobres brasileiros

Paula Lavigne havia confirmado no Twitter que ela e Caetano Veloso processariam Alexandre Frota e o MBL por – nos termos da produtora – terem sido difamados. Foi quando Chico Pinheiro, apresentador do Bom Dia Brasil, explicitou apoio à dupla: “Viva você, viva Caetano!!! Caminhando contra o vento, eu vou! Por que não?

Contrariado, um usuário chamou o trio Lavigne/Veloso/Pinheiro de “esquerda lixo”. Em resposta, o jornalista perdeu qualquer rebolado e replicou: “direitista pobre é burro!!!

Semanas antes, quando o Datafolha foi às ruas, 47% dos entrevistados, ou algo superior a 67 milhões de eleitores, se encaixaram na faixa mais pobre, a que vive com renda familiar abaixo dos dois salários mínimos. Dentro desta fatia (a maior da amostra), 40% se disseram direita (31%) ou centro-direita (9%). Em outras palavras, Chico Pinheiro, apresentador do Bom Dia Brasil da Rede Globo, ofendeu algo em torno de 27 milhões dos brasileiros mais pobres.

Sorte dele que esta turma não costuma ter condições de usar redes sociais.

Rede Globo x Michel Temer: o que há de concreto e o que é teoria conspiratória

Teorias conspiratórias são tentadoras por dois motivos simples: o primeiro é porque são mesmo divertidas, o segundo é porque satisfazem anseios narrativos. Não por acaso, muitas das mais bisonhas sobrevivem ainda hoje, como aquela de que as viagens espaciais seriam uma farsa.

Desse modo, é claro que não seria diferente com a investida da Globo contra Michel Temer. A criatividade foi longe, mas praticamente tudo é pura e simples conspiração. Pois é. A vida real nem sempre é tão emocionante quanto os roteiros mais inventivos.

O que houve e há, de concreto? A Rede Globo defende a saída de Temer. E por quê? Há explicações bem simples e, adotando a Navalha de Occam, vamos a elas. A primeira é sustentar uma história própria, ou seja, garantir que a reportagem do jornal O Globo, divulgada pelos veículos do grupo, seja verdadeira. Em tempos de disputas midiáticas, isso é algo sim importante.

Para além disso, caso se pense em algum interesse mais subterrâneo, e já aderindo a teorias que dependam de certo apoio esotérico, o provável (e mais simples) seria adesão à corrente que prefere uma saída rápida, para afetar menos as reformas.

Pode ser algo pior? Pode ser algo mais complexo e terrível? Sim, tudo é possível. Mas é recomendável não descartar as teses mais simples, porque são sempre as prováveis no mundo real, por mais que não atendam às narrativas mais sedutoras e encaixadas a enredos pré-elaborados.

Mais um programa da Globo “esquerdizou” e tem visto a audiência cair vertiginosamente

Como vem acontecendo com boa parte da grade da Rede Globo, o Tá No Ar, programa que tem em Marcelo Adnet a atração principal, resolveu politizar-se. As piadas, que antes tinham uma pegada non sense, agora buscam passar alguma mensagem política. Contudo, como costuma se dar em toda a classe artística, com um viés grosseiramente de esquerda.

O resultado? Como vem acontecendo com qualquer produto que adere ao “marketing do lacre”, a audiência correu do engodo. Na semana passada, já havia sido observada uma queda de 25%. Neste último 14 de fevereiro, o movimento foi ainda mais intenso.

O Big Brother Brasil concluiu a transmissão com 23.3 pontos na medição do Ibope. O programa seguinte veio recheado de críticas a Donald Trump, a João Doria e a Michel Temer. Quinze minutos após o início do Tá No Ar, a audiência da Globo já tinha caído à quase a metade, com 12.6 pontos, enquanto o SBT subiu de 9.1 para 11.5. Ao final da noite, o humorístico entregou para o Jornal da Globo uma audiência de apenas 11.6 pontos, uma queda de 50%.

Adequar-se às vontades do esquerdismo é mimar um público que execra a TV, execra a Globo e execra o próprio humor em si. Ao assumir tal discurso como norte, a emissora da família Marinho coloca em risco a própria sobrevivência. Que eles percebam o quanto antes a enrascada na qual se metem.

Jandira Feghali: recebeu apoio de Dilma e Lula, xingou a Globo de golpista, desabou para 7º

Tecnicamente, havia seis candidatos empatados na segunda colocação, mas Jandira Feghali, com 9%, havia praticamente dobrado a intenção de votos naquele 21 de setembro. E partia para cima de Marcelo Freixo, que ainda surgia em segundo lugar.

Depois disso, a candidata do PCdoB recebeu os apoios em palanque dos dois ex-presidentes do PT: Lula e Dilma Rousseff. E, em sua participação no debate da Globo, aproveitaria uma manifestação para chamar a emissora de golpista, no que foi devidamente retrucada.

O resultado? Despencou de um potencial segundo turno para terminar na sétima colocação, com apenas 101 mil votos.

“Lacrou”.

Em vídeo, a resposta da Globo à “descompostura” de Jandira Feghali no debate

Jandira Feghali aproveitou a transmissão do debate na Rede Globo para repetir a velha lorota petista de que Dilma Rousseff foi vítima de uma golpe de Estado, uma conversa fiada que só petistas e suas linhas auxiliares – como o PCdoB – compram. Mas fez pior e acusou a emissora de apoiar o processo que democraticamente tirou do poder o partido que arruinou a economia brasileira.

Na sequência, a própria emissora fez uso de uma espécie de direito de resposta. E deixou no ar que Jandira seria uma candidata sem compostura, ainda que sem uma crítica direta a ela.

“Quero lembrar também que não é a TV Globo que está sendo avaliada aqui, são os candidatos, e é você de casa que vai poder ver as propostas, comparar as ideias e ver quem é que tem mais compostura e competência para ser prefeito do Rio de Janeiro.”

Para acompanhar a resposta, basta acionar o player acima.

Para transmitir a votação do impeachment, Globo interromperá a programação – seja que dia for

Globo

Segundo apurou o jornal, a emissora interromperá sua programação, seja que dia for (ainda há um impasse acerca do domingo, por enquanto o mais provável). Se isso de fato acontecer, o governo acaba de sofrer a maior de todas as derrotas.

Que deputado terá coragem de votar contra, com a câmera ali, ao vivo, para todo o Brasil? E qual terá coragem de faltar, com seu nome sendo chamado e cercado de vaias?

MAIS UM MOTIVO, portanto, para que aumentemos a pressão sobre os indecisos e afins, como já explicamos por aqui.

Agora, é pressão. Pressão total.

Quem diria! Em 1992, Lula e Mercadante pediram ao dono da Globo que apoiasse o impeachment de Collor

Lula - Roberto Marinho - Mercadante - Impeachment Collor - Globo

Em 1992, como sabemos, o PT não considerava golpe pedir impeachment. Na verdade, como também sabemos, o partido e Lula nunca acharam isso, até agora. Foram ao todo 50 pedidos de impeachment a exatamente TODOS os presidentes que o Brasil já teve desde a redemocratização (sim, até o Itamar recebeu o dele).

Mas esqueçamos isso e voltemos no tempo. Acompanhem essa narrativa:

Lula marcou uma visita ao Dr. Roberto para pedir o apoio da Globo na campanha do impeachment de Collor. Eu era o editor-chefe na ocasião. Toca o telefone, era a dona Ligia, secretária, me passando o Dr. Roberto. ‘Eu tenho um encontro marcado com o Lula, e ele trouxe um companheiro. Então, também quero ter um companheiro meu.’ Dr. Roberto sempre se referia à gente como ‘companheiro, companheiro, companheiro’. Cheguei lá, estavam Lula, o então deputado Aloizio Mercadante e Dr. Roberto. Acabou o encontro, fizemos a foto. Eu liguei depois para o Dr. Roberto e disse: ‘É o primeiro encontro. A minha sugestão é que fosse um texto-legenda, aquela coisa clássica: ‘Esteve ontem, visitou, conversaram sobre conjuntura política e tal.’ Ele, primeiro, disse: ‘Tudo bem.’ Depois, me ligou de novo e disse: ‘Eu acho que só um texto-legenda, não, é pouco.’ Falei: ‘Tudo bem, Dr. Roberto. Mas de que forma? Uma matéria?’ E ele disse: ‘Conta tudo o que houve.’” (grifos nossos)

Sim, senhores! Lula, Mercadante, Rede Globo, Roberto Marinho… Incrível como, para os petistas, a ideia de “golpe” possui um sem-número de significados, valores semânticos, condições contextuais… Em suma: quando são eles pedindo, é legítimo; quando são eles levando, é golpe.

Durmam com esse barulho.

A história foi resgatada pelo site ÁpyusCom, de nosso ex-colaborador Marlos Apyus, e consta do memorial online de Roberto Marinho, narrada originalmente pelo jornalista Luis Erlanger.

Filha de Lula passou o domingo protestando com petistas na porta da Rede Globo

Lurian, a filha de Lula que ganhou fama nacional no episódio apelativo e lamentável de Collor em 1989 (hoje ele é aliado, vai vendo…), e que mora em Santa Catarina, esteve no Rio de Janeiro neste domingo (06) para protestar junto com um grupo de petistas contra a “mídia golpista” em frente à sede da Rede Globo.

E ela respondeu assim a um pedido de entrevista do repórter do Estadão presente no local:
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A genética é mesmo uma coisa impressionante.