Nenhuma surpresa: o acordo de paz com as FARC fez a produção de cocaína aumentar na Colômbia

Em 2016, mais uma vez a esquerda sul-americana propôs um referendo para validar suas ideias questionáveis, mais uma vez foi derrotado nas urnas, mais uma vez ignorou o resultado e levou o absurdo adiante. Já havia acontecido com o estatuto do desarmamento no Brasil, com o terceiro mandato presidencial na Venezuela, mas a vítima da vez foi o povo colombiano, que não quis saber de acordo de paz com as FARC, mas o engoliu mesmo assim.

O resultado? O próprio governo colombiano reconheceu na ONU: a produção de cocaína aumentou. Nas palavras da chanceler María Angela Holguín, “trabalhadores rurais e cultivadores de coca, vendo os benefícios que teriam pela substituição de cultivos na etapa do pós-conflito, aumentaram a plantação e a área”.

Não é surpresa para ninguém. A não ser para o cinismo da esquerda – e da imprensa – que via no “acordo de paz” uma forma de conter o avanço no narcotráfico.

Pelo visto, nem tão cedo a Colômbia viverá em paz.

Sabe o que o ditador Maduro diz que a oposição venezuelana planeja? Sim, um golpe de Estado

Nicolas Maduro, Hugo Chávez Dilma Rousseff

Oito em cada dez venezuelanos querem que o governo de Maduro tenha o seu fim o quanto antes. Dentro das leis locais, a população da Venezuela está indo às ruas tentar recolher 4 milhões de assinaturas para realizar um referendo revogatório contra o ditador que herdou o poder de Hugo Chávez. Hoje mesmo as ruas estão sendo tomadas por milhões de cidadão vestidos de branco na manifestação já batizada de “Tomada de Caracas”.

Como Nicolás Maduro tem reagido a tudo isso? Chamando os seus opositores de golpistas, alegando que tramam um golpe de Estado:

Maduro acusou a oposição de planejar um “golpe de Estado” e ameaçou mandar para a prisão dirigentes opositores, caso comece a violência: “Berrem, chorem ou gritem, irão presos!”, sentenciou.”

Isso lembra a conversa mole de alguém? Sim, a de Dilma Rousseff.

Menos um bolivariano na América do Sul? Evo Morales perde apoio em referendo

2008 - Evo Morales. Foto: Joel Alvarez

É o que mostra uma pesquisa publicada nesta sexta-feira pelo jornal boliviano El Deber. Se antes, o voto pela legalização de um eventual terceiro mandato para Evo Morales vencia por 41% a 37%, agora empata em 40% a 40%. O referendo será realizado em 21 de fevereiro. Há ainda 11% de indecisos que, ao que tudo indica, serão disputados a tapa.

Não que o resultado de um referendo seja respeitado pelos bolivarianos. Hugo Chávez mesmo já ensinou que, se o resultado não for aquele esperado pelo governo, faz-se outro na cara de pau. Se Evo Morales terá força para repetir os passos do chavismo levar a Bolívia a uma ruína venezuelana, só o tempo dirá. Fica a torcida para que não tenha.

dilma evo morales