Os venezuelanos não fugiram de uma crise, fugiram de uma tirania

18/03/2016 - Raúl Castro recebe o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O UOL chama de “crise venezuelana“. É a expressão também sacada pelo Globo quando não vai de “crise humanitária“. O G1 atribui a fuga à fome. A Folha, por sua vez, escolheu “êxodo venezuelano“.

São expressões covardes que minimizam o que de fato ocorre: a população de uma nação bolivariana foge da tirania nascida de mais um experimento socialista. Que, como todo experimento socialista, e conforme tanto alertaram os críticos diante de uma gritante leniência da imprensa, terminaria em colapso.

Uma tragédia que despontava no horizonte dos temores dos milhões que foram às ruas exigir o impeachment de Dilma Rousseff. Pois esta comandava um governo aliado do ditador que condena o futuro e o presente do vizinho ao norte. E pertence a um partido – ou mesmo a um grupo ideológico – que não só usou dinheiro do povo brasileiro para financiar tamanho absurdo, como segue apoiando tal iniciativa até a redação deste texto.

Crise? Isso não é crise. Pois o termo passa a sensação de mal súbito que logo há de ser contornado. Mas este é um problema reclamado há mais de década. No caso específico dos refugiados em Roraima, é possível observar anomalias ainda no governo Dilma.

Mas, se a imprensa não se dá a proteger nem os seus, por que haveria de defender o interesse da opinião pública?

Já são cinco os países da Europa que não aceitam a cota de refugiados imposta pela UE

Em que pese o clamor da militância esquerdista, alegando que isso seria o melhor a ser feito, não são todos os países da Europa que concordam com a cota de refugiados imposta pela UE. O grupo, que já tinha Polônia, Hungria, Eslováquia e República Checa, agora também conta com a Áustria.

A quantidade de refugiados recebidos por países europeus é mesmo gigantesca e, por conta disso, diversas crises locais – e políticas – acabaram por ser instauradas. E o aumento do número de atentados, por sua vez, faz com que as pressões sejam mais intensas.

Quem lidera o movimento em favor dos refugiados é a Alemanha, que em breve passará por eleições e o tema é um dos mais fortes de todo o debate.

É cedo para fazer apostas ou especulações, mas ainda assim é nítido que a resistência à recepção irrestrita de imigrantes deixou de ser uma regra e os opositores perderam o receio de assumir publicamente a discordância quanto a isso.

México: reclama do muro de Donald Trump, mas deportou quase 50 refugiados cubanos

O México não quis conversa: encontrou 49 cubanos em situação irregular dentro de suas fronteiras, jogou-os dentro de um avião e mandou-os de volta a Cuba. A situação já seria por demais irônica, uma vez que o governo mexicano reclama da política migratória de Donald Trump, que pretende fazer o mesmo com os 11 milhões de imigrantes ilegais que consomem recursos públicos nos Estados Unidos (estima-se que a metade deles seja de mexicanos). Mas a situação é ainda mais complicada na América Central.

Porque Cuba ainda é uma ditadura. Deportar cubanos à ilha socialista é devolver refugiados a uma tirania da qual fugiam. Lá, serão perseguidos políticos. E não será possível confiar nas informações a respeito da situação deles, uma vez que a imprensa é censurada.

Enfim… Ainda que em menor número, o gesto mexicano é muito mais repugnante. Mas a imprensa não desenhará bigodes de Hitler na face do presidente do México.

Treze refugiados foram deportados dos Estados Unidos, mas não houve histeria (eram cubanos)

Um total de 13 refugiados tentando fugir de uma ditadura chegaram aos Estados Unidos, mas foram barrados e mandados de volta ao país de origem. Foi na última sexta-feira. Contudo, você não viu nenhuma histeria da imprensa, ou dos artistas de Hollywood contra a deportação. Como isso foi possível em plena era Trump?

Bom. Há dois motivos. O primeiro: os deportados eram cubanos enviados de volta à ditadura comunista, ainda venerada pelo esquerdismo que domina o jornalismo e a classe artística. O segundo, e talvez principal: a deportação só foi possível graças a revogação de lei feita por Barack Obama em seus últimos dias à frente da Presidência dos Estados Unidos.

Sim, a hipocrisia atinge esse nível.

Após errar previsões sobre Trump, imprensa diz que chances de morte por atentado são mínimas

Tão criticada por Donald Trump durante a campanha eleitoral, e mais ainda depois que foi confirmado como novo presidente dos Estados Unidos, a CNN passou a defender um argumento complicado. As chances de um americano morrer vítima de um ato terrorista protagonizado por refugiados seriam de 0,00003%, ou uma em 3,6 milhões.

É uma declaração irresponsável. Pois trata-se de uma nação com 318,9 milhões de habitantes. A CNN basicamente disse que 89 deles morrerão por causa da loucura de alguns refugiados e isso não deveria ser motivo para pânico.

Mas é ainda mais curioso que este argumento venha da imprensa, um meio que chegou a noticiar as chances de Trump chegar à Casa Branca em no máximo 1%. E hoje o bilionário controla as ogivas nucleares mais potentes do planeta.

Simplesmente não dá para confiar.

Graças à burocracia, Alemanha concede asilo até mesmo a “refugiados” de nações sem conflito

Picture taken during Wikipedia Bundestag project 2014. Angela Merkel. 10 September 2014

O jornalista Jean-Philip Struck conhece bem a Alemanha e usou sua conta no Twitter para explicar um dos aspectos mais estranhos desse atentado terrorista que vitimou ao menos 12 pessoas numa feira natalina em Berlim. Porque autoridades alemãs confirmaram que o motorista do caminhão era um refugiado paquistanês. O que não faz sentido, uma vez que o Paquistão não está em guerra.

Struck explicou que o sistema de asilo alemão é bem “caótico”. E que recebe pedidos de asilo até mesmo de supostos refugiados de nações que nem em conflito se encontram. Mas que cada caso enfrenta uma boa burocracia até ser analisado. Nesse intervalo, o solicitante segue residindo no país.

“O sistema de asilo na Alemanha é bem caótico. Um cidadão de um país que não está em guerra pode tentar ganhar status de refugiado. Na maioria das vezes, eles são rejeitados. Mas, até que o caso seja analisado, eles podem ficar no país. Alguns ficam até depois da rejeição. Ficam até que sejam feitos preparativos para seu retorno. Os que estão esperando pelo status, ou caíram na fila dos “tolerados”, contam naquela grande soma de chegadas de 2015/16 ao país. Alguns veículos dizem que o sujeito chegou em fev. de 2016. Se for o caso, é provável que o pedido dele ainda estivesse sendo analisado. Nesse caso, ele podia ficar andando livremente pela Alemanha.”

Contudo, no momento da redação deste texto, a polícia alemã cogita a possibilidade de o verdadeiro terrorista ainda estar solto nas ruas da Alemanha.

Por isso o eleitor quis mudança: em Ohio, ataque terrorista semelhante ocorreu 9 meses antes

Um carro iniciou um brutal atropelamento dentro da Universidade Estadual de Ohio. Na sequência, um homem desceu do veículo armado de faca e começou a ferir pessoas até que foi abatido pela polícia. O nome do suspeito: Abdul Razak Ali Artan, de 18 anos, um islamita que chegou aos Estados Unidos na condição de refugiado da Somália.

Tudo isso aconteceu em 28 de novembro de 2016. Nove meses antes, também em Ohio, um homem armado com uma machadinha invadiu um restaurante e começou a atacar pessoas que se preparavam para jantar. Após ferir quatro vítimas, foi morto pelas forças policiais. O nome do suspeito: Mohamed Barry, de 30 anos de idade, também originário da Somália.

Sim, casos praticamente idênticos, na mesma região, ambos com armas brancas, envolvendo personagens semelhantes com indignação semelhante. E nada de muito eficiente foi feito para evitar o segundo ataque.

Depois a esquerda não entende o desejo de mudança no eleitor americano.

O socialismo sempre dá muito errado: cerca de 30 mil venezuelanos já se refugiaram no Brasil

06.12.2015 - Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Ejemplo para definir el significado de Ineptocracia. Foto: Hugoshi

Por volta de 30 mil venezuelanos já fugiram do socialismo bolivariano do chavismo, atravessaram a fronteira e buscaram refúgio em Roraima.  A fila para oficializar a documentação já tem uma espera que só terminará em 2018. O número é quatro vezes superior ao total de haitianos que, atingidos pelos estragos do terremoto de 2010, refugiaram-se no Acre.

E essa contagem nem leva em consideração a quantidade de venezuelanos que visitam o Brasil apenas para comprar itens de necessidades básicas que sumiram das prateleiras bolivarianas, uma das características mais perversas dos experimentos socialistas. Cuba, sempre tomada como exemplo, explorava o bloqueio econômico dos Estados Unidos como desculpa. Mas esse argumento não encontrava qualquer resquício de sentido no leste europeu. E, agora, na Venezuela.

Uma fonte ouvida pelo Estadão chamou a situação em Roraima de “crise humanitária”. É no que sempre finda o socialismo.

A dias das olimpíadas, terrorista sírio pode ter fugido para o Brasil

A notícia veio de um comunicado interno da companhia aérea Avianca. O nome dele é Jihad Ahmad Diyab. Esteve preso em Guantánamo, foi recebido como refugiado no Uruguai, mas está foragido há 15 dias.

O comunicado pede que a Polícia Federal seja comunicada imediatamente caso o fugitivo seja detectado em território nacional.

De acordo com as informações colhidas pela divisão antiterrorismo da PF, Jihad tem 34 anos, e estaria fazendo uso de um passaporte falso, do Marrocos, Jordânia ou Síria. Ele usa muletas e não fala português.