Total gasto na Olimpíada: R$ 41 bilhões – metade disso já cobriria o déficit do RJ em 2017

Refeitas as contas, chegou-se ao valor absurdo de R$ 41,03 bilhões, composto de R$ 7,23 bilhões em obras das instalações olímpicas, R$ 9,2 bilhões foram para o “Comitê Rio 2016” e R$ 24,6 bilhões foram gastos nas obras “de legado”.

Para se ter ideia do que isso significa, basta lembrar que o orçamento do RJ para 2017 tem um déficit de R$ 19 bilhões, ou seja, METADE do que foi gasto nos Jogos Olímpicos da capital.

O total gasto na Olimpíada, portanto, cobriria todo o buraco do orçamento fluminense deste ano e ainda sobrariam mais de R$ 20 bilhões.

E o legado? Pois é.

Legado da Rio 2016: prejuízo de R$ 132 milhões. E adivinha pra quem vai sobrar a conta…

Já quando anunciada, a Olimpíada do Rio de Janeiro provocou polêmica. De um lado, a defesa ufanista do evento, alegando que seria bom tanto economicamente quanto para um legado à cidade. De outro, os mais céticos, que calculavam eventual prejuízo.

Adivinha qual lado estava certo? Pois é. O Comitê Organizador da Rio 2016 apontou prejuízo de R$ 132 milhões e reais e, agora, cobra ajuda do governo estadual e da prefeitura do Rio.

Segundo documento apresentado, as razões para o saldo negativo são várias: calotes da prefeitura do Rio de Janeiro, do governo federal, crise econômica, crise política e até o zika vírus. Pois é.

Agora, como as contas de um governo são na verdade dinheiro do povo, já sabemos quem provavelmente pagará parte dessa conta.

Mais: galeria de fotos das instalações olímpicas nos dias de hoje.

França suspeita que aliado de Cabral pagou propina milionária para o Rio virar sede olímpica

Em 29 de setembro de 2009, um milhão e meio de dólares foram transferidos para a empresa do filho de Lamine Diack, membro do COI e presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo. Neste mesmo dia, meio milhão de dólares foram transferidos para a conta de Papa Diack, consultor de marketing da mesma associação.

Toda essa grana saiu de uma empresa de Arthur Soares, que não só prestava serviços ao governo do Rio de Janeiro, como era grande amigo do governador, Sérgio Cabral.

Exatamente três dias depois, o Rio de Janeiro foi escolhido sede olímpica.

O Ministério Público francês viu na transação indícios concretos de que a escolha do Rio de Janeiro como sede olímpica foi em algum nível contaminada pela corrupção.

Na época, o governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, já havia alertado: “Eu ouvi dizer que o presidente brasileiro (Lula) veio fazer promessas ousadas aos representantes africanos.”

Sim, Lula e Sérgio Cabral eram aliados.

Queima de fogos da Olimpíada findou num prejuízo de R$ 20 milhões para o Maracanã

E a Rio 2016 não para de render prejuízos ao Rio de Janeiro. Nem as queimas de fogos da abertura e encerramento do evento deram trégua. A cobertura do Maracanã havia sido preparada para resistir 35 anos. Mas o maquinário instalado para o show pirotécnico findou danificando a estrutura, reduzindo sua vida útil em 25 anos.

Com isso, uma reforma precisará ser feita para corrigir o problema. Custo? Prepara: R$ 20 milhões.

Segundo o Globo, a conta será paga pela empresa que assumir a gestão do estádio. Mas as leis de mercado dizem que, na verdade, esse custo será inteiramente repassado a quem frequentar o espaço.

Ou seja, o carioca.

Galeria de fotos: confira como estão algumas instalações da Rio 2016, seis meses depois

Recentemente, mostramos um vídeo com o estado lamentável de algumas das instalações da Rio 2016. A seguir, uma galeria com 10 fotos. Confiram:

Esse, afinal, é o “legado olímpico”. Além da tristeza das imagens, a cidade e o estado devastados economicamente pela ação dos mesmos políticos que aplaudiram a realização dos jogos e garantiram que trariam investimentos e prosperidade.

Uma pena. E o povo do Rio de Janeiro não merece isso. Que levem tudo isso em consideração nas próximas eleições.

Não foi por falta de aviso: o Rio de Janeiro quebrou com a realização das Olimpíadas

O Tribunal de Contas do Rio de Janeiro encontrou a palavra para definir a dívida do estado: “insustentável”. Já chegou a R$ 106,15 bilhões. O problema teria começado em 2010 com a contratação excessiva de operações de crédito. Entre 2012 e 2015, por exemplo, foram R$ 22,39 bilhões em empréstimos, dos quais 78,6% arcavam despesas relacionadas à realização dos Jogos Olímpicos de 2016.

Em resumo: teriam quebrado o Rio de Janeiro para realizarem a Rio 2016.

Não seria essa a primeira vez que uma sede olímpica viveria destino economicamente tão trágico. Montreal (1976), Moscou (1980) e Atenas (2004) conhecem bem a história.

Quando o governo Lula referendou a realização dos Jogos Olímpicos no Brasil, os poucos críticos com alguma coragem apontavam a inevitável ruína econômica como principal argumento contrário à iniciativa. Foram ridicularizados. Mas o tempo provou que eles tinham razão.

Estudo mostra que o impeachment de Dilma melhorou a imagem do Brasil na imprensa estrangeira

31.03.2016 - A presidente Dilma Rousseff, durante cerimônia no Palácio do Planalto, recebe apoio de intelectuais e artistas contra o processo de impeachment. Foto: Antonio Cruz.

O estudo I See Brazil é uma iniciativa da Imagem Corporativa. Nele, a agência de comunicação levanta as citações ao Brasil em 13 veículos de grande circulação internacional. E atribui notas negativas e positivas para medir a visão do país lá fora.

A melhor medição foi percebida em 2010, quando as menções positivas atingiram 82%. Com a eleição de Dilma Rousseff, contudo, o Brasil entraria num ciclo de queda até bater nos 16,9% em 2016. Só o impeachment dela, acompanhado de uma “não tragédia” da Rio 2016, foi capaz de conter o declínio e entregar recentemente uma leve melhora.

Entre julho e setembro, foram 909 reportagens. Nelas, as pautas positivas cresceram para 19,14%, boa parte influenciada pelas medidas econômicas adotadas pelo governo Temer e combatidas pelo PT também na gestão Dilma.

São números ainda longe do ideal. Mas, perto do que o brasileiro vinha enfrentando, qualquer melhora deve ser comemorada como uma conquista olímpica.

Para Obama, teve mutreta na escolha do Rio para a Olimpíada. Verdade ou choro de perdedor?

Esse é o tipo de coisa que muita gente desconfia, também muita gente fala por aí, mas a verdade é que bem poucos viram de perto. Fica sempre naquela típica suspeita fundada no “ah, mas você acha que não rola?”. De concreto, nunca aparece nada.

Agora, porém, há um indício que merece atenção.

Barack Obama, em entrevista à New York Magazine, disse que há manipulação nas escolhas feitas pelo Comitê Olímpico Internaional. E citou especificamente o Rio de Janeiro, já que “sua” cidade (ele começou a carreira política por lá), Chicago, estava na disputa.

Segue trecho, conforme tradução da Veja:

“Recebi uma ligação (…) dizendo que todos pensavam que se eu fosse ao local teríamos boas chances de ganhar e que poderia valer a pena ir e voltar no dia (…) Então fui ao local, mas mais tarde entendemos que as decisões do COI são similares às da Fifa: um pouco manipuladas (…) segundo todos os critérios objetivos, a candidatura americana era a melhor” (grifamos)

Será mesmo verdade? Ou seria apenas choro de perdedor? Difícil ter certeza, mas ao menos a coisa saiu da esfera da especulação anônima e entrou para o campo da denúncia por uma autoridade.

ps – e acabou sobrando até para a FIFA, é mole?

Legado olímpico: os mais pobres não conseguem pagar o preço das passagens do Metrô e do BRT

Com altos e baixos, como qualquer evento desse porte, até que os Jogos Olímpicos foram bons, agradaram e divertiram. Abertura e encerramento foram ótimos, bem como a sequencial paraolimpíada.

Mas, sejamos todos francos, nem tudo foram ou são flores.

Os custos foram altíssimos, não houve qualquer compensação financeira e, mais ainda, agora dois dos principais “legados” talvez não sirvam para o que deveriam atender.

Tanto o Metrô quanto o BRT não estão atraindo usuários como se imaginava. Motivo: preços altos. O povo mais carente – que, afinal, deveria ser beneficiário dessas obras – não tem dinheiro para pagar as passagens.

O Brasil muitas vezes é bizarro. E, definitivamente, não é mesmo para principiantes.

Em áudio, terroristas islâmicos planejavam ataque na última semana da Rio 2016

A Operação Hashatg foi deflagrada em 21 de julho tendo como alvos 12 seguidores do Estado Islâmico que planejam ataques terroristas durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Na ocasião, foram todos detidos. Numa segunda fase, outros dois foram somados ao grupo. No último dia 16, oito deles viraram réus.

Um áudio publicado pela revista Veja data de quatro dias antes, no caso, de 17 de julho. Nele, Abu Khaled (codinome de Leonid El Kadre de Melo) ordena aos demais integrantes que fingissem desinteresse no islamismo. E sugere que parem de frequentar mesquitas ou que até mesmo cortem as barbas. Motivo: em 30 dias – ou seja, por volta de 17 de agosto – atacariam independente da quantidade de participantes.

A Rio 2016 aconteceu entre os dias 5 e 21 de agosto.

Quando da deflagração da operação, a esquerda criticou o governo Temer tachando a ação de injustificada. Mas um dos maiores especialistas em Estado Islâmico concordou com as prisões do Brasil.

Para ouvir o áudio, basta acionar o player acima.