Para mais de um terço dos cariocas, “bandido bom é bandido morto”

Segundo levantamento realizado pelo Centro de Estudos em Segurança e Cidadania, da Universidade Cândido Mendes, os cariocas que concordam com a frase “bandido bom é bandido morto” correspondem a 37% da população. Em suma: mais de um terço.

A média nacional, vale sempre lembrar, é ainda maior. Metade do país concordaria com isso, segundo pesquisa de 2015.

E entre os evangélicos, ao menos no Rio de Janeiro, o percentual é menor.

Todos os países em azul no mapa somam a mesma quantidade de homicídios do Brasil

O mapa acima foi publicado pelo ONL Maps, um dos muitos perfis para por apaixonados por mapas. Mostra a soma dos assassinatos em vários países no globo, incluindo quase toda a Europa, parte do Oriente Médio e África, além de gigantescas nações como Canadá, Japão, Austrália e China – China!

Somados, estes países não chegam à quantidade de homicídios do Brasil, pintado na imagem com um vermelho sangue.

É isso mesmo? Houve algum exagero?

O Implicante acredita que os autores do mapa amenizaram o estrago. Pois, por dados da ONU, o Brasil supera sozinho a soma dos homicídios de 153 nações. Mas são números defasados, de 2012, que consideram que o país ainda possui 40 mil homicídios ano, quando essa tragédia já leva embora quase 60 mil vidas a cada temporada.

Ou seja… O mapa mais acima poderia estar hoje bem mais azul.

Bastou tirar a PM das ruas como quer a esquerda para os homicídios multiplicarem por 6 no ES

A esquerda é muita clara quando canta em seus protestos: “Tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar“. Pois bem… Sem a PM nas ruas do Espírito Santo, o estado viu 62 homicídios em apenas três dias. Mas é um número que não para de crescer. Na contagem mais recente, chegou a 75.

Quão pior é isso? Baseado apenas no dado já defasado, o Sindicato de Policiais Civis do Espírito Santo descobriu que, em relação ao mesmo período de 2016, houve 6,41 vezes mais mortes violentas.

Sim, o preço de tirar a PM das ruas do Brasil é contabilizar o óbito de muitos brasileiros, possivelmente os mais pobres.

E a esquerda cantando que “tem que acabar“.

A esquerda adora pedir “o fim da Polícia Militar”; caos capixaba prova que isso daria errado

Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da polícia militar!” Você já deve ter ouvido esses versos por aí. Porque o jornalismo brasileiro adora filmá-los na boca de alguns manifestantes esquerdistas. Normalmente, são gritados de frente para as forças policiais que a fazem a segurança do próprio evento. Em alguns casos, a provocação surte efeito e tudo termina na confusão desejada pelo esquerdismo.

Mas como se daria o “fim da polícia militar” na prática?

Os versos não explicam. Mas o Espírito Santo vem vivendo uma tragédia que mostra como a Polícia Militar faz falta.

Em janeiro, Vitória teve quatro assassinatos. Mas, no último sábado, contudo, a PM iniciou uma paralisação. Até a redação deste texto, 51 mortos foram encontrados nas ruas da capital no intervalo de apenas dois dias. O caos ainda conta com saques, arrastões, assaltos a mão armada e brigas de rua.

Não, a Polícia Militar não é uma instituição perfeita, ou nem teria se dado a uma paralisação. Sim, ela precisa melhorar muito. Mas essa melhoria só virá com o apoio da população, e não com as provocações esquerdistas.

Só para entender o caos vivido nos presídios brasileiros, o governo gastará R$ 18 milhões

Foto: Rennett Stowe

Quais crimes cometeram os presidiários brasileiros? Quantos são presos provisórios? Com quantas pessoas eles dividem a cela? Acreditem. O Brasil que o governo Temer recebeu do PT não tem certeza dessas respostas.

Mas não deve ser difícil tê-las, não é mesmo? Não é só disparar um email para cada presídio, pedir para que mandem as informações que possuem e juntar tudo numa planilha Excel? Não. Porque nem os próprios presídios possuem esses dados.

Então basta mandar um pesquisador a cada presídio para que seja feita uma contagem? Também não é simples assim. Pois a situação é caótica de tal forma que não há como garantir a segurança desses pesquisadores. E o exército precisará entrar em campo.

Enfim… Cármen Lúcia propôs a realização de um censo para levantar todos estados dados e nortear políticas públicas. Por todas as dificuldades já descritas, o país deve investir R$ 18 milhões nessa iniciativa.

De fato, o Brasil não é para amadores.

A esquerda prega a cultura da “não reação” e depois reclama quando ninguém reage a um crime

Ninguém esquece o crime horrível havido numa estação de metrô, em que dois marginais espancaram até a morte um vendedor ambulante. Episódio vergonhoso, covardia extrema. Em meio às reações de repúdio, houve aquilo de sempre: militâncias diversas tentando trazer a desgraça para sua pauta. Lamentável, mas acontece.

Porém, chamou atenção a quantidade gigante de pessoas perguntando algo óbvio: POR QUE NINGUÉM REAGIU?

Boa parte das indagações decorriam de pessoas genuinamente em dúvida, é verdade, mas houve muito – muito! – esquerdista “anti reação” que aproveitou o embalo para mostrar-se indignado com isso. A eles, a única resposta cabível: vocês são contra reagir, então é esse tipo de sociedade que acabam criando. Simples (e trágico) assim.

A “não reação” a crimes é um pilar do esquerdismo, no fim das contas fundamental para a grande tese de que o povo não pode carregar armas. Em suma, para a esquerda, SOMENTE O ESTADO tem condições de atuar na defesa do cidadão; nem mesmo ele próprio estaria apto a isso.

Desse modo, ao tratar dos crimes (sobretudo os mais violentos), o seguinte disparate é repetido como mantra: não reajam! não reajam! não reajam!

Mas quando ninguém reage a determinado ato criminoso violento, esses mesmos esquerdistas fingem indignação, sem qualquer medo ou vergonha da hipocrisia patente. Queriam o quê? É isso que vocês pregam, ora!

Repisada e difundida por simplesmente TODOS os grandes veículos, essa ideia tem como resultado um povo cada vez mais acuado, medroso e apático. Um povo capaz de assistir a um espancamento sem reagir.

E a prova cabal e inequívoca de que essa turma estava falsamente indignada diante da inação das testemunhas é que em momento algum, depois do crime vergonhoso, a pauta da REAÇÃO foi posta em debate. Como sempre, sumiram com ela. E segue-se defendendo que as pessoas não podem reagir a crimes.

Porém, assim como na política, também não há “vácuo” no mundo da ideologia. Se os espaços são ocupados no mundo partidário, as vontades populares invariavelmente encontram guarida no campo ideológico. E a segurança pública (no geral), bem como o direito de reagir (em especial), são sim demandas reprimidas.

Quem tiver coragem de enfrentar a grande mídia levantando essa pauta em 2018, muito provavelmente receberá apoio das pessoas que vivem fora da microbolha dos “formadores de opinião” que tão-somente atendem ao esquerdismo. E que estes não finjam surpresa nem mostrem revolta quando isso tudo entrar em debate daqui a um ano.

Fernando Gouveia é co-fundador do Implicante, onde publica suas colunas às segundas-feiras. É advogado, pós-graduado em Direito Empresarial e atua em comunicação online há 16 anos. Músico amador e escritor mais amador ainda, é autor do livro de microcontos “O Autor”.

Presídio superlotado? Construam mais presídios! Mas não digam que se prende muito no Brasil

Foto: Rennett Stowe

O Ministério Público Federal fez um levantamento a respeito da situação do sistema carcerário brasileiro. E confirmou o que todo mundo já sabia: está superlotado, com 140 mil presos a mais do que seria possível manter encarcerado. Sim, uma situação horrível. Mas qual foi a solução apontada pelo MPF? Parece piada: “descarcerização“.

Isso não é dito apenas no país que vem enfrentando quase 60 mil assassinatos por ano. Mas no país em que, a depender da região, menos de 3% dos crimes do tipo apontam algum tipo de culpado. Como ter coragem de sugerir “descarcerização”, ou seja, penas alternativas e bem mais leves, com tanto bandido ainda aprontando nas ruas e aterrorizando a sociedade?

Só estando cego por um discurso esquerdista que passa a mão na cabeça até dos criminosos mais execráveis.

Se há déficit de vagas e se importam tanto assim com as condições dos presos, exijam a criação de mais vagas. Se possível, coloquem tais presidiários para trabalharem nessas obras em troca até mesmo da redução das próprias penas. Mas não digam ao povo brasileiro, que enterra 60 mil de seus entes queridos em decorrência de monstros, que o país precisa tirar bandido da cadeia.

É um absurdo!

Governo Temer tentará triplicar o tempo mínimo que condenados por corrupção ficam na cadeia

31.05.2016 - Presidente interino Michel Temer durante encontro com o Ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, e Secretários de Segurança Pública nos Estados. Foto: Beto Barata /PR

Grande parte da impunidade brasileira reside no fato de que, com 1/6 do tempo de cadeia cumprido, é possível mudar o regime prisional dos condenados. Mas o governo Temer trabalha para reduzir o estrago promovido pela Justiça brasileira. E quer que tais culpados cumpram pelo menos metade da pena antes de fazerem uso do benefício.

Com isso, o tempo mínimo de prisão seria triplicado para os casos de corrupção ativa e passiva, crimes violentos ou que representem grave ameaça. No exemplo trazido pela Folha, o assalto a mão armada, que hoje pode render apenas 11 meses de encarceramento, não libertaria ninguém antes de dois anos e 8 meses.

A expectativa é dar um duro golpe nos líderes do crime organizado. E, claro, acenar à população, tão cansada de tanta impunidade. A proposta partirá do Ministério da Justiça e mira a Lei de Execução Penais.

A gestão Haddad não consegue impedir que um de seus principais cartões postais seja pichado

Sob os cuidados de Fernando Haddad, a Ponte Estaiada já foi alvo de pichadores pelo menos três vezes, mas a prefeitura não sabe nem precisar quando ocorreu a primeira. A segunda se deu em 27 de junho. No dia 8 de agosto, um terceiro grupo de vândalos deixou sua marca num dos principais cartões postais de São Paulo.

Para complicar, a gestão Haddad simplesmente diz que não sabe como proceder para limpar a sujeira, pois o equipamento que utiliza não atinge alvos tão altos.

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No passado, Fernando Haddad fez questão de ser fotografado pichando um Pato Donald num dos túneis da capital.

S�O PAULO, SP, 02.11.2014: GRAFITE-SP - Os grafites do túnel José Roberto Melhem, que liga Av. Paulista a Avenida Rebouças, apagados para a divulgação de uma festa universitária, estão sendo pintados novamente. O Prefeito Haddad, acompanhado de sua esposa, Ana Estela Haddad, aproveitou para fazer um grafite e fez o rosto do Pato Donald. (Foto: Marcelo D'Sants/Frame/Folhapress)

Foi também sob seus cuidados que o ditador Hugo Chavez foi grafitado num patrimônio histórico da cidade.

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Agora, a prefeitura promete ampliar a segurança na ponte. Vendo as imagens acima, alguém acredita?

Demonizado pela esquerda, Israel teve papel fundamental na segurança da Rio 2016

A Rio 2016 foi também marcada por manifestações antissemitas. O noticiário conseguiu flagrar ao menos três, uma delas diante da câmeras, quando um atleta egípcio, sob pressão da imprensa islamita, se recusou a cumprimentar um judoca israelense. O público ficou horrorizado e vaiou a cena, mas, para variar, a militância esquerdista encheu as redes sociais de ressalvas para o papel de Israel no mundo.

Acontece que foi justamente Israel o país a ter papel primordial na segurança da Rio 2016. Tudo graças ao Eros-B, satélite israelense destacado para monitorar minuto a minuto a realização dos jogos, com imagens de tamanha resolução que equivaliam a fotografias capturadas a meio metro do chão.

As informações colhidas foram utilizadas para direcionar as ações das dezenas de milhares de seguranças em atividade na Olimpíada.