Mais essa: decisão favorável no TSE pode alavancar candidatura de Dilma Rousseff ao Senado

Como analisamos ontem, eventual vitória da chapa Dilma-Temer no TSE pode ser até melhor para o PT do que ao atual Presidente da República. Isso porque, em síntese, daria fôlego à narrativa comprovadamente furada do impeachment ter sido um “golpe”.

Para piorar, segundo informa o Expresso da Época, isso poderia dar força à candidatura de Dilma Rousseff ao Senado Federal, pelo Rio Grande do Sul. E seu “concorrente” no partido, Paulo Paim, que atualmente é senador por aquele estado, já estaria cogitando a hipótese e teria ameaçado deixar a legenda.

Claro que não seria algo fácil, já que a última pesquisa não colocou Dilma em boa posição. Mas também não se sabe que tipo de impacto positivo a provável decisão favorável do TSE exercerá no eleitorado gaúcho.

Enfim, tudo pode piorar.

Má fase: Dilma Rousseff não se elegeria nem senadora pelo Rio Grande do Sul, diz pesquisa

O Radar360, ligado ao portal Poder360, capiteneado pelo jornalista Fernando Rodrigues, divulgou há pouco pesquisa nacional, que comentamos em diversos posts. Mas também soltaram uma também pesquisa no Rio Grande do Sul.

Entrevistando 1.508 eleitores de 68 municípios, entre os dias 02 e 05/05, o levantamento traz as intenções de votos para o Senado Federal. Vejam a seguir:

Pois é. Dilma, na quarta colocação, não estaria habilitada – no ano que vem, serão duas vagas. Note-se que ela não é a primeira nem entre os petistas, sendo superada por Paulo Paim.

Denúncias de Corrupção

Também não é boa a situação da petista quanto a isso. Segue trecho:

“O instituto também perguntou se os eleitores gaúchos consideram verdadeiras as denúncias de corrupção contra a ex-presidente Dilma. 68,3% disseram acreditar nas acusações. Outros 22,7% consideram falsas. E 9,1% não sabem ou não quiseram opinar”

A eleição ainda está distante, mas talvez não seja uma ótima ideia concorrer por lá.

Confira o impressionante vídeo de Magno Malta, com o Senado vazio após a “Lista de Fachin”

Magno Malta (PR), senador pelo Espírito Santo, divulgou um vídeo quase inacreditável em seu perfil oficial. O “quase” é porque, a esta altura, todos já temos uma ideia de como a política nacional foi devastada após a “Lista de Fachin”.

Vejam a seguir, já voltamos:

De fato, é mesmo lamentável que o Senado Federal cancele sessão por conta disso. Sim, obviamente os senadores envolvidos deverão elaborar suas defesas, mas daí a simplesmente paralisar a casa legislativa, convenhamos, vai distância.

O Senado está há 123 anos sem barrar uma única indicação ao STF

Houve um tempo que o Senado se empenhava seriamente nas sabatinas para ministros do STF. Ao ponto de, no intervalo de apenas 3 anos, cinco indicações para a Suprema Corte serem rejeitadas pelo parlamento. Feliz ou infelizmente,  foram as últimas. Desde então, qualquer nome sugerido pelo Presidente da República era sabatinado já na certeza de que passaria.

E faz quanto tempo isso? Muito, muito tempo. Mais de 120 anos. Ocorreu no governo de Floriano Peixoto, o segundo presidente do país.

Na ocasião, foram barrados os seguintes nomes:

  • Barata Ribeiro
  • Innocêncio Galvão de Queiroz
  • Ewerton Quadros
  • Antônio Sève Navarro
  • Demosthenes da Silveira Lobo

Salvo acontecimento inusitado, as chances de esse ser o destino de Alexandre de Moraes, indicado pelo governo Temer, são mínimas.

Sabatina de Moraes: todos os senadores investigados na Lava Jato pertenceram à base de Dilma

A Câmara de Constituição e Justiça é considerada a mais importante do Senado. Possui 54 senadores, metade deles na condição de titulares. Deste grupo maior, dez nomes são investigados pela Lava Jato. E devem participar da sabatina de Alexandre de Moares, ministro indicado ao STF por Michel Temer.

A relação entre uma coisa e outra é menor do que se parece, afinal, a turma que atende a operação em Brasília está completa com a entrada de Fachin. Mas a esquerda já se assanhou para repetir que os senadores do governo Temer sabatinarão o ministro que os investigará no STF. O Implicante convida você, leitor, a observar a lista com estes dez senadores:

  1. Renan Calheiros, PMDB, 8 inquéritos
  2. Fernando Collor, PTC, 6 inquéritos
  3. Valdir Raupp, PMDB, 4 inquéritos
  4. Jader Barbalho, PMDB, 3 inquéritos
  5. Benedito Lira, PP, 3 inquéritos
  6. Edison Lobão, PMDB, 2 inquéritos
  7. Romero Jucá, PMDB, 2 inquéritos
  8. Gleisi Hoffmann, PT, 2 inquéritos
  9. Humberto Costal, PT, 1 inquérito
  10. Lindbergh Farias, PT, 1 inquérito

Sim, há nomes da base do governo Temer, e alguns da atual oposição. Mas os crimes investigados pela Lava Jato são anteriores à posse do presidente da República. E todos estes 10 parlamentares fizeram parte da base que apoiava o governo Dilma Rousseff.

Perceberam que nem tudo é assim tão simples como adoram gritar os esquerdistas? Pois é.

Que todos eles joguem duro com Alexandre de Moraes. Independente da quantidade de inquéritos que os atinge. Sabatina de membro da Suprema Corte é coisa séria. E essa precisa ser mais séria do que nunca. Pelo bem do STF.

Foi “golpe”? Senadores do PT apoiam candidato de Temer e ganham comando de Comissão

Os rumores surgiram em outubro do ano passado: parlamentares petistas apoiariam Eunício Oliveira (PMDB/CE) à Presidência do Senado e ganhariam alguma contrapartida em forma de cargos; na Mesa ou alguma comissão.

A razão seria a perda de cargos diante do impeachment e também com o resultado das eleições municipais. Houve quem concordasse, houve quem repudiasse.

Eis que agora, segundo noticiado, o PT ficou com a Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal.

Resta saber o que a turma do “foi golpe” vai dizer agora. Mas eles são criativos, jajá aparece alguma “narrativa” nova.

Toda essa briga entre STF e Congresso começou quando tentaram blindar o impeachment de Dilma

Foto: Jonas Pereira

Até a população ir às ruas exigir o impeachment de Dilma Rousseff, o STF tinha uma resposta pronta para qualquer bronca que chegava do Congresso. Uma resposta bem simples, que se resolvia em duas palavras: “interna corporis”. Equivalia a dizer que o problema não era da Suprema Corte, mas uma roupa suja a ser lavada em casa, seja essa casa a Câmara Federal ou o Senado.

Mas a o povo exigiu o impeachment de Dilma. E aparentemente o STF não gostou da ideia. Tanto que escandalosamente começou a meter a mão nas decisões do Congresso. Num primeiro momento, a Suprema Corte impôs obstáculos à aceitação do pedido. Num segundo, ao próprio andamento do processo.

A coisa foi ficando tão feia que, já ali por maio de 2016, alguns ministros teriam cogitado melar todo o impeachment, mesmo com o trabalho já tendo superado Câmara. E a solução teria sido ainda mais tosca: afastar Eduardo Cunha sumariamente, retirando da pauta do Supremo qualquer ação que o atingisse em função da Presidência da Câmara.

Bom… Se valia para Eduardo Cunha, valia também para Renan Calheiros. Assim acreditou Marco Aurélio Mello. E assim cobrou a população e o Ministério Público: “Pau que dá em Chico tem que também dar em Francisco“. Mas Calheiros simplesmente se recusou a aceitar a decisão e o STF acatou a proposta da Presidência do Senado, afastando-o apenas da linha sucessória da Presidência da República.

Agora, Luiz Fux mais uma vez meteu a mão no trabalho do Congresso e mandou o Senado devolver para a Câmara o pacote de medidas contra a corrupção, aquele que foi desfigurado anistiando crimes de caixa dois.

O que fez Renan Calheiros? Novamente disse que não vai cumprir a ordem.

Enquanto isso, a segurança jurídica do Brasil vai às favas. E o apreço da população pública pelos valores democráticos balança como nunca.

Que estes senhores tomem um mínimo de vergonha na cara.

Substituto de Renan Calheiros é o mesmo que sugeriu a Lula que desacatasse Sérgio Moro

E quem é Jorge Viana, o senador que substitui Renan Calheiros, afastado da presidência do Senado? Bom. É é do PT. É do Acre. E irmão de Tião Viana, outro ex-presidente do Senado que também substituiu o peemedebista quando, há 9 anos, este mesmo escândalo o atingiu em cheio.

Mas o brasileiro deve lembrar de Jorge Viana como o senador que sugeriu a Lula que fizesse uma cena enorme contra Sérgio Moro. A ideia do presidente interino do Senado era politizar o embate com a Lava Jato, fazendo com que o ex-presidente desacatasse o juiz e cavasse uma falta, forçando a operação a antecipar uma prisão do petista, o que, nos cálculos de Viana, inflamaria a militância e enfraqueceria a investigação.

jorge-viana

Lula aparentemente preferiu não pagar para ver. Ainda que tenha mantido uma postura combativa.

“Nome de chuveiro”: Lorenzoni ri por último e vê Renan ser afastado após comentário bizarro

Onyx Lorenzoni foi uma rara exceção a defender os interesses da Lava Jato na Câmara Federal. Como os deputados reagiram? Vaiando o relator do projeto das dez medidas contra a corrupção. Mas postura nada nobre veio também do presidente do Senado, que fez chacota do sobrenome do companheiro de parlamento, dizendo que “parece nome de chuveiro“.

Diz o ditado que ri melhor quem ri por último. E Calheiros não tem muitos motivos para sorrir, uma vez que 48 horas depois foi suspenso da Presidência do Senado por ter se tornado réu. Claro, o caso ainda precisa ser referendado pelo plenário do Supremo. Já permitiu a Onyx Lorenzoni ir à forra em sua conta no Twitter: “Biografias explicam“.

Sim, explicam.

Renan Calheiros foi afastado exatos 9 anos após ser “renunciado” da presidência do Senado

19.08.2015 - Presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), concede entrevista. Foto: Jane de Araújo/Agência Senado.

Sim, o PT voltar a presidir o Senado após tudo o que fez é uma anomalia política. Mas anomalia maior seria a continuidade de Renan Calheiros na Presidência da casa. Para isso, basta lembrar que este escândalo tem origem em maio de 2007. E lembrar o que aconteceria no dezembro seguinte.

O Renangate acusava o senador de ter despesas pessoais pagas por lobistas. A crise se estenderia por cinco meses, até que em outubro Renan não resistiria e pediria licença de 45 dias do cargo. Na volta, em 4 de dezembro, dizendo ser aquela “uma das horas mais difíceis” da vida dele, renunciou à Presidência do Senado.

Passados longos nove anos, o STF finalmente aceitou a denúncia contra o peemedebista, transformando-o em réu. E onde estava Calheiros? Na mesma Presidência do Senado. Seria sensato da parte dele renunciar mais uma vez. Mas não foi sensato. E o STF, novamente num 4 de dezembro, afastou-o do cargo.

Lá, como cá, a função caiu no colo de um senador petista. De um Viana. Lá, Tião Viana. Cá, Jorge Viana, irmão de Tião.