Imagem já histórica mostra Sérgio Cabral com o uniforme da penitenciária

As imagens que ilustram esta postagem não foram feitas por nenhum fotógrafo famoso, nem possuem a qualidade devida. Mas o valor histórico desde já é reconhecido. Nelas, surge Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro preso pela operação Calicute sob a acusação de participar de esquema que desviara ao R$ 224 milhões dos cofres públicos.

Há dois anos e meio, este homem geria um estado com 16 milhões de habitantes e um PIB que superava o meio trilhão de reais. Agora, ele está de barba por fazer, cabelo cortado por policiais e o uniforme da Secretaria de Administração Penitenciária.

Hoje, o café da manhã dele foi o mesmo dos outros detentos: um pão com manteiga e café com leite.

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O Brasil está mudando. Que Brasília perceba isso.

Prisão de Sérgio Cabral evidencia: a Justiça precisa passar a Copa de 2014 a limpo

Sérgio Cabral foi preso por integrar uma quadrilha que, durante sua gestão, desviou milhões de obras de engenharia no Rio de Janeiro. Em valores iniciais, estima-se que os envolvidos tenham levantado R$ 224 milhões em propina. Entre as obras atingidas, estaria o Maracanã, reformado para a Copa de 2014.

Não é a primeira vez que o evento surge no noticiário policial. Hoje, já se sabe que a Arena Corinthians foi um “presente” de Lula para o time do coração dele. Em Natal, a Arena das Dunas também está sob suspeita.

A Copa de 2014 foi toda prometida às cegas. Ainda na candidatura a sede, falava-se em custos que não passariam dos R$ 6 bilhões. Mas o crescimento do PIB em 2010 animou o governo Lula, e de repente já trabalhavam com orçamentos acima dos R$ 20 bilhões. Durante o evento, o prejuízo somou R$ 33 bilhões. Mas, com o cancelamento de algumas obras de infraestrutura, a conta foi fechada em R$ 27,1 bilhões.

Ao menos um quarto dos estádios levantados ou reformados para o evento já apresentaram graves esquemas de corrupção. E os outros nove? Escondem algo? A Justiça precisa passar isso a limpo.

Lula, antes de Cabral ser preso: “Votar no Sérgio Cabral é quase que uma obrigação moral”

Dilma Rousseff teve a coragem de negar que algum dia tenha sido aliada de Sérgio Cabral, e isso foi facilmente desmentido pelo próprio Twitter da presidente cassada. Lula não fez o mesmo, mas seria uma missão ainda mais complicada. Na internet, sobram vídeos de apoio ao ex-governador do Rio de Janeiro preso pela operação Calicute sob a acusação de desviar milhões de reais de projetos encabeçados por empreiteiras.

Numa das falas mais contundentes, Lula defende Cabral como um voto de obrigação moral e ética. É mole?

Votar no Sérgio Cabral é quase que uma obrigação moral, ética, política, é um compromisso de honra pra quem quer garantir um futuro melhor para os nossos filhos, para os nossos netos, para aqueles que a gente ama. Porque esse homem já provou que é um homem de bem, que é um homem que gosta do Rio, e que é um homem que tem competência para fazer as coisas que outros não fizeram. Por isso, meu companheiro Sérgio, se eu não tivesse que votar em São Paulo, eu iria transferir o meu título para votar em você pra governador do Rio de Janeiro.”

Já diria o técnico da seleção brasileira: “Fala muito!”

Seis tweets de Dilma que desmentem a própria Dilma quando diz que Cabral “jamais foi aliado”

Imaginando que a internet não tem memória, após a prisão do antigo aliado, a assessoria de Dilma Rousseff soltou uma nota que, com todas as letras, diz: “Sérgio Cabral Filho jamais foi aliado da ex-presidenta da República“. Bom. Basta uma visita ao próprio perfil da presidente cassada no Twitter para desmentir a nota.

O Implicante selecionou seis tweets que mostram o trabalho em parceria. Sim, é verdade que todos são de 2010. Mas, em 2014, o candidato a governador do Rio de Janeiro já era Pezão. E, após os protestos de 2013, Cabral ficou bem queimado com a opinião pública, preferindo sumir dos holofotes. Os aliados, claro, também optavam por não surgir ao lado. Hoje, como resta evidente, chegam até mesmo a negar qualquer aliança.

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Acredite se quiser: Dilma Rousseff agora diz que Sergio Cabral “jamais” foi seu aliado

Sergio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio de Janeiro, foi preso pela Operação Lava Jato em meio a denúncias pesadíssimas de corrupção. Todo mundo sabe disso, a esta altura, é claro. Porém, a novidade vem agora: Dilma Rousseff resolveu negar a realidade dos fatos e diz que ele “jamais” foi um aliado.

Isso mesmo: JAMAIS.

É mole?

Talvez não ajudasse muito relembrar os tantos e tantos momentos em que o ex-governador do Rio de Janeiro foi um valoroso aliado, inclusive participando de carreatas e eventos de campanha. O melhor mesmo é mostrar as imagens, que valem mais do que palavras.

Confiram a galeria:

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Já está bom, né? E ela dizendo que “jamais” foi um aliado.

Na Veja: Cabral terá “longa temporada na cadeia” e Lula estaria na mesma condição

A imprensa tradicional costuma ser pra lá de parcimoniosa quando o assunto é uma eventual prisão de Lula. Desta vez, porém, percebe-se uma novidade.

Vale conferir esta coluna do Radar, da Veja, escrita por Mauricio Lima. Trechos:

Sérgio Cabral sabe que vai passar longa temporada na cadeia (…) ex-governador do Rio Sérgio Cabral sabe que não há como se livrar da cadeia (…) ele não tem como fazer delação premiada e encurtar sua pena (…) é acusado de ser chefe da organização criminosa que desviou 220 milhões de reais dos cofres fluminenses. Outro que está na mesma condição é o ex-presidente Lula” (grifos nossos)

Como se vê, a assertiva é expressa. Lula estaria na “mesma condição”, e ela incluiria, ainda segundo o colunista, algumas características como a impossibilidade de delatar pela acusação de ser “chefe da organização” e a consciência de que será uma “longa temporada na cadeia”.

Fica o registro. Por certo, é a primeira vez em que algo assim sai na grande imprensa.

É mole? O Facebook de Anthony Garotinho alega que o crime de Sérgio Cabral foi muito pior

Se já parecia surreal a prisão de dois ex-governadores do Rio de Janeiro no intervalo de horas, a realidade parece estar disposta a mostrar que pode ir ainda mais longe. Porque Anthony Garotinho foi preso ontem na operação Chequinho. Mas nada impediu o perfil oficial dele de usar o Facebook – que o Implicante torce para estar sendo alimentado pela equipe do secretário de governo de Campos de Goytacazes – para contar vantagem em cima da detenção de Sérgio Cabral, encarcerado hoje pela operação Calicute.

A chamada diz:

“Cabral é preso por corrupção de R$ 224 milhões, bem diferente de Garotinho, acusado por dar Cheque Cidadão aos mais humildes.”

É claro que “Cheque Cidadão aos mais humildes” é uma narrativa para combater a acusação do Ministério Público, que viu compra de votos no uso indiscriminado no uso do Cheque Cidadão. Mas não mudemos de assunto…

Mesmo na situação em que se encontra, um grupo político está tentando tirar vantagem da desgraça do outro.

O Brasil definitivamente não é para amadores.

O Rio de Janeiro viu um terço dos seus ex-governadores vivos ser preso em questão de horas

Nesses 31 anos de democracia, o Rio de Janeiro elegeu apenas 7 governadores distintos. Leonel Brizola e Marcelo Allencar já faleceram. Os outros cinco encontram-se vivos: Sérgio Cabral, Rosinha Garotinho, Anthony Garotinho, Moreira Franco e Luiz Fernando Pezão. Mas vem reduzindo drasticamente o número de ex-governadores soltos.

Ontem, Anthony Garotinho foi preso pela operação Chequinho sob a acusação de compra de votos por intermédio de um programa assistencial inspirado no Bolsa Família. Hoje, Sérgio Cabral foi detido pela operação Calicute. A acusação: teria liderado grupo que desviou R$ 224 milhões de contratos de várias empreiteiras.

A vida dos outros dois ex-governadores segue também complicada. Rosinha Garotinho teve o mandato de prefeita cassado em Campos dos Goytacazes. E Moreira Franco já foi citado algumas vezes no noticiário ligado à mesma Lava Jato que prendeu Cabral.

Nilo Batista e Benedita da Silva parecem ter uma vida mais simples. Mas chegaram ao poder no Rio de Janeiro como vice-governadores.

O eleitor fluminense precisa escolher melhor os seus gestores.

 

Delator entregou que governador do RJ desviava verba das obras da Copa

Benedicto Barbosa da Silva Júnior está na Odebrecht há mais de 30 anos. Segundo a apuração da Folha, o executivo está negociando um acordo de delação premiada com a Lava Jato. Nele, reforça que Sérgio Cabral cobrou da empreiteira propina pelas obras do metrô e da reforma do Maracanã para a Copa de 2014.

Segundo o delator, o ex-governador do Rio de Janeiro tinha por hábito cobrar propina em cima de 5% de tudo que passava por sua caneta. Essa informações coincidem com a mesma taxa delatada pela Andrade Gutierrez em outro acordo que também citava Cabral.

E é aqui que o buraco pode ser bem mais embaixo, uma vez que Benedicto deve entregar também a sujeira envolvendo as obras da COMPERJ, um prejuízo que já superou os R$ 30 bilhões. Qualquer porcentual de uma quantia dessas é dinheiro para muito tempo de cadeia.

Nova bomba atômica: presidente da Andrade Gutierrez entrega todo mundo

As coisas atualmente andam tão bombásticas que mal dá tempo de respirara e já aparece algum novo fato avassalador. Agora, é a vez da delação de Otávio Azevedo, que até sua prisão foi o presidente da Andrade Gutierrez. Segundo a reportagem veiculada nesta tarde pela Veja, ele entrega geral.

O novo “listão”, como já é chamado, inclui figuras como: Ricardo Berzoini, ex-ministro de Lula e atualmente Ministro das Comunicações de Dilma; Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e de Dilma; Erenice Guerra, ex-ministra de Lula e outrora braço-direito de Dilma; José Roberto Arruda (ex-DEM), ex-governador do DF; Agnelo Queiroz (PT), ex-governador do DF; Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio; Eduardo Braga (PMDB), ex-governador do Amazonas e atualmente ministro de Dilma; Omar Aziz (PSD), Senador. Se há mais nomes, não se sabe por ora.

E Otávio Azevedo disse ainda que a propina era “regra” em qualquer setor dos governos petistas.

Otavio Azevedo - Andrade Gutierrez - Delação Premiada

Não há motivos para duvidar dele.